quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Fotos - Festival Calango

Confira aqui algumas fotos do Festival mais comentado dos últimos dias na cena independente. Desculpe-me a demora e desculpe-me pelas poucas fotos, é que realmente o meu tempo está escasso e o pen-drive não colaborou... Enfim, vamos com o que temos. Espero que gostem.

Pata de Elefante (RS)

Filomedusa (AC)

Linha Dura (MT)

Do Amor (RJ)


Agradecimentos ao Willian, que ajudou a tirar as fotos (eu estava com uma baita dor na coluna...). Até a próxima rodada (ou não) de fotos.

sábado, 9 de agosto de 2008

1º Dia de Festival Calango 2008

Sinceramente, nunca vi esse festival tão lotado. Talvez seja pela "entrada grátis", ou pelo preço mais camarada... Enfim! O dia estava bem quente (pra variar), e com muita gente do "mal": meninas com suas meias rastões e meninos com os seus famosos "sobre-tudo" (que não sei como os caras aguentam como esse calor básico que temos). No meio de tanta confusão, encontrei pessoas queridas, que só vejo no meio destas "batidas", e que mesmo assim, os encontros não deixam de ser empolgantes.
Minha exposição ta à tona! Estou bem satisfeita com o resultado (apesar de achar que meus desenhos ainda estão um tanto amadores e amassados hehe). E a quem está entrando aqui por conta do Zine, um muito obrigado especial! E farei de tudo para botar esse negócio pra funcionar direito hehe.
Agora, vamos ao que interessa...

Conheci bandas novas, que particularmente, achei do caralho. Como a banda de Pernambuco "Sweet Fanny Adams", um quarteto com o sotaque pra lá de nordestino, e com um rock um tanto mais 'mordenete', mas que não deixa de ser bom e animador.
Sem contar outras bandas que nem preciso comentar, como: Ebinho Cardoso Trio (O cara!), Pata de Elefante (instrumental, diríamos: 'terapeutico'), MQN (o verdadeiro representante do rock goiâno), Garage Fuzz (hard core triunfante), e assim por diante...
Tristezas também participaram, como a apresentação da Los Bobs. Talvez seja pelo nervosismo de estar apresentando pela primeira vez em um festival grande, ou pelo som ( que os caras já estavam reclamando), mas fizeram o que puderam, e valeu o esforço. Quem sabe da próxima, tudo saia bem.
Muitas bandas subiram em um daqueles dois palcos, e botaram o espaço pra tremer (literalmente). Algumas muito boas, e outras nem tanto assim... Mas posso destacar que a diversidade musical estava muito bem selecionada, obrigada.

Mas, com certeza, a banda que eu mais esperava e que mais me impressionou, foi Diego de Moraes e o Sindicato. Depois de muito pular pra dar um 'oi' pro Diego e perguntar do meu carregador (que recentemente, havia esquecido em Goiânia), percebi que muita gente ficou olhando pra mim, como se eu fosse uma tiete de banda, querendo um simples 'oi' de seu ídolo... Mas, tá! O show foi super divertido! Todos como sempre, demonstraram todo o talento (apesar do som não estar favorável), no que deixou os cuiabanos e não-cuiabanos de plantão muito empolgados. "Esse moleque é do caralho", "Esse cara usa drogas \,,/", "Diegoooo!!!", é só o que eu ouvia durante o show. Fiquei emocionada, até. Meu apelidinho sendo citado durante a apresentação, com um 'muito obrigado' hehe. Eu é que agradeço pelo bom som que nos oferece, Sindicato!

Aqui está uma das principais músicas dessa 'nova fase' de shows dos meninos.



Amigo - Diego de Moraes e o Sindicato

Em breve, mais postagens de vídeos ;)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Show do Astronauta Pingüim - MISC

Ontem a noite no MISC (Museu de Imagem e Som) rolou mais um evento pré-Calango com alguns show e muita gente de fora. Uma noite "caliente" como todo bom cuiabano já está acostumado a enfrentar, mas com algumas atrações que fizeram a diferença nesta pequena cidade.

A banda que antecedia a atração da noite me era nova, nunca tinha ouvido ou visto, mas que de certa maneira me chamou a atenção. Houve muitas músicas que me pareciam plágio de grandes bandas internacionais, mas isso não vem ao caso. O fato que me chamou a atenção foi um garotinho com seus 12 ou 13 anos na bateria, e o 'pior' é que o guri não fez feio! A banda se chama Trhee Pockers, que apesar do nome em inglês, as músicas eram todas em português. Creio que se os caras investirem, irão se dar muito bem de alguma forma.




Agora, Astronauta Pingüim foi bem interessante. Apesar de ele não saber cantar algumas músicas e errar algumas (muitas) notas, gostei do "ritmo" do show - daqueles animados. E o legal, é que desta vez ele teve a participação de dois integrantes da banda mato-grossense Revoltz: Ricardo Kudla e Jean Albernaz, que mandaram muito bem. E no final, o meu maior ídolo maranhense Dewis Caldas, acompanhou a atração bem no seu jeito "Chimbinha" de tocar.

Para conferir mais fotos do show, acesse: www.flickr.com/fotosdasika

OBS: Gente, sem esquecer que amanhã começa o tão esperado Festival Calango! Com uma lista farta de bandas nacionais e internacionais - que sem querer puxar saco, estão bem selecionadas ao meu ver (principalmente amanhã e domingo). Então, não deixem de ir conferir as bandas e também a minha barraquinha de desenhos em exposição, ok?! hehe

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Vídeos da Sika

Enquanto as fotos das minhas "artes" não saem, vou divulgar agora outro trabalhinho que ando fazendo. Dei uma de editora de vídeo e "cinegrafista" nessas minhas andanças. A edição ainda tá meio torta, mas com o tempo vou melhorando minha "habilidade" no negócio.
Os vídeos foram efetuados em Goiânia - GO, no espaço cultural Martim Cererê, em comemoração aos dois anos da Fósforo Produções Culturais. Irei postar somente dois vídeos, pois são os únicos prontos.
A banda registrada aqui se chama "Filhos de Maria" - nesse show eram Filhos de Maria Madalena... Algum dia eles acharão a "Maria" perfeita - cujo dois dos integrantes são meus queridões: Chelo e Diego.
Espero que gostem :)
Boi Araújo (Cachimbo de Ouro)
Composição: Diego e Chelo

Já Pensei

Composição: Diego de Moraes

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Exposição no Festival Calango


Olá, pessoal! Semana que vem a Lojinha da Sika estará em exposição no Festival Calango ao lado de várias outras barraquinhas, mostrando o melhor da cultura em geral. Então, "não se reprima" e vá nos fazer uma singela visitinha, conferir nossos trabalhos ao som de várias bandas nacionais e internacionais da cena independente. Espero todos lá ;)

SEXTA-FEIRA 08/08




01:30 - Papier Tigre (Fra) www.myspace.com/papiertigre


00:30 - Garage Fuzz (SP) http://www.garagefuzz.com.br/


23:00 - MQN (GO) http://www.mqn.com.br/

22:30 - Diego de Moraes e o Sindicatto (GO) http://www.tramavirtual.com.br/diego_de_moraes


21:30 - Ebinho Cardoso Trio (MT) http://www.tramavirtual.com.br/ebinho_cardoso



20:00 Banda das Prévias


SÁBADO - 09/08



02:00 - Macaco Bong (MT) -Instrumental http://www.tramavirtual.com.br/macaco_bong

01:30 - Cérebro Eletrônico (SP) http://www.tramavirtual.com.br/cerebro_eletronico

01:00 - El Mato Un a Policia Motorizado (Arg) http://www.tramavirtual.com.br/el_mato


00:00 - Filomedusa (AC) - Rock'n Roll http://www.tramavirtual.com.br/filomedusa


23:00 - Strauss (MT) http://www.bandastrauss.com.br/




21:00 - Three Pockers (MT)

20:30 - The Dead Lover's Twisted Heart (BH)http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=50400


19:30 - Banda Compacto.Rec


DOMINGO



00:30 - Cabruêra (PB) http://sonsdaparaiba.multiply.com/




22:30 - Curumim (SP) - Soul Dub

22:00 Porcas Borboletas (MG) http://www.porcasborboletas.com.br/



20:30 - Revoltz (MT) http://www.revoltz.com.br/


19:30 - Ayakan (MT) - Metal


18:30 - Stereovitrola (AP) http://stereovitrola.zip.net/

terça-feira, 10 de junho de 2008

Loja da Sika


Abrindo um pouco o Blog para o comércio - Realmente as coisas estão ficando um pouco pretas, hehe.
A tela acima, foi a primeira de muitas outras que comecei a fazer inspiradas em música e cinema. Estes são os quatro rapazes de Liverpool, mais conhecidos como "The Beatles". Esta imagem retirei da capa do filme "Help!" (segundo da carreira da banda).

A seguir, um release da dona artísta aqui, que quer vender muitas telinhas e deseínhos:

"Simone Ishizuka, mais conhecida como “Sika”, descobriu seu dom pela arte precocemente, se tornando artista plástica e desenhista aos seus oito anos de idade. Começou seus primeiros traços definidos com cartuns mais famosos e criando quadrinhos sem compromisso em meio às aulas primárias do colégio. Logo após, começou a explorar as cores através da pintura em tela, se destacando pela sua preferência aos bichos e paisagens pantaneiras. Com o tempo foi se aperfeiçoando e criando seu próprio estilo artístico, que hoje é mais voltado à música e a filmes clássicos. Desenhando, por exemplo, grandes ícones da sétima arte como: Audrey Hepburn (a eterna “Bonequinha de Luxo”), Charlie Chaplin (o famoso "vagabundo" do cinema mudo) –, Marylin Monroe (a estrela de “O Pecado Mora ao Lado”), entre outros. Ou fazendo pinturas à óleo sobre tela, caricaturas ou marcas registradas de grandes artistas de bandas do rock mundial ou nacional, como: The Beatles, The Velvet Underground, Los Hemanos, etc.Mas ela não se limita à suas preferências, abrindo espaço para encomendas, tanto em telas, como em desenhos. Sendo a escolha do cliente o tamanho e o desenho a ser feito, por preços bem acessíveis para o seu bolso .Para conhecer mais o trabalho da “Sika”, acesse: http://www.blogdasika.blogspot.com/Ou faça a sua encomenda pelo e-mail: sika.ishi@gmail.comou pelo celular: (65) 8414-3623"


Mais algumas imagens das "artes" feitas por mim:





Em breve, mais fotos.

domingo, 8 de junho de 2008

Desmotivação

Ultimamente as coisas não estão indo bem. Ou estão? Bom, não sei responder agora. Talvez eu esteja sob efeito do “domingo sem fazer nada”, no que resulta a sérios pensamentos “abobriásticos” na cabeça. Mas enfim, estou “de cara”.

Apesar de aparentemente ser “pé no chão”, sempre fui muito sonhadora. Passei a minha vida inteira com o “curso dos meus sonhos” no meu nariz, e só nos 45 do segundo tempo antes de preencher a ficha de inscrição para o vestibular, que me surgiu a luz de ser jornalista.

Pior é que sempre tive aparentes dons para tal: Adoro ler e escrever, desde pequena. Lembro que fazia histórias em quadrinhos em um caderno qualquer, ficava até três horas da madrugada lendo poemas e poesias de grandes autores, e desenhando de acordo com as palavras de cada uma. A vida inteira fui crítica com as coisas, expondo sempre minha opinião (até quando eu não entendia nada do assunto, eu buscava entender com os meus cansativos questionamentos para ter uma posição) e sempre tive idéias totalitárias na cabeça, sempre.

Finalmente entrei na faculdade. Não conquistei o sonho de todo pré-vestibulando: a de entrar em uma universidade federal, mas estamos aí.
Uma sala com poucos alunos, mas que encantou a cada dia que sentei em uma daquelas carteiras estofadas e azuis. Toda aquela animação de ser uma jornalista profissional, de compromisso com a verdade dos fatos estava à tona na minha cabeça. Cada coisa que aprendia, fortalecia mais o meu sentimento totalitário e a minha revolta perante o poder e a sociedade. Mas de repente um sentimento de isolamento de tudo começou a surgir logo após toda esta animação. Hoje, percebo que fui bem melhor.

Não tenho mais tamanha animação. Às vezes quero que o mundo tenha logo este tão falado aquecimento global, e acabe com a dor estampada na cara das pessoas, seja qual for o tipo. Não acredito mais em nada. Todas as minhas teorias eram a favor da humanidade, mas cada noticiário que leio ou assisto derruba qualquer tipo de coisa que construí na minha cabeça ingênua durante todos estes anos. Nem em mim mesma acredito.

Daí vem aquelas idéias de lascar foda-se até a minha ideologia, e cair de boca em tudo aquilo que mais repudiei na vida: Fumar vários cigarros ao dia, beber álcool como água, usar todas as drogas que existem no mundo e amar intensamente o imprestável, o rude, o errado, para que tudo acabe num verdadeiro prazer orgasmático do mais podre da vida.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Big Sister

Sem textos bonitos que tocam o coração. Vamos ser mais céticos daqui em diante (ou sempre). Evito discutir coisas políticas ou sensacionalistas aqui, mas faço questão de comprar uma “briga” para se discutir pessoalmente. Acho que este é o melhor modo de expor suas idéias: trocando informações.

Mas, abriremos uma exceção hoje, pois estou de SACO CHEIO da Isabella.

Tudo começou neste fim de semana, quando meus amigos e eu (lembrei do Chaves... Então!) estávamos andando insanamente pelas ruas noturnas de Cuiabá, depois de algumas cervejas baratas e vinhos quentes. Começamos a filosofar com copos e garrafas alcoólicas na mão, e até que chegou o assunto da vez: Caso Isabella.
Sinceramente, já estou cheia deste assunto MESMO. Não me venha com o papo de “nossa, que menina fria”, mas não só acho, como tenho certeza, que a própria mídia me fez cansar deste assunto. A pobre menina deve estar se remexendo em seu cachãozinho, por não deixarem a sua “morte” em paz.

Mas enfim, depois de tanto discutir, meu amigo Yuri me solta uma:

“Me joga da janela, me chama de Isabella”

Estranhamente (?) achei aquilo hilário! Como é bom achar graça do que não pode. Rir da desgraça dos outros, pra ser mais exata.
Mas tudo isso me fez pensar no quanto ficamos céticos em relação a famosa menina de cinco anos que morreu asfixiada e depois jogada do 6º andar.

Enfim, chegamos ao ponto onde queria: O BIG SISTER ISABELLA!

O “bafafá” chegou à minha sala. E uma vaga lembrança me veio em mente: Todo o início de ano pode estar morrendo crianças jogadas do prédio todos os dias, mas o que as pessoas mais comentam é sobre o tal do BIG BROTHER, inclusive na minha sala. A única diferença nisso tudo é que o caso Isabella não tem dias da semana marcados para a “eliminação”, “paredão” ou coisa do tipo.
Em meio a comentários clichês do pessoal e da minha irritação - pois não estava conseguindo resolver um exercício chato de uma professora chata – comecei a pensar sobre o assunto, e defini papéis para cada personagem. O caso é sensacionalista do mesmo modo, só não tem bombadões de sunga branca e siliconadas com mini-saias, desfilando ao redor da piscina, para garantir um site paparazzo pelo menos.

Os papéis são estes:

A Isabella faz papel do “Anjo” que os “malvadões” e interesseiros – no caso, o pai e a madrasta – fazem de tudo para ser “abençoados” e receber a “imunidade” de não ir pra cadeia ou o paredão da vida real.
O líder é a mãe Ana Carolina de Oliveira, o que para as principais manchetes de hoje, um comentário dela pode ser fatal.
E quem faz o papel do “Bial” é o juiz. Que com o clamor do público, anunciou aos malvadões sua permanência no paredão do chilindró.

Agora, me respondam: Quem irá ganhar o milhão?

Com certeza alguém que vemos, escutamos e lemos todos os dias, e que de certa maneira direta, nos faz acreditar em tudo que ela lança: A mídia.

E viva o sensacional!

domingo, 4 de maio de 2008

Belos e Prostitutos

Já se foi a época em que Hollywood era desmoralizada por causa de seus atores terem filhos “ilegítimos” ou traições um tanto “devastadoras” com prostitutas ou com qualquer outra pessoa. Mas o que as fãs não aceitam de forma alguma é de seus “sonhos de consumo” serem gays.
Um exemplo clássico que temos, daquele “rostinho bonito” que mais faz parte dos sonhos das jovens daquela época, é o ator Rock Hudson. Que terminou sua vida humilhantemente com o HIV positivo em outubro de 1985. Hudson fez muito sucesso na década de 50 e 60 nas telonas do cinema, sempre com o papel de galã machão, talvez pela sua estatura física de quase dois metros de altura, másculo e é claro, bonito. Os boatos sempre rondavam sobre a opção sexual do galã, mas não havia confirmações. Até que com 30 anos de idade e ainda solteiro, seu agente Henry Willson decidi arranjar um casamento arranjado ao ator, para que os boatos fossem “abafados”. Rock casou-se com a secretária de Willson durante 17 meses – tempo suficiente para que se prove a masculinidade de um homem. Mas Hudson jamais deixou de ir em festas gays para se divertir. Mas toda esta diversão acabou na Aids, o que consequentemente acabou com sua fama e prestigio.
Vários testes do sofá foram feitos em Hollywood. Muitos jovens atores e talentosos tiveram que se deitar com diretores ou com pessoas influentes no cinema para que pudessem chegar ao estrelato. Ramon Novarro, um mexicano com o atlético forte e bonito, trabalhou durante cinco anos em Hollywood como garçom e figurante de filmes, até que encontrou a pessoa certa, o diretor irlandês Rex Ingran, que era homossexual assumido e se apaixonou pela beleza mexicana que Ramon oferecia. Em 1925 o ator estrelou no clássico Bem-Hur, ainda no cinema mudo, Novarro finalmente se tornaria o ídolo das mulheres do mundo inteiro, que jamais suspeitaram de sua homossexualidade. Com a vinda do cinema falado, Navarro não teve tanta sorte. Então afastado das telonas, Ramon não precisou se casar ou esconder sua opção sexual. Mas em 1968 com 69 anos de idade, Navarro levou dois jovens rapazes para seu apartamento a fim de transar, tragicamente foi brutalmente assassinado a facadas pelos mesmos. Triste fim a um dos maiores galãs do cinema mudo.
O rei do terror, Vicent Price, nunca escondeu ser homossexual. Apesar de ter se casado três vezes e ter dois filhos. Têm ainda os bissexuais como Carry Grant, Marlon Brando, Jack Palance e Mel Ferrer. E também os gays autênticos e assumidos, como Richard Chamberlain, Dirk Bogarde, Chris Saradon e César Romero – estes bem promíscuos que jamais se importaram com a perda de popularidade por conta disso. Mas houve um ator muito promissor, que arruinou sua carreira por ser preso várias vezes em banheiros públicos de Los Angeles seduzindo meninos menores de idade em troca do estrelato, o boa pinta George Maharis. Fez muito sucesso na TV com o seriado Rota 66. Maharis pegou ao inverso o preço da glória.

Obs: Só para ter um post legal.




Fotos TM

O carequinha da lojinha
A lojinha
E se entregou ao vento...
Poesia, o verbo e a saudade
Tua verdade fazendo escola
Separô pra pensar?
Iria só até o fim, traria tudo e mais um pouco de mim

Camarada

Nenê


Baixo

Gabi
"Minguado"
"Aranha"
Picashu

Fernando Anitelli


Só enquanto eu respirar...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Só para Raros

Já faz algum tempo que não faço aquelas típicas postagens “sobre o meu dia”, mas ontem foi tão “mágico”, que não me cogitei em registrar.

Era um dia com o tempo fechado e frio – ainda mais pra uma cuiabana que deixou sua cidade a um calor típico de 40 graus diários -, mas a minha animação estava bem radiante, debatendo o clima campo-grandense.
Tudo estava marcado às 22h, mas por imprevistos, fui pega pela minha já “parceira” Carol, às 23h e uns quebrados.
Chegando lá, estava um frio ainda mais cortante, mas foi uma chegada feliz, pois chegamos junto com a van da “trupe” mais esperada da noite: O Teatro Mágico. Fiquei parecendo aquelas tietes que nunca viram alguém relativamente famoso a sua frente, foi constrangedor, mas engraçado.

O local era cercado por muitas árvores, o que conseqüentemente trazia um frio maior, mas também estava um aglomerado de gente dentro, o que amenizava a temperatura. Fomos pegar uma cerveja, e deparamos com uma roda bem animada com artistas apresentando músicas de maracatu, batidas animadas e gritantes, o que ajudou mais ainda. Logo ao lado, havia uma lojinha com um carequinha e um moço que não passava à despercebido com a sua “cabeleira” enorme com um pente engarranchado entre eles, uma figura verdadeiramente bizarra. Eu e a Carol chegamos mais perto, vimos alguns produtos, trocamos idéia com o carequinha da loja, que se apresentou como Odácio, pai de Fernando Anitelli – vocalista da banda. Um senhor muito simpático, tanto que tiramos uma foto juntos e acabei ganhando um DVD e alguns adesivos. Lógico, não deixei de comprar uma camiseta e o EP da tal banda mais esperada por minha pessoa.

Fomos direto nos posicionar em um local estratégico de boa visão para o palco. Chegamos a empurrar muitas pessoas para chegar onde gostaríamos, mas isso é um mero detalhe.
As luzes se apagaram, aquela expectativa toda não deixou a desejar. Finalmente o som começou a rolar. Cada membro da banda, com seus rostos pintados, vestidos com roupas coloridas começam a entrar tocando seu instrumento alegremente e no fundo os famosos dizeres: “Senhoras e Senhores. Respeitável público pagão, Bem-Vindos ao Teatro Mágico, sintam-se à vontade”. Minha empolgação foi a mil, sem economizar gritos e pulos contagiantes.
Apresentações circenses, com equilibristas, acrobatas e tudo mais, fazendo parecer que apenas o céu era o limite para a noite.
Poesias e versos não faltaram durante o espetáculo. É muito bom quando você participa de um show de verdade, cantando todas as músicas e dançando no mesmo compasso. Parece que você está lá em cima do palco, junto com todos aqueles artistas que te fazem feliz sem pedir nada em troca. Muitos que estavam ao meu redor, ficavam olhando “torto”, com aquela pergunta estampada na testa “da onde ela conhece essa banda pra cantar todas as músicas?”. Foi realmente bem engraçada essa parte.

Tentei aproveitar cada acorde tocado desta noite. A melodia brinca com os dizeres das letras, tratando nossa árdua realidade com tudo de bom que a arte em si pode oferecer. Sua interpretação, seu cântico, seus dós, rés, mis, sustenidos, bemóis e outras notas mais, capazes de embriagar o mais são presente.
Parecia que cada música fazia parte de algum fato que presenciei em algum lugar de algum momento da minha vida, uns tristes, outros alegres, outros sem sentido, mas todos com o seu significado especial. Mas quando finalmente chegou A MÚSICA, meus sentidos se exaltaram, se misturando ao todo. O anjo mais velho, uma das músicas mais presentes no meu dia. É bem daquelas que você não sabe se sente raiva, amor, ódio, tristeza ou qualquer coisa ligada a sentimentos, só sei que cantei o mais alto que pude, e com toda a emoção que existe em meu peito. Foi um dos momentos sem iguais, que por mais estranho que seja jamais esquecerei. Finalmente, de certa maneira, me senti importante. Sou rara.

E sim, só enquanto eu respirar vou me lembrar...

em breve, fotos do show.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Realejo

Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã
A faca e o queijo
Ou talvez... um beijo teu
Que me empreste a alegria... que me faça juntar
Todo resto do dia... meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro...
que é tão fácil de enxergar... E chegar
Enquanto e tão cedo
Tão cedo

Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim
Será que a noite vira num vilarejo
vejo a ponte que levara o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser... você

Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim

"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"


domingo, 27 de abril de 2008

Flores

São só flores quando suas cores faíscam nos olhos aromaticos da sua boca calendoscópiana, conduzindo-as a um extase tardio da sua alma insana, do teu peito luminoso, das vanguardas ainda por criar.







Descobri você.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Como se divertir quando não se pode beber?



Nada melhor que uma festa entre amigos. Todos animados, assando aquela carninha, montando um narguile esperto e botando a "cerva" pra gelar...


Mas, e quando esta última opção não resolve o seu problema de "desestressamento"? Amigo(a), se você é como eu, e sofre de sérios problemas de saúde que te privam de beber bebidas alcoólicas, e te deixa sempre com uma cara de "'e ai?! hehe" enquanto todos os seus amigos se divertem com a "marvada", ou simplesmente não bebe por opção, mas que sofre as mesmas consequências, preparei este tópico para você. Espero que te ajude.





Se você for daquelas pessoas "quietas", prepare assuntos para os seus colegas antes de ir para festa.

Durante a festa, pegue um copo d'água, suco ou refrigerante para que você tenha algo nas mãos e ficar bebendo (isso é extremamente psicológico, e complexo demais para ser explicado, mas acredite: ajuda bastante).


Tente puxar assunto com seus colegas, por mais insano que eles estejam.


E se eles já começarem a falar "coisa com coisa", ria da cara deles ou entre na 'onda'.


Se alguém lamentar por você não estar bebendo, lamente junto, isto pode ajudar na conversa.


Se você está completamente no tédio, vá andar pela festa, cace algo para fazer e se distrair.


Se nenhuma destas alternativas funcionarem, arranje uma desculpa convincente, peça desculpas e vá embora do local o mais rápido possível, e se prepare melhor para a próxima ocasião.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Oh, Yoko!

Na segunda-feira passada, depois de um cansativo dia de trabalho em uma agência congelante de fria por conta de DOIS ar-condicionados que o meu chefe - por motivos de menopausa, só pode! - insiste em deixar ligados, peguei uma carona com a minha mãe, como de costume. Até que ela da uma notícia alegre: "A cachorrinha chegou! Tá lá na Cris, vamos busca-la?". Senti que finalmente as minhas presses foram atendidas. Desde o ano passado venho esperando por esta notícia, mas o máximo que recebia de resposta era: "Semana que vem a gente pega", e isso estava me irritando a cada vez que acontecia.


Enfim!


Ao chegar na minha irmã, fui direto para a sala de estar, onde se encontrava a minha sobrinha dormindo no sofá e no chão uma pequena bola de pelos pretos com uma fita de esparadrapo entrelassando as orelhas, dormindo tão delicadamente que eu poderia ficar por horas só olhando aquela graciosidade.


Os comentários "fofuxos" não faltaram. Eu quase afoguei-a de tantos beijos e abraços. Também, com aquela coisinha fofa entre as minhas mãos, difícil resistir a tanto.


"Chegou o novo membro da família!" - dizia eu, a cada um que chegava. E todos caiam de boca em cima dela, com comentários e afagos amorosos da mesma maneira que eu fiz.




Foi o maior dilema para escolher um nome para ela. Eu queria algo que fosse fora do comum, um nome que geralmente cachorro nenhum teria.


"Tem que ser um nome carinhoso, como ela" - dizia a minha irmã, e lógicamente, minha mãe dizia a mesma coisa.


Diziam tanto, até eu pedir para que elas me poupassem de nomes "simples" como "Lili, Mila ou Julli..." JULLI! Esse maldito nome foi chamado várias vezes durante a indecisão. E parecia que quanto mais eu dizia 'não', mais o povo a chamava do mesmo.


Até que tomei atitudes drásticas, para que isso não continuasse ocorrendo "O cachorro é meu, eu é que cuido, então o nome eu decido: Yoko. E ponto final!" Tudo bem que teve todo um contexto para se chegar a esse nome, mas em suma, foi isso.




Tudo bem que minha mãe chama ela de tudo quanto é nome - geralmente é "pequenininha" - mas pelo menos ela não a chama de Julli.


Meus irmãos e meus sobrinhos concordaram com o nome Yoko, o que me deixou mais satisfeita.


Essa dedicatória que fiz, não é porque eu odeio a ilustre esposa do digníssimo John Lennon, eu até gosto dela. Mas eu, como uma beatlemaníaca nata, não poderia deixar de homenagear com alguma coisa ligada a eles.




- Michelle


- Penny Lane


- Julia


- Martha


- Prudence




...




Até que surgiu Yoko. Um nome japonês para uma pretinha integrada numa família de olho rasgado... Acho que valeu.



quinta-feira, 3 de abril de 2008

Eloisa to Abelard


In these deep solitudes and awful cells,Where heav'nly-pensive contemplation dwells,And ever-musing melancholy reigns;What means this tumult in a vestal's veins?Why rove my thoughts beyond this last retreat?Why feels my heart its long-forgotten heat?Yet, yet I love! — From Abelard it came,And Eloisa yet must kiss the name.
Dear fatal name! rest ever unreveal'd,Nor pass these lips in holy silence seal'd.Hide it, my heart, within that close disguise,Where mix'd with God's, his lov'd idea lies:O write it not, my hand — the name appearsAlready written — wash it out, my tears!In vain lost Eloisa weeps and prays,Her heart still dictates, and her hand obeys.
Relentless walls! whose darksome round containsRepentant sighs, and voluntary pains:Ye rugged rocks! which holy knees have worn;Ye grots and caverns shagg'd with horrid thorn!Shrines! where their vigils pale-ey'd virgins keep,And pitying saints, whose statues learn to weep!Though cold like you, unmov'd, and silent grown,I have not yet forgot myself to stone.All is not Heav'n's while Abelard has part,Still rebel nature holds out half my heart;Nor pray'rs nor fasts its stubborn pulse restrain,Nor tears, for ages, taught to flow in vain.
Soon as thy letters trembling I unclose,That well-known name awakens all my woes.Oh name for ever sad! for ever dear!Still breath'd in sighs, still usher'd with a tear.I tremble too, where'er my own I find,Some dire misfortune follows close behind.Line after line my gushing eyes o'erflow,Led through a sad variety of woe:Now warm in love, now with'ring in thy bloom,Lost in a convent's solitary gloom!There stern religion quench'd th' unwilling flame,There died the best of passions, love and fame.
Yet write, oh write me all, that I may joinGriefs to thy griefs, and echo sighs to thine.Nor foes nor fortune take this pow'r away;And is my Abelard less kind than they?Tears still are mine, and those I need not spare,Love but demands what else were shed in pray'r;No happier task these faded eyes pursue;To read and weep is all they now can do.
Then share thy pain, allow that sad relief;Ah, more than share it! give me all thy grief.Heav'n first taught letters for some wretch's aid,Some banish'd lover, or some captive maid;They live, they speak, they breathe what love inspires,Warm from the soul, and faithful to its fires,The virgin's wish without her fears impart,Excuse the blush, and pour out all the heart,Speed the soft intercourse from soul to soul,And waft a sigh from Indus to the Pole.
Thou know'st how guiltless first I met thy flame,When Love approach'd me under Friendship's name;My fancy form'd thee of angelic kind,Some emanation of th' all-beauteous Mind.Those smiling eyes, attemp'ring ev'ry day,Shone sweetly lambent with celestial day.Guiltless I gaz'd; heav'n listen'd while you sung;And truths divine came mended from that tongue.From lips like those what precept fail'd to move?Too soon they taught me 'twas no sin to love.Back through the paths of pleasing sense I ran,Nor wish'd an Angel whom I lov'd a Man.Dim and remote the joys of saints I see;Nor envy them, that heav'n I lose for thee.
How oft, when press'd to marriage, have I said,Curse on all laws but those which love has made!Love, free as air, at sight of human ties,Spreads his light wings, and in a moment flies,Let wealth, let honour, wait the wedded dame,August her deed, and sacred be her fame;Before true passion all those views remove,Fame, wealth, and honour! what are you to Love?The jealous God, when we profane his fires,Those restless passions in revenge inspires;And bids them make mistaken mortals groan,Who seek in love for aught but love alone.Should at my feet the world's great master fall,Himself, his throne, his world, I'd scorn 'em all:Not Caesar's empress would I deign to prove;No, make me mistress to the man I love;If there be yet another name more free,More fond than mistress, make me that to thee!Oh happy state! when souls each other draw,When love is liberty, and nature, law:All then is full, possessing, and possess'd,No craving void left aching in the breast:Ev'n thought meets thought, ere from the lips it part,And each warm wish springs mutual from the heart.This sure is bliss (if bliss on earth there be)And once the lot of Abelard and me.
Alas, how chang'd! what sudden horrors rise!A naked lover bound and bleeding lies!Where, where was Eloise? her voice, her hand,Her poniard, had oppos'd the dire command.Barbarian, stay! that bloody stroke restrain;The crime was common, common be the pain.I can no more; by shame, by rage suppress'd,Let tears, and burning blushes speak the rest.
Canst thou forget that sad, that solemn day,When victims at yon altar's foot we lay?Canst thou forget what tears that moment fell,When, warm in youth, I bade the world farewell?As with cold lips I kiss'd the sacred veil,The shrines all trembl'd, and the lamps grew pale:Heav'n scarce believ'd the conquest it survey'd,And saints with wonder heard the vows I made.Yet then, to those dread altars as I drew,Not on the Cross my eyes were fix'd, but you:Not grace, or zeal, love only was my call,And if I lose thy love, I lose my all.Come! with thy looks, thy words, relieve my woe;Those still at least are left thee to bestow.Still on that breast enamour'd let me lie,Still drink delicious poison from thy eye,Pant on thy lip, and to thy heart be press'd;Give all thou canst — and let me dream the rest.Ah no! instruct me other joys to prize,With other beauties charm my partial eyes,Full in my view set all the bright abode,And make my soul quit Abelard for God.
Ah, think at least thy flock deserves thy care,Plants of thy hand, and children of thy pray'r.From the false world in early youth they fled,By thee to mountains, wilds, and deserts led.You rais'd these hallow'd walls; the desert smil'd,And Paradise was open'd in the wild.No weeping orphan saw his father's storesOur shrines irradiate, or emblaze the floors;No silver saints, by dying misers giv'n,Here brib'd the rage of ill-requited heav'n:But such plain roofs as piety could raise,And only vocal with the Maker's praise.In these lone walls (their days eternal bound)These moss-grown domes with spiry turrets crown'd,Where awful arches make a noonday night,And the dim windows shed a solemn light;Thy eyes diffus'd a reconciling ray,And gleams of glory brighten'd all the day.But now no face divine contentment wears,'Tis all blank sadness, or continual tears.See how the force of others' pray'rs I try,(O pious fraud of am'rous charity!)But why should I on others' pray'rs depend?Come thou, my father, brother, husband, friend!Ah let thy handmaid, sister, daughter move,And all those tender names in one, thy love!The darksome pines that o'er yon rocks reclin'dWave high, and murmur to the hollow wind,The wand'ring streams that shine between the hills,The grots that echo to the tinkling rills,The dying gales that pant upon the trees,The lakes that quiver to the curling breeze;No more these scenes my meditation aid,Or lull to rest the visionary maid.But o'er the twilight groves and dusky caves,Long-sounding aisles, and intermingled graves,Black Melancholy sits, and round her throwsA death-like silence, and a dread repose:Her gloomy presence saddens all the scene,Shades ev'ry flow'r, and darkens ev'ry green,Deepens the murmur of the falling floods,And breathes a browner horror on the woods.
Yet here for ever, ever must I stay;Sad proof how well a lover can obey!Death, only death, can break the lasting chain;And here, ev'n then, shall my cold dust remain,Here all its frailties, all its flames resign,And wait till 'tis no sin to mix with thine.
Ah wretch! believ'd the spouse of God in vain,Confess'd within the slave of love and man.Assist me, Heav'n! but whence arose that pray'r?Sprung it from piety, or from despair?Ev'n here, where frozen chastity retires,Love finds an altar for forbidden fires.I ought to grieve, but cannot what I ought;I mourn the lover, not lament the fault;I view my crime, but kindle at the view,Repent old pleasures, and solicit new;Now turn'd to Heav'n, I weep my past offence,Now think of thee, and curse my innocence.Of all affliction taught a lover yet,'Tis sure the hardest science to forget!How shall I lose the sin, yet keep the sense,And love th' offender, yet detest th' offence?How the dear object from the crime remove,Or how distinguish penitence from love?Unequal task! a passion to resign,For hearts so touch'd, so pierc'd, so lost as mine.Ere such a soul regains its peaceful state,How often must it love, how often hate!How often hope, despair, resent, regret,Conceal, disdain — do all things but forget.But let Heav'n seize it, all at once 'tis fir'd;Not touch'd, but rapt; not waken'd, but inspir'd!Oh come! oh teach me nature to subdue,Renounce my love, my life, myself — and you.Fill my fond heart with God alone, for heAlone can rival, can succeed to thee.
How happy is the blameless vestal's lot!The world forgetting, by the world forgot.Eternal sunshine of the spotless mind!Each pray'r accepted, and each wish resign'd;Labour and rest, that equal periods keep;"Obedient slumbers that can wake and weep;"Desires compos'd, affections ever ev'n,Tears that delight, and sighs that waft to Heav'n.Grace shines around her with serenest beams,And whisp'ring angels prompt her golden dreams.For her th' unfading rose of Eden blooms,And wings of seraphs shed divine perfumes,For her the Spouse prepares the bridal ring,For her white virgins hymeneals sing,To sounds of heav'nly harps she dies away,And melts in visions of eternal day.
Far other dreams my erring soul employ,Far other raptures, of unholy joy:When at the close of each sad, sorrowing day,Fancy restores what vengeance snatch'd away,Then conscience sleeps, and leaving nature free,All my loose soul unbounded springs to thee.Oh curs'd, dear horrors of all-conscious night!How glowing guilt exalts the keen delight!Provoking Daemons all restraint remove,And stir within me every source of love.I hear thee, view thee, gaze o'er all thy charms,And round thy phantom glue my clasping arms.I wake — no more I hear, no more I view,The phantom flies me, as unkind as you.I call aloud; it hears not what I say;I stretch my empty arms; it glides away.To dream once more I close my willing eyes;Ye soft illusions, dear deceits, arise!Alas, no more — methinks we wand'ring goThrough dreary wastes, and weep each other's woe,Where round some mould'ring tower pale ivy creeps,And low-brow'd rocks hang nodding o'er the deeps.Sudden you mount, you beckon from the skies;Clouds interpose, waves roar, and winds arise.I shriek, start up, the same sad prospect find,And wake to all the griefs I left behind.
For thee the fates, severely kind, ordainA cool suspense from pleasure and from pain;Thy life a long, dead calm of fix'd repose;No pulse that riots, and no blood that glows.Still as the sea, ere winds were taught to blow,Or moving spirit bade the waters flow;Soft as the slumbers of a saint forgiv'n,And mild as opening gleams of promis'd heav'n.
Come, Abelard! for what hast thou to dread?The torch of Venus burns not for the dead.Nature stands check'd; Religion disapproves;Ev'n thou art cold — yet Eloisa loves.Ah hopeless, lasting flames! like those that burnTo light the dead, and warm th' unfruitful urn.
What scenes appear where'er I turn my view?The dear ideas, where I fly, pursue,Rise in the grove, before the altar rise,Stain all my soul, and wanton in my eyes.I waste the matin lamp in sighs for thee,Thy image steals between my God and me,Thy voice I seem in ev'ry hymn to hear,With ev'ry bead I drop too soft a tear.When from the censer clouds of fragrance roll,And swelling organs lift the rising soul,One thought of thee puts all the pomp to flight,Priests, tapers, temples, swim before my sight:In seas of flame my plunging soul is drown'd,While altars blaze, and angels tremble round.
While prostrate here in humble grief I lie,Kind, virtuous drops just gath'ring in my eye,While praying, trembling, in the dust I roll,And dawning grace is op'ning on my soul:Come, if thou dar'st, all charming as thou art!Oppose thyself to Heav'n; dispute my heart;Come, with one glance of those deluding eyesBlot out each bright idea of the skies;Take back that grace, those sorrows, and those tears;Take back my fruitless penitence and pray'rs;Snatch me, just mounting, from the blest abode;Assist the fiends, and tear me from my God!
No, fly me, fly me, far as pole from pole;Rise Alps between us! and whole oceans roll!Ah, come not, write not, think not once of me,Nor share one pang of all I felt for thee.Thy oaths I quit, thy memory resign;Forget, renounce me, hate whate'er was mine.Fair eyes, and tempting looks (which yet I view!)Long lov'd, ador'd ideas, all adieu!Oh Grace serene! oh virtue heav'nly fair!Divine oblivion of low-thoughted care!Fresh blooming hope, gay daughter of the sky!And faith, our early immortality!Enter, each mild, each amicable guest;Receive, and wrap me in eternal rest!
See in her cell sad Eloisa spread,Propp'd on some tomb, a neighbour of the dead.In each low wind methinks a spirit calls,And more than echoes talk along the walls.Here, as I watch'd the dying lamps around,From yonder shrine I heard a hollow sound."Come, sister, come!" (it said, or seem'd to say)"Thy place is here, sad sister, come away!Once like thyself, I trembled, wept, and pray'd,Love's victim then, though now a sainted maid:But all is calm in this eternal sleep;Here grief forgets to groan, and love to weep,Ev'n superstition loses ev'ry fear:For God, not man, absolves our frailties here."
I come, I come! prepare your roseate bow'rs,Celestial palms, and ever-blooming flow'rs.Thither, where sinners may have rest, I go,Where flames refin'd in breasts seraphic glow:Thou, Abelard! the last sad office pay,And smooth my passage to the realms of day;See my lips tremble, and my eye-balls roll,Suck my last breath, and catch my flying soul!Ah no — in sacred vestments may'st thou stand,The hallow'd taper trembling in thy hand,Present the cross before my lifted eye,Teach me at once, and learn of me to die.Ah then, thy once-lov'd Eloisa see!It will be then no crime to gaze on me.See from my cheek the transient roses fly!See the last sparkle languish in my eye!Till ev'ry motion, pulse, and breath be o'er;And ev'n my Abelard be lov'd no more.O Death all-eloquent! you only proveWhat dust we dote on, when 'tis man we love.
Then too, when fate shall thy fair frame destroy,(That cause of all my guilt, and all my joy)In trance ecstatic may thy pangs be drown'd,Bright clouds descend, and angels watch thee round,From op'ning skies may streaming glories shine,And saints embrace thee with a love like mine.
May one kind grave unite each hapless name,And graft my love immortal on thy fame!Then, ages hence, when all my woes are o'er,When this rebellious heart shall beat no more;If ever chance two wand'ring lovers bringsTo Paraclete's white walls and silver springs,O'er the pale marble shall they join their heads,And drink the falling tears each other sheds;Then sadly say, with mutual pity mov'd,"Oh may we never love as these have lov'd!"
From the full choir when loud Hosannas rise,And swell the pomp of dreadful sacrifice,Amid that scene if some relenting eyeGlance on the stone where our cold relics lie,Devotion's self shall steal a thought from Heav'n,One human tear shall drop and be forgiv'n.And sure, if fate some future bard shall joinIn sad similitude of griefs to mine,Condemn'd whole years in absence to deplore,And image charms he must behold no more;Such if there be, who loves so long, so well;Let him our sad, our tender story tell;The well-sung woes will soothe my pensive ghost;He best can paint 'em, who shall feel 'em most.


quinta-feira, 27 de março de 2008

Mania: espécie de perturbação ou excitação caracterizada por aferro a uma idéia fixa;

Hobbie: Passatempo, passa-tempo ou mania (também comum em inglês: hobby), é uma atividade de entretenimento livre que indivíduos desenvolvem sozinhos ...

Como deu para ver, os dois têm lá a sua diferença. Um é produtivo e o outro perturbador.
Todo ser - humano que se entende por gente (ou não) tem seus hobbies e manias. O que seria a vida de um ser sem estas duas coisas essenciais?! Uma "sem graceira", acredito...
Por toda a minha vida, tive "N" hobbies e manias. Alguns me desfiz de vez, outros desfiz e voltei a praticar com o tempo e outros pratico até hoje. Sinceramente, apesar de muitos me fazerem um tanto 'mal', me divirto muito!

Allright, vamos explicar por partes então:


Manias

Muitas pessoas encaram "manias" como algo ruim, sem nexo. Bom, apesar de ser teoricamente verdade, a minha agonia esmaga qualquer explicação do tipo. Quando era pequena, tinha a mania de chupar o dedão da mão direita com uma fralda acompanhando. O mesmo dedão, até hoje é mais fino que o outro, e tive que usar 1 ano e meio de aparelho fixo por conta disso. Mas, pow! Era tão bom! Ficava estalando a pontinha da fralda perto do rosto com o dedão na boca, andando pra cima e pra baixo. Minhas tias viviam falando que iam colocar pimenta ou esparadrapo em meu dedo, para que eu parasse de vez com a "chupança", mas ainda bem que não passava de simples ameaças.

Nenhum de meus amiguinhos sabiam (apesar de que na época não tinha muitos, por ter acabado de mudar para uma casa bem distante da anterior), até que um dia, o "peste" da minha sala me pegou desprevenida com o dedo na boca e estalando a fralda que estava dentro da minha mochila. Foi uma zuação imensa, que deixaram traumas profundas na época. Depois deste fato traumático, tentei largar de várias maneiras, mas era mais forte que eu. O tempo foi passando, e todos começaram a encarar esta mania como um vício perigoso, e isso começou a me chatear. Por circunstâncias da vida, fui viver com meus avós, e parte das minhas coisas ainda estavam na minha antiga "casa" (só tinha móveis e outras coisas mais, mas ninguém morava nela), inclusive a fralda. Como eu não chupava o dedo sem ela, pedia sempre para a minha mãe trazer. Mas ela, muito esperta, ficou me enrolando, tanto que chegou um momento em que um belo dia, finalmente me deparei com ela novamente, coloquei o dedo na minha boca e... nada. O dedo não tinha mais gosto, o estalo da fralda não tinha mais "melodia". A minha relação com o dedo e a fralda havia terminado naquele momento... A única lembrança que tenho desta fase até hoje, é uma de minhas fraldas, guardada no cofre pessoal de meu pai. Uma boa lembrança.


Outra mania que tive foi a de ter amigos imaginários. Acho que esta é uma das manias mais comuns entre crianças de 3 a 6 anos, por aí. Lembro-me que na época, meus pais começaram a montar uma lojinha de artesanatos. Lá se vendia tudo regional, e como moro em terras "pantaneiras" havia muitos passarinhos de madeira (Araras, Tuiuius, etc.). Um belo dia, meu pai chegou com um passarinho de madeira bem pequeno, que se escondia até na minha mão. Ele era verde e tinha um bico rosa, acho que era um estereótipo de periquito. Logo de cara me apaixonei por aquela coisinha verde, muito parecido com os que via nas gaiolas. Como não tinha muita criatividade com nomes, pelo seu tamanho e cor comecei a chama-lo de "Verdinho".

Sempre brincava com ele junto com as minhas bonecas. Sempre servia "chazinhos", oferecia passeios pelo jardim de casa e contava sobre o meu dia - até pedia conselhos. Não me lembro muito bem de tudo, mas lembro que ficava sempre empolgada quando estava com ele. Até que em um belo dia de sol, ele sumiu... Fiquei chorando pela casa, procurando o Verdinho em todos os cantos. Cheguei a gritar seu nome, mas nada... Até que finalmente o encontrei, mas aos pedaços na boca da cachorra que tínhamos na época: a Neguinha. Um pastor alemão enorme, que esquartejou meu maior companheirinho das tardes solitárias... Chorei bastante, até me cogitei a dar uns tapas na cachorra, mas foi em vão (ela era maior que eu, nem sentia o peso de minha mão). Mas com o tempo, fui superando, e outros amiguinhos imaginários foram surgindo, mas isso já é outra história...


Bom, deixando um pouco as frustrações infantis de lado, vamos contar sobre as atualidades. Foi difícil selecionar minhas atuais manias, mas escolhi uma que mais me incomoda e outra que não faz tanta diferença.


Começando pela que me incomoda muito, mas que gosto da mesma maneira: Arrancar as unhas dos dedos mindinhos dos meus pés. O que?! Você nunca viu ninguém fazendo isso? Ou, nunca fez isso?! Nossa! Recomendo demais! Adoro sentir aquela dorzinha da uínha saindo aos poucos, e eu cutucando seja lá com o que for, até não querer mais. Pego o alicate e cutuco tudo, até sair todas as lasquinhas parasitas deles. Muitas vezes (ou sempre) sangra, mas isso é conseqüência de uma mania. O ruim depois é usar sapatos fechados com os dedinhos esfolados, mas como gosto da dor...


Outra mania, que vem desde criança, é a de comer banana amassada com leite em pó. Agora, isso não acontece com muita freqüência, pois comecei a trabalhar. Mas antes disso, era todas as tardes comendo a bendita banana amassada com leite ninho, no que me rendeu alguns quilinhos a mais, mas - como disse anteriormente - isso é conseqüência de uma mania...


Hobbies

Esta é uma coisa que tenho em grande quantidade, e sinto até prazer de falar sobre elas.
Eu tinha mais ou menos uns 7 ou 8 anos (idades reveladoras essas, não?) e não conseguia fazer um “círculo na boca do copo” (não sou boa com ditados populares... help-me!), ou seja, meus desenhos sempre saíam tortos e feios. Mas um dia algo estranho aconteceu... Não me lembro muito bem do momento, mas estava sozinha em meu quarto observando as coisas (até hoje tenho ataques “autistas” semelhantes), peguei um papel e comecei a fazer linhas e rabiscos tentando copiar alguns desenhos da Disney que tinha em minha mochila. Fui juntando todas aquelas linhas aos poucos, e de repente... Bum! Fiz um desenho. E para quem não sabia fazer nada, até que saiu alguma coisa que se pode chamar do mesmo. O “grande acontecimento” se espalhou pela casa, e não demorou muito para que minha família inteira soubesse também. Todos ficaram bem orgulhosos do tipo “finalmente a caçula, gordinha de pés tortos fez alguma coisa que presta”. O negócio se estendeu tanto que minha mãe decidiu me pagar aulas de pintura. Comecei a mexer com umas ondas de cores, pincéis e cheiros (bem fortes, diríamos). A principio achei bem interessante, pois poucas crianças da minha idade tinham o dom de desenhar e pintar como eu tinha. Até minhas coleguinhas de sala não sabiam desenhar, só pintavam mesmo e a professora se encarregava do resto, ou não. Muitas vezes elas me chamavam pra ajudar, ou seja, pra desenhar a tela inteira (hehe) , mas nem achava ruim. O preto e branco sempre me atraiu mais do que um monte de cores uniformemente juntas, diferente dos rabiscos que eram sempre livres. Enfim, o tempo foi passando e comecei a pintar com um monte de senhoras da meia idade, o que não foi tão diferente, pois poucas tinham o dom para o desenho também. Até que uma teve a bondade de me pagar sem eu cobrar. Fiquei super feliz, pois isso influenciou outras a pagarem também. Comecei a juntar o útil com o agradável sem nenhum esforço e deixava minhas telas para segundo plano. Foi a época mais bem resolvida financeiramente da minha infância, nem pedia mais dinheiro do lanche pra minha mãe, e comia coisas muito mais gostosas e caras. Mas com o tempo aquilo tudo foi me cansando – como todas as coisas da minha vida - e deixei de lado os pincéis, as cores, os cheiros e também os lápis.


O desenho começou a ser um hobbie bem raro no entanto e precisava preencher aquele vazio recente. E cai de cabeça no mundo da leitura, do cinema e da música. Tudo isso começou a mexer muito comigo, ficava encantada com as viagens que tinha através de pequenas letras, das emoções que sentia através de imagens e a embriagues que tinha através das canções drogas que nem cogitava em usar cada vez mais e mais. E um dos grandes colaboradores disso tudo foi meu pai e sou agradecida demais por este “auxílio” que me deu. Ele sempre foi muito fã de música erudita, principalmente quando se trata de Mozart e sempre quando meu velho coloca o som pra tocar o local vira uma verdadeira missa, ele fecha os olhos e começa a fazer movimentos com as mãos como se tivesse guiando uma orquestra inteira com aquelas melodias rápidas e “flutuantes”. Ele chegava a ficar todo arrepiado de tanta emoção e sempre (eu disse: sempre!) dizendo no final as mesmas palavras "Como que um cara é capaz de fazer uma canção dessas?! Ele fez 672 músicas como essa aí, e todas já montadas na cabeça dele, ele só tinha o trabalho de passar pro papel. É muita coisa...". A principio achava engraçado e um tanto ridículo tudo isso que ele fazia e falava, mas com o tempo fui percebendo o quanto estava enganada... Comecei a descobrir a essência de tudo aquilo e me convencia mais e mais de que meu pai tinha total razão. As músicas são marcantes e profundas, você entra mesmo em um estado de transe se começar a ouvir de verdade, de verdade digo com os olhos fechados naquela que no mundo só existe você e aquela canção, escutando cada corda de violino lançada, cada flauta assoprada, é uma coisa fora do comum (olha só, já estou falando como meu pai até hehe).
A paixão pelos livros e pelo cinema digo que foi espontaneamente. Desde que descobri uma biblioteca nos colégios que estudava (desde o primeiro: Coração de Jesus), tinha a "mania" de pegar livrinhos infantis e ler a todos. Hoje em dia, os livros que leio mudaram bem o seu foco de história e aparência, dispensando figuras animadas e animais falantes, mas o encanto e a imaginação sempre fluem da mesma maneira. Não diferente do cinema. Costumo falar que “descobri” a 7ª arte a partir de Chaplin. Ver os filmes dele é muito mais que observar várias imagens em preto e branco com baixa qualidade e sem fala, é viver o significado de tudo aquilo junto. É incrível como ele conseguia fazer somente com pequenos rolos de filme, escancarar a beleza escondida que a vida possui, rir da cara da hipocrisia, da ganância, da injustiça como se tudo isso e seus sinônimos fossem as coisas mais engraçadas do mundo. Não é a toa que os chamam de “gênio”, um gênio vagabundo que vivia como podia com seu chapéu, sua indispensável bengala e seu andar engraçado...



Enfim, estes foram só alguns exemplos do que vivo, sofro, dou risada ou nenhuma das opções anteriores. São coisas pequenas assim que mostram o valor dos momentos desta vida que insiste em nos castigar diariamente, ou vice e versa.

domingo, 23 de março de 2008

Nostalgia


Algumas partes...