Um parêntese...
Queridos, andei vendo minhas postagens antigas e percebi que muitas pessoas fazem perguntas nos comentários, nos quais estão sem respostas. Desculpeeem!
É que, como vocês podem perceber, eu mal ando postando e muito menos vendo os comentários.
Vamos fazer assim, me mandem um e-mail no meu endereço pessoal que respondo a todos! Pode ser? Fechado! rs
Vai o end: sika.ishi@gmail.com - não mandem vírus! rsrs
Voltando!
Aqui vão alguns vídeos que eu e a Tai gravamos. Sinta um pouco de Buenos Aires no ar... :)
Chula gaúcha que é argentina
O melhor e mais sensual Tango que já vi!
Mais um!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Vídeos de Buenos Aires
Estações:
Argentina,
Buenos Aires,
Viagens,
Vídeo
Local:
Buenos Aires, Argentina
quarta-feira, 27 de março de 2013
Por una cabeza.. - Argentina, Buenos Aires
Em meio à região dos pampas se encontra Buenos Aires, a
terra do Tango que muitos ‘gringos’ acham ser a capital do Brasil – falo muito
sério. Mas deixando informações históricas de lado, posso dizer com o coração
aberto que esta cidade me conquistou de todas as formas. Jamais imaginei que
encontraria tudo que mais gosto num só lugar – a arquitetura europeia com o
calor latino.
| carlos gardel - a voz da argentina |
Eu e uma amiga, a Taiane, chegamos de ônibus na rodoviária
Retiro. Depois de quase 18 horas de viagem de Porto Alegre (onde estou morando
agora, mas isso é uma outra história) através do FlechaBus. Super confortável,
com direito até a uma bandejinha de lanches – coisa que nem o avião da Gol
oferece!
Nossa primeira impressão foi o transporte público, como o
metrô, um dos mais antigos do mundo. E bota antigo nisso! Pelas condições, acho
que nunca recebeu uma reforma depois de pronto. Porém, a passagem era bem
barata, apenas $2,50. E como o real vale $3 pesos, deu para esbanjar não só com
isso, mas com muitas outras coisas.
Ficamos no hostel Terrazas Estoril e dividimos o quarto de
seis pessoas. Apesar do australiano (temos problemas com esta nacionalidade)
fedido que estava dormindo na mesma beliche que eu, o lugar é bem limpo e
organizado. Ele se localiza do alto de um prédio na Av. de Mayo, uma das
principais de Buenos Aires. De lá dá para se ter uma boa visão da cidade e
também, sem contar no preço que é bem em conta!
O dia estava ensolarado com um vento gostoso – nada do que
pesquisei na previsão do tempo do Google. O traidor (e também a Nataly!) me fez
trazer muitas roupas de inverno, inclusive botas e um casacão que usava em dias
quase intensos. Sorte que tinha um micro short, próprio para usar com meias,
mas que me quebrou o galho até então.
| Rua próxima ao hostel |
Demos um ‘look around’ rápido pelas redondezas. Visitamos o
obelisco, andamos pela Av. 9 de Julio e tiramos algumas fotinhas sem maiores
produções. O lugar onde estávamos era bem no centrão, lugar onde tudo e mais um
pouco aconteceu. Os prédios, as calçadas e os monumentos escreviam em partes a
construção da ‘Europa na América Latina’. Simplesmente encantador!
| Av. 9 de Julio com a imagem da Evita em destaque |
Depois desta pequena caminhada, voltamos para o hostel. À
noite eles ofereceram churrasco típico de lá, com ‘chorizo’, que seria um pão
com carne. A comida é boa, mas nada se compara ao brasileiro – claro!
Conhecemos algumas pessoas de várias partes do país, como
americanos, escoceses, alemães, entre outros. O bom disso é que pude
desenferrujar meu inglês, que já estava em desuso há tempos.
A noite acabou forrada de cerveja Quilmes e depois com a
minha bela e deliciosa Guinnes, em um pub Irish que tinha ao lado. Tudo bem
divertido!
Ressaca, tour, tango, mais roupas e micos
Apesar da ressaca, acordamos cedo para aproveitar o café da
manhã. Uma coisa simples, com ‘meia luna’ (uma espécia de croassant doce),
suco, manteiga e geléia. Tudo certo, se não fosse oferecido todos os santos
dias. Mas ok!
Um guia turístico passou para oferecer uma caminhada grátis
pela cidade. Topamos na hora e fizemos o mesmo trajeto que antes, mas com
direito a informações extras. Foi tudo bem interessante, pois percebi que a
população argentina faz questão de lembrar até pessoas que não tiveram grande
destaque nas revoluções, mas que fizeram parte de tais acontecimentos
históricos.
Visitamos a catedral onde o atual Papa Frascisco rezou por
muitas vezes. O engraçado é que o lugar se parece com tudo – um teatro, uma faculdade
ou até uma loja de departamentos de luxo, mas nunca uma catedral. E falando no
pontífice, sim! Tinha muitos cartazes, revistas, outdoors, etc, etc, etc, em
homenagem a ele. Mas como disse minha querida presidenta Dilma, ‘o papa é
argentino, mas deus é brasileiro’ ;)
| Catedral que parece com tudo, menos com uma catedral |
| No interior do antigo lugar onde o papa rezava missas |
| Olha o papa ai, gente! |
Depois de andar por alguns lugares, paramos na Casa Rosada,
que fica ao lado da Catedral. Lá é o Palácio do Governo, onde também é local de
diversos protestos – inclusive, neste mesmo dia vi uns dois pelas ruas. Depois
das histórias, a partir de lá a caminhada seria paga. E para quem ficar na
dúvida quando tiver na mesma situação, o meu conselho é que pague os 30 reais
que seja, pois vale muito a pena. Conhecemos boa parte da história nos lugares
reais, onde tudo aconteceu. Foi ótimo!
| casa rosada |
Fomos no museu onde funcionava o ‘escritório’ de Eva Perón.
Lá se encontra diversos recortes de jornais, revistas, livros, entre outras
coisas. O lugar pode não ter muitas coisas, mas dá para sentir um pouco da
energia do passado e de como esta mulher, ao lado do marido presidente,
mobilizou multidões em busca de mais igualdade social no país. Apesar das
controvérsias que existiam na minha cabeça, vi que em meio às circunstâncias, o
peronismo foi de extrema importância para a economia politica da Argentina. Não
é a toa que até hoje eles usam esta vertente como referência, antes de eleger
alguém para representa-los nos próximos anos.
| recortes de jornais da época |
| sede do partido peronista. Eu fui e participei! rs |
Visitamos os lugares onde imigrantes de várias
nacionalidades europeias se instalaram depois da primeira guerra mundial. Os
lugares eram tipo cortiços, que atualmente funcionam feirinhas de
quinquilharias e artesanatos. Tudo ok, até descobrirmos que foi onde o tango
nasceu, através de diversas culturas, movimentos e nacionalidades. Curioso
saber que aqueles passos milimétricamente dados foram inventados de um tudo
para se tornar tão perfeitos e cativantes.
| Sentindo o tango no ar |
| detalhe da pia de azulejos |
No final, fomos a um barzinho localizado não muito longe de
lá. Tomamos algumas canecas de cerveja e comemos um big lanche por poucos
pesos. Além disso, houve uma apresentação de tango com um casal que estava
dançando na praça, em frente ao bar. Fiquei impressionada com os movimentos e
até gravei um trechinho para publicar aqui. Só sei que no final fiquei toda
apaixonada pelo dançarino <3 p="">3>
| Ele sorriu pra mim! |
| Galerinha do tour! |
| rapaz tomando um sol |
| Moço vendendo coisinhas na pracinha |
Depois de tudo, fomos convidadas pelo guia para um lugar com
vinho, comidas típicas argentinas e tango. Fiquei bem empolgada, pois estava
doida para uma noite típica! Depois que chegamos no hostel, me produzi com
direito a muito luxo. Coloquei um vestido preto, com uma meia-calça da mesma
cor, além de um lenço de oncinha para completar o meu visu de ‘noite em um
restaurante chique’. Mas para o meu desespero, quando chegamos, vimos que o
lugar era uma escolinha de espanhol com grupinhos de alunos de várias
nacionalidades, vestidos praticamente com roupas de casa, churrasco, vinho
barato e voz com violão. Queria morrer...
Mas apesar do mico, conheci pessoas legais e me distrai com
a apresentação. Depois desta reuniãozinha, ganhamos uma ‘entrada’, que até
então era grátis, para uma casa de música latina. Apesar de não gostar muito do
estilo, decidi ir pelas pessoas. Chegando lá, vimos que o ‘passe-livre’ custava
$30 pesos que não tínhamos. Tivemos que ir embora sem dar tchau para ninguém e
decepcionadas com a noite. Mas valeu!
| ainda bem que meu modelito luxo não aparece tanto nesta foto... |
Ricolleta, flores, lojas e Nataly
O dia foi especial com a Nataly! Depois de alguns meses sem
vê-la, o encontro foi muito bom, obrigada! Tudo com direito a papos insanos e
muitas risadas.
| caminhadinha! |
Demos uma andada pela região Ricolleta. Lá sim tem muitas
roupas bacanas, diferente das outras partes que só oferecem ‘moda Machu Picchu’
nas lojas. Porém, como já estávamos quase no final da viagem, achei que seria
desperdício me preocupar com isso. Tive que me virar com as roupas que trouxe
na mala mesmo.
Passamos o dia no parque Rosedal. Apesar de estarmos no
outono, deu para tirar algumas fotinhas com flores em volta. Tudo tranquilo e
sereno.
| flores! |
| lago do parque |
À noite decidimos ir a um barzinho nas redondezas. Tomamos
cerveja através de um pote de suco. Delicioso! Mas a noite foi um pouco parada,
só com mesa, boa música e papos. Nada demais.
Caminito, Cores, Al Pacino, mais tango e Guillermo
Mais um dia de caminhada, com a diferença de que havia
multidões nas ruas. O dia era histórico, no qual comemorava 37 anos do fim do
golpe militar. Interessante ver o quanto a população argentina é realmente
envolvida com a política no país.
| Protestos pelas principais ruas de Buenos Aires |
| da janela do hostel. Manifestações a cada esquina |
As passeatas foram regadas com muita música, bandeiras,
gritos e protestos. Foi lindo ver a mobilização do povo numa data tão
importante, em memória dos que morreram pela pátria. Sim, nós brasileiros
deveríamos aprender mais com os hermanos.
Apesar das passeatas, decidimos completar nossa rota
turística. Sem querer desmerece-los, mas tínhamos pouco tempo para pesquisar
quais frentes acompanhar e também de conhecer tudo que estava acontecendo em
poucas horas. Tivemos que ir de acordo com o roteiro, que dava de encontro com
o Caminito.
Agora sim descobri porque o antigo barzinho de Cuiabá se
chamava Caminito. O lugar é uma região pobre de Buenos Aires, mas que possui
muita beleza, cultura e cores pelas ruas. Apesar dos cuidados que tivemos que
ter, tudo foi muito tranquilo e gostoso.
| Numa esquina do Caminito |
| Tango! |
Comemos em um restaurante ótimo, recepcionadas por um garçom
que era a cara do Al Pacino, protagonista do filme Perfume de Mulher – no qual
o ator faz a famosa cena de tango, só para informar.
Ficamos ao som de tango, tocado e cantado por músicos
velhinhos e também com a apresentação de um casal. Apesar de não terem o mesmo
envolvimento e drama que o outro, foi bom. Até tirei algumas fotinhas com o
dançarino, fazendo poses bem sensuais haha.
| sensualizando |
| al pacino em buenos aires! |
Satisfeitas, fomos andar pela feirinha para comprar algumas
coisas. Parei em uma banquinha de desenhos, todos retratando a cultura
argentina em guache. O artista veio e se apresentou como Guillermo Alio, um ‘múltiplo’
que dançava tango e pintava com os pés ao mesmo tempo. Ele nos apresentou o
ateliê dele, todo cheio de desenhos, tintas e muita arte.
Tive o prazer de conhecer um pouco mais sobre o trabalho
dele pelo mundo através de recortes de revistas, nos quais mostram ele nos EUA
e na Europa, divulgando sua arte que envolve o tango e muitas tintas. Comprei
uma figura de Carlos Gardel, no qual ele fez uma homenagem desenhando os traços
do cantor com animais, que descrevem um pouco sobre a carreira deste importante
poeta argentino. No final, ele fez uma dedicatória, desenhando um casal
dançando tango com o meu nome. Lindo!
| Guillermo Lalio com o quadro que fez em homenagem a Vinícius de Moraes |
| toda honra e prazer de dar alguns paços desengonçados com ele! |
E também, como não poderia perder, tiramos fotos dançando
tango. Só que agora, com mais estilo, nas mãos de um verdadeiro artista! Foi um
prazer!
Após este passeio maravilhoso, voltamos ao hostel e
encontramos nosso amigo alemão Max. Em meio ao protesto, que já estava mais
enfraquecido por conta do horário, fomos a uma churrascaria comer algo. Lugar
onde a Tai percebeu o quanto a cultura argentina se encontra com a gaúcha. É
como se estivéssemos no Rio Grande, mas com as pessoas falando outra língua.
Curioso.
No final de um longo dia, bebemos algumas cervejas com um
amigo argentino e batemos papo pelo hostel mesmo. Sem maiores ânimos de sair.
Fomos dormir às 6 da manhã, sem perceber que no outro dia seria logo.
Hasta Luego!
Acordamos como doidas, para fazer o Check Out, comer e ir direto para a rodoviária. Nem
deu tempo de pensar que aquele era o último dia de uma jornada maravilhosa,
cheia de saudades e de gostinho de quero mais.
Além de conhecer um belo lugar, pude matar a saudade dos
meus dias na Europa, andando de hostel em hostel, conhecendo pessoas de
diversas partes do mundo e trocando diferentes ideas, conquistando cada espaço
por onde passei. Bom saber que este sonho não acabou e que ele mora bem ao meu
lado, sempre!
| free as a bird |
Novo gás e novo ânimo! Que venham os próximos dias! ;)
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Local:
Buenos Aires, Argentina
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Paris, mon amour!
Finalmente a última parada desta minha jornada. Depois de uma longa viagem de trem, o qual durou uma noite inteira, eis que meus pés pisam em Paris, a capital mais charmosa da Europa!
Difícil ficar indiferente quando se está em Paris. Tudo é muito lindo e encantador. A emoção bateu forte a cada passo que dei por aquelas ruas. Tudo respirava arte, charme e muito romance.
O dia estava um tanto chuvoso, mas nada que impedisse alguns bons passeios pela Cidade Luz. Ainda, para melhorar ainda mais o meu turismo, acabei encontrando uma amiga que estava fazendo o mesmo por lá. Então, as andanças agradáveis foram garantidas.
Louvre, Notre Dame, Eifell...
Comecei conhecendo o Museu do Louvre. Tive que enfrentar uma fila quilométrica para entrar, mas nada como a empolgação de estar naquele lugar monstruoso não ajude a superar a espera. Uma dica é de, ao invés de entrar pela porta principal (na pirâmide de vidro), o ideal é dar a volta pelo pátio interno do museu e ter acesso à outra entrada. Simples e prática, esta não tem tantas filas gigantescas para enfrentar.
Peguei meu mapinha e fui direto ver a dona Gioconda, ou, para quem não sabe, a Mona Lisa. Esta pintura maravilhosa tem apenas 77x53cm. Um quadro minimíssimo, o que faz ficar mais encantador pela grandeza dos detalhes. E realmente, ela olha para você independente da sua posição. Fiquei bem emocionada por ter a oportunidade de vê-la de perto. Leonardo da Vinci sempre foi um dos meus pintores renascentistas favoritos e estar de frente a uma obra dele foi simplesmente fascinante.
Depois fui caminhando para ir de encontro com outras obras principais, como a Vênus de Milo, obras de Michelangelo, bustos da Grécia antiga, entre outros. Mas o que me encantou foi o palácio de Napoleão. Esquece tudo que você sabe sobre luxo, pois os pertences deste imperador supera tudo. Peças minunciosamente trabalhadas a ouro e lustres de tirar qualquer fôlego. Fiquei me sentindo um coco, mas encantada também.
Um bom passeio pelo museu pode durar umas três ou quatro horas, mas infelizmente é quase impossível ver todas as peças do lugar. Dizem que se você ficar olhando por oito segundos cada peça exposta no Louvre o seu 'passeio' durará oito anos e mais alguns meses. Quer dizer, é coisa que não acaba mais!
Mudando os suspiros de lugar, fui à Catedral de Notre Dame. Na hora lembrei do desenho Corcunda de Notre Dame e fiquei imaginando ele nas alturas, tocando o sino e conversando com as gárgulas - estas existem mesmo!. Tudo bem trabalhado e bonito, típica igreja europeia. Pagando €2 você pode subir no terraço e ver Paris do alto. Mas como eu sou uma 'militante' ativa de não alimentar a poupança de igrejas, fiquei sem ver nada mesmo.
Achei engraçado a estatua de Joana D'Arc na mesma catedral que a transformou em churrasco. Algumas contradiçõezinhas na lista infinita do catolicismo, não é? Mas isso já é uma outra história...
Saindo de lá, fui no Arco do Triunfo. Inaugurado em 1836, o monumento foi erguido em comemoração à vitória dos militares de Napoleão. Localizado nas extremidades da Champs-Éliseés a obra é simplesmente monstruosa de tão linda. Muitos cliques merecidos foram tirados.
Em seguida, aproveitando o local, logicamente fui à avenida mais badalada do mundo. Com dezenas de lojas e grifes, Champs-Élisées explica por que é tão famosa assim. Mas, como eu sou uma pobre estudante que conta moedas até para comer, uma olhada foi o máximo que gastei por lá.
Entre outros lugares visitados pela charmosa Paris, nada mais é tão encantador quanto a Torre Eifell. Nunca imaginei que ela seria tão bonita assim. É um típico monumento que você perde minutos - e para os apreciadores exagerados, horas! - olhando, sem poder ao menos piscar. A melhor parte da vista é a noite, quando de hora em hora luzes começam a piscar por ela toda. Lembro que acabei soltando: "Realizei um sonho que nunca tinha sonhado antes". Foi lindo...
Dei adeus para Paris e para toda uma temporada de viagens que fiz durante este ano. Eu só tenho a agradecer à minha mãe pelo patrocínio e todo apoio de ter vivido momentos maravilhosos. Descobri que a vida é tão linda muitas vezes e que objetivos são possíveis de serem alcançados, basta fazer as coisas honestamente e seguir o foco. Aprendi coisas que me fizeram crescer profissionalmente e pessoalmente. O meu íntimo está muito mais grandioso e o meu coração também.
Obrigada à todos que leem o Blog da Sika por terem acompanhado, mesmo de longe, as minhas experiências no velho mundo. E que venham mais jornadas e grandes acontecimentos!
Abraço forte à todos!
Difícil ficar indiferente quando se está em Paris. Tudo é muito lindo e encantador. A emoção bateu forte a cada passo que dei por aquelas ruas. Tudo respirava arte, charme e muito romance.
O dia estava um tanto chuvoso, mas nada que impedisse alguns bons passeios pela Cidade Luz. Ainda, para melhorar ainda mais o meu turismo, acabei encontrando uma amiga que estava fazendo o mesmo por lá. Então, as andanças agradáveis foram garantidas.
Louvre, Notre Dame, Eifell...
Comecei conhecendo o Museu do Louvre. Tive que enfrentar uma fila quilométrica para entrar, mas nada como a empolgação de estar naquele lugar monstruoso não ajude a superar a espera. Uma dica é de, ao invés de entrar pela porta principal (na pirâmide de vidro), o ideal é dar a volta pelo pátio interno do museu e ter acesso à outra entrada. Simples e prática, esta não tem tantas filas gigantescas para enfrentar.
| Museu do Louvre |
Peguei meu mapinha e fui direto ver a dona Gioconda, ou, para quem não sabe, a Mona Lisa. Esta pintura maravilhosa tem apenas 77x53cm. Um quadro minimíssimo, o que faz ficar mais encantador pela grandeza dos detalhes. E realmente, ela olha para você independente da sua posição. Fiquei bem emocionada por ter a oportunidade de vê-la de perto. Leonardo da Vinci sempre foi um dos meus pintores renascentistas favoritos e estar de frente a uma obra dele foi simplesmente fascinante.
| Sika e Mona |
Depois fui caminhando para ir de encontro com outras obras principais, como a Vênus de Milo, obras de Michelangelo, bustos da Grécia antiga, entre outros. Mas o que me encantou foi o palácio de Napoleão. Esquece tudo que você sabe sobre luxo, pois os pertences deste imperador supera tudo. Peças minunciosamente trabalhadas a ouro e lustres de tirar qualquer fôlego. Fiquei me sentindo um coco, mas encantada também.
| Sika e Vênus |
| Salinha |
| coisa humilde |
| lindo |
Um bom passeio pelo museu pode durar umas três ou quatro horas, mas infelizmente é quase impossível ver todas as peças do lugar. Dizem que se você ficar olhando por oito segundos cada peça exposta no Louvre o seu 'passeio' durará oito anos e mais alguns meses. Quer dizer, é coisa que não acaba mais!
Mudando os suspiros de lugar, fui à Catedral de Notre Dame. Na hora lembrei do desenho Corcunda de Notre Dame e fiquei imaginando ele nas alturas, tocando o sino e conversando com as gárgulas - estas existem mesmo!. Tudo bem trabalhado e bonito, típica igreja europeia. Pagando €2 você pode subir no terraço e ver Paris do alto. Mas como eu sou uma 'militante' ativa de não alimentar a poupança de igrejas, fiquei sem ver nada mesmo.
| corcunda em Notre Dame |
| Obra de Da Vinvi também |
| dourado |
Achei engraçado a estatua de Joana D'Arc na mesma catedral que a transformou em churrasco. Algumas contradiçõezinhas na lista infinita do catolicismo, não é? Mas isso já é uma outra história...
| qualé? |
| super cinema |
Em seguida, aproveitando o local, logicamente fui à avenida mais badalada do mundo. Com dezenas de lojas e grifes, Champs-Élisées explica por que é tão famosa assim. Mas, como eu sou uma pobre estudante que conta moedas até para comer, uma olhada foi o máximo que gastei por lá.
| comprei nada |
Entre outros lugares visitados pela charmosa Paris, nada mais é tão encantador quanto a Torre Eifell. Nunca imaginei que ela seria tão bonita assim. É um típico monumento que você perde minutos - e para os apreciadores exagerados, horas! - olhando, sem poder ao menos piscar. A melhor parte da vista é a noite, quando de hora em hora luzes começam a piscar por ela toda. Lembro que acabei soltando: "Realizei um sonho que nunca tinha sonhado antes". Foi lindo...
| tão linda |
| amor à primeira vista MESMO |
| sonho realizado! |
| panqueca e eiffel |
| :) |
Dei adeus para Paris e para toda uma temporada de viagens que fiz durante este ano. Eu só tenho a agradecer à minha mãe pelo patrocínio e todo apoio de ter vivido momentos maravilhosos. Descobri que a vida é tão linda muitas vezes e que objetivos são possíveis de serem alcançados, basta fazer as coisas honestamente e seguir o foco. Aprendi coisas que me fizeram crescer profissionalmente e pessoalmente. O meu íntimo está muito mais grandioso e o meu coração também.
Obrigada à todos que leem o Blog da Sika por terem acompanhado, mesmo de longe, as minhas experiências no velho mundo. E que venham mais jornadas e grandes acontecimentos!
Abraço forte à todos!
domingo, 17 de junho de 2012
Madrid, Capital Espanhola
Mais um destino do meu último 'tour' europeu. Esta que foi a quinta cidade das seis que escolhi. Não muito planejado, mas não menos importante: Madrid, a capital espanhola.
Bem que estava nos meus planos, mas somente porque tenho uma prima morando por lá, a Daniella. Uma pessoa muito querida, que me abrigou e alimentou durante os poucos dias que passei por lá. Obrigada, Dani!
Bom, como eu estava praticamente na etapa final da viagem, o meu corpo já se encontrava extremamente cansado e desajeitado. Minha vaidade já estava no 'escambal' há muito tempo, ou seja, um objeto não identificado vagava pelas ruas com um mochilão nas costas. Terrível. Mas cheguei bem.
As ruas de Madrid me lembrava vagamente de Londres: com prédios bem elegantes banhados com o melhor da arquitetura original européia, imponentes avenidas e muita movimentação. Um breve resumo? Nada de novidade quando se já conhece o mínimo na Europa.
Não estou fazendo descaso, mas a cidade não me tocou em nenhum sentido. Confesso que no geral tudo é bem organizado e limpo (em termos), mas nada de novo ou original que caracterize uma capital do continente mais rico do mundo. Sem contar com a população, que em sua grande maioria são de imigrantes ilegais, o que perde consideravelmente o encanto de qualquer cidade, pois a cultura chega a não acarretar mais o seu 'desenho natural'.
Dizem que pode-se gastar três ou quatro dias por lá, mas acho que dois já são mais que suficientes. Visitas nos principais pontos turísticos e comer uma bela Paella, para não perder o ritmo espanhol, pode-se colocar nos planos. Mas, confesso que não pesquisei muito e nem andei tanto quanto eu gostaria. Talvez pelo cansaço ou pelo desinteresse que esta me passou (e a opinião não é só a minha), mas dividirei o mínimo que vi pelas ruas madrienhas.
Comecei pegando o trem Renfe, parando na estação Sol. Lá é a parte central de Madrid, onde se chega a quase todos os lugares mais badalados da capital, inclusive no palácio espanhol. O lugar é de acesso à Gran Vía, uma das principais ruas, com lojas, restaurantes requintados, cinemas, teatros e muito mais. Para quem for se hospedar em hotel ou albergue, recomenda-se ficar por estas redondezas.
Uma boa dica é ir direto à Plaza Mayor. Rodeada de prédios, o lugar foi construído em meados do século XV, em meio ao tempo medieval. Mesmo depois de grandes incêndios, ela conserva-se intacta e de ótimo clima para sentar, tomar um vinho e admirar os artistas de rua em volta.
Enfim, é isso. Desculpem se não escrevi muitos detalhes, mas é que realmente não os tenho. Curti meus dias em Madrid mais ao lado da minha prima que não via há anos - o que foi muito ótimo por sinal. - Mas levem em consideração o básico de outras cidades que visitei e a iguala. Talvez isso resuma bem as minhas impressões de lá.
Destino final: Paris
Bem que estava nos meus planos, mas somente porque tenho uma prima morando por lá, a Daniella. Uma pessoa muito querida, que me abrigou e alimentou durante os poucos dias que passei por lá. Obrigada, Dani!
| sika e dani a lá espanholas |
Bom, como eu estava praticamente na etapa final da viagem, o meu corpo já se encontrava extremamente cansado e desajeitado. Minha vaidade já estava no 'escambal' há muito tempo, ou seja, um objeto não identificado vagava pelas ruas com um mochilão nas costas. Terrível. Mas cheguei bem.
As ruas de Madrid me lembrava vagamente de Londres: com prédios bem elegantes banhados com o melhor da arquitetura original européia, imponentes avenidas e muita movimentação. Um breve resumo? Nada de novidade quando se já conhece o mínimo na Europa.
| perto do palácio |
| placas |
| pablo neruda |
Não estou fazendo descaso, mas a cidade não me tocou em nenhum sentido. Confesso que no geral tudo é bem organizado e limpo (em termos), mas nada de novo ou original que caracterize uma capital do continente mais rico do mundo. Sem contar com a população, que em sua grande maioria são de imigrantes ilegais, o que perde consideravelmente o encanto de qualquer cidade, pois a cultura chega a não acarretar mais o seu 'desenho natural'.
Dizem que pode-se gastar três ou quatro dias por lá, mas acho que dois já são mais que suficientes. Visitas nos principais pontos turísticos e comer uma bela Paella, para não perder o ritmo espanhol, pode-se colocar nos planos. Mas, confesso que não pesquisei muito e nem andei tanto quanto eu gostaria. Talvez pelo cansaço ou pelo desinteresse que esta me passou (e a opinião não é só a minha), mas dividirei o mínimo que vi pelas ruas madrienhas.
Comecei pegando o trem Renfe, parando na estação Sol. Lá é a parte central de Madrid, onde se chega a quase todos os lugares mais badalados da capital, inclusive no palácio espanhol. O lugar é de acesso à Gran Vía, uma das principais ruas, com lojas, restaurantes requintados, cinemas, teatros e muito mais. Para quem for se hospedar em hotel ou albergue, recomenda-se ficar por estas redondezas.
| símbolo bem conhecido na Espanha. O porquê? Não sei.. |
| palácio espanhol |
| jardim do palácio |
| o palácio |
Uma boa dica é ir direto à Plaza Mayor. Rodeada de prédios, o lugar foi construído em meados do século XV, em meio ao tempo medieval. Mesmo depois de grandes incêndios, ela conserva-se intacta e de ótimo clima para sentar, tomar um vinho e admirar os artistas de rua em volta.
Enfim, é isso. Desculpem se não escrevi muitos detalhes, mas é que realmente não os tenho. Curti meus dias em Madrid mais ao lado da minha prima que não via há anos - o que foi muito ótimo por sinal. - Mas levem em consideração o básico de outras cidades que visitei e a iguala. Talvez isso resuma bem as minhas impressões de lá.
Destino final: Paris
Local:
Madri, Reino da Espanha
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