quinta-feira, 30 de julho de 2009

Van Gogh

Há 119 anos adormecia eternamente um dos pintores mais conceituados de todos os tempos da era pós-impressionista. Seu nome: Vincent Willem Van Gogh, ou simplesemente Van Gogh. Seu jeito único de pintar, com traços aleatórios de cores ofuscantes mescladas com cores mortas, revolucionou o mundo da arte no início do século 20. Mesmo com todo esse talento, Vicent van Gogh teve a sua vida marcada por fracassos em todos os âmbitos, tanto profissional como pessoal, tendo o trabalho reconhecido somente após a sua morte, deixando de herança à cultura a arte de pincelar sentimentos.

Nascido em Zundert, uma cidade próxima a Breda, na província de Brabante do Norte, nos Países Baixos, Vicent Van Gogh era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa, e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius, e mais três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina.

Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. Por influência do tio, aos 16 anos resolveu se mudar de casa para trabalhar como comerciante de artes. Sua vida então começou a se direcionar a assuntos religiosos, sendo demitido de seu emprego. Retornando à Inglaterra, tentou estudar Teologia e trabalhar voluntariamente em uma livraria, mas novamente encontrou o fracasso.

A Arte

Por influência de seu irmão Theodoro, Van Gogh começou a levar a pintura mais a sério. Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda), onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio.

Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata.

Em 1886, o pintor muda-se para Paris com seu irmão Theo. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros. Este último, alcóolatra, apresenta Van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto.

Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent começou o uso da técnica do pontilhismo, inspirados no pintor Georges Seurat. A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebem tons mais claros. São desta época os quadros Mulher Sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy, entre outros.

Muda-se para o interior da França com o amigo, também pintor, Gauguin. Apesar da admiração mútua entre os artistas, os dois tinham “incompatibilidade de temperamentos”, como o próprio amigo afirmava. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent, o que complicava ainda mais o relacionamento entre eles.

Um dos fatos que marcou também a personalidade de Van Gogh foi a loucura. Após a saída de Gauguin para uma caminhada, Van Gogh o segue e o surpreende com uma navalha aberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, embrulha-a em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada tivesse acontecido. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade imediatamente.

Com a mudança psicológica, o estilo de pintura acompanhou esta fusão e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas.

O artista começa a ter paranoias, imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, Van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso.

Abandonado pelo seu amigo Gauguin e rejeitado pelos cidadãos de Arles, Van Gogh se apega ainda mais ao irmão que estava para casar, deixando-o levar a uma depressão profunda de abandono. Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas. Esta foi a época mais produtiva do artista, que pintava praticamente um quadro ao dia, sendo um deles inspirado no próprio médico que o consultara, a tela conhecida como Retrato do Doutor Gachet, que o mesmo não encontrou sucesso no estado de espírito do paciente.

Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa, Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de seu irmão Theo. As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" (em francês, "A tristeza durará para sempre").
Obs: Matéria de minha autoria que saiu hoje no Folha 3 da Folha do Estado.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Beirut

Não quero que vocês leiam nada, apenas ouçam.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Primeiros passos, e olho pra cima. O prédio é alto, feito com tijolos e cheio de janelinhas. Observo algumas pessoas na frente. Devem estar falando das férias, do saco de ser segunda-feira, ou daquela menina ou menino que acabou de observar. Entro pela porta grande de madeira, empurrada pelo porteiro que nem ao menos sei o nome, que simplesmente dou "Boa Tarde" todos os dias que o vejo. Ao entrar no local, sinto uma certa angústia, solidão e medo de encarar as coisas novas. Descobri que estas coisas novas não me agradam tanto, mas confeço que suplico por elas. Vou seguindo a rampa que está no lugar das escadas, o que torna a subida mais cansativa. Entro na modesta biblioteca com portas de vidros e observo muitas pessoas conversando nas mesas. Perai! Isso é uma biblioteca! Existem vários cartazes pedindo silêncio. Mas isso não importava pra ninguém na hora. Sento em uma dessas mesas, sozinha. Abro minha bolsa nova que comprei pela manhã, e sinto aquele cheio de tecido novo. Abro o meu estojo, e encontro os mesmos lápis e canetas do semestre que passou. Nessa hora, dei um sorriso, e comecei a sentir um Dèja Vu na minha cabeça... Realmente aquilo já tinha acontecido várias vezes, mas não me lembro específicamente como. De repente, um barulho, era o sinal, parecido com um carro de bombeiro, só que numa velocidade bem mais rápida. A tensão. Senti como se eu nunca tivesse pisado naquele lugar, como se aquilo tudo fosse novo para mim. Oras, Simone, você já tem 21 anos! Vamos! O seu papel aqui é se comunicar, até que alguém prove ao contrário. Tudo bem, tudo bem. Me levanto calmamente, e sigo pela porta de vidro que havia entrado a pouco tempo. Pensa, pensa, qual era a sala mesmo que a mulher do telefone falou? Ah, sala 07. Esta, ao lado da sala dos professores. Hm... as carteiras são novas. Não têm mais estofado azul, agora é o vermelho. Se bem que os azuis deixam o ambiente mais amêno na sala. Mas o vermelho está bom. Sento na sétima cadeira que olho. Acho que aqui está bom, é um lugar mais centralizado, dá para conversar com várias pessoas da sala, me enturmar. Preciso estar atenta aos nerds, estes sim são precisos em lugares mais próximos. Começam a entrar os alunos. São todos bem mais novos que eu, acho que uns seis, sete ou mais anos. Alguns aparentam ser mais velhos, outros mais novos. Há um japonês logo ali. Hm... confio em orientais do sexo masculino. Por que as do sexo feminino não são tão espertas assim, e eu sou prova viva disso. Ah, conheço uma aluna aqui. Que bom, assim não fico tão acanhada. Entra a professora. Ela é ruiva, loira, não me lembro bem. Ah, não é estrangeira. Ainda bem. Sempre me perco com o sotaque destes professores importados. A aula corre muito bem. Apredi formas e verbos novos. Alguns são meio complicados, difícieis de entender, que eu tenho certeza que eu nunca vou usar. Toca novamente aquele sinal escandaloso. Saio da sala com uma sensação estranha novamente. Eu já tinha visto isso tudo, e sentido a mesma coisa. Entro no carro, conecto a chave, paro e penso. Sim, entendo este dia. Este é mais um dia pra minha vida inteira.

02/02/1993 - Primeiro dia da minha vida inteira.

domingo, 26 de julho de 2009

A Decadência

Isso vai ter importância daqui há 100 anos? Acho que não. Ainda mais você que pensa aos montes em um mundo melhor. Você não passa de uma pessoa sonhadora que pensa em revolucionar o convencional com seus estilos alternativos. Não creia que um dia sua vida vai ser plena e feliz desta forma.

Conheça as pessoas, cumprimente-as, seja gentil com todas, talvez isso possa lhe ajudar mais pra frente em algo empreendedor. Não é ser interesseiro, mas sim, algo necessário. Pare com essa de não fazer questão das pessoas, nem tudo você pode decidir em seu comportamento. São coisas naturais da vida. Aprenda com isso.

Reze, minha filha. Vá à igreja, confesse à Deus, perante ao padre, todos os seus pecados. Sabia que até o que você pensa é pecaminoso? Imaginar pessoas nuas, situações constrangedoras e muito interessantes, desejos de querer matar ou esmagar o cérebro de alguém com o martelo. As ideias da igreja são totalmente compatíveis ao interesse público, incluindo o seu. Então, para que questionar? Simplesmente siga.

Você está bem gorda, não? Que tal um regime? Pare de comer depois das 18h, e só tome água a partir daí. Tome estes remédios, quem sabe ele te dão um resultado mais rápido. Por que ninguém merece ficar horas na academia suando, não é?! Caminhe todos os dias no final da tarde, não esqueça de levar o cachorro para passear junto. Tudo bem que ele defeca bastante pelas ruas, mas quem se importa?
Que músicas são estas? Que gosto esquisito seu, gostar de músicas que ninguém conhece. Ouça as dez mais nas paradas musicais, isso sim que é arte, e não estes montes de berros e sons psicodélicos no meio. Não insista em ser diferente. Por isso que você não se sente bem na maioria dos lugares da cidade ou de qualquer outro plano.
Olha esta novela. As atrizes são lindas e se vestem bem, diferente de você, que sente dificuldades em achar algo que lhe agrade. Tome estas bijouterias, você atravessa na cabeça assim, sai pela orelha e gruda no nariz. É meio complicado de colocar, mas está na moda, isto que importa.

Olha o seu quarto! Que bagunça! E esta louça? Você não sabe cozinhar, mas em compensação faz uma sujeira! Como que vai ser quando você se casar e ter filhos?! Não quer casar e ter filhos? Bobagem! Todo mundo tem este sonho, e você não pode fugir das normalidades da vida.

Leia estes livros espíritas, assista a estes vídeos de palestras, são emocionantes. Vamos à reunião espírita? Tome este chá, ele te dá umas visões bem interessantes sobre a vida. Não, não, ele não é alucinógeno, é feito da planta divina, bem distante de produtos deste gênero.

Pra que está angústia? Você tem tudo! Tudo que milhares de pessoas desejariam ter. Pra que escreves isto nesta página sem sentido? Pra que o desabafo dessa forma? Saia, saia! Não pense que deste jeito os seus problemas fugirão entre os seus dedos. Pare de escrever!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Minha Amada Imortal


O ano era 2004. Como passei praticamente a minha vida inteira estudando em colégios de padre, tive um contato mais profundo com a igreja católica (juro!), e nisso, participava sempre de encontros religiosos promovidos pela igreja do meu colégio.

Eu sempre tive fama de dorminhoca, durmo em qualquer lugar e em qualquer hora (menos nas madrugadas em casa - insônia), ainda mais em palestras, e ainda mais palestras que ficam falando que Jesus é amor, Jesus é vida e virgindade é a alma do negócio, sinceramente acho isso tudo um saco. Mas em um desses encontros, ocorrido em Campo Grande - MS, vi a palestra de um padre que eu nem me lembro mais o nome da onde ele veio e do que ele falava, só sei que este momento me chamou a atenção pelo simples fato dele ter posto uma cena deste filme... Minha Amada Imortal.

Este filme conta parte da história de Ludwin van Beethoven, ou só Beethoven. Era um compositor erudito e ainda por cima alemão - só para focar que os caras fodas e inteligentes em sua grande maioria eram e são alemães, mas não é só por isso, é também o fato que apesar de ele ser um compositor extraordinário, ele era surdo. É difícil associar essas duas coisas não contraditórias. Talvez seria a mesma coisa que um fabricante de perfume não ter olfato, ou um cantor ser mudo, ou um dentista sem as mãos (não é uma má idéia!), enfim... Mas ele tinha o seu diferencial.

Em vida, Beethoven compôs grandes óperas, sonetos e concertos em geral. Sentia a música na alma, calculava minuciosamente cada instrumento em sua cabeça, e foi capaz de compor músicas inesquecíveis e imortais. Quem aqui nunca ouviu Sinfonia nº9, que atire a primeira pedra, obrigado.

Mas a música que me deixa extasiada é o Sonata ao Luar. No filme, Beethoven (interpretado por Gary Oldman) começa a tocar esta música no piano, como não podia ouvir o que estava tocando, tentou encostar seu ouvido no instrumento para sentir as vibrações que ele dava em cada dedilhada. Esta cena é simplesmente fascinante.

Cena do filme Minha Amada Imortal (1994)


Tudo isso é para que vocês confiram este filme. Ele não merecia um Oscar e nem um Globo de Ouro como melhor filme do ano, quanto mais do século, mas assistam somente para ver esta cena... Posso garantir que é apaixonante.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Lenda


Mesmo insistindo em abandonar este blog, me vejo obrigada a prestar uma última homenagem a este ícone mundial, que no dia de ontem, reluziu muito além do que as suas roupas brilhantes: Michael Jackson.

Lembro-me de quando era pequena, no início dos anos 90, quando Michael ainda estava no auge da sua carreira, e todas as lentes estavam focadas diretamente a ele. Mesmo depois de alguns anos de lançamento, o clipe Thriller ainda passava na TV, e eu, como uma criança fissurada na "tecnologia", sempre acompanhava as programações, entre um programa e outro, o clipe passava. Tudo estava tranquilo, até que o bando de zumbizada aparecia para dançar aqueles passos complexos, que nem com força eu conseguia imitar. Confesso que tinha muito medo dos dançarinos, mas inevitavelmente eu caía na dança junto.


O tempo passou, e comecei a criar meus gostos próprios, e um dos que mais se destacavam era meu amor pelo trabalho dele. Um dia, desses de meio de semana, que vc fica na internet para pesquisar algumas coisas de faculdade, comecei a olhar o Youtube, e numa dessa minhas "andaças" achei vários vídeos do Michael. Só sei que tinha que acordar no outro dia às 6h da manhã, e acabei ficando até as 3h30 da madrugada, pasma com aqueles passos que ultrapassavam as leis da gravidade, inclusive o Moonwalk (que um dia eu aprendo!).


Enfim, pessoas, mesmo com os escândalos que envolveram seu nome, eu não conseguia parar de ouvir e conferir sua música, seus passos, sua arte! É engraçado como a mídia agora com a perda, aborda o seu nome, como o ÍCONE DO POP, A PERDA DE UM REI, entre outros, sendo que a pouco tempo muitos meios de comunicação o chacotavam, o chamando de aberração por conta de sua aparência, e de louco, pois ele insistia em ser uma eterna criança. Agora, queridos leitores, vamos aproveitar o que ele deixou para todos nós, pois mesmo com um final triste de sua vida, ele merece ser mais que aplaudido por tudo que fez, pois, creio eu, Michael Jackson cumpriu sua missão: A de transmitir alegria ao mundo através do seu trabalho.


AU!

domingo, 15 de março de 2009

Fernando Meirelles - Política Cultural

Parte da entrevista feita pelo jornalista Marcelo Tas (sim, aquele carequinha de óculos do CQC) ao cineasta brasileiro Fernando Meirelles (diretor de Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel e o atual Ensaio Sobre a Cegueira), em uma de suas peças. Nele, o jornalista pergunta sobre a opinião do diretor em relação ao uso do dinheiro público no cinema, e qual seria a melhor forma de investi-lo.
Nunca tinha pensado por esse lado. E concordo com o que ele diz. Confira.

domingo, 8 de março de 2009

Leonardo Pareja

Leonardo Rodrigues Pareja, mais um brasileiro que nasceu do "ventre" de um país desigual, e muitas vezes, impune de seus crimes. Bandido de classe média, que em sua infância fazia viagens para o exterior, estudava música, línguas e foi educado sempre nas melhores escolas. Começou com a sua vida bandida na adolescência, e na mesma época, a ira que sentia pelas autoridades brasileiras cresceu junto com ele. "Eu agora me eduquei dessa maneira (criminalidade), e não tem como você me deseducar" - comentou pareja ao documentário feito sobre a sua vida.
Pareja descobriu que pequenos atos de criminalidade não bastava para a sua vida bandida, ele queria mais. Desejava esfregar na cara dos polícia, através de jornais, televisões e rádios, que ela era tão errada quanto a criminalidade assumida no país. E assim o fez.
Viveu boa parte de sua vida em presídios. Foi torturado e humilhado pela polícia responsável.
Mas dentro das cadeias, juntamente com seus colegas detentos, Leonardo fazia questão de demonstrar tranquilidade e de evidenciar de que ali ele não teria razões para se preocupar com a sua seguraça. "Medo? O que é medo? Medo da morte? Então eu não tenho medo de nada, pois eu não tenho medo dela" - dizia Pareja às suas entrevistas.
Uma dos fatos mais marcantes, das andanças criminosas de Pareja, foi a de liderar uma das principais rebeliões do presídio de Cepaigo, em Goiânia - GO. Este acontecimento teve uma atenção especial da mídia brasileira durante todo o ato, ocorrido em Maio de 1996. A rebelião teve como reféns as principais autoridades do Estado de Goiás, dentre eles, juízes, advogados, presidente do TJ de Goiás e o diretor do presídio, que segundo grande parte dos detentos responsáveis, foi um dos principais motivos para a manifestação.
Pareja soube entreter seus companheiros, que estavam revoltados com a situação de suas vidas no presídio até então. Deu toda a assistência aos seus reféns, deixado-os à vontade em meio a uma grande rebelião. "Quando eu saí daquele presídio, eu agradeci primeiramente a Deus e depois ao Pareja, por eu estar vivo agora" - comentou o diretor refém.
Dia 06 de Dezembro de 1996, Leonardo Pareja, 22 anos, foi morto por um de seus "amigos", mas que teve envolvimento de muitos outros. Jornais destacaram em suas páginas, uma das falas que marcou este ato: "Eu sei que vou morrer. Só não quero que seja pelas costas".
Bom, esse foi um breve textinho que fiz para que vocês conheçam mais sobre este 'mito' da criminalidade. Ele não foi algo que possamos chamar de herói, mas com certeza, foi uma referência ao não medo de denunciar as injustiças ocorridas no nosso país, que muitas vezes deixamos a desejar para que a contradição esteja presente de que não haja "problemas maiores" em nossas vidas. O documentário a seguir, retrata melhor a vida deste cidadão brasileiro, que tinha a música e o crime, suas principais inspirações.
Assistam, vale demais a pena.
Direção: Régis Faria
"Vida Bandida"
Parte 1
Parte 2
Parte 3

Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Operação Valquíria


Mais um post exclusivo para as grandes atrações da sétima arte. E este, sinceramente, superou minhas expectativas.

O roteiro do filme é todo inspirado em fatos reais. Contando sobre a operação que mudou de certa forma a visão horrível que eu tinha (tenho) do nazismo em seu todo. Cansados das ordens sem fundamentos do então consagrado Führer, Adolf Hitler, um grupo de membros do exército nazista elaboram uma estratégia para acabar com a repressão governamental que o então ditador da Alemanha aplicava. Liderado por um dos oficiais de confiança de Hittler, Claus Schenk Graf von Stauffenberg, a conspiração chamada Operação Valquíria mudou o conceito de muitos aliados ao terror sucedido na época.


O final é sem comentários. Para quem acompanha a história das guerras mundiais, já deve saber como termina este grande marco histórico da segunda guerra mundial.

E sinceramente, eu não curto muito o trabalho do galã e protagonista do longa, Tom Cruise, mas neste filme, ele me surpreendeu com sua encenação com porte mais determinado e esperançoso. Adorei.


Obs: Comecei a escrever esse texto desde o dia do lançamento, e só deu de terminar agora... sorry! Da próxima vez, serei mais prestativa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Stand by me


When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, No I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
Refrão:
So darling, darling
Stand by me, oh, stand by me
Oh stand, stand by me,
Stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
Refrão
Whenever you're in trouble, won't you stand by me
Oh stand by me,
oh won't you stand now?
stand by me

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona

Quanta agonia passei para poder assistir este maravilhoso filme do meu mais querido Woody Allen. Há meses confiro a lista de lançamentos do cinema, e nada. Mas esta semana fui mais uma vez presenteada com a estreia deste.


O longa conta a história de duas jovens americanas que decidem passar as férias em Barcelona, estamos falando de Vicky (Rebeca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson). As duas tem praticamente os mesmos gostos: gostam de fotografia, arte, música, entre outros. Mas em se falando de coração, as coisas mudam. Vicky é sensível e está prestes a se casar. Não acredita em aventuras amorosas e busca estar sempre com o seu pé no chão. Cristina, ao contrário de sua amiga, gosta de se entregar de corpo e alma em um relacionamento, sem se importar com seus possíveis resultados trágicos.

Nesta grande viagem, as duas conhecem o charmoso pintor espanhol Juan Antonio (Javier Bardem), que sofreu um romance perturbado com sua ex-mulher Maria Elena (Penélope Cruz). Um filme romântico, engraçado, sutil e cheio de grandes emoções. Ah! A trilha sonora é sem igual também. Recomendo os dois demais!



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

De volta ao batente

Como o ano já não é tão mais novo assim, tive que mudar um pouco o foco da questão para este primeiro post de 2009.

No dia 20, pensei em escrever sobre o então saudoso Barack Obama, presidente eleito dos Estados Unidos da América. Mas posso deixar um breve comentário de que finalmente poderei respirar novos ares (talvez, mais aliviados) em relação à grande potência mundial. Pelo menos, o primeiro presidente negro eleito nos EUA, me fez acreditar em "yes, we can!" e continuar colocando em prática a famosa frase dita há 46 anos - "I have a dream".

BUT! Não escrevi, pois este dia foi realmente uma bagunça. Finalmente consegui realizar então o sonho de entrar na federal (futura ciêntista social, obrigada) e não tive tempo para o grado. Enfim... Decidi deixar aqui uma dica de pesquisa.

Vasculhando o caderno de pautas que minha querida chefinha me fez, vi de primeira uma que me chamou a atenção, que é a seguinte: "Museu de Arte Ruim". O nome é bem sugestivo, mas bem interessante.

Nós, os bons apreciadores da arte (ui, modéstia), temos a missão de perceber pontos significativos em cada obra-de-arte que encontramos. Mas, sempre nos deparamos com algumas "peças" que realmente nos chamam a atenção. Não pela sua beleza de fato, e sim, o oposto disto. E pensamos: "Como uma coisa dessa pode ser arte?". Sei lá, né?! Sempre tem um louco que admira esta tal façanha. Mas, exatamente nos EUA, existe um museu especial para os fracos e oprimidos da "arte de fazer arte".

MOBA - Museum of Bad Arts é o local. http://www.museumofbadart.org/

Por que a arte imita a vida...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

“Enquanto você sonhava”, exposição de fotografias de Rosano Mauro Jr.

Cores harmoniosas em forma de luz, mescladas com expressões, loucuras, rotina e sentimentos, transitando ao mesmo tempo com o belo e o estranho, todos resumidos em oito retratos coloridos e em preto e branco. Isto é um pouco da proposta que o fotógrafo cuiabano Rosano Mauro Jr. levou para sul do país, na exposição “Enquanto Você Sonhava”, que vai até o dia 06 de fevereiro do ano que vem, no Sesc da Esquina, em Curitiba - PR.



A imagem de uma moça preparando-se para dormir com o seu olhar cansado e inquieto, coberta por um edredom de cores mistas e seu livro aberto ao lado; um homem ao telefone de orelhão com a barba por fazer, expressando tristeza em seus olhos e em sua aparência, compondo também a imagem decadente de um cigarro aceso, dominado pela fumaça em composições de cores frias.
As fotos mexem bastante com o contra-luz, sombras e o preto e branco, tendo como característica a sutileza do enquadramento. Pode-se perceber que as cores fortes se enquadram perfeitamente com as cores menos gritantes, dando um equilíbrio na temperatura da cor.





Através destas composições, são lançados diferentes leituras do cotidiano de pessoas com uma única coisa em comum: a busca do sonho. “Cada um sente a fotografia com uma intensidade e vibração. Cada uma conta uma história, uma possibilidade, um sonho” - comenta o fotógrafo.



O convite
A exposição foi um convite da 3ª Temporada de Exposiçãoes do Sesc Esquina, no sul do Brasil. Cada temporada conta com seis artistas visuais, sendo cinco aprovados pelo Sesc, e somente um é convidado. E o previlegiado da vez foi o fotógrafo cuiabano, que produziu as fotos especialmente para o evento em cartaz, dando um espaço aberto para que os observadores possam não somente ver e apreciar, mas sentir de diferentes maneiras as mensagens que as fotos transmitem.
Para chegar a este resultado, o autor desta “mostra de sonhos” diz ter-se inspirado em cinema, leituras, assistir televisão, músicas, e até conversas flagradas no ônibus. “Gosto de ver lugares, composições interessantes me fazem ter idéias para possíveis ensaios. Conhecer pessoas com boa fotogenia (bela ou grotesca) também é altamente inspirador.” - diz.



O fotógrafo revela ter vasculhado suas obras passadas, buscando imagens com enquadramentos e composições mais fortes, cores diferentes e mais ousadas, à caça de luzes naturais, sem nada muito “clean” - como mesmo diz Rosano, mas sempre buscando a harmonia entre as cores dispostas no espaço. “Quero criar com a minha fotografia, reações e evocar sentimentos, criando imagens sensíveis e reveladoras, num mundo inflacionado de imagens de mega pixels” - conta.
A abertura da exposição foi no dia 11 de novembro (terça-feira), e segundo o artista responsável pelo evento, o público foi muito além do esperado pelo mesmo.

O “arquivista” de sonhos

A vida profissional de Rosano começou recentemente, em 2006, com auxílio de seu amigo e também fotógrafo Vinícius Mania (do Estúdio Wayne). Começaram a fazer coberturas fotográficas de festivais musicais e também até de velórios. Mudou-se para Curitiba-PR no mesmo ano, e com uma câmera emprestada, começou a dar suas primeiras pinceladas na arte de desenhar com a luz durante as tardes curitibanas, registrando a cidade, as pessoas, as sombras, entre outros, dizendo que não há melhor opção de se conhecer a cidade: treinando o olhar.
Hoje, com a própria câmera profissional, procura buscar seu trabalho em locações externas (praças, parque de diversões, ruas), tem o auxílio da luz natural com a ajuda de rebatedores. Diz que lá em Curitiba a luz do sol é mais difundida, não batendo com tanta força como em famoso sol de Cuiabá, colaborando mais com o resultado das imagens.

Fez sua primeira exposição no ano passado no mesmo lugar, SESC da Esquina/Pr, dentro de um projeto que se chamava “Olho Mágico” onde acontecia exposições e oficinas, tendo como objetivo discutir tecnologia e linguagem fotográfica. “Eu estava com a exposição ‘Digifásico’ com o trabalho eu pretendi mostrar uma nova perspectiva da realidade cotidiana. Demonstrando momentos familiares, no entanto, a partir de olhares não usuais”, conta.
Ele diz que a exposição “Enquanto Você Sonhava” é um mote para cada fotograma, casando com o universo de cada um daqueles personagens impressos nas fotografias, propiciando a cada enquadramento uma quimera no plano mais geral, valorizando a expressão e instigando imaginação do espectador. Pretende trazer a exposição para MT o mais breve possível, contando com apoios de entidades públicas.
Caso você se interesse em saber mais sobre o olhar fotográfico de Rosano Mauro Jr., acesse: www.rosanomauro.rg3.net.




Serviço

Para quem estiver de passagem por Curitiba no Paraná, vai aí uma bela opção cultural na cidade. Exposição “Enquanto você sonhava” compondo oito fotografias do cuiabano Rosano Mauro JR. Expostas até o dia 06 de fevereiro de 2009 no 4º andar do Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969 CEP: 80410-001). Horários: 8h às 22h, de seg. a sexta e das 8h às 18h aos sábados. Informações: (41) 3304-2222.


Fotos de Rosano Mauro Jr.










quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Circo Místico


Lembro de um fato curioso na minha vida. Há alguns anos, sentava eu e meu pai em frente a um som que a gente tinha na sala. Ele colocava aqueles discos de vinil para tocar, e dizia: "Filha, escuta isso aqui. É música clássica, olha como é bom..." - movimentava as mãos com os olhos fechados como se fosse um maestro - "Olha aqui meu braço, tô até arrepiado".


Como eu tinha apenas cinco anos de idade, não entendia muito bem o que ele queria dizer com todos aqueles movimentos, mas curtia as músicas que ele me botava pra ouvir. Elas curiosamente me permitiam 'viajar' sem sair do lugar.

Lembro também que toda a semana (sem brincadeira nenhuma!) ele locava o VHS do filme "Amadeus", obra inspirada na vida de Wolfgang Amadeus Mozart, ou só Mozart. Um famoso compositor erudito que meu pai AMA de paixão. E acho que foi daí que me veio o gosto de escutar essas músicas.

Bom, esta parte da minha vida que acabei de citar, é para dizer que neste domingo fui a um concerto no Sesc Arsenal, da Orquestra do Estado de MT. Já estive em algumas apresentações deles, mas este me chamou mais a atenção.

Primeiramente, eles tocaram músicas mais calminhas de Warlock. Com o tempo, as coisas começaram a ficar mais animadas. Aqueles famosos "pom pom pom" (se é que vocês me entendem) junto com gritos, apitos e bumbos fizeram parte desta animação. Um verdadeiro espetáculo circense! Tocaram também músicas do Chico Buarque e Edu Lobo, que sinceramente, foi a parte da apresentação que mais me emocionou. Principalmente quando eles tocaram "O Circo Místico" e "Meu Namorado". E por fim, Romão Pires. Quem é que não conhece aquelas famosas marchinhas de circo. Acho que quando alguém entra em um, acaba lembrando das músicas de Pires.

Não sei bem o porquê que este espetáculo me deixou tão fascinada. Se é pelo fato de ver meu sobrinho ao meu lado todo animado, fazendo os mesmos movimentos que meu pai fazia, ou se é pela essência da música. Acho que como citei no início, me lembrei de quando era pequena. Bons momentos aqueles...

Parabéns à orquestra, e um muito obrigado :)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Novo Flickr

Tentei fazer o esqueminha das postagens anteriores, mas o programa não está reconhecendo. Talvez seja porque é uma conta nova, não sei. Mas isso não impede de vocês darem "aquela espiadinha".

Depois de tanto me estressar com o /fotosdasika, decidi fazer outro flickr. Agora todos vocês podem conferir minhas fotos aqui.

A seguir, um pouco do que rola lá:



;)

domingo, 28 de setembro de 2008

Setembro Freire fechado com show do Vanguart

O dia estava digno de ser cuiabano - quente pra caramba! Mas isso não impediu que os bons ares que apóiam este grande evento impedissem de ele continuar sendo encantador como os pensamentos de Silva Freire.

Este dia: Ontem (27).

Creio que cheguei um pouco tarde, mas creio também que não perdi tantas coisas. Aconteceu o lançamento do livro "Bugrinho - Que menino é esse?" da Editora Entrelinhas de Daniela Freire, filha do homenageado. E ilustrado pelo cartunista Marcelo Velasco. O livro tem caráter infantil, mas que não impede de um bom adulto voltar a ser criança novamente, e viajar pelos traços coloridos dos desenhos apresentados e pelas palavras abertas da autora, contando a história de um menino magricelo "da cor que não desbota" conterrâneo de Marechal Rondon.

Junto com o lançamento, houve a apresentação de teatro da Companhia Teatral Mosaico, contando de uma forma bem engraçada a história da família Silva Freire e suas "aventuras". Aproveitando, quero dar meus parabéns ao meu professor Celso Gayoso, que participou da apresentação. Nunca o vi tão expressivo e alegre (rs).

Muitas pessoas estavam presentes pelo Sesc Arsenal. Mas creio que muitas destas pessoas não tinham nem conhecimento da importância do evento em si, pois creio que muitas estavam lá somente para conferir o show, que com certeza, era o mais esperado do mês an cidade: A banda Vanguart.

Eu, como fã incondicional dos meninos, mas também como uma crítica caloura, digo que o show foi o mais belo entre todos os shows que já participei. Sinceridade pura! Tudo bem que o som estava um pouco alto demais, mas isso não impediu que tudo aquilo se tornasse um grande encontro de diferentes formas expressivas da cultura regional da nossa quente terrinha. Alguns versos foram recitados de forma interpretativa pelos musicos ao som do violinista que infelizmente não lembro o nome (sorry!). Muitas músicas estavam incluídas no repertório da banda, dentre elas, músicas antigas, que eu já nem lembrava mais, e novas músicas também, que mostraram ainda mais o amadurecimento da banda durante estes quatro anos de carreira. Algumas foram tocadas com a participação do ex-baixista da banda, uma ótima oportunidade para um 'reencontro'.

Sim, o Setembro Freire foi fechado com chave de ouro sem dúvidas! Todos os envolvidos estão de parabéns. E com certeza o senhor Benedito Santa'na da Silva Freire esteve presente entre todos, feliz com esta emocionante realização. Mas não mais feliz que todos que tem conhecimento de suas andanças e de suas conquistas, e se orgulham de tê-lo em nosso meio como um grande conterrâneo que foi.

Obs: Desta vez não tirei fotos do evento. VACILO - LO -LO - LO...

sábado, 20 de setembro de 2008

Fotos do Jambolada 2008

Agora sim! Aprendi a mexer em algumas coisinhas no flickr, graças ao meu amiguinho Erly (Obrigadão moço! :*), e poderei assim, mostrar a vocês de uma maneira mais 'organizada' as minhas fotos. Espero que gostem.




Obs: Não postei mais porque o limite de fotos postadas no flickr estourou... Preciso arranjar grana para mudar esta realidade ¬¬

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Recordar é viver....

Fotos do show no MISC, ocorrido no mês passado no dia 06.


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Festival Jambolada 2008 - 3º dia (último)

Dia com total clima de despedida, mas que não deixou de ser divertido. O horário de início do evento estava marcado para às 16h, mas por motivo de 'imprevisto' os shows começaram a bombar a partir das 18h.

Digamos que os sons tocados foram mais 'lights', com boa quantidade de sambinha de raiz, uma colher de rockabilly, hip hop à gosto e uma pitada de indie. Estes seriam os tais ingredientes para formar o último dia do Festival Jambolada 2008.

As bandas foram: Ophelia and the Tree (MG), Filomedusa (AC), Renegado (MG), Aline Calixto e Eterna Chama (MG) e Marku Ribas (MG).

Vou destacar apenas duas bandas, das quais eu gostei mais de ver, no dia. Sorry!

Apesar de ter muito cover, as bandas não deixaram passar. Posso destacar Aline Calixto e Eterna Chama, que apresentou um vocal forte e feminino, tocando os grandes sucessos do samba, como por exemplo: Paulinho da Portela, o que não deixou ninguém sem levantar as mãos e dar seus passinhos improvisados, até ser pedido 'bis', mesmo estourando o tempo da banda.

A banda acreana Filomedusa também surpreendeu. Os quatro integrantes souberam levar muito bem a galera com a sua música indie acrescentado de raízes amazonenses. Também, há de se concordar, com a voz maravilhosa de Carol Freitas, com o solo 'terapêutico' de Saulinho, nas batidas nervosas de Thiago Melo e no baixo eletrizante de Daniel Zen.

Obrigada a todo pessoal da organização do evento. Tudo foi muito lindo! Parabéns à todos.

domingo, 14 de setembro de 2008

Festival Jambolada 2008 - 2º Dia

"Loucura, loucura, loucura minha gente!" - acho que definiria o dia com as palavras do famoso narigudo.

Noite de sábado mais agitado, com batidas e sons diversificados e com muita energia mineira no espaço Acrópole. Pude conferir de perto e sem “imprevistos” toda a movimentação desta 4ª edição do festival de música independente Jambolada.
As bandas da noite estavam em um ritmo totalmente diferente das do 1º dia. Poderia se dizer que satisfazia os ouvidos de um emo até um metaleiro de pedra, ou poderia ser mais exata: de Mallu Magalhães à Ratos de Porão. Isso, galera! Não estou mentindo. A princesinha do folk dividindo o palco com os verdadeiros “monstros” do metal brasileiro. Chega ser engraçado imaginar muito isso. RS

Destaquei algumas bandas que me chamaram a atenção e fiz algumas observações:

Galinha Preta: De cara, a banda faz bem jus ao nome. A loucura dos caras em transmitir sua mensagem ao publico chegava ao 12. Nada do que a gente está acostumado a ouvir do som de DF – estado da banda. O vocalista chegava a dizer que estaria lá para chocar, sem agradar ninguém. De certa forma, ele cumpriu o que disse, mas agradou parte do público presente.

Krow: Metal sujo, é o que tenho pra dizer. Acho que vocês ao lerem isso, já pensam naquele “uooooh” com tom grave. Pois bem, é isso mesmo. Os caras souberam deixar o pessoal de pernas pro ar (literalmente). Posso dizer que os metaleiros ficaram mais animados só no show do Ratos – o que é óbvio.

Juanna Barbera: Uma pena, mas perdi boa parte do show – estava na feirinha ‘testando’ os produtos. Mas ainda consegui pegar a última música, o que não adiantou muita coisa para eu escrever com as minhas palavras o que rolou. Então, comecei a perguntar para a galera: “Show profissa!” – era o que simplesmente se ouvia. E posso crer. Pois, o primeiro show que vi (fevereiro de 2008) os caras surpreenderam com a suas letras poéticas em tons livres.

Dissidente!: Uma banda que não conhecia, mas que me chamou bem a atenção. O público cantava fortemente boa parte das músicas com os caras. Até as ‘groupies’ de plantão não economizaram seus gogós para apreciar o trabalho dos garotos. Senti uma mistura de sons, com mais pegada de blues, mas sem a voz rouca. Letras que refletem sobre os problemas sociais que estamos cansados de discutir, mas que é sempre bom relembrar.

Enne: Os emos que iriam curtir bem essa banda. Som tão romantiquinho que dá vontade de apertar as bochechas. Mas de certa forma os meninos procuraram misturar um pouco o ritmo da apresentação. Até tocaram a música do Foo FightersAll my life”. Sim, merecem respeito por minha parte.

Mallu Magalhães: Os 15 minutos da “princesinha do folk” estão sendo muito bem aproveitados. Os fãs histéricos tiravam totalmente a proposta do show: a de ser calmo e ‘bonitinho’. A voz da Mallu é algo para se discutir. Aquela coisa gostosinha de se escutar em horas apropriadas, pois as mesmas podem provocar certas sonolências do ouvinte. Mas vai, o show foi fofinho. :)

Diego de Moraes e o Sindicato: Uma das bandas mais esperadas por mim na noite. Mas que com certeza, muitas pessoas presentes esperavam mais. A intenção foi muito boa em colocar as “Antigas músicas novas” no repertório, como: "Todo Dia" e "Música Estranha pra Pessoas Esquisitas", mas esta primeira, apesar de ser muito boa, fez o povo dar uma encostada na grade com as mãos no queixo para ficar olhando o Diego sozinho no palco. Um ponto a se observar é que eles também pecaram em tirar músicas que eram fundamentais, como "Deus Seja Louvado" e "Construção", ou então acrescentar "Desculpe-me mas vou cantar em português", que ao meu ver, seria uma ótima música para acompanhar o ritmo das outras. É muito triste uma fã de carterinha falar isso, mas é.
Porcas Borboletas: Fazer o show em casa é outra coisa. Público mais agitado, conhecendo fielmente as novas músicas e integrantes mais animados. Os Porcas não decepcionaram. Mesmo que o público ainda esteja se adaptando com as novas músicas, o show foi bom demais!

Madame Sattan: Pode pensar no “uoooh” mais feminino ai, por que foi assim que se escutou do Madame Sattan. Já com algum tempo de carreira, o grupo mostrou mais uma vez que estão para ficar, e mostrar o que fazem de bom. Pará não tem só loira envolvida com Calypso não, minha gente!

Ratos de Porão: Apesar do estrelismo do baterista em não querer que a imprensa fique muito perto para tirar fotos, pois isso “perderia a concentração” do mesmo, o show foi bem redondo. Também, com quase 30 anos de carreira, era o que se poderia esperar. O fãs ficaram doidos, fazendo seus moshs e seus jumps corriqueiros. Empolgante, sim.
Para conferir parte das fotos (o flickr me boicotou), acesse: www.flickr.com/photos/fotosdasika