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terça-feira, 15 de março de 2011

Primeira parada: Venezuela

Viagens, viagens, viagens... Por mim, viveria assim pra sempre. Passando de um lugar para o outro, conhecendo gente, partes diferentes do globo e até ares novos.
Recentemente eu fiz minha primeira (de muitas, assim espero) viagem internacional, juntamente com os meus familiares. E o destino foi: Venezuela.

Sim, o lugar não tem lá uma fama das melhores, começando pelo governo. Mas, apesar de todas as notícias corriqueiras sobre a nação, descobri outro lado da moeda, diferente dos que costumam falar pelas mídias afora.

A CHEGADA

Depois de quase dez horas de viagem, chegamos exaustos em Caracas, a capital venezuelana. A cidade estava cinza e relativamente fria, porém deu para se perceber o ar ‘caliente’ desde que entramos no taxi – que, vamos respeitar, eram totalmente diferente dos ‘carrinhos’ de nada do Brasil. Dentro dos carros o mambo e a salsa tomavam conta das rádios bolivarianas, caracterizando bem o que, eu, pelo menos, pensava da cultura de lá.


Pelas ruas, me veio uma vasta semelhança com o Rio de Janeiro: muita favela em cima de muito morro. Mas pelas simples casinhas via-se muitas cores nas paredes, o que dava uma cara diferenciada, algo um tanto mais ‘alegre’, ao local.

Ruas de Caracas

O hotel em que ficamos era merecidamente cinco estrelas. Vocês podem estar pensando que eu sou rica agora. Não, gente. Lá é tudo absurdamente barato. Um real é o equivalente a três e noventa bolívares. Ou seja, fizemos a festa mesmo! Entrei no quarto encantada. O banheiro? Ah, o banheiro... tinha uma linda banheira com água quentinha me chamando a todas as poucas horas que fiquei hospedada. Porém, só o vaso sanitário que não me familiarizei, por ter vários botões que colocou até minha mãe em apuros.

Vaso complicado...


Dando de descolada no hotel


Foto pensante...


Corredor do 'Iluminado'

COMIDA E BEBIDA

A comida, logo de cara, percebemos que não tinha muito tempero, sendo assim, o sal foi muito usado. Havia uns bolinhos de trigo e milho (igualmente sem sal, porém muito bons) que eles chamam de Arepa. Para quem for lá, não deixem de experimentar. Eles são muito bem servidos quentinhos e com manteiga, esta, uma das melhores que já provei.

Quanto a bebida, serviam uma cerveja que trazia no rótulo um urso polar e que dispunha de um gosto um tanto amargo. Ah, ela se chamava ‘Polar’. Mas eu gostava mesmo era de uma “Mitchelada”, mais conhecida como “Cosmel” pelas bandas daqui. Ou “CDB”, para os mais botequeiros.

Arepa

Mitchelada!

Polar

MIRAMAR HOTEL

No dia seguinte, fomos direto ao aeroporto nacional e partimos para Isla de Margaritas. Para quem não sabe a “Ilha das Margaridas” localiza-se no Mar Caribenho, famoso pelas suas águas azuizinhas e imagens paradisíacas.

Chegamos à cidade de Porlamar, capital do Estado. O ‘ressort’, chamado Miramar Hotel, que havíamos reservado ficava a mais ou menos 40 minutos do aeroporto, ou seja, mais uma ‘viagem’ de carro. Chegando lá foi um sacrifício para toda a família se comunicar com os venezuelanos, pois ninguém sabia falar castelliano, então, lá foi eu treinar um pouco do meu pobre inglês. O interessante nisso é que apesar do país ser relativamente pobre, praticamente todos os que eu me comuniquei dentro desta uma semana falavam inglês muito bem, obrigada. Até as faxineiras (sem querer desmerecer, mas vocês sabem do que falo) entendiam.

Miramar de longe


Miramar de perto

Então, a praia do ressort era linda. Tudo bem que nos dois primeiros dias enfrentamos uma chuva muito chata, daquelas que iam e voltavam do nada. Entretanto, nos demais foram acalorados com muito sol, o que cooperou com a paisagem e com o meu bronze também.

Praia no frio


Praia no calor


As coisas chatas – realmente MUITO chatas – foi que tudo lá havia regras e horários. Por exemplo: não podíamos pegar nem um pouco de batata frita para levar à beira da praia, para comer como petisco. NÃO HAVIA CAMARÃO. Quantos aos horários, somente a partir das 11 horas que eles liberavam as bebidas. Essas dispunham de cerveja e coquetéis, um em especial – que tinha até uma música bem tocada nas rádios de lá – que se chamava Piña Collada. O que isso significa? Abacaxi alguma coisa...

Para acompanhar a bebida, havia apresentações culturais todas as noites no hotel. A primeira foi com uma dança típica da Venezuela, chamada Joropo. Deu para se lembrar um pouco do siriri e cururu cuiabano, por conta das roupas coloridas, das saias rodadas, do ritmo a dois, entre outros. Só o som que eram verdadeiros hinos do país, pelo fato das pessoas cantarem com até muito louvor, reverenciando o país. Muito animado e bonito. Todavia, nos demais dias eu queria morrer. Sabe vergonha alheia? Então, senti muito isso nesses horários.

As apresentações se diferenciavam em temas. Um dia rolou um show de comédia pastelona, outro era dança espanhola (bem aquele “bomboleioooo, bamboleiaaaa”), outro era uma imitação barata de “Grease – Nos tempos de brilhantina”, e assim por diante. O pior de tudo era que sempre depois desse inferno eles chamavam uma galera do público para dançar em cima do palco o “Chiuaua”, o que tive a infelicidade de dançar pra todo mundo ver no primeiro dia. CAPETA DE MÚSICA QUE NÃO SAIU DA MINHA CABEÇA ATÉ O FINAL DESSA VIAGEM!

Dancinha da desgraça...

COMPRAS E MAIS COMPRAS

Uma das partes mais legais foi ir às compras! Fomos ao shopping na cidade fizemos a festa. Muito bom estar em um país com a moeda bem mais desvalorizada que a sua. Apesar da cidade ser pequena, tinha muitas lojas de grife que não se encontra nem em Cuiabá! Como a Victoria Secrets, Kipling, entre outras que desconheço (desculpem, mas não sou muito ligada a marcas. Fiquei um pouco por dentro agora...).

Foto de 'pose que mamãe mandou'

O centro da cidade também havia bastante loja bacana, porém muitas não eram de ‘grife’. Comprei algumas coisas que estarei precisando futuramente a preço de banana. Tem a parte engraçada também em muitas dessas lojas, que são os manequins. A maioria são igualmente trabalhadas dentro do padrão de beleza venezuelano: peitudas, muito peitudas.

Peitólas...

Mudando um pouco o foco, dentro desse pequeno passeio pela cidade vi a rotina porlamariana... Os ônibus pareciam aqueles “School Bus” amarelo, entretanto bem mais desgastados. Eram filas e filas destes sempre bem lotados. O trânsito era até mais infernal do que estamos acostumado, sem muitas sinalizações e regras – diferente daquele ressort dos infernos.

E tem gente reclamando do bus de Cuiabá

TURISMO

Lá pelos últimos dias fomos fazer um passeio turístico pela ilha. Com um jipe branco quase caindo aos pedaços e tendo o Alejandro como guia conhecermos lugares históricos, como o La Galera, uma fortaleza espanhola instalada há 200 anos durante a guerra, além de praias maravilhosas que faziam parte do caribe venezuelano tomaram conta dos meus olhos.

La Galera 'ueba!'

Águas incrivelmente azuis e limpinhas. O triste é saber que toda aquela paisagem tinha pouca estrutura. Como na ‘Playa Punta Arena’, havia um modesto restaurante que não tinha água encanada e energia instalada. Uma vergonha para um país que se orgulha de ser o terceiro maior exportador de petróleo do mundo. Apesar de todos estes ‘contra tempos’, tudo foi muito bom e até encantador, sim.

Praia caribenha

Restaurante sem estrutura, mas bonito

Fomos embora na manhã de um sábado corrido e caloroso. Foram praticamente 24 horas de aeroportos e vôos para chegar de volta à Cuiabá e finalmente deitar na minha caminha saudosa.
Sim, a Venezuela é um país bom para se visitar, mas infelizmente não voltarei tão cedo, pelo menos a passeio. Mas tudo valeu a pena demais, principalmente pela paisagem linda que o país proporcionou. É, a primeira vez a gente não é para se esquecer...

Tchau, Venezuela! Foi bom te conhecer!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Visões do mundo


Está aí um hobbie que se tornou 'coisa séria' em um curto espaço de tempo. Houve uma época em que eu nunca tive um maior apreço por tirar fotos, apenas admira-las através de outros olhares. Porém, eis o dia em que eu resolvi estudar comunicação e tive um contato maior com esta arte tão fascinante, que me pegou de uma forma que eu não consigo largar mais.

Neste link você pode conferir alguns trabalhos meus. Ainda estou atualizando aos poucos - pois há um limite no flickr não pago -, mas aguardem por mais novidades! Basicamente estas são as minhas 'obras de arte'. Umas feitas por hobbie, outras feitas a trabalho, porém ambas elaboradas com muito amor, carinho e dedicação.

Sim, isto é um tipo de propaganda. E quem quiser contratar meus serviços, o contato é este: (65) 8414-3623.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um sonho realizado


Transportar emoções reais para uma breve quantidade de linhas é uma coisa extremamente difícil, ainda mais quando se trata da maior já vivida. Sou beatlemaniaca de corpo e alma a mais de dez anos, e sempre almejava ir a um show de qualquer um deles vivos – já que não posso vê-los reunidos em um único palco. Isto virou até um objetivo de vida, do tipo “não posso morrer antes de isso acontecer”. Bom, leitores, eis que um sonho foi realizado no dia 22 de novembro de 2010. Eu, Simone, fui ao show da turnê “Up and Coming” de Sir Paul McCartney.

Foram 12 horas de fila, enfrentando um tempo inconstante. Ao lado do fotógrafo e amigo Tchélo Figueiredo, vimos que São Paulo, a “terra da garoa”, se mostrou além de seu apelido. Houve horas que a “garoa” engrossou e todos tiveram que enfrentar um “toró d’água” (sem esquecer o cuiabanês). Mas fã que é fã enfrenta até canivetes! E sem distinção de idades. Prova disso foi que durante o tempo na fila percebi diversos pais, avós, netos, filhos, entre outros. Ao meu lado, por exemplo, havia um casal de velhinhos firmes e fortes, encarando as mesmas dificuldades como qualquer outro.

Entrando no enorme estádio do Morumbi, fiquei impressionada com o mar de pessoas espalhadas entre as cadeiras, pistas e áreas vip. Todos gritando muito por conta da emoção de estar lá, na frente de um palco gigantesco, considerado um dos maiores já montados na América Latina. Todo o meu esforço foi compensado quando finalmente consegui o melhor lugar para quem estava na pista: a grade! O que deu para ter uma visão muito boa de lá.

O tempo parecia não passar, pois ficar horas em pé na chuva não é para qualquer um. Até que, com apenas 12 minutos de atraso – o show estava marcado para as 21h30 - as luzes acenderam, e entre elas, trajado de muita elegância com um paletó roxo, a estrela “more” da noite apareceu. Paul McCartney iniciou com Magical Mistery Tour, do álbum homônimo. Logo de cara deu para sentir que a apresentação não seria pouca coisa.

Comecei a chorar feito uma criança de tanta emoção. Carregando o seu mítico baixo em forma de violino, companheiro desde a época dos Beatles, Paul não decepcionou nem um minuto se quer.

Até arriscou falar em português. Tudo bem que deu para ver claramente que ele estava lendo no chão, mas quem se importa?! Tudo foi muito perfeito e todos foram ao delírio com cada brincadeira ou fala que ele fazia. Também não era por menos ter uma platéia lotada de fanáticos, creio que se ele fizesse o mínimo já seria o máximo para todos.

Tocou sucessos pós-beatle, da banda Wings e até da carreira solo, como “Jet”, “Rock Show”, “My Love” e “Venus and Mars”, o que levantou o público de diversas formas que seguiam o ritmo da batida. Entretanto, o momento em que quase fiquei sem respiração foi na música “Live and Let Die”. Acompanhada com fogos de artifícios tudo levou ao inevitável delírio da galera extasiada. Mas não posso mentir, leitores, quando os acordes dos quatro garotos de Liverpool tomaram conta dos instrumentos, a multidão foi quase à loucura, cantando tudo em uníssono.

Músicas como “All My Loving”, composição lendária da dupla Lennon/McCartney, “Drive My Car”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Back in the U.S.S.R.”, “Eleanor Rigby”, “The Long and Winding Road”, “Two of Us”, “Get Back”, as marcantes “Hey Jude” e “Let It Be”, entre tantas outras 23 músicas dos Beatles, só começou a aumentar ainda mais a emoção de 64 mil pessoas presentes no estádio.

Apesar de todas essas músicas fazerem uma verdadeira volta no tempo, um dos momentos mais fortes da apresentação foi quando o músico homenageou os ex-parceiros. A canção feita especialmente para Lennon, “Here Today” arrancou rios de lágrimas do público, inclusive de meus olhos. Mas “Something”, em memória de George Harrison, também não ficou por menos, ainda mais quando começou a passar diversas fotos do ex-beatle no telão. A emoção foi inexplicável.

A última parte do show, mais uma vez leu no chão do palco: “Vamos embora”. Isto foi automático, arrancando vários “No” misturados com “Não” do público. Mas o inevitável e nada esperado chegou. As últimas músicas tocadas foram “Yesterday”, “Helter Skelter”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e “The End”, este último bem característico para um fim de show.

Bom, com certeza não passei nem um décimo da emoção que tive neste dia. Tudo isso me provou que a beatlemania ainda não morreu. Alguns dias se passaram e ainda estou anestesiada com a apresentação, pensando se vai ser possível ver uma próxima. Este, sem dúvida, é um tipo de acontecimento que será dividido com os meus filhos, netos, bisnetos... E eternamente estará em uma linda parte de minhas maiores lembranças.
Obs: Este texto foi publicado no jornal Folha do Estado no dia 25/11/2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Concertos Populares da Orquestra do Estado de MT


Este final de semana, mais precisamente no dia 21, estive na cidade de Sapezal, interior do Estado, para conferir o último dia da turnê da Orquestra. Acompanhei todos os detalhes da apresentação - inclusive o churrasquinho pós-espetáculo na casa dos Maggi, além das bebedeiras noturnas nas ruas e nos botecos perdidos do município, hehe.
Todos os músicos, produtores, enfim, as pessoas que fizeram parte do projeto foram super receptivas, me senti em casa.

Enviada especialmente para pegar as impressões do evento, fui toda meio acanhada mas confiante, enfrentando horas de estrada para ver tudo de pertinho. O texto a seguir será capa do Folha3, da Folha do Estado de amanhã. Mas para vocês conferirem com antecedência, vou postar aqui. Depois me falem o que acharam, sei lá :)

Não levei a câmera para tirar fotos, pois a minha mala estava muito pesada - sabe como é, né? Produtos de sobrevivência e tudo mais me impediram de levá-la... -, então peguei uma do blog oficial do concerto, que você pode acessar aqui. O crédito vai para Rosano Mauro.


Agora, chega de delongas. Confira o texto:

A volta dos Concertos Populares da Orquestra do Estado de Mato Grosso, que está na ativa desde 2005, foi marcada por muita admiração do público mato-grossense. Passando pelos municípios de Cuiabá, Campo Verde, Rondonópolis, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Novo, e por fim, em Sapezal. O Folha3, a convite da Orquestra, esteve presente nesta última cidade, no dia 21 (sábado), para conferir as impressões e o resultado desta turnê que tem como objetivo levar a música de concerto para o público em geral.
Localizada na região norte do Estado, Sapezal fica a 480 km da capital. Apesar da cidade ser relativamente pequena, com os seus 14 mil habitantes, a Orquestra, juntamente com uma grande estrutura de palco e luz digna de uma grande apresentação, conseguiu chamar uma parte considerável da população. O público se acomodou em todas as cadeiras disponíveis e como pôde para apreciar o espetáculo.

CONCERTOS POPULARES

A Orquestra, regida pelo maestro Leandro Carvalho, preparou o Concertos Populares com a intenção de alcançar o grande público, e assim, popularizar a música de concerto com grandes profissionais do ramo.
“Todo ano as apresentações são especiais para esta proposta. Para se ter uma ideia, em seis anos nós fizemos mais de 450 concertos e nunca repetimos o repertório”, revela Carvalho, que procura levar músicos já acostumados com a rotina pesada de ensaios. “Por isso buscamos grandes profissionais que são treinados a sentar e tocar”, completa.
No total de oito cidades percorridas, inclusive a capital, a Orquestra se apresentou em praças e locais públicos, com um repertório que viajava pelos vários cantos do Brasil, indo de norte a sul, provando ainda mais que o país se mostra multi-cultural, principalmente em se tratando de música.
Dentre as composições selecionadas, constaram cirandas de Lourenço da Fonseca Barbosa, as marchinhas carnavalescas da revolucionária Chiquinha Gonzaga, o frevo do maestro Elpidio dos Santos, as canções folclóricas de Gregório Molina (1938) & Mario del Tránsito Cocomarola, as gauchezas de Gilberto Monteiro e R.S. Rios - que tirou longos suspiros do público, que em sua grande maioria era de origem sul-rio-grandense.
Não faltaram também as cuiabanisses fortes e animadas de Tote Garcia e Mestre Albertino, canções que se mostraram mais marcantes no repertório. Por fim, mostrando o Brasil central, foram executadas composições de Roberto Corrêa. Ele esteve presente nos concertos pelo interior do Estado ao lado da Orquestra, mostrando o melhor da viola caipira e da viola de cocho.
A junção destes dois instrumentos obteve um resultado singular. A mistura do clássico erudito do violino com as dedilhadas da lisa canção da viola caipira e das graves violas de cocho formou um casamento inspirador, firmando a proposta do repertório: a de levar a música a população, mostrar que a Orquestra também atende ao gosto de um público de diferentes tribos e idades.

PÚBLICO

O jovem estudante Tiago de Matos Santos, de 14 anos, esteve presente na apresentação e demonstrou atenção a cada nota tocada e regida pelo maestro Leandro Carvalho: “Achei ótimo por ter vários instrumentos. Eu nunca tinha visto este tipo de apresentação, é uma novidade para a minha cidade e uma oportunidade única para conhecê-los. Espero que eles voltem mais vezes”.
Quem também se cativou pelo espetáculo foi a professora aposentada Maria Shirley Capelari, de 70 anos. “Este espetáculo é importante para a cultura de Mato Grosso. O povo de Sapezal necessita de apresentações assim. Achei uma excelente ideia”.
A energia que a Orquestra passava através das canções, mostrando uma faceta da ‘brasilidade’ do nosso país, estava estampada nos olhos atentos de cada pessoa presente no público de Sapezal. A resposta disso tudo foi reconhecida ainda por Leandro Carvalho, que disse estar satisfeito com o resultado de toda a trajetória dessa turnê.

SITE

Para conferir mais impressões através de fotos e vídeos feitos durante os espetáculos dos Concertos Populares 2010 e também para saber das próximas apresentações, acesse o site da Orquestra: http://www.orquestra.mt.gov.br/omcj/bra.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

As Borboletas Voaram!

Mais textos sobre shows. Acredito que este é o lado cultural que mais gosto - tirando cinema, desenho, pinturas..., é, não é o que mais gosto.

Enfim! Este fim de semana, mais precisamente no dia 03/07 (sábado), fui à Chapada dos Guimarães – acho que fica uns 60 Km da capital mato-grossense -, no Festival de Inverno, e conferi o show do grande Zé Ramalho.

Abertura do show ficou por conta das meninas da Bionne. Foi maravilhoso! Principalmente quando elas tocaram "Chega de Saudade" (escrita por Vinícius de Moraes e Antonio Carlos Jobim). Eu não sei vocês, mas tenho uma particularidade enorme com essa música. Além de canções autorais, que passeavam no samba e no choro. Músicas de excelentíssima qualidade.

Agora, o show do Zé Ramalho foi como já esperava. O som estava ótimo e super redondo. Pena que a apresentação não durou tanto quanto eu gostaria - só uma hora, mais ou menos -, mas a emoção foi demais. O paraibano das borboletas tocou os seus maiores hits, como Chão de Giz, Avohai, Vila do Sossego, entre outros.

Tive a oportunidade de subir ao palco, e ficar a poucos metros da atração da noite (graças ao meu empreguinho, hehe). A energia foi sem igual! Tudo bem que fiquei somente três músicas lá em cima, mas foi o suficiente para registrar muitas coisas boas de lá. Depois fiquei bem na frente. Houve uma hora em que ele olhou pra mim e deu um "baita" sorrisão! E eu meio atrapalhada, sem jeito, o retratei. Ficou meio torto, mas está logo aí em baixo do texto, como prova! hehe.

Não reparei em muitos detalhes minuciosos do show, mas garanto que foi muito bom, chegando a entrar até nos "top 10" de apresentações musicais que mais gostei.

Para quem quiser conferir algumas fotos desta noite, basta acessar o flickr aqui: http://www.flickr.com/photos/simoneishizuka/

Babem, e boa noite!




Olha ele olhando pra mim!

Do palco!


Ô, alegria! :)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Acidente

Algumas pessoas já sabem (ou "meio" que sabem) que neste último domingo pela manhã eu sofri um acidente de carro, na Av. Miguel Sutil, depois do Círculo Militar. Graças a Deus - e olha que eu não costumo dizer isto - não aconteceu praticamente nada comigo. Sofri algumas batidas e o cinto deu uma marca "boa" no meu pescoço, mas nada comparado ao meu carro, que deu perda total.

Este é um post diferente neste Blog. Costumo escrever sobre diferentes assuntos, sobre os meus gostos e costumes, menos os pessoais demais. Mas achei interessante eu dividir este momento marcante da minha vida com vocês, e dizer brevemente que a vida muitas vezes se torna um fiasco diante aos acontecimentos que ela proporciona.

Bom, eu estava andando a mais ou menos 80Km/h pela a avenida. Já tinha sol no céu, e eu estava voltando da casa de um amigo. Apesar do sono, eu estava em boas condições para dirigir. Logo que passei em frente ao Clube Círculo Militar, percebi água escorrendo pela rua, que saía do local. Não me importando muito com a pista molhada, mantive a velocidade pelo fato de querer chegar logo em casa. Logo na curva, antes do posto de gasolina, percebi mais água na pista. Achando que era a mesma quantidade que a anterior, decidi seguir em frente. Mal eu sabia que, diferente da onde passei, havia praticamente um palmo de profundidade. Meu carro derrapou várias vezes. Tentei recuperar o controle, mas não consegui. Foi aí que bati no meio-fio, e o carro tombou, parando em cima da calçada, ao lado de uma árvore, de cabeça para baixo. Graças ao muro de uma casa e a uma árvore, me salvei de um poste que estava próximo. Em meio ao desespero, soltei um forte grito e quando menos esperei, eu estava da mesma posição que meu carro.

Logo que o carro parou, soltei o cinto de segurança - que por sorte, tenho o habito de usar - e cai sobre os estilhaços de vidro que sobrou do parabrisa. Minha coluna doía muito, o meu corpo estava fraco, e minha cabeça sem saber o que pensar direito. Não acreditava que estava naquela situação.

Algumas pessoas se aproximaram para me ajudar. Um policial abriu a porta do motorista, e me chamou para sair, pois era perigoso continuar lá. Mas não tinha forças suficientes para sair. O meu corpo estava em condições, mas a minha cabeça não. Logo quando dei a minha mão ao policial, senti uma sensação de alívio, coisa que achei que senti antes, mas era algo diferente. Estava com um sentimento de agradecimento eterno de estar viva, de não ter sofrido nada demais, de estar andando com a ajuda de muitas pessoas boas, que estavam no lugar certo e na hora certa para me acolher, entre outras coisas.

Logo após, os bombeiros e o SAMU chegou para me atender. Sai imobilizada com toda aparelhagem possível. Fiquei sem me mover um dia inteiro, mas sai do hospital no final da manhã.

Estou repousando em casa, e pelo visto vou ficar durante esta semana inteira. Mas não fico triste pelo meu carro, ou pela situação que estou passando, acho que fico agradecida por ter e estar passando por tudo isso, pois com certeza, estou tendo uma visão nova de vida e criando novas perspectivas à ela. Agradeço por estar aqui dividindo tudo isso com vocês, até para aquelas pessoas que não conheço, mas que vez ou outra comentam nos posts amadores que publico aqui.
Não sei qual será o "melhor acontecimento dos útlimos tempos", mas estarei disposta a responder possíveis pergutas - bom que vocês me ajudam a sair do tédio, pois eu só estou comendo, dormingo, lendo e assintindo televisão... help!
Pescoço marcado com cinto. Ê alegria!

Pernas roxas

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Setembro


Estou com preguiça de escrever agora, mas achei legal recomendar este filme. Acabei de vê-lo no no Sesc Arsenal, e o achei muito bom. Não é puxação de saco, mas até hoje eu não vi nenhum filme do Woody Allen que seja ruim, apesar de não ter assistido todos, mas posso dizer que vi boa parte. Enfim, vai uma pequena descrição do filme a vocês a seguir.


SINOPSE: Numa casa de campo em Vermont, seis pessoas passam o último dia de verão. Um cenário ideal para Woody Allen construir um tocante drama sobre o amor, a amizade e a família ao seu modo inconfundível de fazer cinema. Numa ciranda de paixões, Lane (MIA FARROW), a dona de casa, ama um publicitário, Peter (SAM WATERSON), que alugou sua casa de hóspedes. Mas Peter ama Stephanie (DIANNE WIEST), que se sente vazia com o fracasso de seu casamento. Há ainda Diane (ELAINE STRITCH), a mãe de Lane, e o vizinho Howard (DENHOLM ELLIOT) que ama Lane, para fechar o círculo. Nesse mundo fechado da casa de verão, os personagens compõem um painel de aspirações e obsessões, que Woody Allen explora como ninguém.



Curiosidades: Este filme ainda não tem em DVD, portanto, terão que rebolar pra encontrar uma cópia. Mas para aqueles adeptos à downloads, aí vai o link também: http://www.4shared.com/file/71510177/40025188/SEPTEMBER_Woody_Allen.html


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Minha Amada Imortal


O ano era 2004. Como passei praticamente a minha vida inteira estudando em colégios de padre, tive um contato mais profundo com a igreja católica (juro!), e nisso, participava sempre de encontros religiosos promovidos pela igreja do meu colégio.

Eu sempre tive fama de dorminhoca, durmo em qualquer lugar e em qualquer hora (menos nas madrugadas em casa - insônia), ainda mais em palestras, e ainda mais palestras que ficam falando que Jesus é amor, Jesus é vida e virgindade é a alma do negócio, sinceramente acho isso tudo um saco. Mas em um desses encontros, ocorrido em Campo Grande - MS, vi a palestra de um padre que eu nem me lembro mais o nome da onde ele veio e do que ele falava, só sei que este momento me chamou a atenção pelo simples fato dele ter posto uma cena deste filme... Minha Amada Imortal.

Este filme conta parte da história de Ludwin van Beethoven, ou só Beethoven. Era um compositor erudito e ainda por cima alemão - só para focar que os caras fodas e inteligentes em sua grande maioria eram e são alemães, mas não é só por isso, é também o fato que apesar de ele ser um compositor extraordinário, ele era surdo. É difícil associar essas duas coisas não contraditórias. Talvez seria a mesma coisa que um fabricante de perfume não ter olfato, ou um cantor ser mudo, ou um dentista sem as mãos (não é uma má idéia!), enfim... Mas ele tinha o seu diferencial.

Em vida, Beethoven compôs grandes óperas, sonetos e concertos em geral. Sentia a música na alma, calculava minuciosamente cada instrumento em sua cabeça, e foi capaz de compor músicas inesquecíveis e imortais. Quem aqui nunca ouviu Sinfonia nº9, que atire a primeira pedra, obrigado.

Mas a música que me deixa extasiada é o Sonata ao Luar. No filme, Beethoven (interpretado por Gary Oldman) começa a tocar esta música no piano, como não podia ouvir o que estava tocando, tentou encostar seu ouvido no instrumento para sentir as vibrações que ele dava em cada dedilhada. Esta cena é simplesmente fascinante.

Cena do filme Minha Amada Imortal (1994)


Tudo isso é para que vocês confiram este filme. Ele não merecia um Oscar e nem um Globo de Ouro como melhor filme do ano, quanto mais do século, mas assistam somente para ver esta cena... Posso garantir que é apaixonante.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Operação Valquíria


Mais um post exclusivo para as grandes atrações da sétima arte. E este, sinceramente, superou minhas expectativas.

O roteiro do filme é todo inspirado em fatos reais. Contando sobre a operação que mudou de certa forma a visão horrível que eu tinha (tenho) do nazismo em seu todo. Cansados das ordens sem fundamentos do então consagrado Führer, Adolf Hitler, um grupo de membros do exército nazista elaboram uma estratégia para acabar com a repressão governamental que o então ditador da Alemanha aplicava. Liderado por um dos oficiais de confiança de Hittler, Claus Schenk Graf von Stauffenberg, a conspiração chamada Operação Valquíria mudou o conceito de muitos aliados ao terror sucedido na época.


O final é sem comentários. Para quem acompanha a história das guerras mundiais, já deve saber como termina este grande marco histórico da segunda guerra mundial.

E sinceramente, eu não curto muito o trabalho do galã e protagonista do longa, Tom Cruise, mas neste filme, ele me surpreendeu com sua encenação com porte mais determinado e esperançoso. Adorei.


Obs: Comecei a escrever esse texto desde o dia do lançamento, e só deu de terminar agora... sorry! Da próxima vez, serei mais prestativa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Stand by me


When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, No I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
Refrão:
So darling, darling
Stand by me, oh, stand by me
Oh stand, stand by me,
Stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
Refrão
Whenever you're in trouble, won't you stand by me
Oh stand by me,
oh won't you stand now?
stand by me

terça-feira, 18 de novembro de 2008

“Enquanto você sonhava”, exposição de fotografias de Rosano Mauro Jr.

Cores harmoniosas em forma de luz, mescladas com expressões, loucuras, rotina e sentimentos, transitando ao mesmo tempo com o belo e o estranho, todos resumidos em oito retratos coloridos e em preto e branco. Isto é um pouco da proposta que o fotógrafo cuiabano Rosano Mauro Jr. levou para sul do país, na exposição “Enquanto Você Sonhava”, que vai até o dia 06 de fevereiro do ano que vem, no Sesc da Esquina, em Curitiba - PR.



A imagem de uma moça preparando-se para dormir com o seu olhar cansado e inquieto, coberta por um edredom de cores mistas e seu livro aberto ao lado; um homem ao telefone de orelhão com a barba por fazer, expressando tristeza em seus olhos e em sua aparência, compondo também a imagem decadente de um cigarro aceso, dominado pela fumaça em composições de cores frias.
As fotos mexem bastante com o contra-luz, sombras e o preto e branco, tendo como característica a sutileza do enquadramento. Pode-se perceber que as cores fortes se enquadram perfeitamente com as cores menos gritantes, dando um equilíbrio na temperatura da cor.





Através destas composições, são lançados diferentes leituras do cotidiano de pessoas com uma única coisa em comum: a busca do sonho. “Cada um sente a fotografia com uma intensidade e vibração. Cada uma conta uma história, uma possibilidade, um sonho” - comenta o fotógrafo.



O convite
A exposição foi um convite da 3ª Temporada de Exposiçãoes do Sesc Esquina, no sul do Brasil. Cada temporada conta com seis artistas visuais, sendo cinco aprovados pelo Sesc, e somente um é convidado. E o previlegiado da vez foi o fotógrafo cuiabano, que produziu as fotos especialmente para o evento em cartaz, dando um espaço aberto para que os observadores possam não somente ver e apreciar, mas sentir de diferentes maneiras as mensagens que as fotos transmitem.
Para chegar a este resultado, o autor desta “mostra de sonhos” diz ter-se inspirado em cinema, leituras, assistir televisão, músicas, e até conversas flagradas no ônibus. “Gosto de ver lugares, composições interessantes me fazem ter idéias para possíveis ensaios. Conhecer pessoas com boa fotogenia (bela ou grotesca) também é altamente inspirador.” - diz.



O fotógrafo revela ter vasculhado suas obras passadas, buscando imagens com enquadramentos e composições mais fortes, cores diferentes e mais ousadas, à caça de luzes naturais, sem nada muito “clean” - como mesmo diz Rosano, mas sempre buscando a harmonia entre as cores dispostas no espaço. “Quero criar com a minha fotografia, reações e evocar sentimentos, criando imagens sensíveis e reveladoras, num mundo inflacionado de imagens de mega pixels” - conta.
A abertura da exposição foi no dia 11 de novembro (terça-feira), e segundo o artista responsável pelo evento, o público foi muito além do esperado pelo mesmo.

O “arquivista” de sonhos

A vida profissional de Rosano começou recentemente, em 2006, com auxílio de seu amigo e também fotógrafo Vinícius Mania (do Estúdio Wayne). Começaram a fazer coberturas fotográficas de festivais musicais e também até de velórios. Mudou-se para Curitiba-PR no mesmo ano, e com uma câmera emprestada, começou a dar suas primeiras pinceladas na arte de desenhar com a luz durante as tardes curitibanas, registrando a cidade, as pessoas, as sombras, entre outros, dizendo que não há melhor opção de se conhecer a cidade: treinando o olhar.
Hoje, com a própria câmera profissional, procura buscar seu trabalho em locações externas (praças, parque de diversões, ruas), tem o auxílio da luz natural com a ajuda de rebatedores. Diz que lá em Curitiba a luz do sol é mais difundida, não batendo com tanta força como em famoso sol de Cuiabá, colaborando mais com o resultado das imagens.

Fez sua primeira exposição no ano passado no mesmo lugar, SESC da Esquina/Pr, dentro de um projeto que se chamava “Olho Mágico” onde acontecia exposições e oficinas, tendo como objetivo discutir tecnologia e linguagem fotográfica. “Eu estava com a exposição ‘Digifásico’ com o trabalho eu pretendi mostrar uma nova perspectiva da realidade cotidiana. Demonstrando momentos familiares, no entanto, a partir de olhares não usuais”, conta.
Ele diz que a exposição “Enquanto Você Sonhava” é um mote para cada fotograma, casando com o universo de cada um daqueles personagens impressos nas fotografias, propiciando a cada enquadramento uma quimera no plano mais geral, valorizando a expressão e instigando imaginação do espectador. Pretende trazer a exposição para MT o mais breve possível, contando com apoios de entidades públicas.
Caso você se interesse em saber mais sobre o olhar fotográfico de Rosano Mauro Jr., acesse: www.rosanomauro.rg3.net.




Serviço

Para quem estiver de passagem por Curitiba no Paraná, vai aí uma bela opção cultural na cidade. Exposição “Enquanto você sonhava” compondo oito fotografias do cuiabano Rosano Mauro JR. Expostas até o dia 06 de fevereiro de 2009 no 4º andar do Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969 CEP: 80410-001). Horários: 8h às 22h, de seg. a sexta e das 8h às 18h aos sábados. Informações: (41) 3304-2222.


Fotos de Rosano Mauro Jr.










quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Novo Flickr

Tentei fazer o esqueminha das postagens anteriores, mas o programa não está reconhecendo. Talvez seja porque é uma conta nova, não sei. Mas isso não impede de vocês darem "aquela espiadinha".

Depois de tanto me estressar com o /fotosdasika, decidi fazer outro flickr. Agora todos vocês podem conferir minhas fotos aqui.

A seguir, um pouco do que rola lá:



;)

domingo, 14 de setembro de 2008

Festival Jambolada 2008 - 2º Dia

"Loucura, loucura, loucura minha gente!" - acho que definiria o dia com as palavras do famoso narigudo.

Noite de sábado mais agitado, com batidas e sons diversificados e com muita energia mineira no espaço Acrópole. Pude conferir de perto e sem “imprevistos” toda a movimentação desta 4ª edição do festival de música independente Jambolada.
As bandas da noite estavam em um ritmo totalmente diferente das do 1º dia. Poderia se dizer que satisfazia os ouvidos de um emo até um metaleiro de pedra, ou poderia ser mais exata: de Mallu Magalhães à Ratos de Porão. Isso, galera! Não estou mentindo. A princesinha do folk dividindo o palco com os verdadeiros “monstros” do metal brasileiro. Chega ser engraçado imaginar muito isso. RS

Destaquei algumas bandas que me chamaram a atenção e fiz algumas observações:

Galinha Preta: De cara, a banda faz bem jus ao nome. A loucura dos caras em transmitir sua mensagem ao publico chegava ao 12. Nada do que a gente está acostumado a ouvir do som de DF – estado da banda. O vocalista chegava a dizer que estaria lá para chocar, sem agradar ninguém. De certa forma, ele cumpriu o que disse, mas agradou parte do público presente.

Krow: Metal sujo, é o que tenho pra dizer. Acho que vocês ao lerem isso, já pensam naquele “uooooh” com tom grave. Pois bem, é isso mesmo. Os caras souberam deixar o pessoal de pernas pro ar (literalmente). Posso dizer que os metaleiros ficaram mais animados só no show do Ratos – o que é óbvio.

Juanna Barbera: Uma pena, mas perdi boa parte do show – estava na feirinha ‘testando’ os produtos. Mas ainda consegui pegar a última música, o que não adiantou muita coisa para eu escrever com as minhas palavras o que rolou. Então, comecei a perguntar para a galera: “Show profissa!” – era o que simplesmente se ouvia. E posso crer. Pois, o primeiro show que vi (fevereiro de 2008) os caras surpreenderam com a suas letras poéticas em tons livres.

Dissidente!: Uma banda que não conhecia, mas que me chamou bem a atenção. O público cantava fortemente boa parte das músicas com os caras. Até as ‘groupies’ de plantão não economizaram seus gogós para apreciar o trabalho dos garotos. Senti uma mistura de sons, com mais pegada de blues, mas sem a voz rouca. Letras que refletem sobre os problemas sociais que estamos cansados de discutir, mas que é sempre bom relembrar.

Enne: Os emos que iriam curtir bem essa banda. Som tão romantiquinho que dá vontade de apertar as bochechas. Mas de certa forma os meninos procuraram misturar um pouco o ritmo da apresentação. Até tocaram a música do Foo FightersAll my life”. Sim, merecem respeito por minha parte.

Mallu Magalhães: Os 15 minutos da “princesinha do folk” estão sendo muito bem aproveitados. Os fãs histéricos tiravam totalmente a proposta do show: a de ser calmo e ‘bonitinho’. A voz da Mallu é algo para se discutir. Aquela coisa gostosinha de se escutar em horas apropriadas, pois as mesmas podem provocar certas sonolências do ouvinte. Mas vai, o show foi fofinho. :)

Diego de Moraes e o Sindicato: Uma das bandas mais esperadas por mim na noite. Mas que com certeza, muitas pessoas presentes esperavam mais. A intenção foi muito boa em colocar as “Antigas músicas novas” no repertório, como: "Todo Dia" e "Música Estranha pra Pessoas Esquisitas", mas esta primeira, apesar de ser muito boa, fez o povo dar uma encostada na grade com as mãos no queixo para ficar olhando o Diego sozinho no palco. Um ponto a se observar é que eles também pecaram em tirar músicas que eram fundamentais, como "Deus Seja Louvado" e "Construção", ou então acrescentar "Desculpe-me mas vou cantar em português", que ao meu ver, seria uma ótima música para acompanhar o ritmo das outras. É muito triste uma fã de carterinha falar isso, mas é.
Porcas Borboletas: Fazer o show em casa é outra coisa. Público mais agitado, conhecendo fielmente as novas músicas e integrantes mais animados. Os Porcas não decepcionaram. Mesmo que o público ainda esteja se adaptando com as novas músicas, o show foi bom demais!

Madame Sattan: Pode pensar no “uoooh” mais feminino ai, por que foi assim que se escutou do Madame Sattan. Já com algum tempo de carreira, o grupo mostrou mais uma vez que estão para ficar, e mostrar o que fazem de bom. Pará não tem só loira envolvida com Calypso não, minha gente!

Ratos de Porão: Apesar do estrelismo do baterista em não querer que a imprensa fique muito perto para tirar fotos, pois isso “perderia a concentração” do mesmo, o show foi bem redondo. Também, com quase 30 anos de carreira, era o que se poderia esperar. O fãs ficaram doidos, fazendo seus moshs e seus jumps corriqueiros. Empolgante, sim.
Para conferir parte das fotos (o flickr me boicotou), acesse: www.flickr.com/photos/fotosdasika

sábado, 13 de setembro de 2008

Jambolada 2008


Agora sem cumprir promessas, mas com coisinhas quentinhas pra vocês.



Depois de quase 20h de busão, e muitas cidades estranhas percorridas, estou aqui no meio de muita mineirada arretada na 4ª edição do Festival Jambolada. Programação quentíssima, que já no primeiro dia arrebentou os tímpanos da galera com muita sonzeira (no bom sentido, é claro!).



Tive um pequeno problema com a minha câmera, no que resultou o triste fato de que tirei foto somente das quatro primeiras bandas (shit!). E também tive um pequeno problema de 'saúde'.

Mas hoje, espero que o negocio seja como esperado hehe :)


Veja no link a seguir, as fotos do Jambas: http://www.flickr.com/photos/fotosdasika/




quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Fotos - Festival Calango

Confira aqui algumas fotos do Festival mais comentado dos últimos dias na cena independente. Desculpe-me a demora e desculpe-me pelas poucas fotos, é que realmente o meu tempo está escasso e o pen-drive não colaborou... Enfim, vamos com o que temos. Espero que gostem.

Pata de Elefante (RS)

Filomedusa (AC)

Linha Dura (MT)

Do Amor (RJ)


Agradecimentos ao Willian, que ajudou a tirar as fotos (eu estava com uma baita dor na coluna...). Até a próxima rodada (ou não) de fotos.