Aqui vão alguns vídeos que consegui gravar durante o show. Tudo está bem mau gravado, além da minha 'linda' voz cantando ao fundo, mas vale a recordação.
LET IT BE
ELEANOR RIGBY
LIVE AND LET DIE
THE LONG AND WIDING ROAD
Cá está um pouco do sonho que não acabou...
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Um sonho realizado
Transportar emoções reais para uma breve quantidade de linhas é uma coisa extremamente difícil, ainda mais quando se trata da maior já vivida. Sou beatlemaniaca de corpo e alma a mais de dez anos, e sempre almejava ir a um show de qualquer um deles vivos – já que não posso vê-los reunidos em um único palco. Isto virou até um objetivo de vida, do tipo “não posso morrer antes de isso acontecer”. Bom, leitores, eis que um sonho foi realizado no dia 22 de novembro de 2010. Eu, Simone, fui ao show da turnê “Up and Coming” de Sir Paul McCartney.
Foram 12 horas de fila, enfrentando um tempo inconstante. Ao lado do fotógrafo e amigo Tchélo Figueiredo, vimos que São Paulo, a “terra da garoa”, se mostrou além de seu apelido. Houve horas que a “garoa” engrossou e todos tiveram que enfrentar um “toró d’água” (sem esquecer o cuiabanês). Mas fã que é fã enfrenta até canivetes! E sem distinção de idades. Prova disso foi que durante o tempo na fila percebi diversos pais, avós, netos, filhos, entre outros. Ao meu lado, por exemplo, havia um casal de velhinhos firmes e fortes, encarando as mesmas dificuldades como qualquer outro.
Entrando no enorme estádio do Morumbi, fiquei impressionada com o mar de pessoas espalhadas entre as cadeiras, pistas e áreas vip. Todos gritando muito por conta da emoção de estar lá, na frente de um palco gigantesco, considerado um dos maiores já montados na América Latina. Todo o meu esforço foi compensado quando finalmente consegui o melhor lugar para quem estava na pista: a grade! O que deu para ter uma visão muito boa de lá.
O tempo parecia não passar, pois ficar horas em pé na chuva não é para qualquer um. Até que, com apenas 12 minutos de atraso – o show estava marcado para as 21h30 - as luzes acenderam, e entre elas, trajado de muita elegância com um paletó roxo, a estrela “more” da noite apareceu. Paul McCartney iniciou com Magical Mistery Tour, do álbum homônimo. Logo de cara deu para sentir que a apresentação não seria pouca coisa.
Comecei a chorar feito uma criança de tanta emoção. Carregando o seu mítico baixo em forma de violino, companheiro desde a época dos Beatles, Paul não decepcionou nem um minuto se quer.
Até arriscou falar em português. Tudo bem que deu para ver claramente que ele estava lendo no chão, mas quem se importa?! Tudo foi muito perfeito e todos foram ao delírio com cada brincadeira ou fala que ele fazia. Também não era por menos ter uma platéia lotada de fanáticos, creio que se ele fizesse o mínimo já seria o máximo para todos.
Tocou sucessos pós-beatle, da banda Wings e até da carreira solo, como “Jet”, “Rock Show”, “My Love” e “Venus and Mars”, o que levantou o público de diversas formas que seguiam o ritmo da batida. Entretanto, o momento em que quase fiquei sem respiração foi na música “Live and Let Die”. Acompanhada com fogos de artifícios tudo levou ao inevitável delírio da galera extasiada. Mas não posso mentir, leitores, quando os acordes dos quatro garotos de Liverpool tomaram conta dos instrumentos, a multidão foi quase à loucura, cantando tudo em uníssono.
Músicas como “All My Loving”, composição lendária da dupla Lennon/McCartney, “Drive My Car”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Back in the U.S.S.R.”, “Eleanor Rigby”, “The Long and Winding Road”, “Two of Us”, “Get Back”, as marcantes “Hey Jude” e “Let It Be”, entre tantas outras 23 músicas dos Beatles, só começou a aumentar ainda mais a emoção de 64 mil pessoas presentes no estádio.
Apesar de todas essas músicas fazerem uma verdadeira volta no tempo, um dos momentos mais fortes da apresentação foi quando o músico homenageou os ex-parceiros. A canção feita especialmente para Lennon, “Here Today” arrancou rios de lágrimas do público, inclusive de meus olhos. Mas “Something”, em memória de George Harrison, também não ficou por menos, ainda mais quando começou a passar diversas fotos do ex-beatle no telão. A emoção foi inexplicável.
A última parte do show, mais uma vez leu no chão do palco: “Vamos embora”. Isto foi automático, arrancando vários “No” misturados com “Não” do público. Mas o inevitável e nada esperado chegou. As últimas músicas tocadas foram “Yesterday”, “Helter Skelter”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e “The End”, este último bem característico para um fim de show.
Bom, com certeza não passei nem um décimo da emoção que tive neste dia. Tudo isso me provou que a beatlemania ainda não morreu. Alguns dias se passaram e ainda estou anestesiada com a apresentação, pensando se vai ser possível ver uma próxima. Este, sem dúvida, é um tipo de acontecimento que será dividido com os meus filhos, netos, bisnetos... E eternamente estará em uma linda parte de minhas maiores lembranças.
Obs: Este texto foi publicado no jornal Folha do Estado no dia 25/11/2010
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A Lenda
Mesmo insistindo em abandonar este blog, me vejo obrigada a prestar uma última homenagem a este ícone mundial, que no dia de ontem, reluziu muito além do que as suas roupas brilhantes: Michael Jackson.
Lembro-me de quando era pequena, no início dos anos 90, quando Michael ainda estava no auge da sua carreira, e todas as lentes estavam focadas diretamente a ele. Mesmo depois de alguns anos de lançamento, o clipe Thriller ainda passava na TV, e eu, como uma criança fissurada na "tecnologia", sempre acompanhava as programações, entre um programa e outro, o clipe passava. Tudo estava tranquilo, até que o bando de zumbizada aparecia para dançar aqueles passos complexos, que nem com força eu conseguia imitar. Confesso que tinha muito medo dos dançarinos, mas inevitavelmente eu caía na dança junto.
O tempo passou, e comecei a criar meus gostos próprios, e um dos que mais se destacavam era meu amor pelo trabalho dele. Um dia, desses de meio de semana, que vc fica na internet para pesquisar algumas coisas de faculdade, comecei a olhar o Youtube, e numa dessa minhas "andaças" achei vários vídeos do Michael. Só sei que tinha que acordar no outro dia às 6h da manhã, e acabei ficando até as 3h30 da madrugada, pasma com aqueles passos que ultrapassavam as leis da gravidade, inclusive o Moonwalk (que um dia eu aprendo!).
Enfim, pessoas, mesmo com os escândalos que envolveram seu nome, eu não conseguia parar de ouvir e conferir sua música, seus passos, sua arte! É engraçado como a mídia agora com a perda, aborda o seu nome, como o ÍCONE DO POP, A PERDA DE UM REI, entre outros, sendo que a pouco tempo muitos meios de comunicação o chacotavam, o chamando de aberração por conta de sua aparência, e de louco, pois ele insistia em ser uma eterna criança. Agora, queridos leitores, vamos aproveitar o que ele deixou para todos nós, pois mesmo com um final triste de sua vida, ele merece ser mais que aplaudido por tudo que fez, pois, creio eu, Michael Jackson cumpriu sua missão: A de transmitir alegria ao mundo através do seu trabalho.
AU!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Festival Jambolada 2008 - 3º dia (último)
Dia com total clima de despedida, mas que não deixou de ser divertido. O horário de início do evento estava marcado para às 16h, mas por motivo de 'imprevisto' os shows começaram a bombar a partir das 18h.
Digamos que os sons tocados foram mais 'lights', com boa quantidade de sambinha de raiz, uma colher de rockabilly, hip hop à gosto e uma pitada de indie. Estes seriam os tais ingredientes para formar o último dia do Festival Jambolada 2008.
As bandas foram: Ophelia and the Tree (MG), Filomedusa (AC), Renegado (MG), Aline Calixto e Eterna Chama (MG) e Marku Ribas (MG).
Vou destacar apenas duas bandas, das quais eu gostei mais de ver, no dia. Sorry!
Apesar de ter muito cover, as bandas não deixaram passar. Posso destacar Aline Calixto e Eterna Chama, que apresentou um vocal forte e feminino, tocando os grandes sucessos do samba, como por exemplo: Paulinho da Portela, o que não deixou ninguém sem levantar as mãos e dar seus passinhos improvisados, até ser pedido 'bis', mesmo estourando o tempo da banda.
A banda acreana Filomedusa também surpreendeu. Os quatro integrantes souberam levar muito bem a galera com a sua música indie acrescentado de raízes amazonenses. Também, há de se concordar, com a voz maravilhosa de Carol Freitas, com o solo 'terapêutico' de Saulinho, nas batidas nervosas de Thiago Melo e no baixo eletrizante de Daniel Zen.
Obrigada a todo pessoal da organização do evento. Tudo foi muito lindo! Parabéns à todos.
Digamos que os sons tocados foram mais 'lights', com boa quantidade de sambinha de raiz, uma colher de rockabilly, hip hop à gosto e uma pitada de indie. Estes seriam os tais ingredientes para formar o último dia do Festival Jambolada 2008.
As bandas foram: Ophelia and the Tree (MG), Filomedusa (AC), Renegado (MG), Aline Calixto e Eterna Chama (MG) e Marku Ribas (MG).
Vou destacar apenas duas bandas, das quais eu gostei mais de ver, no dia. Sorry!
Apesar de ter muito cover, as bandas não deixaram passar. Posso destacar Aline Calixto e Eterna Chama, que apresentou um vocal forte e feminino, tocando os grandes sucessos do samba, como por exemplo: Paulinho da Portela, o que não deixou ninguém sem levantar as mãos e dar seus passinhos improvisados, até ser pedido 'bis', mesmo estourando o tempo da banda.
A banda acreana Filomedusa também surpreendeu. Os quatro integrantes souberam levar muito bem a galera com a sua música indie acrescentado de raízes amazonenses. Também, há de se concordar, com a voz maravilhosa de Carol Freitas, com o solo 'terapêutico' de Saulinho, nas batidas nervosas de Thiago Melo e no baixo eletrizante de Daniel Zen.
Obrigada a todo pessoal da organização do evento. Tudo foi muito lindo! Parabéns à todos.
domingo, 14 de setembro de 2008
Festival Jambolada 2008 - 2º Dia
"Loucura, loucura, loucura minha gente!" - acho que definiria o dia com as palavras do famoso narigudo.
Noite de sábado mais agitado, com batidas e sons diversificados e com muita energia mineira no espaço Acrópole. Pude conferir de perto e sem “imprevistos” toda a movimentação desta 4ª edição do festival de música independente Jambolada.
As bandas da noite estavam em um ritmo totalmente diferente das do 1º dia. Poderia se dizer que satisfazia os ouvidos de um emo até um metaleiro de pedra, ou poderia ser mais exata: de Mallu Magalhães à Ratos de Porão. Isso, galera! Não estou mentindo. A princesinha do folk dividindo o palco com os verdadeiros “monstros” do metal brasileiro. Chega ser engraçado imaginar muito isso. RS
Destaquei algumas bandas que me chamaram a atenção e fiz algumas observações:
Galinha Preta: De cara, a banda faz bem jus ao nome. A loucura dos caras em transmitir sua mensagem ao publico chegava ao 12. Nada do que a gente está acostumado a ouvir do som de DF – estado da banda. O vocalista chegava a dizer que estaria lá para chocar, sem agradar ninguém. De certa forma, ele cumpriu o que disse, mas agradou parte do público presente.
Krow: Metal sujo, é o que tenho pra dizer. Acho que vocês ao lerem isso, já pensam naquele “uooooh” com tom grave. Pois bem, é isso mesmo. Os caras souberam deixar o pessoal de pernas pro ar (literalmente). Posso dizer que os metaleiros ficaram mais animados só no show do Ratos – o que é óbvio.
Juanna Barbera: Uma pena, mas perdi boa parte do show – estava na feirinha ‘testando’ os produtos. Mas ainda consegui pegar a última música, o que não adiantou muita coisa para eu escrever com as minhas palavras o que rolou. Então, comecei a perguntar para a galera: “Show profissa!” – era o que simplesmente se ouvia. E posso crer. Pois, o primeiro show que vi (fevereiro de 2008) os caras surpreenderam com a suas letras poéticas em tons livres.
Dissidente!: Uma banda que não conhecia, mas que me chamou bem a atenção. O público cantava fortemente boa parte das músicas com os caras. Até as ‘groupies’ de plantão não economizaram seus gogós para apreciar o trabalho dos garotos. Senti uma mistura de sons, com mais pegada de blues, mas sem a voz rouca. Letras que refletem sobre os problemas sociais que estamos cansados de discutir, mas que é sempre bom relembrar.
Enne: Os emos que iriam curtir bem essa banda. Som tão romantiquinho que dá vontade de apertar as bochechas. Mas de certa forma os meninos procuraram misturar um pouco o ritmo da apresentação. Até tocaram a música do Foo Fighters “All my life”. Sim, merecem respeito por minha parte.
Mallu Magalhães: Os 15 minutos da “princesinha do folk” estão sendo muito bem aproveitados. Os fãs histéricos tiravam totalmente a proposta do show: a de ser calmo e ‘bonitinho’. A voz da Mallu é algo para se discutir. Aquela coisa gostosinha de se escutar em horas apropriadas, pois as mesmas podem provocar certas sonolências do ouvinte. Mas vai, o show foi fofinho. :)
Diego de Moraes e o Sindicato: Uma das bandas mais esperadas por mim na noite. Mas que com certeza, muitas pessoas presentes esperavam mais. A intenção foi muito boa em colocar as “Antigas músicas novas” no repertório, como: "Todo Dia" e "Música Estranha pra Pessoas Esquisitas", mas esta primeira, apesar de ser muito boa, fez o povo dar uma encostada na grade com as mãos no queixo para ficar olhando o Diego sozinho no palco. Um ponto a se observar é que eles também pecaram em tirar músicas que eram fundamentais, como "Deus Seja Louvado" e "Construção", ou então acrescentar "Desculpe-me mas vou cantar em português", que ao meu ver, seria uma ótima música para acompanhar o ritmo das outras. É muito triste uma fã de carterinha falar isso, mas é.
Noite de sábado mais agitado, com batidas e sons diversificados e com muita energia mineira no espaço Acrópole. Pude conferir de perto e sem “imprevistos” toda a movimentação desta 4ª edição do festival de música independente Jambolada.
As bandas da noite estavam em um ritmo totalmente diferente das do 1º dia. Poderia se dizer que satisfazia os ouvidos de um emo até um metaleiro de pedra, ou poderia ser mais exata: de Mallu Magalhães à Ratos de Porão. Isso, galera! Não estou mentindo. A princesinha do folk dividindo o palco com os verdadeiros “monstros” do metal brasileiro. Chega ser engraçado imaginar muito isso. RS
Destaquei algumas bandas que me chamaram a atenção e fiz algumas observações:
Galinha Preta: De cara, a banda faz bem jus ao nome. A loucura dos caras em transmitir sua mensagem ao publico chegava ao 12. Nada do que a gente está acostumado a ouvir do som de DF – estado da banda. O vocalista chegava a dizer que estaria lá para chocar, sem agradar ninguém. De certa forma, ele cumpriu o que disse, mas agradou parte do público presente.
Krow: Metal sujo, é o que tenho pra dizer. Acho que vocês ao lerem isso, já pensam naquele “uooooh” com tom grave. Pois bem, é isso mesmo. Os caras souberam deixar o pessoal de pernas pro ar (literalmente). Posso dizer que os metaleiros ficaram mais animados só no show do Ratos – o que é óbvio.
Juanna Barbera: Uma pena, mas perdi boa parte do show – estava na feirinha ‘testando’ os produtos. Mas ainda consegui pegar a última música, o que não adiantou muita coisa para eu escrever com as minhas palavras o que rolou. Então, comecei a perguntar para a galera: “Show profissa!” – era o que simplesmente se ouvia. E posso crer. Pois, o primeiro show que vi (fevereiro de 2008) os caras surpreenderam com a suas letras poéticas em tons livres.
Dissidente!: Uma banda que não conhecia, mas que me chamou bem a atenção. O público cantava fortemente boa parte das músicas com os caras. Até as ‘groupies’ de plantão não economizaram seus gogós para apreciar o trabalho dos garotos. Senti uma mistura de sons, com mais pegada de blues, mas sem a voz rouca. Letras que refletem sobre os problemas sociais que estamos cansados de discutir, mas que é sempre bom relembrar.
Enne: Os emos que iriam curtir bem essa banda. Som tão romantiquinho que dá vontade de apertar as bochechas. Mas de certa forma os meninos procuraram misturar um pouco o ritmo da apresentação. Até tocaram a música do Foo Fighters “All my life”. Sim, merecem respeito por minha parte.
Mallu Magalhães: Os 15 minutos da “princesinha do folk” estão sendo muito bem aproveitados. Os fãs histéricos tiravam totalmente a proposta do show: a de ser calmo e ‘bonitinho’. A voz da Mallu é algo para se discutir. Aquela coisa gostosinha de se escutar em horas apropriadas, pois as mesmas podem provocar certas sonolências do ouvinte. Mas vai, o show foi fofinho. :)
Diego de Moraes e o Sindicato: Uma das bandas mais esperadas por mim na noite. Mas que com certeza, muitas pessoas presentes esperavam mais. A intenção foi muito boa em colocar as “Antigas músicas novas” no repertório, como: "Todo Dia" e "Música Estranha pra Pessoas Esquisitas", mas esta primeira, apesar de ser muito boa, fez o povo dar uma encostada na grade com as mãos no queixo para ficar olhando o Diego sozinho no palco. Um ponto a se observar é que eles também pecaram em tirar músicas que eram fundamentais, como "Deus Seja Louvado" e "Construção", ou então acrescentar "Desculpe-me mas vou cantar em português", que ao meu ver, seria uma ótima música para acompanhar o ritmo das outras. É muito triste uma fã de carterinha falar isso, mas é.
Porcas Borboletas: Fazer o show em casa é outra coisa. Público mais agitado, conhecendo fielmente as novas músicas e integrantes mais animados. Os Porcas não decepcionaram. Mesmo que o público ainda esteja se adaptando com as novas músicas, o show foi bom demais!
Madame Sattan: Pode pensar no “uoooh” mais feminino ai, por que foi assim que se escutou do Madame Sattan. Já com algum tempo de carreira, o grupo mostrou mais uma vez que estão para ficar, e mostrar o que fazem de bom. Pará não tem só loira envolvida com Calypso não, minha gente!
Ratos de Porão: Apesar do estrelismo do baterista em não querer que a imprensa fique muito perto para tirar fotos, pois isso “perderia a concentração” do mesmo, o show foi bem redondo. Também, com quase 30 anos de carreira, era o que se poderia esperar. O fãs ficaram doidos, fazendo seus moshs e seus jumps corriqueiros. Empolgante, sim.
Madame Sattan: Pode pensar no “uoooh” mais feminino ai, por que foi assim que se escutou do Madame Sattan. Já com algum tempo de carreira, o grupo mostrou mais uma vez que estão para ficar, e mostrar o que fazem de bom. Pará não tem só loira envolvida com Calypso não, minha gente!
Ratos de Porão: Apesar do estrelismo do baterista em não querer que a imprensa fique muito perto para tirar fotos, pois isso “perderia a concentração” do mesmo, o show foi bem redondo. Também, com quase 30 anos de carreira, era o que se poderia esperar. O fãs ficaram doidos, fazendo seus moshs e seus jumps corriqueiros. Empolgante, sim.
sábado, 13 de setembro de 2008
Jambolada 2008

Agora sem cumprir promessas, mas com coisinhas quentinhas pra vocês.
Depois de quase 20h de busão, e muitas cidades estranhas percorridas, estou aqui no meio de muita mineirada arretada na 4ª edição do Festival Jambolada. Programação quentíssima, que já no primeiro dia arrebentou os tímpanos da galera com muita sonzeira (no bom sentido, é claro!).
Tive um pequeno problema com a minha câmera, no que resultou o triste fato de que tirei foto somente das quatro primeiras bandas (shit!). E também tive um pequeno problema de 'saúde'.
Mas hoje, espero que o negocio seja como esperado hehe :)
Veja no link a seguir, as fotos do Jambas: http://www.flickr.com/photos/fotosdasika/
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Fotos - Festival Calango
Confira aqui algumas fotos do Festival mais comentado dos últimos dias na cena independente. Desculpe-me a demora e desculpe-me pelas poucas fotos, é que realmente o meu tempo está escasso e o pen-drive não colaborou... Enfim, vamos com o que temos. Espero que gostem.
Pata de Elefante (RS) 



Pata de Elefante (RS)





Filomedusa (AC)


Linha Dura (MT)

Do Amor (RJ)
Agradecimentos ao Willian, que ajudou a tirar as fotos (eu estava com uma baita dor na coluna...). Até a próxima rodada (ou não) de fotos.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Vídeos da Sika
Enquanto as fotos das minhas "artes" não saem, vou divulgar agora outro trabalhinho que ando fazendo. Dei uma de editora de vídeo e "cinegrafista" nessas minhas andanças. A edição ainda tá meio torta, mas com o tempo vou melhorando minha "habilidade" no negócio.
Os vídeos foram efetuados em Goiânia - GO, no espaço cultural Martim Cererê, em comemoração aos dois anos da Fósforo Produções Culturais. Irei postar somente dois vídeos, pois são os únicos prontos.
A banda registrada aqui se chama "Filhos de Maria" - nesse show eram Filhos de Maria Madalena... Algum dia eles acharão a "Maria" perfeita - cujo dois dos integrantes são meus queridões: Chelo e Diego.
Espero que gostem :)
Boi Araújo (Cachimbo de Ouro)
Composição: Diego e Chelo
Já Pensei
Composição: Diego de Moraes
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Só para Raros
Já faz algum tempo que não faço aquelas típicas postagens “sobre o meu dia”, mas ontem foi tão “mágico”, que não me cogitei em registrar.
Era um dia com o tempo fechado e frio – ainda mais pra uma cuiabana que deixou sua cidade a um calor típico de 40 graus diários -, mas a minha animação estava bem radiante, debatendo o clima campo-grandense.
Tudo estava marcado às 22h, mas por imprevistos, fui pega pela minha já “parceira” Carol, às 23h e uns quebrados.
Chegando lá, estava um frio ainda mais cortante, mas foi uma chegada feliz, pois chegamos junto com a van da “trupe” mais esperada da noite: O Teatro Mágico. Fiquei parecendo aquelas tietes que nunca viram alguém relativamente famoso a sua frente, foi constrangedor, mas engraçado.
O local era cercado por muitas árvores, o que conseqüentemente trazia um frio maior, mas também estava um aglomerado de gente dentro, o que amenizava a temperatura. Fomos pegar uma cerveja, e deparamos com uma roda bem animada com artistas apresentando músicas de maracatu, batidas animadas e gritantes, o que ajudou mais ainda. Logo ao lado, havia uma lojinha com um carequinha e um moço que não passava à despercebido com a sua “cabeleira” enorme com um pente engarranchado entre eles, uma figura verdadeiramente bizarra. Eu e a Carol chegamos mais perto, vimos alguns produtos, trocamos idéia com o carequinha da loja, que se apresentou como Odácio, pai de Fernando Anitelli – vocalista da banda. Um senhor muito simpático, tanto que tiramos uma foto juntos e acabei ganhando um DVD e alguns adesivos. Lógico, não deixei de comprar uma camiseta e o EP da tal banda mais esperada por minha pessoa.
Fomos direto nos posicionar em um local estratégico de boa visão para o palco. Chegamos a empurrar muitas pessoas para chegar onde gostaríamos, mas isso é um mero detalhe.
As luzes se apagaram, aquela expectativa toda não deixou a desejar. Finalmente o som começou a rolar. Cada membro da banda, com seus rostos pintados, vestidos com roupas coloridas começam a entrar tocando seu instrumento alegremente e no fundo os famosos dizeres: “Senhoras e Senhores. Respeitável público pagão, Bem-Vindos ao Teatro Mágico, sintam-se à vontade”. Minha empolgação foi a mil, sem economizar gritos e pulos contagiantes.
Apresentações circenses, com equilibristas, acrobatas e tudo mais, fazendo parecer que apenas o céu era o limite para a noite.
Poesias e versos não faltaram durante o espetáculo. É muito bom quando você participa de um show de verdade, cantando todas as músicas e dançando no mesmo compasso. Parece que você está lá em cima do palco, junto com todos aqueles artistas que te fazem feliz sem pedir nada em troca. Muitos que estavam ao meu redor, ficavam olhando “torto”, com aquela pergunta estampada na testa “da onde ela conhece essa banda pra cantar todas as músicas?”. Foi realmente bem engraçada essa parte.
Tentei aproveitar cada acorde tocado desta noite. A melodia brinca com os dizeres das letras, tratando nossa árdua realidade com tudo de bom que a arte em si pode oferecer. Sua interpretação, seu cântico, seus dós, rés, mis, sustenidos, bemóis e outras notas mais, capazes de embriagar o mais são presente.
Parecia que cada música fazia parte de algum fato que presenciei em algum lugar de algum momento da minha vida, uns tristes, outros alegres, outros sem sentido, mas todos com o seu significado especial. Mas quando finalmente chegou A MÚSICA, meus sentidos se exaltaram, se misturando ao todo. O anjo mais velho, uma das músicas mais presentes no meu dia. É bem daquelas que você não sabe se sente raiva, amor, ódio, tristeza ou qualquer coisa ligada a sentimentos, só sei que cantei o mais alto que pude, e com toda a emoção que existe em meu peito. Foi um dos momentos sem iguais, que por mais estranho que seja jamais esquecerei. Finalmente, de certa maneira, me senti importante. Sou rara.
E sim, só enquanto eu respirar vou me lembrar...
em breve, fotos do show.
Era um dia com o tempo fechado e frio – ainda mais pra uma cuiabana que deixou sua cidade a um calor típico de 40 graus diários -, mas a minha animação estava bem radiante, debatendo o clima campo-grandense.
Tudo estava marcado às 22h, mas por imprevistos, fui pega pela minha já “parceira” Carol, às 23h e uns quebrados.
Chegando lá, estava um frio ainda mais cortante, mas foi uma chegada feliz, pois chegamos junto com a van da “trupe” mais esperada da noite: O Teatro Mágico. Fiquei parecendo aquelas tietes que nunca viram alguém relativamente famoso a sua frente, foi constrangedor, mas engraçado.
O local era cercado por muitas árvores, o que conseqüentemente trazia um frio maior, mas também estava um aglomerado de gente dentro, o que amenizava a temperatura. Fomos pegar uma cerveja, e deparamos com uma roda bem animada com artistas apresentando músicas de maracatu, batidas animadas e gritantes, o que ajudou mais ainda. Logo ao lado, havia uma lojinha com um carequinha e um moço que não passava à despercebido com a sua “cabeleira” enorme com um pente engarranchado entre eles, uma figura verdadeiramente bizarra. Eu e a Carol chegamos mais perto, vimos alguns produtos, trocamos idéia com o carequinha da loja, que se apresentou como Odácio, pai de Fernando Anitelli – vocalista da banda. Um senhor muito simpático, tanto que tiramos uma foto juntos e acabei ganhando um DVD e alguns adesivos. Lógico, não deixei de comprar uma camiseta e o EP da tal banda mais esperada por minha pessoa.
Fomos direto nos posicionar em um local estratégico de boa visão para o palco. Chegamos a empurrar muitas pessoas para chegar onde gostaríamos, mas isso é um mero detalhe.
As luzes se apagaram, aquela expectativa toda não deixou a desejar. Finalmente o som começou a rolar. Cada membro da banda, com seus rostos pintados, vestidos com roupas coloridas começam a entrar tocando seu instrumento alegremente e no fundo os famosos dizeres: “Senhoras e Senhores. Respeitável público pagão, Bem-Vindos ao Teatro Mágico, sintam-se à vontade”. Minha empolgação foi a mil, sem economizar gritos e pulos contagiantes.
Apresentações circenses, com equilibristas, acrobatas e tudo mais, fazendo parecer que apenas o céu era o limite para a noite.
Poesias e versos não faltaram durante o espetáculo. É muito bom quando você participa de um show de verdade, cantando todas as músicas e dançando no mesmo compasso. Parece que você está lá em cima do palco, junto com todos aqueles artistas que te fazem feliz sem pedir nada em troca. Muitos que estavam ao meu redor, ficavam olhando “torto”, com aquela pergunta estampada na testa “da onde ela conhece essa banda pra cantar todas as músicas?”. Foi realmente bem engraçada essa parte.
Tentei aproveitar cada acorde tocado desta noite. A melodia brinca com os dizeres das letras, tratando nossa árdua realidade com tudo de bom que a arte em si pode oferecer. Sua interpretação, seu cântico, seus dós, rés, mis, sustenidos, bemóis e outras notas mais, capazes de embriagar o mais são presente.
Parecia que cada música fazia parte de algum fato que presenciei em algum lugar de algum momento da minha vida, uns tristes, outros alegres, outros sem sentido, mas todos com o seu significado especial. Mas quando finalmente chegou A MÚSICA, meus sentidos se exaltaram, se misturando ao todo. O anjo mais velho, uma das músicas mais presentes no meu dia. É bem daquelas que você não sabe se sente raiva, amor, ódio, tristeza ou qualquer coisa ligada a sentimentos, só sei que cantei o mais alto que pude, e com toda a emoção que existe em meu peito. Foi um dos momentos sem iguais, que por mais estranho que seja jamais esquecerei. Finalmente, de certa maneira, me senti importante. Sou rara.
E sim, só enquanto eu respirar vou me lembrar...
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