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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amanhã vai ser outro dia...


Vou tentar não ser tão piegas neste post, mas é que eu achei interessante deixar registrado isso tudo que está acontecendo em algum lugar. E nada mais natural que no meu blog. Quanto à viagem ao Rio de Janeiro, vai ficar para uma próxima oportunidade, pois foi um tanto “decepcionante” para uma “cidade maravilhosa”.

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Enfim, jornalista. Agora sim posso selecionar "superior completo" nas fichas de preenchimento em geral. O que eu sinto com isso? Bom, minha vida mudou muito de um ano pra cá. Tanto que eu mal esperava que a rotina fosse esta: parada e sem muitas atividades como de costume. Mas tudo bem, não me queixo de jeito maneira. Novos planos estão por vir.

Estou aqui para contar um pouco sobre como é estar neste estágio da vida (pelo menos no meu ponto de vista). Ontem foi o meu baile de formatura no qual eu dividi com as minhas colegas de sala Amanda Chamorro, Camila Cecílio, Luana Silveira e Thalita Bruno, que como eu, são as novas "jornalistas do pedaço". Então, já devem ter uma ideia de como estou agora: “feliz por demais”.

Apesar de todo o sentimento de alívio, algo como "Até que enfim estou livre dessa!", me veio uma certa saudade de comprar cadernos, livros e canetas novas para um novo início de ano letivo. Tomara que isto logo passe. Rs.

Mas falando em coisas certas, nestes quatro anos acredito que formei uma personalidade mais forte e mais centrada. Apesar de todos os desmoronamentos, brigas e todos os adjetivos possíveis para a palavra "sofrimento" terem ocorrido neste meio tempo, acho que tudo compartilhou para que fosse possível criar algo grandioso dentro, não só de mim, mas, de cada um que concluiu esta faculdade junto comigo.

Sinceramente, neste momento, não sei se exercerei a carreira de comunicóloga. Dúvidas e crises ainda percorrem minha cabeça, e o ânimo, acreditem, não está lá dos melhores. Por estes e outros motivos que estou buscando outras alternativas, opções que mudam um pouco o meu planejamento de vida de quatro anos atrás. Não dou mais detalhes, pois ainda estou trabalhando nisso. Então, só peço sorte e determinação nesta nova jornada.

Estou feliz pela minha vitória, muito mesmo. Às vezes penso que poderia fazer diferente em alguns momentos que se passaram, mas acredito que nada teria o mesmo encanto, a mesma essência...

Eu só quero agradecer a cada um dos professores e colegas que passaram pela minha vida nestes quatro anos. Acho que o essencial é tudo para a formação de grandes profissionais e amigos. E lembrando que a conclusão de um curso não é o final, mas sim o começo de muitas etapas que vêm pela frente.


"Assim eu juro!"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Minha alma canta"

Já são três horas da manhã e meu sono ainda não se manifestou. Daqui a pouco terei de acordar para uma viagem.

Viagem...

Esta madrugada, em especial, me veio diversas lembranças. Dentre elas o meu sonho de conhecer o Rio de Janeiro. Lembro-me certa vez, quando eu tinha lá meus doze anos de idade, que eu havia recortado numa dessas propagandas de turismo de revista a foto panorâmica da "cidade maravilhosa" e colei na porta do meu guarda-roupas. Uma daquelas manias pré-adolescentes de ficar sonhando acordada em diversos momentos do dia.

Bom, agora sim poderei ver muito além d'aquela imagem.

Não tenho muitas ideias para esta postagem. Na verdade estou escrevendo para aqueles que não conhecem muito bem a bossa nova. Digo por experiência própria que o contanto direto - digo direto de "você e a música", e não "você, uma novela de Manoel Carlos e a música") - com este estilo musical é apaixonante e inspirador. Recomendadíssimo. Sem contar que é super "Rio de Janeiro" também, ou seja, tudo a ver com o meu momento atual.

Aqui vai uma música de Antônio Carlos Jobim na voz de João Gilberto. Dois grandes nomes da música brasileira e precursores da bossa nova. Vale muito a pena se perder nestas dedilhadas de violão que compõe melodia doce da canção (opa! rimou).

João Gilberto - Samba do Avião





Minha alma canta,
Vejo o Rio de Janeiro,
Estou morrendo de saudade.
Rio, teu mar, praias sem fim,
Rio, você foi feito pra mim.
Cristo Redentor, Braços abertos sobre a Guanabara.
Este samba é só porque, Rio, eu gosto de você,
A morena vai sambar, Seu corpo todo balançar.
Rio de sol, de céu, de mar,
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Este samba é só porque,
Rio, eu gosto de você,
A morena vai sambar,
Seu corpo todo balançar.
Aperte o cinto, vamos chegar,
Água brilhando, olha a pista chegando,
E vamos nós.
Pousar

Fonte: Vagalume

Obs: Quem sabe, quando eu voltar, eu possa dividir algumas de minhas aventuras culturais com vocês.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um sonho realizado


Transportar emoções reais para uma breve quantidade de linhas é uma coisa extremamente difícil, ainda mais quando se trata da maior já vivida. Sou beatlemaniaca de corpo e alma a mais de dez anos, e sempre almejava ir a um show de qualquer um deles vivos – já que não posso vê-los reunidos em um único palco. Isto virou até um objetivo de vida, do tipo “não posso morrer antes de isso acontecer”. Bom, leitores, eis que um sonho foi realizado no dia 22 de novembro de 2010. Eu, Simone, fui ao show da turnê “Up and Coming” de Sir Paul McCartney.

Foram 12 horas de fila, enfrentando um tempo inconstante. Ao lado do fotógrafo e amigo Tchélo Figueiredo, vimos que São Paulo, a “terra da garoa”, se mostrou além de seu apelido. Houve horas que a “garoa” engrossou e todos tiveram que enfrentar um “toró d’água” (sem esquecer o cuiabanês). Mas fã que é fã enfrenta até canivetes! E sem distinção de idades. Prova disso foi que durante o tempo na fila percebi diversos pais, avós, netos, filhos, entre outros. Ao meu lado, por exemplo, havia um casal de velhinhos firmes e fortes, encarando as mesmas dificuldades como qualquer outro.

Entrando no enorme estádio do Morumbi, fiquei impressionada com o mar de pessoas espalhadas entre as cadeiras, pistas e áreas vip. Todos gritando muito por conta da emoção de estar lá, na frente de um palco gigantesco, considerado um dos maiores já montados na América Latina. Todo o meu esforço foi compensado quando finalmente consegui o melhor lugar para quem estava na pista: a grade! O que deu para ter uma visão muito boa de lá.

O tempo parecia não passar, pois ficar horas em pé na chuva não é para qualquer um. Até que, com apenas 12 minutos de atraso – o show estava marcado para as 21h30 - as luzes acenderam, e entre elas, trajado de muita elegância com um paletó roxo, a estrela “more” da noite apareceu. Paul McCartney iniciou com Magical Mistery Tour, do álbum homônimo. Logo de cara deu para sentir que a apresentação não seria pouca coisa.

Comecei a chorar feito uma criança de tanta emoção. Carregando o seu mítico baixo em forma de violino, companheiro desde a época dos Beatles, Paul não decepcionou nem um minuto se quer.

Até arriscou falar em português. Tudo bem que deu para ver claramente que ele estava lendo no chão, mas quem se importa?! Tudo foi muito perfeito e todos foram ao delírio com cada brincadeira ou fala que ele fazia. Também não era por menos ter uma platéia lotada de fanáticos, creio que se ele fizesse o mínimo já seria o máximo para todos.

Tocou sucessos pós-beatle, da banda Wings e até da carreira solo, como “Jet”, “Rock Show”, “My Love” e “Venus and Mars”, o que levantou o público de diversas formas que seguiam o ritmo da batida. Entretanto, o momento em que quase fiquei sem respiração foi na música “Live and Let Die”. Acompanhada com fogos de artifícios tudo levou ao inevitável delírio da galera extasiada. Mas não posso mentir, leitores, quando os acordes dos quatro garotos de Liverpool tomaram conta dos instrumentos, a multidão foi quase à loucura, cantando tudo em uníssono.

Músicas como “All My Loving”, composição lendária da dupla Lennon/McCartney, “Drive My Car”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Back in the U.S.S.R.”, “Eleanor Rigby”, “The Long and Winding Road”, “Two of Us”, “Get Back”, as marcantes “Hey Jude” e “Let It Be”, entre tantas outras 23 músicas dos Beatles, só começou a aumentar ainda mais a emoção de 64 mil pessoas presentes no estádio.

Apesar de todas essas músicas fazerem uma verdadeira volta no tempo, um dos momentos mais fortes da apresentação foi quando o músico homenageou os ex-parceiros. A canção feita especialmente para Lennon, “Here Today” arrancou rios de lágrimas do público, inclusive de meus olhos. Mas “Something”, em memória de George Harrison, também não ficou por menos, ainda mais quando começou a passar diversas fotos do ex-beatle no telão. A emoção foi inexplicável.

A última parte do show, mais uma vez leu no chão do palco: “Vamos embora”. Isto foi automático, arrancando vários “No” misturados com “Não” do público. Mas o inevitável e nada esperado chegou. As últimas músicas tocadas foram “Yesterday”, “Helter Skelter”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e “The End”, este último bem característico para um fim de show.

Bom, com certeza não passei nem um décimo da emoção que tive neste dia. Tudo isso me provou que a beatlemania ainda não morreu. Alguns dias se passaram e ainda estou anestesiada com a apresentação, pensando se vai ser possível ver uma próxima. Este, sem dúvida, é um tipo de acontecimento que será dividido com os meus filhos, netos, bisnetos... E eternamente estará em uma linda parte de minhas maiores lembranças.
Obs: Este texto foi publicado no jornal Folha do Estado no dia 25/11/2010

domingo, 28 de setembro de 2008

Setembro Freire fechado com show do Vanguart

O dia estava digno de ser cuiabano - quente pra caramba! Mas isso não impediu que os bons ares que apóiam este grande evento impedissem de ele continuar sendo encantador como os pensamentos de Silva Freire.

Este dia: Ontem (27).

Creio que cheguei um pouco tarde, mas creio também que não perdi tantas coisas. Aconteceu o lançamento do livro "Bugrinho - Que menino é esse?" da Editora Entrelinhas de Daniela Freire, filha do homenageado. E ilustrado pelo cartunista Marcelo Velasco. O livro tem caráter infantil, mas que não impede de um bom adulto voltar a ser criança novamente, e viajar pelos traços coloridos dos desenhos apresentados e pelas palavras abertas da autora, contando a história de um menino magricelo "da cor que não desbota" conterrâneo de Marechal Rondon.

Junto com o lançamento, houve a apresentação de teatro da Companhia Teatral Mosaico, contando de uma forma bem engraçada a história da família Silva Freire e suas "aventuras". Aproveitando, quero dar meus parabéns ao meu professor Celso Gayoso, que participou da apresentação. Nunca o vi tão expressivo e alegre (rs).

Muitas pessoas estavam presentes pelo Sesc Arsenal. Mas creio que muitas destas pessoas não tinham nem conhecimento da importância do evento em si, pois creio que muitas estavam lá somente para conferir o show, que com certeza, era o mais esperado do mês an cidade: A banda Vanguart.

Eu, como fã incondicional dos meninos, mas também como uma crítica caloura, digo que o show foi o mais belo entre todos os shows que já participei. Sinceridade pura! Tudo bem que o som estava um pouco alto demais, mas isso não impediu que tudo aquilo se tornasse um grande encontro de diferentes formas expressivas da cultura regional da nossa quente terrinha. Alguns versos foram recitados de forma interpretativa pelos musicos ao som do violinista que infelizmente não lembro o nome (sorry!). Muitas músicas estavam incluídas no repertório da banda, dentre elas, músicas antigas, que eu já nem lembrava mais, e novas músicas também, que mostraram ainda mais o amadurecimento da banda durante estes quatro anos de carreira. Algumas foram tocadas com a participação do ex-baixista da banda, uma ótima oportunidade para um 'reencontro'.

Sim, o Setembro Freire foi fechado com chave de ouro sem dúvidas! Todos os envolvidos estão de parabéns. E com certeza o senhor Benedito Santa'na da Silva Freire esteve presente entre todos, feliz com esta emocionante realização. Mas não mais feliz que todos que tem conhecimento de suas andanças e de suas conquistas, e se orgulham de tê-lo em nosso meio como um grande conterrâneo que foi.

Obs: Desta vez não tirei fotos do evento. VACILO - LO -LO - LO...