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terça-feira, 1 de maio de 2012

Budapeste - A Rainha do Danúbio

Breve introdução

Fiz uma viagem por 12 dias em cinco países diferentes de todas as formas que você puder imaginar (trem, avião, ônibus e até de navio). E o mais legal de tudo é que tive essa experiência sozinha - tirando a companhia do mochilão, do caderninho de anotações e meu velho MP3 que não desgrudo nunca!

Posso dizer que foi uma jornada de com múltiplas experiências e conhecimentos, algo inesperado com muitos planos por trás. Me senti a própria Elizabeth Gilbert, autora do livro "Comer Rezar Amar", que largou família, amigos e emprego para respirar novos ares. Quem sabe um dia eu escrevo sobre essas 'aventuras' em papéis impressos e fico famosa também, hein?!

Enfim, sonhos à parte, vamos ao roteiro. As cidades foram:

- Budapeste (Hungria)
- Viena (Áustria)
- Veneza (Itália)
- Barcelona (Espanha)
- Madrid (Espanha)
- Paris (França)

Vamos ao primeiro destino, então?

Budapeste

Tenho uma certa particularidade com esta cidade. Nos meus primeiros dias em Londres, planejava bastante em visitar muitos lugares, mas este, definitivamente não. Por problemas "pessoais", digamos assim. Porém, nada como o tempo. Posso dizer que foi um lugar "revelador", onde me fez aliviar muitas mágoas, estas que já nem existiam mais. Que bom! :)

Deixando o sentimentalismo 'épico' de lado, vamos ao que interessa. Cheguei em Budapeste pela noite do dia 08 de abril de avião. Fiquei na casa de um amigo, o qual até hoje não sei pronunciar o nome, mas o escrito é Csanak Ba. Comecei a chama-lo de 'Johnny', por via as dúvidas... Era engraçado comunicar com ele, pois o sotaque era algo bem difícil de se entender de primeira, mas com o tempo fui me acostumando. Falar húngaro é algo que está além do alemão para se saber em uma vida. Mas, dizem por aí que é a única língua que o diabo respeita... então, respeito também, haha.

meu amigo húngaro 'Johnny'
Antes de conhece-la, Budapeste me soava romântica e misteriosa. Cidade onde Chico Buarque se inspirou para escrever o livro homônimo, aquela que ele descreve como "amarela". Bom, ainda bem que ele confessou que nunca havia visitado a capital húngara antes, pois, na verdade, vi um misto de cores que se espalhavam pelos muros pichados do local, este, praticamente abandonado em muitos aspectos.

Histórias, impressões e outras coisitas mais...

Fundada inicialmente por romanos, Budapeste é marcada por muitas guerras e reconstruções. Antigamente era considerada duas cidades - do lado direito do rio Danúbio, este que corta a cidade, era Buda e do esquerdo, Peste. Mas, a partir de 1849, estas foram fundidas, se tornado assim, uma só. Dividida apenas em suas classes sociais. Segundo o húngaro, quem vive em Buda, tem um poder aquisitivo melhor de quem vive em Peste. E ainda há até uma certa piada irônica sobre isso.

Mas independente de riquezas e pobrezas, sinceramente a cidade me impressionou de várias formas, tanto negativo quanto positivo. Não sei se estava esperando muito e acabei não vendo nada do que imaginava, ou se era isso mesmo. Em termos de capital européia, ela está bem abaixo na beleza total em comparação às demais cidades que visitei. Caso você queira prestigiar as melhores partes, recomendo que fique somente no centro, perto rio e nada mais.

vidros quebrados

paredes pichadas

letras impronunciáveis

Cuiabá está à frente no transporte, me desculpe.

Ah, antes que me esqueça. Não se assustem com o transporte público e, muito menos, não esperem por algo melhor. Como uma região marcada pelo comunismo, que chegou a ser sangrento na época, muitas coisas 'pararam no tempo'. As vezes parecia que o metrô ia se desmontar a qualquer momento comigo dentro, com tamanho o barulho que fazia ao andar. Mais medonho que isso, só a aparência.

Mas, voltando para a parte central, comece o seu dia tirando belas fotos do parlamento húngaro, este, que pra mim, é o verdadeiro cartão postal da cidade. Construído em estilo gótico com diversas torres e pináculos, um conjunto lindo de se ver. Não muito longe, dá para se prestigiar também o Castelo de Buda (Budavári Palota), com uma grande cúpula esverdeada no topo. Fiquei lembrando da rainha húngara decapitada, a qual matava jovens virgens e em seguida, se banhava com o sangue delas em busca da juventude eterna. Sinistro!

só amor

Entre estas duas atrações turísticas, há diversas pontes que cortam o rio e fazem ligações para unir a cidade com ela mesma. A mais linda que vi (e, coincidentemente, a mais famosa também) é Széchenyi Lánchíd, ou 'ponte das correntes'. Em uma breve caminhada, da para se unir a cidade apreciando o rio Danúbio. Fiquei lembrando da música 'Danúbio Azul', é um tanto brega, mas eu não podia lembrar de outra coisa quando estava de frente ao próprio homenageado.

ponte das correntes

Logo depois de apreciar as belezas nas proximidades do rio, desça para a rua Fortuna Utca. Considerado um dos melhores roteiros de Buda, pois nela se encontra diversos prédios antigos, museus, além de feirinhas espalhadas pelos calçadões vendendo tudo que você puder imaginar, inclusive cervejas caseiras, estas que até me deliciei.

foto turista
cervejinha muito boa!
Quanto a comida, nem se fala. Sou uma verdadeira apaixonada por escaldados e sopas, e é justamente isso que eles mais comem. Infelizmente só provei uma deste tipo, que é o Goulash (ou algo do tipo). Uma sopa de carne (de bezerro, creio eu) e batata com um tempero bem diferente do que estamos acostumados, mas que não deixa de ser delicioso. Recomendo que passem no restaurante de cem anos de idade, chamado Szazéves, perto das feirinhas do Utca. Local chique e bem barato.

chique e vintage

Além de todas as delícias e belezas, Budapeste é bem conhecida pelos banhos termais. Porém, não visitei nenhum. O tempo era curto, juntamente com a grana. Mas, caso você queira dar uma passada por lá para relaxar, os lugares são bem recomendados mundialmente.

É claro que existem outros pontos turísticos, mas não tenho na memória maiores detalhes quanto tenho destes. Mas andar pelos arredores da rainha do danúbio é algo fácil e um tanto prazeroso. Aproveite a paisagem e ignore o ar urbano demais.

Cidade que vai ficar na minha história por um longo tempo. Apesar dos vidros quebrados, das paredes rabiscadas e do transporte que parou nos anos 70, Budapeste teve sim sua particularidade comigo. Não irei esquecer das montanhas arborizadas e tranquilas espalhadas aos arredores da cidade, esta que foi muitas e acabou se tornando uma só - algo que descreve bem os meus sentimentos passados com atual. Acho que estamos finalmente perdoados, estamos sim.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amanhã vai ser outro dia...


Vou tentar não ser tão piegas neste post, mas é que eu achei interessante deixar registrado isso tudo que está acontecendo em algum lugar. E nada mais natural que no meu blog. Quanto à viagem ao Rio de Janeiro, vai ficar para uma próxima oportunidade, pois foi um tanto “decepcionante” para uma “cidade maravilhosa”.

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Enfim, jornalista. Agora sim posso selecionar "superior completo" nas fichas de preenchimento em geral. O que eu sinto com isso? Bom, minha vida mudou muito de um ano pra cá. Tanto que eu mal esperava que a rotina fosse esta: parada e sem muitas atividades como de costume. Mas tudo bem, não me queixo de jeito maneira. Novos planos estão por vir.

Estou aqui para contar um pouco sobre como é estar neste estágio da vida (pelo menos no meu ponto de vista). Ontem foi o meu baile de formatura no qual eu dividi com as minhas colegas de sala Amanda Chamorro, Camila Cecílio, Luana Silveira e Thalita Bruno, que como eu, são as novas "jornalistas do pedaço". Então, já devem ter uma ideia de como estou agora: “feliz por demais”.

Apesar de todo o sentimento de alívio, algo como "Até que enfim estou livre dessa!", me veio uma certa saudade de comprar cadernos, livros e canetas novas para um novo início de ano letivo. Tomara que isto logo passe. Rs.

Mas falando em coisas certas, nestes quatro anos acredito que formei uma personalidade mais forte e mais centrada. Apesar de todos os desmoronamentos, brigas e todos os adjetivos possíveis para a palavra "sofrimento" terem ocorrido neste meio tempo, acho que tudo compartilhou para que fosse possível criar algo grandioso dentro, não só de mim, mas, de cada um que concluiu esta faculdade junto comigo.

Sinceramente, neste momento, não sei se exercerei a carreira de comunicóloga. Dúvidas e crises ainda percorrem minha cabeça, e o ânimo, acreditem, não está lá dos melhores. Por estes e outros motivos que estou buscando outras alternativas, opções que mudam um pouco o meu planejamento de vida de quatro anos atrás. Não dou mais detalhes, pois ainda estou trabalhando nisso. Então, só peço sorte e determinação nesta nova jornada.

Estou feliz pela minha vitória, muito mesmo. Às vezes penso que poderia fazer diferente em alguns momentos que se passaram, mas acredito que nada teria o mesmo encanto, a mesma essência...

Eu só quero agradecer a cada um dos professores e colegas que passaram pela minha vida nestes quatro anos. Acho que o essencial é tudo para a formação de grandes profissionais e amigos. E lembrando que a conclusão de um curso não é o final, mas sim o começo de muitas etapas que vêm pela frente.


"Assim eu juro!"

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Férias

Férias é algo muito relativo, pelo menos no meu ponto de vista. Durante estes dias "livres" as pessoas aproveitam para viajar, passear, enfim, fazer coisas que elas geralmente não podem fazer enquanto estão trabalhando ou estudando. Eu, por exemplo, neste meio de ano, estou tendo no total 18 dias de "descanso", mas só da faculdade, pois meu trabalho ainda continuou. O que eu mais fiz durantes este tempo? Bom, vou tentar explicar a minha rotina em tópicos:

Durante a semana
8h30 - Acordo e vou direto para o banheiro tomar banho
8h45 - Começo a me vestir
9h - Tomo um café da manhã meia-boca (geralmente tomo um copo de Activia), não gosto muito de comer de manhã
9h15 - Pego a estrada e vou trabalhar
9h30 - Chego ao trabalho, ligo meu computador e começo a fazer o que tenho que fazer diariamente
11h15 - Geralmente desço para a Rádio cobrir o programa Caximbocó
12h15 - Muitas vezes subo grilada com algum comentário escutado e começo a escrever a matéria
12h40 - Vou embora pra casa
13h - Almoço

A partir do almoço, minhas tardes variam... Geralmente ou assisto televisão, ou leio um livro, ou fico na internet, as vezes faço tudo isso ao mesmo tempo, olha que legal, enfim, É UMA BOSTA! Não aguento mais ficar em casa vendo o tempo passar. Pegar um dia-a-dia fodido, sem grandes emoções, e ainda ter que me recuperar de "certos traumas". Mas vamos manter a compostura, Simone.

Finais de semana
Estes não são tão variados também, mas são mais legais que o resto da semana. Posso julgá-los como bacanas, apesar de ainda serem um tanto limitados, pois na minha cidade não há muitos lugares legais de se ir. Os mais interessantes, na minha opinião, são:

Clube de Esquina – este eu gosto de verdade, sempre me divirto lá, apesar de estar sempre “batendo cartão” nos fins de semana.

Blues Moto Bar – um lugar mais tranqüilo. Geralmente o escolho quando não quero muito agito pra minha cabeça.

Casa Fora do Eixo – gosto de lá, mas eu meio que enjoei dos showzinhos alternativos. Mas as baladinhas discotecadas são uma boa pedida.

Choros e Serestas – este é bom na quinta-feira, quando consigo entrar (as filas são absurdas de grandes!)

Tom Choppin e demais bares do tipo – só quando tenho dinheiro sobrando, ou seja, não vou pra lá quase nunca!

Dentre umas saídas e outras, os meus fins de noite são sempre os mesmos, se resumindo em todos os dias chegando um tanto embriagada em casa. O maior problema disso tudo é acordar de manhã, contudo, acho que estou indo no caminho certo - apesar das minhas constantes dores de cabeça.

Talvez, se eu fosse “eclética” em Cuiabá, meus dias não seriam tão sem-graças. Gosto de ser seletiva, mas não gosto de ficar em casa.
Ou, talvez se eu fosse rica, pegaria o primeiro vôo para qualquer lugar do mundo onde tenha um show, um acontecimento, ou qualquer coisa legal que esteja rolando e eu estando lá, testemunhando. O que acham?

Preciso mudar de cidade, e rápido!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Acidente

Algumas pessoas já sabem (ou "meio" que sabem) que neste último domingo pela manhã eu sofri um acidente de carro, na Av. Miguel Sutil, depois do Círculo Militar. Graças a Deus - e olha que eu não costumo dizer isto - não aconteceu praticamente nada comigo. Sofri algumas batidas e o cinto deu uma marca "boa" no meu pescoço, mas nada comparado ao meu carro, que deu perda total.

Este é um post diferente neste Blog. Costumo escrever sobre diferentes assuntos, sobre os meus gostos e costumes, menos os pessoais demais. Mas achei interessante eu dividir este momento marcante da minha vida com vocês, e dizer brevemente que a vida muitas vezes se torna um fiasco diante aos acontecimentos que ela proporciona.

Bom, eu estava andando a mais ou menos 80Km/h pela a avenida. Já tinha sol no céu, e eu estava voltando da casa de um amigo. Apesar do sono, eu estava em boas condições para dirigir. Logo que passei em frente ao Clube Círculo Militar, percebi água escorrendo pela rua, que saía do local. Não me importando muito com a pista molhada, mantive a velocidade pelo fato de querer chegar logo em casa. Logo na curva, antes do posto de gasolina, percebi mais água na pista. Achando que era a mesma quantidade que a anterior, decidi seguir em frente. Mal eu sabia que, diferente da onde passei, havia praticamente um palmo de profundidade. Meu carro derrapou várias vezes. Tentei recuperar o controle, mas não consegui. Foi aí que bati no meio-fio, e o carro tombou, parando em cima da calçada, ao lado de uma árvore, de cabeça para baixo. Graças ao muro de uma casa e a uma árvore, me salvei de um poste que estava próximo. Em meio ao desespero, soltei um forte grito e quando menos esperei, eu estava da mesma posição que meu carro.

Logo que o carro parou, soltei o cinto de segurança - que por sorte, tenho o habito de usar - e cai sobre os estilhaços de vidro que sobrou do parabrisa. Minha coluna doía muito, o meu corpo estava fraco, e minha cabeça sem saber o que pensar direito. Não acreditava que estava naquela situação.

Algumas pessoas se aproximaram para me ajudar. Um policial abriu a porta do motorista, e me chamou para sair, pois era perigoso continuar lá. Mas não tinha forças suficientes para sair. O meu corpo estava em condições, mas a minha cabeça não. Logo quando dei a minha mão ao policial, senti uma sensação de alívio, coisa que achei que senti antes, mas era algo diferente. Estava com um sentimento de agradecimento eterno de estar viva, de não ter sofrido nada demais, de estar andando com a ajuda de muitas pessoas boas, que estavam no lugar certo e na hora certa para me acolher, entre outras coisas.

Logo após, os bombeiros e o SAMU chegou para me atender. Sai imobilizada com toda aparelhagem possível. Fiquei sem me mover um dia inteiro, mas sai do hospital no final da manhã.

Estou repousando em casa, e pelo visto vou ficar durante esta semana inteira. Mas não fico triste pelo meu carro, ou pela situação que estou passando, acho que fico agradecida por ter e estar passando por tudo isso, pois com certeza, estou tendo uma visão nova de vida e criando novas perspectivas à ela. Agradeço por estar aqui dividindo tudo isso com vocês, até para aquelas pessoas que não conheço, mas que vez ou outra comentam nos posts amadores que publico aqui.
Não sei qual será o "melhor acontecimento dos útlimos tempos", mas estarei disposta a responder possíveis pergutas - bom que vocês me ajudam a sair do tédio, pois eu só estou comendo, dormingo, lendo e assintindo televisão... help!
Pescoço marcado com cinto. Ê alegria!

Pernas roxas

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Primeiros passos, e olho pra cima. O prédio é alto, feito com tijolos e cheio de janelinhas. Observo algumas pessoas na frente. Devem estar falando das férias, do saco de ser segunda-feira, ou daquela menina ou menino que acabou de observar. Entro pela porta grande de madeira, empurrada pelo porteiro que nem ao menos sei o nome, que simplesmente dou "Boa Tarde" todos os dias que o vejo. Ao entrar no local, sinto uma certa angústia, solidão e medo de encarar as coisas novas. Descobri que estas coisas novas não me agradam tanto, mas confeço que suplico por elas. Vou seguindo a rampa que está no lugar das escadas, o que torna a subida mais cansativa. Entro na modesta biblioteca com portas de vidros e observo muitas pessoas conversando nas mesas. Perai! Isso é uma biblioteca! Existem vários cartazes pedindo silêncio. Mas isso não importava pra ninguém na hora. Sento em uma dessas mesas, sozinha. Abro minha bolsa nova que comprei pela manhã, e sinto aquele cheio de tecido novo. Abro o meu estojo, e encontro os mesmos lápis e canetas do semestre que passou. Nessa hora, dei um sorriso, e comecei a sentir um Dèja Vu na minha cabeça... Realmente aquilo já tinha acontecido várias vezes, mas não me lembro específicamente como. De repente, um barulho, era o sinal, parecido com um carro de bombeiro, só que numa velocidade bem mais rápida. A tensão. Senti como se eu nunca tivesse pisado naquele lugar, como se aquilo tudo fosse novo para mim. Oras, Simone, você já tem 21 anos! Vamos! O seu papel aqui é se comunicar, até que alguém prove ao contrário. Tudo bem, tudo bem. Me levanto calmamente, e sigo pela porta de vidro que havia entrado a pouco tempo. Pensa, pensa, qual era a sala mesmo que a mulher do telefone falou? Ah, sala 07. Esta, ao lado da sala dos professores. Hm... as carteiras são novas. Não têm mais estofado azul, agora é o vermelho. Se bem que os azuis deixam o ambiente mais amêno na sala. Mas o vermelho está bom. Sento na sétima cadeira que olho. Acho que aqui está bom, é um lugar mais centralizado, dá para conversar com várias pessoas da sala, me enturmar. Preciso estar atenta aos nerds, estes sim são precisos em lugares mais próximos. Começam a entrar os alunos. São todos bem mais novos que eu, acho que uns seis, sete ou mais anos. Alguns aparentam ser mais velhos, outros mais novos. Há um japonês logo ali. Hm... confio em orientais do sexo masculino. Por que as do sexo feminino não são tão espertas assim, e eu sou prova viva disso. Ah, conheço uma aluna aqui. Que bom, assim não fico tão acanhada. Entra a professora. Ela é ruiva, loira, não me lembro bem. Ah, não é estrangeira. Ainda bem. Sempre me perco com o sotaque destes professores importados. A aula corre muito bem. Apredi formas e verbos novos. Alguns são meio complicados, difícieis de entender, que eu tenho certeza que eu nunca vou usar. Toca novamente aquele sinal escandaloso. Saio da sala com uma sensação estranha novamente. Eu já tinha visto isso tudo, e sentido a mesma coisa. Entro no carro, conecto a chave, paro e penso. Sim, entendo este dia. Este é mais um dia pra minha vida inteira.

02/02/1993 - Primeiro dia da minha vida inteira.

domingo, 26 de julho de 2009

A Decadência

Isso vai ter importância daqui há 100 anos? Acho que não. Ainda mais você que pensa aos montes em um mundo melhor. Você não passa de uma pessoa sonhadora que pensa em revolucionar o convencional com seus estilos alternativos. Não creia que um dia sua vida vai ser plena e feliz desta forma.

Conheça as pessoas, cumprimente-as, seja gentil com todas, talvez isso possa lhe ajudar mais pra frente em algo empreendedor. Não é ser interesseiro, mas sim, algo necessário. Pare com essa de não fazer questão das pessoas, nem tudo você pode decidir em seu comportamento. São coisas naturais da vida. Aprenda com isso.

Reze, minha filha. Vá à igreja, confesse à Deus, perante ao padre, todos os seus pecados. Sabia que até o que você pensa é pecaminoso? Imaginar pessoas nuas, situações constrangedoras e muito interessantes, desejos de querer matar ou esmagar o cérebro de alguém com o martelo. As ideias da igreja são totalmente compatíveis ao interesse público, incluindo o seu. Então, para que questionar? Simplesmente siga.

Você está bem gorda, não? Que tal um regime? Pare de comer depois das 18h, e só tome água a partir daí. Tome estes remédios, quem sabe ele te dão um resultado mais rápido. Por que ninguém merece ficar horas na academia suando, não é?! Caminhe todos os dias no final da tarde, não esqueça de levar o cachorro para passear junto. Tudo bem que ele defeca bastante pelas ruas, mas quem se importa?
Que músicas são estas? Que gosto esquisito seu, gostar de músicas que ninguém conhece. Ouça as dez mais nas paradas musicais, isso sim que é arte, e não estes montes de berros e sons psicodélicos no meio. Não insista em ser diferente. Por isso que você não se sente bem na maioria dos lugares da cidade ou de qualquer outro plano.
Olha esta novela. As atrizes são lindas e se vestem bem, diferente de você, que sente dificuldades em achar algo que lhe agrade. Tome estas bijouterias, você atravessa na cabeça assim, sai pela orelha e gruda no nariz. É meio complicado de colocar, mas está na moda, isto que importa.

Olha o seu quarto! Que bagunça! E esta louça? Você não sabe cozinhar, mas em compensação faz uma sujeira! Como que vai ser quando você se casar e ter filhos?! Não quer casar e ter filhos? Bobagem! Todo mundo tem este sonho, e você não pode fugir das normalidades da vida.

Leia estes livros espíritas, assista a estes vídeos de palestras, são emocionantes. Vamos à reunião espírita? Tome este chá, ele te dá umas visões bem interessantes sobre a vida. Não, não, ele não é alucinógeno, é feito da planta divina, bem distante de produtos deste gênero.

Pra que está angústia? Você tem tudo! Tudo que milhares de pessoas desejariam ter. Pra que escreves isto nesta página sem sentido? Pra que o desabafo dessa forma? Saia, saia! Não pense que deste jeito os seus problemas fugirão entre os seus dedos. Pare de escrever!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Minha Amada Imortal


O ano era 2004. Como passei praticamente a minha vida inteira estudando em colégios de padre, tive um contato mais profundo com a igreja católica (juro!), e nisso, participava sempre de encontros religiosos promovidos pela igreja do meu colégio.

Eu sempre tive fama de dorminhoca, durmo em qualquer lugar e em qualquer hora (menos nas madrugadas em casa - insônia), ainda mais em palestras, e ainda mais palestras que ficam falando que Jesus é amor, Jesus é vida e virgindade é a alma do negócio, sinceramente acho isso tudo um saco. Mas em um desses encontros, ocorrido em Campo Grande - MS, vi a palestra de um padre que eu nem me lembro mais o nome da onde ele veio e do que ele falava, só sei que este momento me chamou a atenção pelo simples fato dele ter posto uma cena deste filme... Minha Amada Imortal.

Este filme conta parte da história de Ludwin van Beethoven, ou só Beethoven. Era um compositor erudito e ainda por cima alemão - só para focar que os caras fodas e inteligentes em sua grande maioria eram e são alemães, mas não é só por isso, é também o fato que apesar de ele ser um compositor extraordinário, ele era surdo. É difícil associar essas duas coisas não contraditórias. Talvez seria a mesma coisa que um fabricante de perfume não ter olfato, ou um cantor ser mudo, ou um dentista sem as mãos (não é uma má idéia!), enfim... Mas ele tinha o seu diferencial.

Em vida, Beethoven compôs grandes óperas, sonetos e concertos em geral. Sentia a música na alma, calculava minuciosamente cada instrumento em sua cabeça, e foi capaz de compor músicas inesquecíveis e imortais. Quem aqui nunca ouviu Sinfonia nº9, que atire a primeira pedra, obrigado.

Mas a música que me deixa extasiada é o Sonata ao Luar. No filme, Beethoven (interpretado por Gary Oldman) começa a tocar esta música no piano, como não podia ouvir o que estava tocando, tentou encostar seu ouvido no instrumento para sentir as vibrações que ele dava em cada dedilhada. Esta cena é simplesmente fascinante.

Cena do filme Minha Amada Imortal (1994)


Tudo isso é para que vocês confiram este filme. Ele não merecia um Oscar e nem um Globo de Ouro como melhor filme do ano, quanto mais do século, mas assistam somente para ver esta cena... Posso garantir que é apaixonante.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Lenda


Mesmo insistindo em abandonar este blog, me vejo obrigada a prestar uma última homenagem a este ícone mundial, que no dia de ontem, reluziu muito além do que as suas roupas brilhantes: Michael Jackson.

Lembro-me de quando era pequena, no início dos anos 90, quando Michael ainda estava no auge da sua carreira, e todas as lentes estavam focadas diretamente a ele. Mesmo depois de alguns anos de lançamento, o clipe Thriller ainda passava na TV, e eu, como uma criança fissurada na "tecnologia", sempre acompanhava as programações, entre um programa e outro, o clipe passava. Tudo estava tranquilo, até que o bando de zumbizada aparecia para dançar aqueles passos complexos, que nem com força eu conseguia imitar. Confesso que tinha muito medo dos dançarinos, mas inevitavelmente eu caía na dança junto.


O tempo passou, e comecei a criar meus gostos próprios, e um dos que mais se destacavam era meu amor pelo trabalho dele. Um dia, desses de meio de semana, que vc fica na internet para pesquisar algumas coisas de faculdade, comecei a olhar o Youtube, e numa dessa minhas "andaças" achei vários vídeos do Michael. Só sei que tinha que acordar no outro dia às 6h da manhã, e acabei ficando até as 3h30 da madrugada, pasma com aqueles passos que ultrapassavam as leis da gravidade, inclusive o Moonwalk (que um dia eu aprendo!).


Enfim, pessoas, mesmo com os escândalos que envolveram seu nome, eu não conseguia parar de ouvir e conferir sua música, seus passos, sua arte! É engraçado como a mídia agora com a perda, aborda o seu nome, como o ÍCONE DO POP, A PERDA DE UM REI, entre outros, sendo que a pouco tempo muitos meios de comunicação o chacotavam, o chamando de aberração por conta de sua aparência, e de louco, pois ele insistia em ser uma eterna criança. Agora, queridos leitores, vamos aproveitar o que ele deixou para todos nós, pois mesmo com um final triste de sua vida, ele merece ser mais que aplaudido por tudo que fez, pois, creio eu, Michael Jackson cumpriu sua missão: A de transmitir alegria ao mundo através do seu trabalho.


AU!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Big Sister

Sem textos bonitos que tocam o coração. Vamos ser mais céticos daqui em diante (ou sempre). Evito discutir coisas políticas ou sensacionalistas aqui, mas faço questão de comprar uma “briga” para se discutir pessoalmente. Acho que este é o melhor modo de expor suas idéias: trocando informações.

Mas, abriremos uma exceção hoje, pois estou de SACO CHEIO da Isabella.

Tudo começou neste fim de semana, quando meus amigos e eu (lembrei do Chaves... Então!) estávamos andando insanamente pelas ruas noturnas de Cuiabá, depois de algumas cervejas baratas e vinhos quentes. Começamos a filosofar com copos e garrafas alcoólicas na mão, e até que chegou o assunto da vez: Caso Isabella.
Sinceramente, já estou cheia deste assunto MESMO. Não me venha com o papo de “nossa, que menina fria”, mas não só acho, como tenho certeza, que a própria mídia me fez cansar deste assunto. A pobre menina deve estar se remexendo em seu cachãozinho, por não deixarem a sua “morte” em paz.

Mas enfim, depois de tanto discutir, meu amigo Yuri me solta uma:

“Me joga da janela, me chama de Isabella”

Estranhamente (?) achei aquilo hilário! Como é bom achar graça do que não pode. Rir da desgraça dos outros, pra ser mais exata.
Mas tudo isso me fez pensar no quanto ficamos céticos em relação a famosa menina de cinco anos que morreu asfixiada e depois jogada do 6º andar.

Enfim, chegamos ao ponto onde queria: O BIG SISTER ISABELLA!

O “bafafá” chegou à minha sala. E uma vaga lembrança me veio em mente: Todo o início de ano pode estar morrendo crianças jogadas do prédio todos os dias, mas o que as pessoas mais comentam é sobre o tal do BIG BROTHER, inclusive na minha sala. A única diferença nisso tudo é que o caso Isabella não tem dias da semana marcados para a “eliminação”, “paredão” ou coisa do tipo.
Em meio a comentários clichês do pessoal e da minha irritação - pois não estava conseguindo resolver um exercício chato de uma professora chata – comecei a pensar sobre o assunto, e defini papéis para cada personagem. O caso é sensacionalista do mesmo modo, só não tem bombadões de sunga branca e siliconadas com mini-saias, desfilando ao redor da piscina, para garantir um site paparazzo pelo menos.

Os papéis são estes:

A Isabella faz papel do “Anjo” que os “malvadões” e interesseiros – no caso, o pai e a madrasta – fazem de tudo para ser “abençoados” e receber a “imunidade” de não ir pra cadeia ou o paredão da vida real.
O líder é a mãe Ana Carolina de Oliveira, o que para as principais manchetes de hoje, um comentário dela pode ser fatal.
E quem faz o papel do “Bial” é o juiz. Que com o clamor do público, anunciou aos malvadões sua permanência no paredão do chilindró.

Agora, me respondam: Quem irá ganhar o milhão?

Com certeza alguém que vemos, escutamos e lemos todos os dias, e que de certa maneira direta, nos faz acreditar em tudo que ela lança: A mídia.

E viva o sensacional!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Como se divertir quando não se pode beber?



Nada melhor que uma festa entre amigos. Todos animados, assando aquela carninha, montando um narguile esperto e botando a "cerva" pra gelar...


Mas, e quando esta última opção não resolve o seu problema de "desestressamento"? Amigo(a), se você é como eu, e sofre de sérios problemas de saúde que te privam de beber bebidas alcoólicas, e te deixa sempre com uma cara de "'e ai?! hehe" enquanto todos os seus amigos se divertem com a "marvada", ou simplesmente não bebe por opção, mas que sofre as mesmas consequências, preparei este tópico para você. Espero que te ajude.





Se você for daquelas pessoas "quietas", prepare assuntos para os seus colegas antes de ir para festa.

Durante a festa, pegue um copo d'água, suco ou refrigerante para que você tenha algo nas mãos e ficar bebendo (isso é extremamente psicológico, e complexo demais para ser explicado, mas acredite: ajuda bastante).


Tente puxar assunto com seus colegas, por mais insano que eles estejam.


E se eles já começarem a falar "coisa com coisa", ria da cara deles ou entre na 'onda'.


Se alguém lamentar por você não estar bebendo, lamente junto, isto pode ajudar na conversa.


Se você está completamente no tédio, vá andar pela festa, cace algo para fazer e se distrair.


Se nenhuma destas alternativas funcionarem, arranje uma desculpa convincente, peça desculpas e vá embora do local o mais rápido possível, e se prepare melhor para a próxima ocasião.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Advinho.


"O que não me contam, eu escuto atrás das portas. O que não sei,adivinho e, com sorte, você adivinha sempre o que, cedo ou tarde, acaba acontecendo." - Dalton Trevisan


Lá vai ela, dengosa, mas confiante. Caminhando pelo ladrilho de uma estrada abandonada de trem, de mãos dadas à confiante, ela confia. Lá vai ela, lendo jornal na fila do pão, depois de uma longa estação perfumada, envolvida inteiramente aos caracóis de um fim de semana perdido, ela confia. Lá vai ela, envolvida pela sonoridade sinestésica, aos encantos de batuques sagaz e baladinhas faiscantes, seus movimentos a entregam, ela confia.


O seu sol nascente não brilha mais em todas as manhãs, o seu brilho se perdeu ao olhar frio do que passou, deixando somente rastros daquela estrada já a poeiras, ladrilhada então com pedrinhas de brilhante...


Ela confiou.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Flor

A mais bela flor, que dava a mais pura vida em meu jardim, não está mais aqui despojando de sua tal beleza.

A vida se torna tão vaga quando essas coisas acontecem. O que vale mais? O que foi o melhor? Será que é ser tão egoísta querer ter alguém que você ama ao seu lado pra sempre? Me diga o qual o sentido que a vida tem e nos trás. Penso que aproveitei tão pouco sua presença, depois de tanto vivido.
Daria tudo pra te ver sorrindo pra mim mais uma vez... De pegar sua mão, de sentir você pegando no meu cabelo e assim acaricia-lo, de sentar em seu colo e colocar minha cabeça sobre o seu peito sentindo o seu coração bater junto com o meu...
O que é justo? A vida é justa? Não quando ela se mostra desta forma, me tirando uma das jóias que mais apreciava. Aquela que tanto tinha orgulho de dizer que era somente minha. Gozar do seu encanto de me fazer perfeitamente bem. Seu jeitinho quieto, calado e calmo, o que mais admirava. Apesar de todo sofrimento, nem uma reclamação te saía.
Quando a tristeza me invadia, só de estar ao seu lado, mesmo sem ouvir você dizer nada, já me era um conforto. Você fazia com que o mundo não fosse tão sofrido como ele realmente é. Pela sua humildade, pôde nem ter percebido, mas foi.
Chegamos nessas horas e pensamos que só damos o devido valor quando perdemos determinadas coisas. Mas o que eu pude valorizar, acredito que valorizei. E sei o quanto de amor eu tinha e não tive mais oportunidades de demonstrar. Mas deixei claro o quanto que meu carinho por você era imenso, incalculável.
Nada seria mais injusto de tirar você de mim para sempre. Algo aqui dentro me diz que em algum lugar em algum dia iremos nos ver novamente. E finalmente te terei ao meu lado, como sempre tinha que ser.
Agora você está com outra pessoa que amei muito aqui onde estou, e espero que aquele sofrimento todo esteja finalizado. Queria ver a cena de te ver alegre e feliz com seu único e verdadeiro amor.
As tardes não são e nem serão mais as mesmas, e creio que nada te substitua tão bem. Em seu lugar ficou somente a saudade, que dói, mas que traz a mais belas lembranças que jamais sairão de meu coração.

"As mais belas flores não vivem para sempre, mas ficarão eternamente na mais linda lembrança..."

(Sika)

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