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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vídeo das ruas de Veneza

Só uma pequena amostra de tudo que eu falei no post passado.

http://www.youtube.com/watch?v=SmteGn_GjIU

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sereníssima Veneza

Depois de dar suspiros em Viena, eis que me surge uma emoção inexplicável. Sair da estação de trem e se deparar com canais de águas verdes e grandes prédios da idade média cruzando-os é simplesmente maravilhoso. Símbolo do romantismo e dos sonhos de muitas pessoas, digamos que a cidade tem uma personalidade própria, capaz de encantar qualquer um que a visita.

primeira visão que tive...

Confesso que nunca tive maior curiosidade de visita-la. Na verdade, passei por ela com a intenção de somente pegar o voo para Barcelona no dia seguinte. Muitos diziam que a mesma era cara, pequena e até que fedia a peixe. Mas acreditem ou não nas faláceas populares, Veneza é o que há de lindo nesse mundão.

lugar que qualquer paisagem dá uma linda foto




Cheguei extremamente exausta depois de uma viagem de mais ou menos oito horas noturnas dentro de uma cabine sem cama. Acabei conhecendo um homem com cara de italiano, sotaque de italiano e jeito de italiano,  - além de 'cantar com as mãos', como um "tchurupaaa" e apontar dos dedos -, mas tentava me convencer de que era americano (e ainda se achava com isso) com um inglês pior que o meu, ou seja... O cara era bem esquisito. Mas me ajudou muito. Encontrar hospedagem 'barata' em Veneza logo quando chega não é uma coisa fácil, mas tive sorte em achar um albergue bacaninha para dividir o quarto com mais seis meninas.

'rua' do meu hostel

Mesmo acabada, comecei o meu dia de turista, pois só tinha um pouco mais de 24 horas para ver tudo da cidade. Vocês podem achar que um dia é muito pouco, mas para quem quer conhecer os melhores pontos turísticos em Veneza (ou todos até), um dia já basta. A cidade é uma ilha de um lago. Lugar muito pequeno, mas concentrado de muita beleza.

Esqueça tudo o que você conhece sobre urbanismo, vida no campo, na selva, ou qualquer outro estilo desses. Veneza é uma cidade para se esquecer qualquer tipo de rotina. Diferente de tudo que já vi e ouvi na vida, a velha história de que há transportes públicos aquáticos é completamente verdade. Infelizmente não andei em nenhum desses, pois, pela cidade ser muito cara, preferi me prevenir, ainda tinha muito chão pela frente.



Sem barcos, mas com muito pé, caminhei praticamente a cidade inteira, e fui capaz de conhecer bons sorrisos por onde passava. Os italianos de lá, ao contrário de Roma, são bem simpáticos. Te falam 'buongiorno' e te chamam de 'bella' a toda hora, como uma propaganda de margarina, mas do jeito mais romântico. Foi nestes momentos que comecei a me sentir a Elizabeth, de 'Comer, Rezar e Amar', andando pelas ruelinhas estreitas com casas antigas bem altas, deixando praticamente um andarilho do céu à mostra. Toquei as paredes para poder sentir uma energia maior, mas cheguei à conclusão que era impossível, pois tudo já estava no seu ponto ápice.

me sentindo no cinema rs.

A parte 'ruim' do meu passeio é que eu estava em uma época de alta temporada, ou seja, a cidade estava lotada. Em todos os lugares era possível ver grupos e grupos turísticos, alias, haviam muitos brasileiros por lá. Mais uma prova de que nossa nação está dando o troco e invadindo territórios! rs.

Dentre os pontos turísticos de destaque está a Piazza di San Marco, o que dizem ser o coração e a alma de Veneza. Esta sim é uma parada obrigatória. Nada mais é que um lugar com uma igreja, mas com o melhor da arquitetura bizantina, e o Palácio dos Dorges. Sentei perto do canal para admirar o que estava à minha volta. Tirei os sapatos e comecei a molhar os meus pés nas águas verdes. O sol estava ótimo, tanto que me atrevi a deitar e tirar um cochilo por um tempinho naquele lugar maravilhoso.

piazza di san marco

pézinhos

uma das pontes que liga o local
love is in the air
Com mais andanças, descobri que não é preciso de mapa para se localizar, basta seguir em frente. A cidade é cortada por pequenos canais e ruelas e através deles se pode chegar a qualquer ponto. Somente três pontes cruzam o Grande Canal, a Ponte Degli Scalzi, a famosa Ponte di Rialto e a Ponte de l'Accademia. Mas em torno da segunda citada está situado um dos principais trechos comerciais de Veneza, foi lá que comprei meus cartões postais, pois suveniers era uma coisa que estava fora da minha renda.

rialto

Muitos canais, muitas ruelas, muita beleza. Veneza foi um dos lugares que mais me surpreendeu nesta minha passagem pelo velho mundo. Daria tudo para sentir aquela emoção de novo. Só de escrever este texto posso sentir toda a energia boa que aquelas águas puderam me passar. Com certeza vai ser algo que vou contar para sempre com muita emoção.

:)
Próximo destino: Barcelona

segunda-feira, 5 de março de 2012

Quem pergunta vai à Roma!

A próxima parada foi Roma. Sim, apesar de ser um tanto clichê, esta cidade tem um poder enorme de encantar qualquer um que passe por ela. Tudo muito grandioso, estruturado, lindo, enfim, tudo na medida certa para tirar o fôlego de quem a vê. Vamos à jornada!

Neve, chuva e cebola

Chegamos já era a noite com chuva e neve. Não sei se é sorte ou não, mas pegamos a época em que faziam 30 anos que Roma não via gelinhos caindo do céu. O tempo, sinceramente, não poderia estar pior para a nossa chegada, pois tivemos que procurar o hostel com muito sofrimento de baixo de duas coisas que não combinam abaixo de 2°C.

Apesar da caminhada um tanto longa que fizemos, achamos os dormitórios. Instalados em um prédio, tudo parecia normal até termos um contato maior com os romanos (que eram mais brutos que qualquer coisa bruta que já se viu na vida) e com o quarto, que diga-se de passagem, fedia a catinga.

Acabamos conhecendo duas gaúchas muito queridas que estavam dividindo o quarto conosco. Diante ao mau cheiro, começamos a discutir sobre de onde ele vinha, até que um australiano (que também estava no quarto) revelou que guardava metade de uma cebola na mala. Quer dizer...

Apesar disso, o quarto, depois de duas horas, começou a ter um cheiro ambiente, o suficiente para uma bela noite de sono - apesar (também) da festa que estava tendo ao lado. Fomos convidadas, mas o cansaço nos impediu.

Lindezas, caminhadas e massas

O passeio começou cedo. Depois de comer um péssimo café da manhã, com croissant seco com um projeto de recheio dentro e um café, pegamos o mapa e fomos andar!

Juntamente com as nossas novas amigas gaúchas Lise e Taiane, e também a canadense Cassandra, descemos pelas ruas de Roma, sem um destino certo. O que aparecesse pela frente, seria um lucro e tanto.

new friends!
Trânsito bagunçado, gente mau educada, mas que a beleza compensava além destes sacrifícios. Dar de cara com a Piazza Venezia a poucos passos é simplesmente espantoso. Mais espantoso ainda é andar mais um pouco e ver o Coliseu ali, parado, esperando para ser vangloriado. Mas o que mais me tirou todo o fôlego (se duvidar os sentidos!) foi a Fontana de Trevi. Juro que fiquei ao menos uns dez minutos ali, parada, em meio à multidão, tendo um rito de adoração pela obra. É simplesmente maravilhoso!

piazza venezia

ruínas perto do Coliseu

Coliseu!

Fontade de Trevi

Linda! a menina e a fontana hehehe

Pantheon
Entre as caminhadas, paramos para comer e tomar o vinho. Roma não é um dos lugares mais baratos do mundo, mas com certeza você não passa fome - além de comer muito bem. As massas em geral são garantidas a cada esquina por um preço de banana. O sabor, nem se fala! Tudo feito da melhor cozinha italiana possível. Mas tomem cuidado com a bebida, ao contrário da comida, esta sim é bem cara.

A noite foi contemplada com o musical Mamma Mia!. Apesar de ser falada e cantada toda em italiano, foi bem bacana e pude me orientar pelo filme que já havia assistido. Pode parecer que não, mas o espetáculo me fez derrubar uma barreira muito grande sobre ele em si. Enfim, sem detalhes! Só os fortes entenderão ;)

Vaticano, vinho e despedidas 

Último dia. Este sim foi marcante.

Visitamos o Vaticano logo pela manhã. Mesmo não sendo religiosa e ter minhas aversões pelo catolicismo, achei que seria interessante e uma bagagem cultural muito grande visitando o lugar.

Na mesma linha de Roma, tudo lá era grandioso e lindo, mas não me remetia nada a fé. Fiquei me questionando mais ainda de como tudo aquilo era o maior mal entendido da história. E pensar que Jesus sentava no chão, à luz do sol, junto com os seus seguidores, para falar sobre os seus ensinamentos. Aquilo lá está bem longe de ser humilde ou 'pobre', como os próprios sacristãs aprendem logo no inicio dos estudos.

chifrinho pro vaticano!

né!
Tirei muitas fotos e até comprei muitas lembrancinhas para a minha avó (que é católica nata), mas achei o absurdo ter que pagar, mesmo que for quatro euros, para conhecer algumas instalações do lugar. E não me venham com história de manter tudo limpo e organizado, porque, por mim, explodiria tudo de uma vez só e acabaria com a maior hipocrisia do mundo! Enfim, aqui não é hora ou lugar para se discutir isso, mas só para ressaltar.

Passamos por mais alguns lugares em seguida, como o Castel Sant'Angelo e suas redondezas pelo fim da tarde. Estávamos sem pressa para andar até que encontramos, perto da Piazza Navona, o carnaval italiano. Muitas crianças e adultos fantasiados de qualquer coisa, se divertindo com o locutor que narrava um tipo de concurso. Totalmente diferente dos nossos festejos, mas com o mesmo ar de alegria.

Castel Sant'Angelo

logo a frente

logo atrás
Carnaval!

Piazza Navona

oba!
Depois do oba-oba, mais a noite fomos comer nos latinos que vendiam o prato de macarrão e um copo de vinho por apenas dois euros. Comemos e, com um pouco de 'gabiru', conseguimos mais vinho com um garçom muito simpático que nos cedeu duas garrafas. Ficamos um tanto embriagadas e compramos mais algumas garrafinhas para nos sustentar. Andamos pelas ruas noturnas de roma totalmente cruzando as pernas. Foi mágico ver tudo aquilo de uma forma tão diferente e feliz.

Fiz promessas, chorei, sorri, comi, toquei no tempo, me embriaguei e, além de tudo, me apaixonei. Com certeza, tudo não seria mais belo se Roma não existisse, não mesmo...