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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Primavera de 2013 - O dia em que o 'gigante acordou'

“Apesar de chamar atenção em vários dos meus comentários, procuro não polemizar demais, de verdade. Muitas vezes me dá preguiça de discutir e defender minha opinião. Não por arrogância, longe de mim. Mas é que é muito complicado discutir com quem só se baseia em argumentos supérfluos, repetidos por bocas malditas que não deveriam nem ter o trabalho de serem abertas”

Deixando estas observações de lado, mas com um grande destaque, quero deixar um pouco registrado o que presenciei nesta primavera de 2013, mais precisamente em meados do mês de junho. Época em que o “gigante acordou” e o povo finalmente desabafou o grito entalado na garganta, que só se ouvia nos becos mais escuros da tão falada e sonhada ‘democracia’.



Como alguns sabem, estou morando em Porto Alegre. Depois destes acontecimentos, percebi que nada nesse mundo é por acaso. Acho que deveria estar onde estou. Não desmerecendo minha Cuiabá, que soube representar muito bem o grito surdo que todos mereciam. Mas é que o sul do Brasil é fruto de muitas lutas e de seres emblemáticos, que bem ou mal, ajudaram a escrever a história do país de uma forma mais marcante.



Aqui em PoA, a onda de protestos se resumiu entre segundas e quintas-feiras do mês. Muitas vezes enfrentamos chuvas, frio, ventos fortes, mas nada desanimava o povo gaúcho de seguir a caminhada, gritando forte a sua ânsia do repúdio à política e ao sistema instalado no Brasil.

O diferencial de Porto Alegre é que a luta segue desde março deste ano, quando o atual prefeito José Fortunati deliberou aumentar o preço das passagens de R$2,85 para R$3,20. Centavos que fazem muita diferença no bolso de grande parte dos trabalhadores. Digo isso por mim, que nos primeiros meses vi o que é a dor de ser uma proletariada que planeja todo o salário somente para pagar as contas, sem pensar e nem ao menos pronunciar a palavra ‘luxo’ nessa vida.

O grito da população se multiplicou após os protestos pelo mesmo motivo em São Paulo, quando muitos jornalistas e manifestantes foram alvos intolerantes da polícia, que espalhou gases de efeito moral, balas de borracha e sprays de pimenta contra aqueles que lutavam, possivelmente, pela qualidade de vida dos parentes de quem se propôs a violência daquela forma.



Os protestos foram além da melhoria do transporte público da maior cidade da América Latina, que não lutavam ‘apenas pelos R$0,20 (vinte centavos)’. Os gritos se resumiam em um conjunto de problemas fatais que o país estava passando no momento, como a PEC 37, uma emenda constitucional na qual dava impunidade a todos os políticos acusados de corrupção. O pedido de renuncia do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, pastor Marco Feliciano (PSC) – que, diga-se de passagem, um dos fatos mais contraditórios na política brasileira. O fim dos desvios de dinheiro público, feitos durante as obras da tão esperada Copa do Mundo de 2014. Entre outros tantos fatos que estremeceram a ira mais profunda do povo brasileiro.



Fui em praticamente todos os protestos de Porto Alegre e participei de assembleias que discutiam os temas acima com mais fervor. Enfrentei as dificuldades do tempo, as longas caminhadas, os gases lacrimogênio – estes que invadiram todo o meu ser, uma vez -, bombas, tiros, momentos perdidos e aflitos, etc, etc , etc. Apesar de tudo isso, a luta foi muito válida. Foi lindo ver o povo reunido, lutando juntos por uma causa nobre. Sentindo orgulho por serem o que são não por um futebol, que se passava nos televisores de todo mundo simultaneamente com os atos históricos nas ruas. Mas por se assumirem e honrarem a bandeira que tem e lutarem por um país mais justo e fazerem jus às riquezas que produz.





Esse é um Brasil que sonhei desde que me entendo por gente e comecei a estudar História na escola. E assim vamos escrever um novo fim nessas linhas infinitas, demarcadas por muita dor e injustiças, mas também definidas por muitas glórias e vitórias, conquistada com muito suor e sangue por quem anseia por um país melhor. Que assim seja sempre!

Fotos: Simone Ishizuka

terça-feira, 26 de abril de 2011

Uma coisa puxa a outra

Ontem eu vi um vídeo que me deixou um tanto intrigada e me fez pensar em diversas coisas, como as vertentes da vida que encaramos com determinada distinção, porém que se cruzam em conseqüências do dia-a-dia.

Bom, para vocês entenderem melhor o que estou dizendo, aqui vai o próprio. Tirem suas conclusões ao ver, que em seguida darei as minhas.



Esta reportagem me remete alguns pontos de vista que se liga a alguns dos temas “que não dá para se discutir” na opinião pública: religião e política.

Em primeira impressão, pelo menos ao meu ponto de vista, vi que o pastor/pedreiro aproveitou de uma brecha equivocada da bíblia para se “aproveitar” de um fato socialmente condenável – o adultério. Porém, por trás disso traz há conseqüências que não se pode considerar exclusivamente erro do pastor, e sim, por três importantes fatores: do ensino de pouca qualidade aplicada no país, do direcionamento da reportagem e dos equívocos que a própria bíblia apresenta.

Vamos por partes. Que tal começarmos a falar da tão temida política? Esta que está presente no cotidiano das pessoas desde os tempos mais primórdios, no qual tantos teóricos se propõe a explicar.

Segundo estatísticas do IBGE, quase a metade de crianças e adolescentes, mais precisamente 42%, abandonam as escolas antes de concluir o ensino-médio para trabalhar e ajudar em casa, e grande parte delas vêm de escolas públicas, o que já estamos carecas de saber que não há qualidade suficiente para o mercado de trabalho. E isso resulta nos afazeres braçais, nos quais não se exige tanto o lado intelectual da questão.

Creio que este pedreiro está dentro destes números que se fazem a maioria no país. É fácil dizer que o homem é um ‘malandro, crente safado’, entre outros, sendo que não acompanhamos o cotidiano deste trabalhador, que, muito provavelmente, a vida não lhe ofereceu oportunidades de se ter uma boa educação a ponto de ler e entender corretamente o que se diz em uma estrofe da bíblia.

Além de todas estas questões que infelizmente são presentes até hoje, em pleno séc. XXI, ainda temos que encarar reportagens totalmente tendenciosas, que estimulam o telespectador a pensar de tal forma, com pouco esforço e de extrema sutileza.
Acho que quase todo mundo sabe da rivalidade entre a Globo e os evangélicos do país, ou melhor,da Record, cujo dono é pastor evangélico, Edir Macedo. Apesar de parecer um tanto curioso, há de se fazer uma ligação em cima destes fatos.

A monopolização da comunicação brasileira faz com que determinada emissora (Globo) se apresente apelativa em alguns casos, como este, por exemplo: Ridicularizando um simples trabalhador por um equívoco ocorrido, manchando ainda mais a imagem do pobre no país, em troca da permanência no poder injusto, que deveria estar concentrado no povo. É claro nas entrelinhas da matéria que Justino, o pastor/pedreiro, tentou buscar o tipo de sabedoria profunda dentro de conceitos religiosos, lidos diretamente do livro mais famoso de todos os tempos: a bíblia. Esta que, apesar de apresentar diversos exemplos de vida para a sociedade, não é vista por mim, como um bom caminho para a tão almejada ‘salvação’.

Em minha adolescência tive um breve estudo sobre a bíblia, e comecei a ver contradições nos capítulos estudados e ensinamentos que já não são tão aplicáveis para os tempos de hoje. Dentro disso tudo começou em mim uma certa rejeição a ela.
Para começar a discussão, a própria foi escritas por homens, como eu, como você, que têm pecados, que cometem erros e que são totalmente vulneráveis aos “prazeres errados” da vida.

Para provar o que acabei de falar, a bíblia em suma considera a mulher algo de exclusivo uso do homem, aplicando limitações na vida até intelectual desta. Desculpe-me os religiosos que seguem a risca os ‘ensinamentos sagrados’, mas esta é a realidade, não é? Aqui vão as estrofes:

"As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor.... Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido" (Efésios 5:22,24).

"Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor" (Colossenses 3:18)

"Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido..." (1 Pedro 3:1)

Que Deus seria esse, injusto, que dá o poder de pensar a ambos os sexos e dá regalias a uns e limitações a outros? Deus não prega a igualdade, a perseverança e o respeito ao próximo? Acho que isso é muito bem aplicável nestes âmbitos.

E tem outra, se a bíblia é tão sagrada assim, por que, além de ser registrada por homens (como eu disse anteriormente) ela é escrita em meras folhas, sendo que tem gente que até interpreta uma receita de bolo diferente? Sem contar no fato de que ela existe a dois mil anos e antigamente, nas missas, era lida em latim, no qual praticamente ninguém entendia absolutamente nada do que era pregado, apenas se informavam através de padres corruptos e inquisitórios. Esta, segundo a história, só começou a ser traduzida por Martim Lutero, no séc. XV, para o alemão, sendo que o mesmo era aliado da monarquia, que tinha lá seus interesses próprios que nem cabe aqui discutir.

Enfim, juntando tudo isso e mais um pouco que ronda a minha cabeça neste momento: é justo julgarmos o estudo, a crença e a ignorância da grande maioria pobre no país? Brasileiros que não tiveram contato com a melhor educação que o mundo poderia oferecer, mas que as ocasiões não permitiram. Além de existir ainda pessoas que obtém todo o ensino que a vida proporciona e ainda se sentem no direito de chacotear os que não tiveram as mesmas oportunidades, por puro capricho que se espelha na repressão vivida nos mil anos de trevas da inquisição aplicada pela própria igreja, alegando os ensinamentos sagrados da bíblia.

Uma coisa puxa a outra e a história se repete. Estamos verdadeiramente vivendo em uma democracia e também na liberdade de expressão? Realmente são essas e outras coisas que ainda são maquiadas, no qual os poderosos fingem que respeitam e nós fingimos que obtemos destas “regalias”.

Era isso.

terça-feira, 15 de março de 2011

Primeira parada: Venezuela

Viagens, viagens, viagens... Por mim, viveria assim pra sempre. Passando de um lugar para o outro, conhecendo gente, partes diferentes do globo e até ares novos.
Recentemente eu fiz minha primeira (de muitas, assim espero) viagem internacional, juntamente com os meus familiares. E o destino foi: Venezuela.

Sim, o lugar não tem lá uma fama das melhores, começando pelo governo. Mas, apesar de todas as notícias corriqueiras sobre a nação, descobri outro lado da moeda, diferente dos que costumam falar pelas mídias afora.

A CHEGADA

Depois de quase dez horas de viagem, chegamos exaustos em Caracas, a capital venezuelana. A cidade estava cinza e relativamente fria, porém deu para se perceber o ar ‘caliente’ desde que entramos no taxi – que, vamos respeitar, eram totalmente diferente dos ‘carrinhos’ de nada do Brasil. Dentro dos carros o mambo e a salsa tomavam conta das rádios bolivarianas, caracterizando bem o que, eu, pelo menos, pensava da cultura de lá.


Pelas ruas, me veio uma vasta semelhança com o Rio de Janeiro: muita favela em cima de muito morro. Mas pelas simples casinhas via-se muitas cores nas paredes, o que dava uma cara diferenciada, algo um tanto mais ‘alegre’, ao local.

Ruas de Caracas

O hotel em que ficamos era merecidamente cinco estrelas. Vocês podem estar pensando que eu sou rica agora. Não, gente. Lá é tudo absurdamente barato. Um real é o equivalente a três e noventa bolívares. Ou seja, fizemos a festa mesmo! Entrei no quarto encantada. O banheiro? Ah, o banheiro... tinha uma linda banheira com água quentinha me chamando a todas as poucas horas que fiquei hospedada. Porém, só o vaso sanitário que não me familiarizei, por ter vários botões que colocou até minha mãe em apuros.

Vaso complicado...


Dando de descolada no hotel


Foto pensante...


Corredor do 'Iluminado'

COMIDA E BEBIDA

A comida, logo de cara, percebemos que não tinha muito tempero, sendo assim, o sal foi muito usado. Havia uns bolinhos de trigo e milho (igualmente sem sal, porém muito bons) que eles chamam de Arepa. Para quem for lá, não deixem de experimentar. Eles são muito bem servidos quentinhos e com manteiga, esta, uma das melhores que já provei.

Quanto a bebida, serviam uma cerveja que trazia no rótulo um urso polar e que dispunha de um gosto um tanto amargo. Ah, ela se chamava ‘Polar’. Mas eu gostava mesmo era de uma “Mitchelada”, mais conhecida como “Cosmel” pelas bandas daqui. Ou “CDB”, para os mais botequeiros.

Arepa

Mitchelada!

Polar

MIRAMAR HOTEL

No dia seguinte, fomos direto ao aeroporto nacional e partimos para Isla de Margaritas. Para quem não sabe a “Ilha das Margaridas” localiza-se no Mar Caribenho, famoso pelas suas águas azuizinhas e imagens paradisíacas.

Chegamos à cidade de Porlamar, capital do Estado. O ‘ressort’, chamado Miramar Hotel, que havíamos reservado ficava a mais ou menos 40 minutos do aeroporto, ou seja, mais uma ‘viagem’ de carro. Chegando lá foi um sacrifício para toda a família se comunicar com os venezuelanos, pois ninguém sabia falar castelliano, então, lá foi eu treinar um pouco do meu pobre inglês. O interessante nisso é que apesar do país ser relativamente pobre, praticamente todos os que eu me comuniquei dentro desta uma semana falavam inglês muito bem, obrigada. Até as faxineiras (sem querer desmerecer, mas vocês sabem do que falo) entendiam.

Miramar de longe


Miramar de perto

Então, a praia do ressort era linda. Tudo bem que nos dois primeiros dias enfrentamos uma chuva muito chata, daquelas que iam e voltavam do nada. Entretanto, nos demais foram acalorados com muito sol, o que cooperou com a paisagem e com o meu bronze também.

Praia no frio


Praia no calor


As coisas chatas – realmente MUITO chatas – foi que tudo lá havia regras e horários. Por exemplo: não podíamos pegar nem um pouco de batata frita para levar à beira da praia, para comer como petisco. NÃO HAVIA CAMARÃO. Quantos aos horários, somente a partir das 11 horas que eles liberavam as bebidas. Essas dispunham de cerveja e coquetéis, um em especial – que tinha até uma música bem tocada nas rádios de lá – que se chamava Piña Collada. O que isso significa? Abacaxi alguma coisa...

Para acompanhar a bebida, havia apresentações culturais todas as noites no hotel. A primeira foi com uma dança típica da Venezuela, chamada Joropo. Deu para se lembrar um pouco do siriri e cururu cuiabano, por conta das roupas coloridas, das saias rodadas, do ritmo a dois, entre outros. Só o som que eram verdadeiros hinos do país, pelo fato das pessoas cantarem com até muito louvor, reverenciando o país. Muito animado e bonito. Todavia, nos demais dias eu queria morrer. Sabe vergonha alheia? Então, senti muito isso nesses horários.

As apresentações se diferenciavam em temas. Um dia rolou um show de comédia pastelona, outro era dança espanhola (bem aquele “bomboleioooo, bamboleiaaaa”), outro era uma imitação barata de “Grease – Nos tempos de brilhantina”, e assim por diante. O pior de tudo era que sempre depois desse inferno eles chamavam uma galera do público para dançar em cima do palco o “Chiuaua”, o que tive a infelicidade de dançar pra todo mundo ver no primeiro dia. CAPETA DE MÚSICA QUE NÃO SAIU DA MINHA CABEÇA ATÉ O FINAL DESSA VIAGEM!

Dancinha da desgraça...

COMPRAS E MAIS COMPRAS

Uma das partes mais legais foi ir às compras! Fomos ao shopping na cidade fizemos a festa. Muito bom estar em um país com a moeda bem mais desvalorizada que a sua. Apesar da cidade ser pequena, tinha muitas lojas de grife que não se encontra nem em Cuiabá! Como a Victoria Secrets, Kipling, entre outras que desconheço (desculpem, mas não sou muito ligada a marcas. Fiquei um pouco por dentro agora...).

Foto de 'pose que mamãe mandou'

O centro da cidade também havia bastante loja bacana, porém muitas não eram de ‘grife’. Comprei algumas coisas que estarei precisando futuramente a preço de banana. Tem a parte engraçada também em muitas dessas lojas, que são os manequins. A maioria são igualmente trabalhadas dentro do padrão de beleza venezuelano: peitudas, muito peitudas.

Peitólas...

Mudando um pouco o foco, dentro desse pequeno passeio pela cidade vi a rotina porlamariana... Os ônibus pareciam aqueles “School Bus” amarelo, entretanto bem mais desgastados. Eram filas e filas destes sempre bem lotados. O trânsito era até mais infernal do que estamos acostumado, sem muitas sinalizações e regras – diferente daquele ressort dos infernos.

E tem gente reclamando do bus de Cuiabá

TURISMO

Lá pelos últimos dias fomos fazer um passeio turístico pela ilha. Com um jipe branco quase caindo aos pedaços e tendo o Alejandro como guia conhecermos lugares históricos, como o La Galera, uma fortaleza espanhola instalada há 200 anos durante a guerra, além de praias maravilhosas que faziam parte do caribe venezuelano tomaram conta dos meus olhos.

La Galera 'ueba!'

Águas incrivelmente azuis e limpinhas. O triste é saber que toda aquela paisagem tinha pouca estrutura. Como na ‘Playa Punta Arena’, havia um modesto restaurante que não tinha água encanada e energia instalada. Uma vergonha para um país que se orgulha de ser o terceiro maior exportador de petróleo do mundo. Apesar de todos estes ‘contra tempos’, tudo foi muito bom e até encantador, sim.

Praia caribenha

Restaurante sem estrutura, mas bonito

Fomos embora na manhã de um sábado corrido e caloroso. Foram praticamente 24 horas de aeroportos e vôos para chegar de volta à Cuiabá e finalmente deitar na minha caminha saudosa.
Sim, a Venezuela é um país bom para se visitar, mas infelizmente não voltarei tão cedo, pelo menos a passeio. Mas tudo valeu a pena demais, principalmente pela paisagem linda que o país proporcionou. É, a primeira vez a gente não é para se esquecer...

Tchau, Venezuela! Foi bom te conhecer!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amanhã vai ser outro dia...


Vou tentar não ser tão piegas neste post, mas é que eu achei interessante deixar registrado isso tudo que está acontecendo em algum lugar. E nada mais natural que no meu blog. Quanto à viagem ao Rio de Janeiro, vai ficar para uma próxima oportunidade, pois foi um tanto “decepcionante” para uma “cidade maravilhosa”.

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Enfim, jornalista. Agora sim posso selecionar "superior completo" nas fichas de preenchimento em geral. O que eu sinto com isso? Bom, minha vida mudou muito de um ano pra cá. Tanto que eu mal esperava que a rotina fosse esta: parada e sem muitas atividades como de costume. Mas tudo bem, não me queixo de jeito maneira. Novos planos estão por vir.

Estou aqui para contar um pouco sobre como é estar neste estágio da vida (pelo menos no meu ponto de vista). Ontem foi o meu baile de formatura no qual eu dividi com as minhas colegas de sala Amanda Chamorro, Camila Cecílio, Luana Silveira e Thalita Bruno, que como eu, são as novas "jornalistas do pedaço". Então, já devem ter uma ideia de como estou agora: “feliz por demais”.

Apesar de todo o sentimento de alívio, algo como "Até que enfim estou livre dessa!", me veio uma certa saudade de comprar cadernos, livros e canetas novas para um novo início de ano letivo. Tomara que isto logo passe. Rs.

Mas falando em coisas certas, nestes quatro anos acredito que formei uma personalidade mais forte e mais centrada. Apesar de todos os desmoronamentos, brigas e todos os adjetivos possíveis para a palavra "sofrimento" terem ocorrido neste meio tempo, acho que tudo compartilhou para que fosse possível criar algo grandioso dentro, não só de mim, mas, de cada um que concluiu esta faculdade junto comigo.

Sinceramente, neste momento, não sei se exercerei a carreira de comunicóloga. Dúvidas e crises ainda percorrem minha cabeça, e o ânimo, acreditem, não está lá dos melhores. Por estes e outros motivos que estou buscando outras alternativas, opções que mudam um pouco o meu planejamento de vida de quatro anos atrás. Não dou mais detalhes, pois ainda estou trabalhando nisso. Então, só peço sorte e determinação nesta nova jornada.

Estou feliz pela minha vitória, muito mesmo. Às vezes penso que poderia fazer diferente em alguns momentos que se passaram, mas acredito que nada teria o mesmo encanto, a mesma essência...

Eu só quero agradecer a cada um dos professores e colegas que passaram pela minha vida nestes quatro anos. Acho que o essencial é tudo para a formação de grandes profissionais e amigos. E lembrando que a conclusão de um curso não é o final, mas sim o começo de muitas etapas que vêm pela frente.


"Assim eu juro!"

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Serial killers

Já li muitos romances, contos, novelas, etc. Mas, assumidamente, adoro biografias, sejam elas quais forem. Dentre tantas histórias de diferentes pessoas que já habitaram (ou habitam) este "mundinho de meu Deus", em particular gosto de saber sobre a vida de serial killers - ou matadores em série, se preferir.

Na verdade esta é uma 'paixão' mal compreendida, pois muitas pessoas se assustam por estes meus gostos um tanto 'inusitados', porém com muito fundamento.

Sou um tipo de 'pesquisadora virtual' que adora coisas fora do comum. Afinal, por que pesquisar algo que todo mundo sabe? Adoro resgatar histórias que já não são mais contadas, reportagens que já não são mais transmitidas e ler livros que já não são 'best sellers'.

Ok, ok. Acho que já dei uma breve explicação sobre o porquê de ter este tipo de gosto, então vamos ao que interessa:

Pelo fato de meus dias de 'férias forçadas' estarem sem ter muitas atividades, resolvi pesquisar mais sobre estas mentes macabras que buscam através de estratégias (diríamos algumas vezes "geniais") para escolherem as suas vítimas de forma até um tanto minuciosa.

O mundo já presenciou práticas sangrentas de serial killers, como os até hoje não-indentificados "Jack, o Estripador", que aterrorizou a vida de prostitutas nas ruas de Londres, "Zodiaco", o maníaco que escolhia suas vítimas pelo signos. Ou os mais conhecidos mundialmente, como o assassino charmoso Teddy Bundy, Charles Manson, um dos maiores mentores intelectuais de um grupo que chamava de "Família Manson", entre tantos outros.

Através de minha mínima pesquisa, percebi que boa parte destas histórias macabras, mais divulgadas pela imprensa, foram sentenciadas em terras norte-americanas, porém vi também que o Brasil já teve lá seus "filhos ingratos".

Um dos mais famosos é o "Bandido da Luz Vermelha", o serial killer que tem até um filme de terror contando sobre os seus crimes. Mas, queridos leitores, ele já não me assusta tanto. Recentemente vi alguns documentários no canal de TV fechada "Discovery Channel" falando sobre Marcelo Costa Andrade e Francisco de Assis Pereira, ou melhor, o Vampiro de Niterói e o Maníaco do Parque, respectivamente.

O enredo deste ‘thriller’ todo não é lá dos mais agradáveis. É de se chocar MESMO. Porém é algo muito interessante de se saber sobre até onde a mente humana é capaz de chegar para satisfazer algum tipo de prazer, seja ele estranho ou não.

Aqui vão os vídeos em sequência sobre os assassinos em série. Ambos tinham gostos distintos sobre as vítimas. O maníaco gostava de morenas e o Vampiro se interessava por meninos menores de idade. Enfim, espero que pelo menos alguns gostem deste post.

Atenção: somente para maiores de 18 anos e para os que tem estômago bom, ok?
O MANÍACO DO PARQUE


Parte I




Parte II




Parte III




Parte IV





O VAMPIRO DE NITERÓI

Parte I




Parte II




Parte III




Parte IV



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um sonho realizado


Transportar emoções reais para uma breve quantidade de linhas é uma coisa extremamente difícil, ainda mais quando se trata da maior já vivida. Sou beatlemaniaca de corpo e alma a mais de dez anos, e sempre almejava ir a um show de qualquer um deles vivos – já que não posso vê-los reunidos em um único palco. Isto virou até um objetivo de vida, do tipo “não posso morrer antes de isso acontecer”. Bom, leitores, eis que um sonho foi realizado no dia 22 de novembro de 2010. Eu, Simone, fui ao show da turnê “Up and Coming” de Sir Paul McCartney.

Foram 12 horas de fila, enfrentando um tempo inconstante. Ao lado do fotógrafo e amigo Tchélo Figueiredo, vimos que São Paulo, a “terra da garoa”, se mostrou além de seu apelido. Houve horas que a “garoa” engrossou e todos tiveram que enfrentar um “toró d’água” (sem esquecer o cuiabanês). Mas fã que é fã enfrenta até canivetes! E sem distinção de idades. Prova disso foi que durante o tempo na fila percebi diversos pais, avós, netos, filhos, entre outros. Ao meu lado, por exemplo, havia um casal de velhinhos firmes e fortes, encarando as mesmas dificuldades como qualquer outro.

Entrando no enorme estádio do Morumbi, fiquei impressionada com o mar de pessoas espalhadas entre as cadeiras, pistas e áreas vip. Todos gritando muito por conta da emoção de estar lá, na frente de um palco gigantesco, considerado um dos maiores já montados na América Latina. Todo o meu esforço foi compensado quando finalmente consegui o melhor lugar para quem estava na pista: a grade! O que deu para ter uma visão muito boa de lá.

O tempo parecia não passar, pois ficar horas em pé na chuva não é para qualquer um. Até que, com apenas 12 minutos de atraso – o show estava marcado para as 21h30 - as luzes acenderam, e entre elas, trajado de muita elegância com um paletó roxo, a estrela “more” da noite apareceu. Paul McCartney iniciou com Magical Mistery Tour, do álbum homônimo. Logo de cara deu para sentir que a apresentação não seria pouca coisa.

Comecei a chorar feito uma criança de tanta emoção. Carregando o seu mítico baixo em forma de violino, companheiro desde a época dos Beatles, Paul não decepcionou nem um minuto se quer.

Até arriscou falar em português. Tudo bem que deu para ver claramente que ele estava lendo no chão, mas quem se importa?! Tudo foi muito perfeito e todos foram ao delírio com cada brincadeira ou fala que ele fazia. Também não era por menos ter uma platéia lotada de fanáticos, creio que se ele fizesse o mínimo já seria o máximo para todos.

Tocou sucessos pós-beatle, da banda Wings e até da carreira solo, como “Jet”, “Rock Show”, “My Love” e “Venus and Mars”, o que levantou o público de diversas formas que seguiam o ritmo da batida. Entretanto, o momento em que quase fiquei sem respiração foi na música “Live and Let Die”. Acompanhada com fogos de artifícios tudo levou ao inevitável delírio da galera extasiada. Mas não posso mentir, leitores, quando os acordes dos quatro garotos de Liverpool tomaram conta dos instrumentos, a multidão foi quase à loucura, cantando tudo em uníssono.

Músicas como “All My Loving”, composição lendária da dupla Lennon/McCartney, “Drive My Car”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Back in the U.S.S.R.”, “Eleanor Rigby”, “The Long and Winding Road”, “Two of Us”, “Get Back”, as marcantes “Hey Jude” e “Let It Be”, entre tantas outras 23 músicas dos Beatles, só começou a aumentar ainda mais a emoção de 64 mil pessoas presentes no estádio.

Apesar de todas essas músicas fazerem uma verdadeira volta no tempo, um dos momentos mais fortes da apresentação foi quando o músico homenageou os ex-parceiros. A canção feita especialmente para Lennon, “Here Today” arrancou rios de lágrimas do público, inclusive de meus olhos. Mas “Something”, em memória de George Harrison, também não ficou por menos, ainda mais quando começou a passar diversas fotos do ex-beatle no telão. A emoção foi inexplicável.

A última parte do show, mais uma vez leu no chão do palco: “Vamos embora”. Isto foi automático, arrancando vários “No” misturados com “Não” do público. Mas o inevitável e nada esperado chegou. As últimas músicas tocadas foram “Yesterday”, “Helter Skelter”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e “The End”, este último bem característico para um fim de show.

Bom, com certeza não passei nem um décimo da emoção que tive neste dia. Tudo isso me provou que a beatlemania ainda não morreu. Alguns dias se passaram e ainda estou anestesiada com a apresentação, pensando se vai ser possível ver uma próxima. Este, sem dúvida, é um tipo de acontecimento que será dividido com os meus filhos, netos, bisnetos... E eternamente estará em uma linda parte de minhas maiores lembranças.
Obs: Este texto foi publicado no jornal Folha do Estado no dia 25/11/2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Nova rotina

É engraçado observar mudança de fases. Um dia você está com a sua rotina intacta e no outro tudo muda, tudo se transforma. Meus dias mudaram quase que completamente, e aquela vida que era baseada em planejamentos anda um tanto desregrada. Apesar de não ser de meu feitio, estou gostando desta nova alternativa.
Não estou mais trabalhando. Sai da redação semana passada e sinto saudades. Mas ao mesmo tempo sinto aquela sensação de "missão cumprida". Acho que na vida há fases que devem ser passadas e levadas como aprendizado eternamente, porém tudo obrigatoriamente passa e não volta mais.
O meu dia-a-dia resume-se em: casa, faculdades e botecos jamais idos em dias de semana. Vida boêmia à ativa! Não que eu me orgulhe disso, mas a bebida às vezes é capaz de colocar nossas ideias no lugar. Mas ressalto: isto é só para os fracos. Juro.
Estou cheia de planos, que me alimentam a cada dia - e que os alimento também. Nunca fui boa com surpresas, mas quando elas aparecem sempre são bem-vindas, sejam elas boas ou ruins. Estou deixando alguns “demônios” de lado e esperando para ver o que me acontece com o tempo.
E o tempo? Ah, este sim está ao meu favor. Tive algumas desavenças com ele meses atrás, mas parece que agora nós podemos ter uma relação saudável, de igual para igual, e ainda conversar sempre que quisermos colocar tudo no seu devido lugar. Gosto disso.

E para representar um pouco esta minha “nova fase”, deixo uma música para vocês. Ela me acompanha todas as manhãs, quando acordo. Espero que agradem a vocês também. O artista se chama Francesco “Franz” Farina. Um italiano que conheci recentemente. Depois confiram mais vídeos dele, não vão se arrepender.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Concertos Populares da Orquestra do Estado de MT


Este final de semana, mais precisamente no dia 21, estive na cidade de Sapezal, interior do Estado, para conferir o último dia da turnê da Orquestra. Acompanhei todos os detalhes da apresentação - inclusive o churrasquinho pós-espetáculo na casa dos Maggi, além das bebedeiras noturnas nas ruas e nos botecos perdidos do município, hehe.
Todos os músicos, produtores, enfim, as pessoas que fizeram parte do projeto foram super receptivas, me senti em casa.

Enviada especialmente para pegar as impressões do evento, fui toda meio acanhada mas confiante, enfrentando horas de estrada para ver tudo de pertinho. O texto a seguir será capa do Folha3, da Folha do Estado de amanhã. Mas para vocês conferirem com antecedência, vou postar aqui. Depois me falem o que acharam, sei lá :)

Não levei a câmera para tirar fotos, pois a minha mala estava muito pesada - sabe como é, né? Produtos de sobrevivência e tudo mais me impediram de levá-la... -, então peguei uma do blog oficial do concerto, que você pode acessar aqui. O crédito vai para Rosano Mauro.


Agora, chega de delongas. Confira o texto:

A volta dos Concertos Populares da Orquestra do Estado de Mato Grosso, que está na ativa desde 2005, foi marcada por muita admiração do público mato-grossense. Passando pelos municípios de Cuiabá, Campo Verde, Rondonópolis, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Novo, e por fim, em Sapezal. O Folha3, a convite da Orquestra, esteve presente nesta última cidade, no dia 21 (sábado), para conferir as impressões e o resultado desta turnê que tem como objetivo levar a música de concerto para o público em geral.
Localizada na região norte do Estado, Sapezal fica a 480 km da capital. Apesar da cidade ser relativamente pequena, com os seus 14 mil habitantes, a Orquestra, juntamente com uma grande estrutura de palco e luz digna de uma grande apresentação, conseguiu chamar uma parte considerável da população. O público se acomodou em todas as cadeiras disponíveis e como pôde para apreciar o espetáculo.

CONCERTOS POPULARES

A Orquestra, regida pelo maestro Leandro Carvalho, preparou o Concertos Populares com a intenção de alcançar o grande público, e assim, popularizar a música de concerto com grandes profissionais do ramo.
“Todo ano as apresentações são especiais para esta proposta. Para se ter uma ideia, em seis anos nós fizemos mais de 450 concertos e nunca repetimos o repertório”, revela Carvalho, que procura levar músicos já acostumados com a rotina pesada de ensaios. “Por isso buscamos grandes profissionais que são treinados a sentar e tocar”, completa.
No total de oito cidades percorridas, inclusive a capital, a Orquestra se apresentou em praças e locais públicos, com um repertório que viajava pelos vários cantos do Brasil, indo de norte a sul, provando ainda mais que o país se mostra multi-cultural, principalmente em se tratando de música.
Dentre as composições selecionadas, constaram cirandas de Lourenço da Fonseca Barbosa, as marchinhas carnavalescas da revolucionária Chiquinha Gonzaga, o frevo do maestro Elpidio dos Santos, as canções folclóricas de Gregório Molina (1938) & Mario del Tránsito Cocomarola, as gauchezas de Gilberto Monteiro e R.S. Rios - que tirou longos suspiros do público, que em sua grande maioria era de origem sul-rio-grandense.
Não faltaram também as cuiabanisses fortes e animadas de Tote Garcia e Mestre Albertino, canções que se mostraram mais marcantes no repertório. Por fim, mostrando o Brasil central, foram executadas composições de Roberto Corrêa. Ele esteve presente nos concertos pelo interior do Estado ao lado da Orquestra, mostrando o melhor da viola caipira e da viola de cocho.
A junção destes dois instrumentos obteve um resultado singular. A mistura do clássico erudito do violino com as dedilhadas da lisa canção da viola caipira e das graves violas de cocho formou um casamento inspirador, firmando a proposta do repertório: a de levar a música a população, mostrar que a Orquestra também atende ao gosto de um público de diferentes tribos e idades.

PÚBLICO

O jovem estudante Tiago de Matos Santos, de 14 anos, esteve presente na apresentação e demonstrou atenção a cada nota tocada e regida pelo maestro Leandro Carvalho: “Achei ótimo por ter vários instrumentos. Eu nunca tinha visto este tipo de apresentação, é uma novidade para a minha cidade e uma oportunidade única para conhecê-los. Espero que eles voltem mais vezes”.
Quem também se cativou pelo espetáculo foi a professora aposentada Maria Shirley Capelari, de 70 anos. “Este espetáculo é importante para a cultura de Mato Grosso. O povo de Sapezal necessita de apresentações assim. Achei uma excelente ideia”.
A energia que a Orquestra passava através das canções, mostrando uma faceta da ‘brasilidade’ do nosso país, estava estampada nos olhos atentos de cada pessoa presente no público de Sapezal. A resposta disso tudo foi reconhecida ainda por Leandro Carvalho, que disse estar satisfeito com o resultado de toda a trajetória dessa turnê.

SITE

Para conferir mais impressões através de fotos e vídeos feitos durante os espetáculos dos Concertos Populares 2010 e também para saber das próximas apresentações, acesse o site da Orquestra: http://www.orquestra.mt.gov.br/omcj/bra.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Férias

Férias é algo muito relativo, pelo menos no meu ponto de vista. Durante estes dias "livres" as pessoas aproveitam para viajar, passear, enfim, fazer coisas que elas geralmente não podem fazer enquanto estão trabalhando ou estudando. Eu, por exemplo, neste meio de ano, estou tendo no total 18 dias de "descanso", mas só da faculdade, pois meu trabalho ainda continuou. O que eu mais fiz durantes este tempo? Bom, vou tentar explicar a minha rotina em tópicos:

Durante a semana
8h30 - Acordo e vou direto para o banheiro tomar banho
8h45 - Começo a me vestir
9h - Tomo um café da manhã meia-boca (geralmente tomo um copo de Activia), não gosto muito de comer de manhã
9h15 - Pego a estrada e vou trabalhar
9h30 - Chego ao trabalho, ligo meu computador e começo a fazer o que tenho que fazer diariamente
11h15 - Geralmente desço para a Rádio cobrir o programa Caximbocó
12h15 - Muitas vezes subo grilada com algum comentário escutado e começo a escrever a matéria
12h40 - Vou embora pra casa
13h - Almoço

A partir do almoço, minhas tardes variam... Geralmente ou assisto televisão, ou leio um livro, ou fico na internet, as vezes faço tudo isso ao mesmo tempo, olha que legal, enfim, É UMA BOSTA! Não aguento mais ficar em casa vendo o tempo passar. Pegar um dia-a-dia fodido, sem grandes emoções, e ainda ter que me recuperar de "certos traumas". Mas vamos manter a compostura, Simone.

Finais de semana
Estes não são tão variados também, mas são mais legais que o resto da semana. Posso julgá-los como bacanas, apesar de ainda serem um tanto limitados, pois na minha cidade não há muitos lugares legais de se ir. Os mais interessantes, na minha opinião, são:

Clube de Esquina – este eu gosto de verdade, sempre me divirto lá, apesar de estar sempre “batendo cartão” nos fins de semana.

Blues Moto Bar – um lugar mais tranqüilo. Geralmente o escolho quando não quero muito agito pra minha cabeça.

Casa Fora do Eixo – gosto de lá, mas eu meio que enjoei dos showzinhos alternativos. Mas as baladinhas discotecadas são uma boa pedida.

Choros e Serestas – este é bom na quinta-feira, quando consigo entrar (as filas são absurdas de grandes!)

Tom Choppin e demais bares do tipo – só quando tenho dinheiro sobrando, ou seja, não vou pra lá quase nunca!

Dentre umas saídas e outras, os meus fins de noite são sempre os mesmos, se resumindo em todos os dias chegando um tanto embriagada em casa. O maior problema disso tudo é acordar de manhã, contudo, acho que estou indo no caminho certo - apesar das minhas constantes dores de cabeça.

Talvez, se eu fosse “eclética” em Cuiabá, meus dias não seriam tão sem-graças. Gosto de ser seletiva, mas não gosto de ficar em casa.
Ou, talvez se eu fosse rica, pegaria o primeiro vôo para qualquer lugar do mundo onde tenha um show, um acontecimento, ou qualquer coisa legal que esteja rolando e eu estando lá, testemunhando. O que acham?

Preciso mudar de cidade, e rápido!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Momentos...

Nessa sequência.

Olhos nos Olhos - Chico Buarque



O que me Importa - Marisa Monte



Eu gosto da vida, mas não gosto do tempo. Ele me deixa esperando demais.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

As Borboletas Voaram!

Mais textos sobre shows. Acredito que este é o lado cultural que mais gosto - tirando cinema, desenho, pinturas..., é, não é o que mais gosto.

Enfim! Este fim de semana, mais precisamente no dia 03/07 (sábado), fui à Chapada dos Guimarães – acho que fica uns 60 Km da capital mato-grossense -, no Festival de Inverno, e conferi o show do grande Zé Ramalho.

Abertura do show ficou por conta das meninas da Bionne. Foi maravilhoso! Principalmente quando elas tocaram "Chega de Saudade" (escrita por Vinícius de Moraes e Antonio Carlos Jobim). Eu não sei vocês, mas tenho uma particularidade enorme com essa música. Além de canções autorais, que passeavam no samba e no choro. Músicas de excelentíssima qualidade.

Agora, o show do Zé Ramalho foi como já esperava. O som estava ótimo e super redondo. Pena que a apresentação não durou tanto quanto eu gostaria - só uma hora, mais ou menos -, mas a emoção foi demais. O paraibano das borboletas tocou os seus maiores hits, como Chão de Giz, Avohai, Vila do Sossego, entre outros.

Tive a oportunidade de subir ao palco, e ficar a poucos metros da atração da noite (graças ao meu empreguinho, hehe). A energia foi sem igual! Tudo bem que fiquei somente três músicas lá em cima, mas foi o suficiente para registrar muitas coisas boas de lá. Depois fiquei bem na frente. Houve uma hora em que ele olhou pra mim e deu um "baita" sorrisão! E eu meio atrapalhada, sem jeito, o retratei. Ficou meio torto, mas está logo aí em baixo do texto, como prova! hehe.

Não reparei em muitos detalhes minuciosos do show, mas garanto que foi muito bom, chegando a entrar até nos "top 10" de apresentações musicais que mais gostei.

Para quem quiser conferir algumas fotos desta noite, basta acessar o flickr aqui: http://www.flickr.com/photos/simoneishizuka/

Babem, e boa noite!




Olha ele olhando pra mim!

Do palco!


Ô, alegria! :)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Interessante

Será que o mundo é tão pequeno quanto imaginamos? Bom, existem fronteiras, estradas - destas, algumas de "chão", outras asfaltadas, outras até alternativas - cercas, rios, mares, ares... enfim, uma infinidade de coisas que nos fazem distanciar daquilo que almejamos, que está geograficamente inalcançável.

Geralmente nestes fins de noites inusitados, começo a visitar blogs de mochileiros, estudantes em trânsitos, ou até aposentados "feitos" na vida que vivem viajando pelo mundo, e registrando suas aventuras e desventuras nesta pequena página. Daí pego e penso: "que vidinha limitada essa a minha".

Nunca viajei internacionalmente. Acho que o mais longe que fui foi para o Nordeste (alias, que viagem...). Conheci muitos estrangeiros por lá, fiz amigos. Até arranjei um amor de verão, que foi pra lá de intenso, mas que não passou de algo momentâneo cheio de calor e sentimento.

Penso mais ainda: Será que sou menos interessante por isso? Confesso que estou em conflito com isso, vendo tanta gente conhecendo diferentes lugares, tanta coisa inesquecível, talvez vivendo coisas que jamais ninguém vai viver parecido, e assim vai. E o meu máximo nestes últimos dias foi conhecer lugares bons com pessoas más perto de mim, mas tudo bem. Valeu a paisagem.

Estou com a oportunidade de realizar o meu sonho no próximo ano: fazer esta tal viagem internacional, e talvez, não achar que minha vida seja tão limitada assim. Mas durante este meio tempo, coisas aconteceram, uma delas me prende aqui mais um tempo. Besteira a minha (ou não), mas preciso focar nos antigos sonhos, pois eles me dão mais segurança e perspectiva.

Quem dera se não houvesse todos estes obstáculos que o homem criou para conhecer diferentes "mundos", com pessoas tão parecidas e diferentes ao mesmo tempo.

Enquanto isso, fico aqui esperando o que a vida tem a me oferecer a mais. Enquanto isso, fico aqui fechando os olhos e marcando presença nos lugares que eu jamais estarei na vida. Enquanto isso, enquanto isso... vou vivendo as minhas "pequenas coisas importantes" tentando ser feliz, triste e frustrada o quanto posso.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Acidente

Algumas pessoas já sabem (ou "meio" que sabem) que neste último domingo pela manhã eu sofri um acidente de carro, na Av. Miguel Sutil, depois do Círculo Militar. Graças a Deus - e olha que eu não costumo dizer isto - não aconteceu praticamente nada comigo. Sofri algumas batidas e o cinto deu uma marca "boa" no meu pescoço, mas nada comparado ao meu carro, que deu perda total.

Este é um post diferente neste Blog. Costumo escrever sobre diferentes assuntos, sobre os meus gostos e costumes, menos os pessoais demais. Mas achei interessante eu dividir este momento marcante da minha vida com vocês, e dizer brevemente que a vida muitas vezes se torna um fiasco diante aos acontecimentos que ela proporciona.

Bom, eu estava andando a mais ou menos 80Km/h pela a avenida. Já tinha sol no céu, e eu estava voltando da casa de um amigo. Apesar do sono, eu estava em boas condições para dirigir. Logo que passei em frente ao Clube Círculo Militar, percebi água escorrendo pela rua, que saía do local. Não me importando muito com a pista molhada, mantive a velocidade pelo fato de querer chegar logo em casa. Logo na curva, antes do posto de gasolina, percebi mais água na pista. Achando que era a mesma quantidade que a anterior, decidi seguir em frente. Mal eu sabia que, diferente da onde passei, havia praticamente um palmo de profundidade. Meu carro derrapou várias vezes. Tentei recuperar o controle, mas não consegui. Foi aí que bati no meio-fio, e o carro tombou, parando em cima da calçada, ao lado de uma árvore, de cabeça para baixo. Graças ao muro de uma casa e a uma árvore, me salvei de um poste que estava próximo. Em meio ao desespero, soltei um forte grito e quando menos esperei, eu estava da mesma posição que meu carro.

Logo que o carro parou, soltei o cinto de segurança - que por sorte, tenho o habito de usar - e cai sobre os estilhaços de vidro que sobrou do parabrisa. Minha coluna doía muito, o meu corpo estava fraco, e minha cabeça sem saber o que pensar direito. Não acreditava que estava naquela situação.

Algumas pessoas se aproximaram para me ajudar. Um policial abriu a porta do motorista, e me chamou para sair, pois era perigoso continuar lá. Mas não tinha forças suficientes para sair. O meu corpo estava em condições, mas a minha cabeça não. Logo quando dei a minha mão ao policial, senti uma sensação de alívio, coisa que achei que senti antes, mas era algo diferente. Estava com um sentimento de agradecimento eterno de estar viva, de não ter sofrido nada demais, de estar andando com a ajuda de muitas pessoas boas, que estavam no lugar certo e na hora certa para me acolher, entre outras coisas.

Logo após, os bombeiros e o SAMU chegou para me atender. Sai imobilizada com toda aparelhagem possível. Fiquei sem me mover um dia inteiro, mas sai do hospital no final da manhã.

Estou repousando em casa, e pelo visto vou ficar durante esta semana inteira. Mas não fico triste pelo meu carro, ou pela situação que estou passando, acho que fico agradecida por ter e estar passando por tudo isso, pois com certeza, estou tendo uma visão nova de vida e criando novas perspectivas à ela. Agradeço por estar aqui dividindo tudo isso com vocês, até para aquelas pessoas que não conheço, mas que vez ou outra comentam nos posts amadores que publico aqui.
Não sei qual será o "melhor acontecimento dos útlimos tempos", mas estarei disposta a responder possíveis pergutas - bom que vocês me ajudam a sair do tédio, pois eu só estou comendo, dormingo, lendo e assintindo televisão... help!
Pescoço marcado com cinto. Ê alegria!

Pernas roxas

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Primeiros passos, e olho pra cima. O prédio é alto, feito com tijolos e cheio de janelinhas. Observo algumas pessoas na frente. Devem estar falando das férias, do saco de ser segunda-feira, ou daquela menina ou menino que acabou de observar. Entro pela porta grande de madeira, empurrada pelo porteiro que nem ao menos sei o nome, que simplesmente dou "Boa Tarde" todos os dias que o vejo. Ao entrar no local, sinto uma certa angústia, solidão e medo de encarar as coisas novas. Descobri que estas coisas novas não me agradam tanto, mas confeço que suplico por elas. Vou seguindo a rampa que está no lugar das escadas, o que torna a subida mais cansativa. Entro na modesta biblioteca com portas de vidros e observo muitas pessoas conversando nas mesas. Perai! Isso é uma biblioteca! Existem vários cartazes pedindo silêncio. Mas isso não importava pra ninguém na hora. Sento em uma dessas mesas, sozinha. Abro minha bolsa nova que comprei pela manhã, e sinto aquele cheio de tecido novo. Abro o meu estojo, e encontro os mesmos lápis e canetas do semestre que passou. Nessa hora, dei um sorriso, e comecei a sentir um Dèja Vu na minha cabeça... Realmente aquilo já tinha acontecido várias vezes, mas não me lembro específicamente como. De repente, um barulho, era o sinal, parecido com um carro de bombeiro, só que numa velocidade bem mais rápida. A tensão. Senti como se eu nunca tivesse pisado naquele lugar, como se aquilo tudo fosse novo para mim. Oras, Simone, você já tem 21 anos! Vamos! O seu papel aqui é se comunicar, até que alguém prove ao contrário. Tudo bem, tudo bem. Me levanto calmamente, e sigo pela porta de vidro que havia entrado a pouco tempo. Pensa, pensa, qual era a sala mesmo que a mulher do telefone falou? Ah, sala 07. Esta, ao lado da sala dos professores. Hm... as carteiras são novas. Não têm mais estofado azul, agora é o vermelho. Se bem que os azuis deixam o ambiente mais amêno na sala. Mas o vermelho está bom. Sento na sétima cadeira que olho. Acho que aqui está bom, é um lugar mais centralizado, dá para conversar com várias pessoas da sala, me enturmar. Preciso estar atenta aos nerds, estes sim são precisos em lugares mais próximos. Começam a entrar os alunos. São todos bem mais novos que eu, acho que uns seis, sete ou mais anos. Alguns aparentam ser mais velhos, outros mais novos. Há um japonês logo ali. Hm... confio em orientais do sexo masculino. Por que as do sexo feminino não são tão espertas assim, e eu sou prova viva disso. Ah, conheço uma aluna aqui. Que bom, assim não fico tão acanhada. Entra a professora. Ela é ruiva, loira, não me lembro bem. Ah, não é estrangeira. Ainda bem. Sempre me perco com o sotaque destes professores importados. A aula corre muito bem. Apredi formas e verbos novos. Alguns são meio complicados, difícieis de entender, que eu tenho certeza que eu nunca vou usar. Toca novamente aquele sinal escandaloso. Saio da sala com uma sensação estranha novamente. Eu já tinha visto isso tudo, e sentido a mesma coisa. Entro no carro, conecto a chave, paro e penso. Sim, entendo este dia. Este é mais um dia pra minha vida inteira.

02/02/1993 - Primeiro dia da minha vida inteira.

domingo, 26 de julho de 2009

A Decadência

Isso vai ter importância daqui há 100 anos? Acho que não. Ainda mais você que pensa aos montes em um mundo melhor. Você não passa de uma pessoa sonhadora que pensa em revolucionar o convencional com seus estilos alternativos. Não creia que um dia sua vida vai ser plena e feliz desta forma.

Conheça as pessoas, cumprimente-as, seja gentil com todas, talvez isso possa lhe ajudar mais pra frente em algo empreendedor. Não é ser interesseiro, mas sim, algo necessário. Pare com essa de não fazer questão das pessoas, nem tudo você pode decidir em seu comportamento. São coisas naturais da vida. Aprenda com isso.

Reze, minha filha. Vá à igreja, confesse à Deus, perante ao padre, todos os seus pecados. Sabia que até o que você pensa é pecaminoso? Imaginar pessoas nuas, situações constrangedoras e muito interessantes, desejos de querer matar ou esmagar o cérebro de alguém com o martelo. As ideias da igreja são totalmente compatíveis ao interesse público, incluindo o seu. Então, para que questionar? Simplesmente siga.

Você está bem gorda, não? Que tal um regime? Pare de comer depois das 18h, e só tome água a partir daí. Tome estes remédios, quem sabe ele te dão um resultado mais rápido. Por que ninguém merece ficar horas na academia suando, não é?! Caminhe todos os dias no final da tarde, não esqueça de levar o cachorro para passear junto. Tudo bem que ele defeca bastante pelas ruas, mas quem se importa?
Que músicas são estas? Que gosto esquisito seu, gostar de músicas que ninguém conhece. Ouça as dez mais nas paradas musicais, isso sim que é arte, e não estes montes de berros e sons psicodélicos no meio. Não insista em ser diferente. Por isso que você não se sente bem na maioria dos lugares da cidade ou de qualquer outro plano.
Olha esta novela. As atrizes são lindas e se vestem bem, diferente de você, que sente dificuldades em achar algo que lhe agrade. Tome estas bijouterias, você atravessa na cabeça assim, sai pela orelha e gruda no nariz. É meio complicado de colocar, mas está na moda, isto que importa.

Olha o seu quarto! Que bagunça! E esta louça? Você não sabe cozinhar, mas em compensação faz uma sujeira! Como que vai ser quando você se casar e ter filhos?! Não quer casar e ter filhos? Bobagem! Todo mundo tem este sonho, e você não pode fugir das normalidades da vida.

Leia estes livros espíritas, assista a estes vídeos de palestras, são emocionantes. Vamos à reunião espírita? Tome este chá, ele te dá umas visões bem interessantes sobre a vida. Não, não, ele não é alucinógeno, é feito da planta divina, bem distante de produtos deste gênero.

Pra que está angústia? Você tem tudo! Tudo que milhares de pessoas desejariam ter. Pra que escreves isto nesta página sem sentido? Pra que o desabafo dessa forma? Saia, saia! Não pense que deste jeito os seus problemas fugirão entre os seus dedos. Pare de escrever!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Lenda


Mesmo insistindo em abandonar este blog, me vejo obrigada a prestar uma última homenagem a este ícone mundial, que no dia de ontem, reluziu muito além do que as suas roupas brilhantes: Michael Jackson.

Lembro-me de quando era pequena, no início dos anos 90, quando Michael ainda estava no auge da sua carreira, e todas as lentes estavam focadas diretamente a ele. Mesmo depois de alguns anos de lançamento, o clipe Thriller ainda passava na TV, e eu, como uma criança fissurada na "tecnologia", sempre acompanhava as programações, entre um programa e outro, o clipe passava. Tudo estava tranquilo, até que o bando de zumbizada aparecia para dançar aqueles passos complexos, que nem com força eu conseguia imitar. Confesso que tinha muito medo dos dançarinos, mas inevitavelmente eu caía na dança junto.


O tempo passou, e comecei a criar meus gostos próprios, e um dos que mais se destacavam era meu amor pelo trabalho dele. Um dia, desses de meio de semana, que vc fica na internet para pesquisar algumas coisas de faculdade, comecei a olhar o Youtube, e numa dessa minhas "andaças" achei vários vídeos do Michael. Só sei que tinha que acordar no outro dia às 6h da manhã, e acabei ficando até as 3h30 da madrugada, pasma com aqueles passos que ultrapassavam as leis da gravidade, inclusive o Moonwalk (que um dia eu aprendo!).


Enfim, pessoas, mesmo com os escândalos que envolveram seu nome, eu não conseguia parar de ouvir e conferir sua música, seus passos, sua arte! É engraçado como a mídia agora com a perda, aborda o seu nome, como o ÍCONE DO POP, A PERDA DE UM REI, entre outros, sendo que a pouco tempo muitos meios de comunicação o chacotavam, o chamando de aberração por conta de sua aparência, e de louco, pois ele insistia em ser uma eterna criança. Agora, queridos leitores, vamos aproveitar o que ele deixou para todos nós, pois mesmo com um final triste de sua vida, ele merece ser mais que aplaudido por tudo que fez, pois, creio eu, Michael Jackson cumpriu sua missão: A de transmitir alegria ao mundo através do seu trabalho.


AU!

domingo, 15 de março de 2009

Fernando Meirelles - Política Cultural

Parte da entrevista feita pelo jornalista Marcelo Tas (sim, aquele carequinha de óculos do CQC) ao cineasta brasileiro Fernando Meirelles (diretor de Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel e o atual Ensaio Sobre a Cegueira), em uma de suas peças. Nele, o jornalista pergunta sobre a opinião do diretor em relação ao uso do dinheiro público no cinema, e qual seria a melhor forma de investi-lo.
Nunca tinha pensado por esse lado. E concordo com o que ele diz. Confira.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Novo Flickr

Tentei fazer o esqueminha das postagens anteriores, mas o programa não está reconhecendo. Talvez seja porque é uma conta nova, não sei. Mas isso não impede de vocês darem "aquela espiadinha".

Depois de tanto me estressar com o /fotosdasika, decidi fazer outro flickr. Agora todos vocês podem conferir minhas fotos aqui.

A seguir, um pouco do que rola lá:



;)

domingo, 28 de setembro de 2008

Setembro Freire fechado com show do Vanguart

O dia estava digno de ser cuiabano - quente pra caramba! Mas isso não impediu que os bons ares que apóiam este grande evento impedissem de ele continuar sendo encantador como os pensamentos de Silva Freire.

Este dia: Ontem (27).

Creio que cheguei um pouco tarde, mas creio também que não perdi tantas coisas. Aconteceu o lançamento do livro "Bugrinho - Que menino é esse?" da Editora Entrelinhas de Daniela Freire, filha do homenageado. E ilustrado pelo cartunista Marcelo Velasco. O livro tem caráter infantil, mas que não impede de um bom adulto voltar a ser criança novamente, e viajar pelos traços coloridos dos desenhos apresentados e pelas palavras abertas da autora, contando a história de um menino magricelo "da cor que não desbota" conterrâneo de Marechal Rondon.

Junto com o lançamento, houve a apresentação de teatro da Companhia Teatral Mosaico, contando de uma forma bem engraçada a história da família Silva Freire e suas "aventuras". Aproveitando, quero dar meus parabéns ao meu professor Celso Gayoso, que participou da apresentação. Nunca o vi tão expressivo e alegre (rs).

Muitas pessoas estavam presentes pelo Sesc Arsenal. Mas creio que muitas destas pessoas não tinham nem conhecimento da importância do evento em si, pois creio que muitas estavam lá somente para conferir o show, que com certeza, era o mais esperado do mês an cidade: A banda Vanguart.

Eu, como fã incondicional dos meninos, mas também como uma crítica caloura, digo que o show foi o mais belo entre todos os shows que já participei. Sinceridade pura! Tudo bem que o som estava um pouco alto demais, mas isso não impediu que tudo aquilo se tornasse um grande encontro de diferentes formas expressivas da cultura regional da nossa quente terrinha. Alguns versos foram recitados de forma interpretativa pelos musicos ao som do violinista que infelizmente não lembro o nome (sorry!). Muitas músicas estavam incluídas no repertório da banda, dentre elas, músicas antigas, que eu já nem lembrava mais, e novas músicas também, que mostraram ainda mais o amadurecimento da banda durante estes quatro anos de carreira. Algumas foram tocadas com a participação do ex-baixista da banda, uma ótima oportunidade para um 'reencontro'.

Sim, o Setembro Freire foi fechado com chave de ouro sem dúvidas! Todos os envolvidos estão de parabéns. E com certeza o senhor Benedito Santa'na da Silva Freire esteve presente entre todos, feliz com esta emocionante realização. Mas não mais feliz que todos que tem conhecimento de suas andanças e de suas conquistas, e se orgulham de tê-lo em nosso meio como um grande conterrâneo que foi.

Obs: Desta vez não tirei fotos do evento. VACILO - LO -LO - LO...