
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Exposição no Festival Calango

terça-feira, 10 de junho de 2008
Loja da Sika

Mais algumas imagens das "artes" feitas por mim:


Em breve, mais fotos.
domingo, 8 de junho de 2008
Desmotivação
Apesar de aparentemente ser “pé no chão”, sempre fui muito sonhadora. Passei a minha vida inteira com o “curso dos meus sonhos” no meu nariz, e só nos 45 do segundo tempo antes de preencher a ficha de inscrição para o vestibular, que me surgiu a luz de ser jornalista.
Pior é que sempre tive aparentes dons para tal: Adoro ler e escrever, desde pequena. Lembro que fazia histórias em quadrinhos em um caderno qualquer, ficava até três horas da madrugada lendo poemas e poesias de grandes autores, e desenhando de acordo com as palavras de cada uma. A vida inteira fui crítica com as coisas, expondo sempre minha opinião (até quando eu não entendia nada do assunto, eu buscava entender com os meus cansativos questionamentos para ter uma posição) e sempre tive idéias totalitárias na cabeça, sempre.
Finalmente entrei na faculdade. Não conquistei o sonho de todo pré-vestibulando: a de entrar em uma universidade federal, mas estamos aí.
Uma sala com poucos alunos, mas que encantou a cada dia que sentei em uma daquelas carteiras estofadas e azuis. Toda aquela animação de ser uma jornalista profissional, de compromisso com a verdade dos fatos estava à tona na minha cabeça. Cada coisa que aprendia, fortalecia mais o meu sentimento totalitário e a minha revolta perante o poder e a sociedade. Mas de repente um sentimento de isolamento de tudo começou a surgir logo após toda esta animação. Hoje, percebo que fui bem melhor.
Não tenho mais tamanha animação. Às vezes quero que o mundo tenha logo este tão falado aquecimento global, e acabe com a dor estampada na cara das pessoas, seja qual for o tipo. Não acredito mais em nada. Todas as minhas teorias eram a favor da humanidade, mas cada noticiário que leio ou assisto derruba qualquer tipo de coisa que construí na minha cabeça ingênua durante todos estes anos. Nem em mim mesma acredito.
Daí vem aquelas idéias de lascar foda-se até a minha ideologia, e cair de boca em tudo aquilo que mais repudiei na vida: Fumar vários cigarros ao dia, beber álcool como água, usar todas as drogas que existem no mundo e amar intensamente o imprestável, o rude, o errado, para que tudo acabe num verdadeiro prazer orgasmático do mais podre da vida.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Big Sister
Mas, abriremos uma exceção hoje, pois estou de SACO CHEIO da Isabella.
Tudo começou neste fim de semana, quando meus amigos e eu (lembrei do Chaves... Então!) estávamos andando insanamente pelas ruas noturnas de Cuiabá, depois de algumas cervejas baratas e vinhos quentes. Começamos a filosofar com copos e garrafas alcoólicas na mão, e até que chegou o assunto da vez: Caso Isabella.
Sinceramente, já estou cheia deste assunto MESMO. Não me venha com o papo de “nossa, que menina fria”, mas não só acho, como tenho certeza, que a própria mídia me fez cansar deste assunto. A pobre menina deve estar se remexendo em seu cachãozinho, por não deixarem a sua “morte” em paz.
Mas enfim, depois de tanto discutir, meu amigo Yuri me solta uma:
“Me joga da janela, me chama de Isabella”
Estranhamente (?) achei aquilo hilário! Como é bom achar graça do que não pode. Rir da desgraça dos outros, pra ser mais exata.
Mas tudo isso me fez pensar no quanto ficamos céticos em relação a famosa menina de cinco anos que morreu asfixiada e depois jogada do 6º andar.
Enfim, chegamos ao ponto onde queria: O BIG SISTER ISABELLA!
O “bafafá” chegou à minha sala. E uma vaga lembrança me veio em mente: Todo o início de ano pode estar morrendo crianças jogadas do prédio todos os dias, mas o que as pessoas mais comentam é sobre o tal do BIG BROTHER, inclusive na minha sala. A única diferença nisso tudo é que o caso Isabella não tem dias da semana marcados para a “eliminação”, “paredão” ou coisa do tipo.
Em meio a comentários clichês do pessoal e da minha irritação - pois não estava conseguindo resolver um exercício chato de uma professora chata – comecei a pensar sobre o assunto, e defini papéis para cada personagem. O caso é sensacionalista do mesmo modo, só não tem bombadões de sunga branca e siliconadas com mini-saias, desfilando ao redor da piscina, para garantir um site paparazzo pelo menos.
Os papéis são estes:
A Isabella faz papel do “Anjo” que os “malvadões” e interesseiros – no caso, o pai e a madrasta – fazem de tudo para ser “abençoados” e receber a “imunidade” de não ir pra cadeia ou o paredão da vida real.
O líder é a mãe Ana Carolina de Oliveira, o que para as principais manchetes de hoje, um comentário dela pode ser fatal.
E quem faz o papel do “Bial” é o juiz. Que com o clamor do público, anunciou aos malvadões sua permanência no paredão do chilindró.
Agora, me respondam: Quem irá ganhar o milhão?
Com certeza alguém que vemos, escutamos e lemos todos os dias, e que de certa maneira direta, nos faz acreditar em tudo que ela lança: A mídia.
E viva o sensacional!
domingo, 4 de maio de 2008
Belos e Prostitutos
Um exemplo clássico que temos, daquele “rostinho bonito” que mais faz parte dos sonhos das jovens daquela época, é o ator Rock Hudson. Que terminou sua vida humilhantemente com o HIV positivo em outubro de 1985. Hudson fez muito sucesso na década de 50 e 60 nas telonas do cinema, sempre com o papel de galã machão, talvez pela sua estatura física de quase dois metros de altura, másculo e é claro, bonito. Os boatos sempre rondavam sobre a opção sexual do galã, mas não havia confirmações. Até que com 30 anos de idade e ainda solteiro, seu agente Henry Willson decidi arranjar um casamento arranjado ao ator, para que os boatos fossem “abafados”. Rock casou-se com a secretária de Willson durante 17 meses – tempo suficiente para que se prove a masculinidade de um homem. Mas Hudson jamais deixou de ir em festas gays para se divertir. Mas toda esta diversão acabou na Aids, o que consequentemente acabou com sua fama e prestigio.
Vários testes do sofá foram feitos em Hollywood. Muitos jovens atores e talentosos tiveram que se deitar com diretores ou com pessoas influentes no cinema para que pudessem chegar ao estrelato. Ramon Novarro, um mexicano com o atlético forte e bonito, trabalhou durante cinco anos em Hollywood como garçom e figurante de filmes, até que encontrou a pessoa certa, o diretor irlandês Rex Ingran, que era homossexual assumido e se apaixonou pela beleza mexicana que Ramon oferecia. Em 1925 o ator estrelou no clássico Bem-Hur, ainda no cinema mudo, Novarro finalmente se tornaria o ídolo das mulheres do mundo inteiro, que jamais suspeitaram de sua homossexualidade. Com a vinda do cinema falado, Navarro não teve tanta sorte. Então afastado das telonas, Ramon não precisou se casar ou esconder sua opção sexual. Mas em 1968 com 69 anos de idade, Navarro levou dois jovens rapazes para seu apartamento a fim de transar, tragicamente foi brutalmente assassinado a facadas pelos mesmos. Triste fim a um dos maiores galãs do cinema mudo.
O rei do terror, Vicent Price, nunca escondeu ser homossexual. Apesar de ter se casado três vezes e ter dois filhos. Têm ainda os bissexuais como Carry Grant, Marlon Brando, Jack Palance e Mel Ferrer. E também os gays autênticos e assumidos, como Richard Chamberlain, Dirk Bogarde, Chris Saradon e César Romero – estes bem promíscuos que jamais se importaram com a perda de popularidade por conta disso. Mas houve um ator muito promissor, que arruinou sua carreira por ser preso várias vezes em banheiros públicos de Los Angeles seduzindo meninos menores de idade em troca do estrelato, o boa pinta George Maharis. Fez muito sucesso na TV com o seriado Rota 66. Maharis pegou ao inverso o preço da glória.
Fotos TM
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Só para Raros
Era um dia com o tempo fechado e frio – ainda mais pra uma cuiabana que deixou sua cidade a um calor típico de 40 graus diários -, mas a minha animação estava bem radiante, debatendo o clima campo-grandense.
Tudo estava marcado às 22h, mas por imprevistos, fui pega pela minha já “parceira” Carol, às 23h e uns quebrados.
Chegando lá, estava um frio ainda mais cortante, mas foi uma chegada feliz, pois chegamos junto com a van da “trupe” mais esperada da noite: O Teatro Mágico. Fiquei parecendo aquelas tietes que nunca viram alguém relativamente famoso a sua frente, foi constrangedor, mas engraçado.
O local era cercado por muitas árvores, o que conseqüentemente trazia um frio maior, mas também estava um aglomerado de gente dentro, o que amenizava a temperatura. Fomos pegar uma cerveja, e deparamos com uma roda bem animada com artistas apresentando músicas de maracatu, batidas animadas e gritantes, o que ajudou mais ainda. Logo ao lado, havia uma lojinha com um carequinha e um moço que não passava à despercebido com a sua “cabeleira” enorme com um pente engarranchado entre eles, uma figura verdadeiramente bizarra. Eu e a Carol chegamos mais perto, vimos alguns produtos, trocamos idéia com o carequinha da loja, que se apresentou como Odácio, pai de Fernando Anitelli – vocalista da banda. Um senhor muito simpático, tanto que tiramos uma foto juntos e acabei ganhando um DVD e alguns adesivos. Lógico, não deixei de comprar uma camiseta e o EP da tal banda mais esperada por minha pessoa.
Fomos direto nos posicionar em um local estratégico de boa visão para o palco. Chegamos a empurrar muitas pessoas para chegar onde gostaríamos, mas isso é um mero detalhe.
As luzes se apagaram, aquela expectativa toda não deixou a desejar. Finalmente o som começou a rolar. Cada membro da banda, com seus rostos pintados, vestidos com roupas coloridas começam a entrar tocando seu instrumento alegremente e no fundo os famosos dizeres: “Senhoras e Senhores. Respeitável público pagão, Bem-Vindos ao Teatro Mágico, sintam-se à vontade”. Minha empolgação foi a mil, sem economizar gritos e pulos contagiantes.
Apresentações circenses, com equilibristas, acrobatas e tudo mais, fazendo parecer que apenas o céu era o limite para a noite.
Poesias e versos não faltaram durante o espetáculo. É muito bom quando você participa de um show de verdade, cantando todas as músicas e dançando no mesmo compasso. Parece que você está lá em cima do palco, junto com todos aqueles artistas que te fazem feliz sem pedir nada em troca. Muitos que estavam ao meu redor, ficavam olhando “torto”, com aquela pergunta estampada na testa “da onde ela conhece essa banda pra cantar todas as músicas?”. Foi realmente bem engraçada essa parte.
Tentei aproveitar cada acorde tocado desta noite. A melodia brinca com os dizeres das letras, tratando nossa árdua realidade com tudo de bom que a arte em si pode oferecer. Sua interpretação, seu cântico, seus dós, rés, mis, sustenidos, bemóis e outras notas mais, capazes de embriagar o mais são presente.
Parecia que cada música fazia parte de algum fato que presenciei em algum lugar de algum momento da minha vida, uns tristes, outros alegres, outros sem sentido, mas todos com o seu significado especial. Mas quando finalmente chegou A MÚSICA, meus sentidos se exaltaram, se misturando ao todo. O anjo mais velho, uma das músicas mais presentes no meu dia. É bem daquelas que você não sabe se sente raiva, amor, ódio, tristeza ou qualquer coisa ligada a sentimentos, só sei que cantei o mais alto que pude, e com toda a emoção que existe em meu peito. Foi um dos momentos sem iguais, que por mais estranho que seja jamais esquecerei. Finalmente, de certa maneira, me senti importante. Sou rara.
E sim, só enquanto eu respirar vou me lembrar...
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Realejo
Trazendo o pão da manhã
A faca e o queijo
Ou talvez... um beijo teu
Que me empreste a alegria... que me faça juntar
Todo resto do dia... meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro...
que é tão fácil de enxergar... E chegar
Enquanto e tão cedo
Tão cedo
Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim
Será que a noite vira num vilarejo
vejo a ponte que levara o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser... você
Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim
"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"
domingo, 27 de abril de 2008
Flores
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Como se divertir quando não se pode beber?
Nada melhor que uma festa entre amigos. Todos animados, assando aquela carninha, montando um narguile esperto e botando a "cerva" pra gelar...
Mas, e quando esta última opção não resolve o seu problema de "desestressamento"? Amigo(a), se você é como eu, e sofre de sérios problemas de saúde que te privam de beber bebidas alcoólicas, e te deixa sempre com uma cara de "'e ai?! hehe" enquanto todos os seus amigos se divertem com a "marvada", ou simplesmente não bebe por opção, mas que sofre as mesmas consequências, preparei este tópico para você. Espero que te ajude.
Se você for daquelas pessoas "quietas", prepare assuntos para os seus colegas antes de ir para festa.
Durante a festa, pegue um copo d'água, suco ou refrigerante para que você tenha algo nas mãos e ficar bebendo (isso é extremamente psicológico, e complexo demais para ser explicado, mas acredite: ajuda bastante).
Tente puxar assunto com seus colegas, por mais insano que eles estejam.
E se eles já começarem a falar "coisa com coisa", ria da cara deles ou entre na 'onda'.
Se alguém lamentar por você não estar bebendo, lamente junto, isto pode ajudar na conversa.
Se você está completamente no tédio, vá andar pela festa, cace algo para fazer e se distrair.
Se nenhuma destas alternativas funcionarem, arranje uma desculpa convincente, peça desculpas e vá embora do local o mais rápido possível, e se prepare melhor para a próxima ocasião.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Oh, Yoko!
Na segunda-feira passada, depois de um cansativo dia de trabalho em uma agência congelante de fria por conta de DOIS ar-condicionados que o meu chefe - por motivos de menopausa, só pode! - insiste em deixar ligados, peguei uma carona com a minha mãe, como de costume. Até que ela da uma notícia alegre: "A cachorrinha chegou! Tá lá na Cris, vamos busca-la?". Senti que finalmente as minhas presses foram atendidas. Desde o ano passado venho esperando por esta notícia, mas o máximo que recebia de resposta era: "Semana que vem a gente pega", e isso estava me irritando a cada vez que acontecia.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Eloisa to Abelard

In these deep solitudes and awful cells,Where heav'nly-pensive contemplation dwells,And ever-musing melancholy reigns;What means this tumult in a vestal's veins?Why rove my thoughts beyond this last retreat?Why feels my heart its long-forgotten heat?Yet, yet I love! — From Abelard it came,And Eloisa yet must kiss the name.
Dear fatal name! rest ever unreveal'd,Nor pass these lips in holy silence seal'd.Hide it, my heart, within that close disguise,Where mix'd with God's, his lov'd idea lies:O write it not, my hand — the name appearsAlready written — wash it out, my tears!In vain lost Eloisa weeps and prays,Her heart still dictates, and her hand obeys.
Relentless walls! whose darksome round containsRepentant sighs, and voluntary pains:Ye rugged rocks! which holy knees have worn;Ye grots and caverns shagg'd with horrid thorn!Shrines! where their vigils pale-ey'd virgins keep,And pitying saints, whose statues learn to weep!Though cold like you, unmov'd, and silent grown,I have not yet forgot myself to stone.All is not Heav'n's while Abelard has part,Still rebel nature holds out half my heart;Nor pray'rs nor fasts its stubborn pulse restrain,Nor tears, for ages, taught to flow in vain.
Soon as thy letters trembling I unclose,That well-known name awakens all my woes.Oh name for ever sad! for ever dear!Still breath'd in sighs, still usher'd with a tear.I tremble too, where'er my own I find,Some dire misfortune follows close behind.Line after line my gushing eyes o'erflow,Led through a sad variety of woe:Now warm in love, now with'ring in thy bloom,Lost in a convent's solitary gloom!There stern religion quench'd th' unwilling flame,There died the best of passions, love and fame.
Yet write, oh write me all, that I may joinGriefs to thy griefs, and echo sighs to thine.Nor foes nor fortune take this pow'r away;And is my Abelard less kind than they?Tears still are mine, and those I need not spare,Love but demands what else were shed in pray'r;No happier task these faded eyes pursue;To read and weep is all they now can do.
Then share thy pain, allow that sad relief;Ah, more than share it! give me all thy grief.Heav'n first taught letters for some wretch's aid,Some banish'd lover, or some captive maid;They live, they speak, they breathe what love inspires,Warm from the soul, and faithful to its fires,The virgin's wish without her fears impart,Excuse the blush, and pour out all the heart,Speed the soft intercourse from soul to soul,And waft a sigh from Indus to the Pole.
Thou know'st how guiltless first I met thy flame,When Love approach'd me under Friendship's name;My fancy form'd thee of angelic kind,Some emanation of th' all-beauteous Mind.Those smiling eyes, attemp'ring ev'ry day,Shone sweetly lambent with celestial day.Guiltless I gaz'd; heav'n listen'd while you sung;And truths divine came mended from that tongue.From lips like those what precept fail'd to move?Too soon they taught me 'twas no sin to love.Back through the paths of pleasing sense I ran,Nor wish'd an Angel whom I lov'd a Man.Dim and remote the joys of saints I see;Nor envy them, that heav'n I lose for thee.
How oft, when press'd to marriage, have I said,Curse on all laws but those which love has made!Love, free as air, at sight of human ties,Spreads his light wings, and in a moment flies,Let wealth, let honour, wait the wedded dame,August her deed, and sacred be her fame;Before true passion all those views remove,Fame, wealth, and honour! what are you to Love?The jealous God, when we profane his fires,Those restless passions in revenge inspires;And bids them make mistaken mortals groan,Who seek in love for aught but love alone.Should at my feet the world's great master fall,Himself, his throne, his world, I'd scorn 'em all:Not Caesar's empress would I deign to prove;No, make me mistress to the man I love;If there be yet another name more free,More fond than mistress, make me that to thee!Oh happy state! when souls each other draw,When love is liberty, and nature, law:All then is full, possessing, and possess'd,No craving void left aching in the breast:Ev'n thought meets thought, ere from the lips it part,And each warm wish springs mutual from the heart.This sure is bliss (if bliss on earth there be)And once the lot of Abelard and me.
Alas, how chang'd! what sudden horrors rise!A naked lover bound and bleeding lies!Where, where was Eloise? her voice, her hand,Her poniard, had oppos'd the dire command.Barbarian, stay! that bloody stroke restrain;The crime was common, common be the pain.I can no more; by shame, by rage suppress'd,Let tears, and burning blushes speak the rest.
Canst thou forget that sad, that solemn day,When victims at yon altar's foot we lay?Canst thou forget what tears that moment fell,When, warm in youth, I bade the world farewell?As with cold lips I kiss'd the sacred veil,The shrines all trembl'd, and the lamps grew pale:Heav'n scarce believ'd the conquest it survey'd,And saints with wonder heard the vows I made.Yet then, to those dread altars as I drew,Not on the Cross my eyes were fix'd, but you:Not grace, or zeal, love only was my call,And if I lose thy love, I lose my all.Come! with thy looks, thy words, relieve my woe;Those still at least are left thee to bestow.Still on that breast enamour'd let me lie,Still drink delicious poison from thy eye,Pant on thy lip, and to thy heart be press'd;Give all thou canst — and let me dream the rest.Ah no! instruct me other joys to prize,With other beauties charm my partial eyes,Full in my view set all the bright abode,And make my soul quit Abelard for God.
Ah, think at least thy flock deserves thy care,Plants of thy hand, and children of thy pray'r.From the false world in early youth they fled,By thee to mountains, wilds, and deserts led.You rais'd these hallow'd walls; the desert smil'd,And Paradise was open'd in the wild.No weeping orphan saw his father's storesOur shrines irradiate, or emblaze the floors;No silver saints, by dying misers giv'n,Here brib'd the rage of ill-requited heav'n:But such plain roofs as piety could raise,And only vocal with the Maker's praise.In these lone walls (their days eternal bound)These moss-grown domes with spiry turrets crown'd,Where awful arches make a noonday night,And the dim windows shed a solemn light;Thy eyes diffus'd a reconciling ray,And gleams of glory brighten'd all the day.But now no face divine contentment wears,'Tis all blank sadness, or continual tears.See how the force of others' pray'rs I try,(O pious fraud of am'rous charity!)But why should I on others' pray'rs depend?Come thou, my father, brother, husband, friend!Ah let thy handmaid, sister, daughter move,And all those tender names in one, thy love!The darksome pines that o'er yon rocks reclin'dWave high, and murmur to the hollow wind,The wand'ring streams that shine between the hills,The grots that echo to the tinkling rills,The dying gales that pant upon the trees,The lakes that quiver to the curling breeze;No more these scenes my meditation aid,Or lull to rest the visionary maid.But o'er the twilight groves and dusky caves,Long-sounding aisles, and intermingled graves,Black Melancholy sits, and round her throwsA death-like silence, and a dread repose:Her gloomy presence saddens all the scene,Shades ev'ry flow'r, and darkens ev'ry green,Deepens the murmur of the falling floods,And breathes a browner horror on the woods.
Yet here for ever, ever must I stay;Sad proof how well a lover can obey!Death, only death, can break the lasting chain;And here, ev'n then, shall my cold dust remain,Here all its frailties, all its flames resign,And wait till 'tis no sin to mix with thine.
Ah wretch! believ'd the spouse of God in vain,Confess'd within the slave of love and man.Assist me, Heav'n! but whence arose that pray'r?Sprung it from piety, or from despair?Ev'n here, where frozen chastity retires,Love finds an altar for forbidden fires.I ought to grieve, but cannot what I ought;I mourn the lover, not lament the fault;I view my crime, but kindle at the view,Repent old pleasures, and solicit new;Now turn'd to Heav'n, I weep my past offence,Now think of thee, and curse my innocence.Of all affliction taught a lover yet,'Tis sure the hardest science to forget!How shall I lose the sin, yet keep the sense,And love th' offender, yet detest th' offence?How the dear object from the crime remove,Or how distinguish penitence from love?Unequal task! a passion to resign,For hearts so touch'd, so pierc'd, so lost as mine.Ere such a soul regains its peaceful state,How often must it love, how often hate!How often hope, despair, resent, regret,Conceal, disdain — do all things but forget.But let Heav'n seize it, all at once 'tis fir'd;Not touch'd, but rapt; not waken'd, but inspir'd!Oh come! oh teach me nature to subdue,Renounce my love, my life, myself — and you.Fill my fond heart with God alone, for heAlone can rival, can succeed to thee.
How happy is the blameless vestal's lot!The world forgetting, by the world forgot.Eternal sunshine of the spotless mind!Each pray'r accepted, and each wish resign'd;Labour and rest, that equal periods keep;"Obedient slumbers that can wake and weep;"Desires compos'd, affections ever ev'n,Tears that delight, and sighs that waft to Heav'n.Grace shines around her with serenest beams,And whisp'ring angels prompt her golden dreams.For her th' unfading rose of Eden blooms,And wings of seraphs shed divine perfumes,For her the Spouse prepares the bridal ring,For her white virgins hymeneals sing,To sounds of heav'nly harps she dies away,And melts in visions of eternal day.
Far other dreams my erring soul employ,Far other raptures, of unholy joy:When at the close of each sad, sorrowing day,Fancy restores what vengeance snatch'd away,Then conscience sleeps, and leaving nature free,All my loose soul unbounded springs to thee.Oh curs'd, dear horrors of all-conscious night!How glowing guilt exalts the keen delight!Provoking Daemons all restraint remove,And stir within me every source of love.I hear thee, view thee, gaze o'er all thy charms,And round thy phantom glue my clasping arms.I wake — no more I hear, no more I view,The phantom flies me, as unkind as you.I call aloud; it hears not what I say;I stretch my empty arms; it glides away.To dream once more I close my willing eyes;Ye soft illusions, dear deceits, arise!Alas, no more — methinks we wand'ring goThrough dreary wastes, and weep each other's woe,Where round some mould'ring tower pale ivy creeps,And low-brow'd rocks hang nodding o'er the deeps.Sudden you mount, you beckon from the skies;Clouds interpose, waves roar, and winds arise.I shriek, start up, the same sad prospect find,And wake to all the griefs I left behind.
For thee the fates, severely kind, ordainA cool suspense from pleasure and from pain;Thy life a long, dead calm of fix'd repose;No pulse that riots, and no blood that glows.Still as the sea, ere winds were taught to blow,Or moving spirit bade the waters flow;Soft as the slumbers of a saint forgiv'n,And mild as opening gleams of promis'd heav'n.
Come, Abelard! for what hast thou to dread?The torch of Venus burns not for the dead.Nature stands check'd; Religion disapproves;Ev'n thou art cold — yet Eloisa loves.Ah hopeless, lasting flames! like those that burnTo light the dead, and warm th' unfruitful urn.
What scenes appear where'er I turn my view?The dear ideas, where I fly, pursue,Rise in the grove, before the altar rise,Stain all my soul, and wanton in my eyes.I waste the matin lamp in sighs for thee,Thy image steals between my God and me,Thy voice I seem in ev'ry hymn to hear,With ev'ry bead I drop too soft a tear.When from the censer clouds of fragrance roll,And swelling organs lift the rising soul,One thought of thee puts all the pomp to flight,Priests, tapers, temples, swim before my sight:In seas of flame my plunging soul is drown'd,While altars blaze, and angels tremble round.
While prostrate here in humble grief I lie,Kind, virtuous drops just gath'ring in my eye,While praying, trembling, in the dust I roll,And dawning grace is op'ning on my soul:Come, if thou dar'st, all charming as thou art!Oppose thyself to Heav'n; dispute my heart;Come, with one glance of those deluding eyesBlot out each bright idea of the skies;Take back that grace, those sorrows, and those tears;Take back my fruitless penitence and pray'rs;Snatch me, just mounting, from the blest abode;Assist the fiends, and tear me from my God!
No, fly me, fly me, far as pole from pole;Rise Alps between us! and whole oceans roll!Ah, come not, write not, think not once of me,Nor share one pang of all I felt for thee.Thy oaths I quit, thy memory resign;Forget, renounce me, hate whate'er was mine.Fair eyes, and tempting looks (which yet I view!)Long lov'd, ador'd ideas, all adieu!Oh Grace serene! oh virtue heav'nly fair!Divine oblivion of low-thoughted care!Fresh blooming hope, gay daughter of the sky!And faith, our early immortality!Enter, each mild, each amicable guest;Receive, and wrap me in eternal rest!
See in her cell sad Eloisa spread,Propp'd on some tomb, a neighbour of the dead.In each low wind methinks a spirit calls,And more than echoes talk along the walls.Here, as I watch'd the dying lamps around,From yonder shrine I heard a hollow sound."Come, sister, come!" (it said, or seem'd to say)"Thy place is here, sad sister, come away!Once like thyself, I trembled, wept, and pray'd,Love's victim then, though now a sainted maid:But all is calm in this eternal sleep;Here grief forgets to groan, and love to weep,Ev'n superstition loses ev'ry fear:For God, not man, absolves our frailties here."
I come, I come! prepare your roseate bow'rs,Celestial palms, and ever-blooming flow'rs.Thither, where sinners may have rest, I go,Where flames refin'd in breasts seraphic glow:Thou, Abelard! the last sad office pay,And smooth my passage to the realms of day;See my lips tremble, and my eye-balls roll,Suck my last breath, and catch my flying soul!Ah no — in sacred vestments may'st thou stand,The hallow'd taper trembling in thy hand,Present the cross before my lifted eye,Teach me at once, and learn of me to die.Ah then, thy once-lov'd Eloisa see!It will be then no crime to gaze on me.See from my cheek the transient roses fly!See the last sparkle languish in my eye!Till ev'ry motion, pulse, and breath be o'er;And ev'n my Abelard be lov'd no more.O Death all-eloquent! you only proveWhat dust we dote on, when 'tis man we love.
Then too, when fate shall thy fair frame destroy,(That cause of all my guilt, and all my joy)In trance ecstatic may thy pangs be drown'd,Bright clouds descend, and angels watch thee round,From op'ning skies may streaming glories shine,And saints embrace thee with a love like mine.
May one kind grave unite each hapless name,And graft my love immortal on thy fame!Then, ages hence, when all my woes are o'er,When this rebellious heart shall beat no more;If ever chance two wand'ring lovers bringsTo Paraclete's white walls and silver springs,O'er the pale marble shall they join their heads,And drink the falling tears each other sheds;Then sadly say, with mutual pity mov'd,"Oh may we never love as these have lov'd!"
From the full choir when loud Hosannas rise,And swell the pomp of dreadful sacrifice,Amid that scene if some relenting eyeGlance on the stone where our cold relics lie,Devotion's self shall steal a thought from Heav'n,One human tear shall drop and be forgiv'n.And sure, if fate some future bard shall joinIn sad similitude of griefs to mine,Condemn'd whole years in absence to deplore,And image charms he must behold no more;Such if there be, who loves so long, so well;Let him our sad, our tender story tell;The well-sung woes will soothe my pensive ghost;He best can paint 'em, who shall feel 'em most.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Mania: espécie de perturbação ou excitação caracterizada por aferro a uma idéia fixa;
Hobbie: Passatempo, passa-tempo ou mania (também comum em inglês: hobby), é uma atividade de entretenimento livre que indivíduos desenvolvem sozinhos ...
Como deu para ver, os dois têm lá a sua diferença. Um é produtivo e o outro perturbador.
Todo ser - humano que se entende por gente (ou não) tem seus hobbies e manias. O que seria a vida de um ser sem estas duas coisas essenciais?! Uma "sem graceira", acredito...
Por toda a minha vida, tive "N" hobbies e manias. Alguns me desfiz de vez, outros desfiz e voltei a praticar com o tempo e outros pratico até hoje. Sinceramente, apesar de muitos me fazerem um tanto 'mal', me divirto muito!
Allright, vamos explicar por partes então:
Manias
Muitas pessoas encaram "manias" como algo ruim, sem nexo. Bom, apesar de ser teoricamente verdade, a minha agonia esmaga qualquer explicação do tipo. Quando era pequena, tinha a mania de chupar o dedão da mão direita com uma fralda acompanhando. O mesmo dedão, até hoje é mais fino que o outro, e tive que usar 1 ano e meio de aparelho fixo por conta disso. Mas, pow! Era tão bom! Ficava estalando a pontinha da fralda perto do rosto com o dedão na boca, andando pra cima e pra baixo. Minhas tias viviam falando que iam colocar pimenta ou esparadrapo em meu dedo, para que eu parasse de vez com a "chupança", mas ainda bem que não passava de simples ameaças.
Nenhum de meus amiguinhos sabiam (apesar de que na época não tinha muitos, por ter acabado de mudar para uma casa bem distante da anterior), até que um dia, o "peste" da minha sala me pegou desprevenida com o dedo na boca e estalando a fralda que estava dentro da minha mochila. Foi uma zuação imensa, que deixaram traumas profundas na época. Depois deste fato traumático, tentei largar de várias maneiras, mas era mais forte que eu. O tempo foi passando, e todos começaram a encarar esta mania como um vício perigoso, e isso começou a me chatear. Por circunstâncias da vida, fui viver com meus avós, e parte das minhas coisas ainda estavam na minha antiga "casa" (só tinha móveis e outras coisas mais, mas ninguém morava nela), inclusive a fralda. Como eu não chupava o dedo sem ela, pedia sempre para a minha mãe trazer. Mas ela, muito esperta, ficou me enrolando, tanto que chegou um momento em que um belo dia, finalmente me deparei com ela novamente, coloquei o dedo na minha boca e... nada. O dedo não tinha mais gosto, o estalo da fralda não tinha mais "melodia". A minha relação com o dedo e a fralda havia terminado naquele momento... A única lembrança que tenho desta fase até hoje, é uma de minhas fraldas, guardada no cofre pessoal de meu pai. Uma boa lembrança.
Outra mania que tive foi a de ter amigos imaginários. Acho que esta é uma das manias mais comuns entre crianças de
Sempre brincava com ele junto com as minhas bonecas. Sempre servia "chazinhos", oferecia passeios pelo jardim de casa e contava sobre o meu dia - até pedia conselhos. Não me lembro muito bem de tudo, mas lembro que ficava sempre empolgada quando estava com ele. Até que em um belo dia de sol, ele sumiu... Fiquei chorando pela casa, procurando o Verdinho em todos os cantos. Cheguei a gritar seu nome, mas nada... Até que finalmente o encontrei, mas aos pedaços na boca da cachorra que tínhamos na época: a Neguinha. Um pastor alemão enorme, que esquartejou meu maior companheirinho das tardes solitárias... Chorei bastante, até me cogitei a dar uns tapas na cachorra, mas foi em vão (ela era maior que eu, nem sentia o peso de minha mão). Mas com o tempo, fui superando, e outros amiguinhos imaginários foram surgindo, mas isso já é outra história...
Bom, deixando um pouco as frustrações infantis de lado, vamos contar sobre as atualidades. Foi difícil selecionar minhas atuais manias, mas escolhi uma que mais me incomoda e outra que não faz tanta diferença.
Começando pela que me incomoda muito, mas que gosto da mesma maneira: Arrancar as unhas dos dedos mindinhos dos meus pés. O que?! Você nunca viu ninguém fazendo isso? Ou, nunca fez isso?! Nossa! Recomendo demais! Adoro sentir aquela dorzinha da uínha saindo aos poucos, e eu cutucando seja lá com o que for, até não querer mais. Pego o alicate e cutuco tudo, até sair todas as lasquinhas parasitas deles. Muitas vezes (ou sempre) sangra, mas isso é conseqüência de uma mania. O ruim depois é usar sapatos fechados com os dedinhos esfolados, mas como gosto da dor...
Outra mania, que vem desde criança, é a de comer banana amassada com leite
Hobbies
Esta é uma coisa que tenho em grande quantidade, e sinto até prazer de falar sobre elas.
Eu tinha mais ou menos uns 7 ou 8 anos (idades reveladoras essas, não?) e não conseguia fazer um “círculo na boca do copo” (não sou boa com ditados populares... help-me!), ou seja, meus desenhos sempre saíam tortos e feios. Mas um dia algo estranho aconteceu... Não me lembro muito bem do momento, mas estava sozinha em meu quarto observando as coisas (até hoje tenho ataques “autistas” semelhantes), peguei um papel e comecei a fazer linhas e rabiscos tentando copiar alguns desenhos da Disney que tinha em minha mochila. Fui juntando todas aquelas linhas aos poucos, e de repente... Bum! Fiz um desenho. E para quem não sabia fazer nada, até que saiu alguma coisa que se pode chamar do mesmo. O “grande acontecimento” se espalhou pela casa, e não demorou muito para que minha família inteira soubesse também. Todos ficaram bem orgulhosos do tipo “finalmente a caçula, gordinha de pés tortos fez alguma coisa que presta”. O negócio se estendeu tanto que minha mãe decidiu me pagar aulas de pintura. Comecei a mexer com umas ondas de cores, pincéis e cheiros (bem fortes, diríamos). A principio achei bem interessante, pois poucas crianças da minha idade tinham o dom de desenhar e pintar como eu tinha. Até minhas coleguinhas de sala não sabiam desenhar, só pintavam mesmo e a professora se encarregava do resto, ou não. Muitas vezes elas me chamavam pra ajudar, ou seja, pra desenhar a tela inteira (hehe) , mas nem achava ruim. O preto e branco sempre me atraiu mais do que um monte de cores uniformemente juntas, diferente dos rabiscos que eram sempre livres. Enfim, o tempo foi passando e comecei a pintar com um monte de senhoras da meia idade, o que não foi tão diferente, pois poucas tinham o dom para o desenho também. Até que uma teve a bondade de me pagar sem eu cobrar. Fiquei super feliz, pois isso influenciou outras a pagarem também. Comecei a juntar o útil com o agradável sem nenhum esforço e deixava minhas telas para segundo plano. Foi a época mais bem resolvida financeiramente da minha infância, nem pedia mais dinheiro do lanche pra minha mãe, e comia coisas muito mais gostosas e caras. Mas com o tempo aquilo tudo foi me cansando – como todas as coisas da minha vida - e deixei de lado os pincéis, as cores, os cheiros e também os lápis.
O desenho começou a ser um hobbie bem raro no entanto e precisava preencher aquele vazio recente. E cai de cabeça no mundo da leitura, do cinema e da música. Tudo isso começou a mexer muito comigo, ficava encantada com as viagens que tinha através de pequenas letras, das emoções que sentia através de imagens e a embriagues que tinha através das canções drogas que nem cogitava em usar cada vez mais e mais. E um dos grandes colaboradores disso tudo foi meu pai e sou agradecida demais por este “auxílio” que me deu. Ele sempre foi muito fã de música erudita, principalmente quando se trata de Mozart e sempre quando meu velho coloca o som pra tocar o local vira uma verdadeira missa, ele fecha os olhos e começa a fazer movimentos com as mãos como se tivesse guiando uma orquestra inteira com aquelas melodias rápidas e “flutuantes”. Ele chegava a ficar todo arrepiado de tanta emoção e sempre (eu disse: sempre!) dizendo no final as mesmas palavras "Como que um cara é capaz de fazer uma canção dessas?! Ele fez 672 músicas como essa aí, e todas já montadas na cabeça dele, ele só tinha o trabalho de passar pro papel. É muita coisa...". A principio achava engraçado e um tanto ridículo tudo isso que ele fazia e falava, mas com o tempo fui percebendo o quanto estava enganada... Comecei a descobrir a essência de tudo aquilo e me convencia mais e mais de que meu pai tinha total razão. As músicas são marcantes e profundas, você entra mesmo em um estado de transe se começar a ouvir de verdade, de verdade digo com os olhos fechados naquela que no mundo só existe você e aquela canção, escutando cada corda de violino lançada, cada flauta assoprada, é uma coisa fora do comum (olha só, já estou falando como meu pai até hehe).
A paixão pelos livros e pelo cinema digo que foi espontaneamente. Desde que descobri uma biblioteca nos colégios que estudava (desde o primeiro: Coração de Jesus), tinha a "mania" de pegar livrinhos infantis e ler a todos. Hoje em dia, os livros que leio mudaram bem o seu foco de história e aparência, dispensando figuras animadas e animais falantes, mas o encanto e a imaginação sempre fluem da mesma maneira. Não diferente do cinema. Costumo falar que “descobri” a 7ª arte a partir de Chaplin. Ver os filmes dele é muito mais que observar várias imagens em preto e branco com baixa qualidade e sem fala, é viver o significado de tudo aquilo junto. É incrível como ele conseguia fazer somente com pequenos rolos de filme, escancarar a beleza escondida que a vida possui, rir da cara da hipocrisia, da ganância, da injustiça como se tudo isso e seus sinônimos fossem as coisas mais engraçadas do mundo. Não é a toa que os chamam de “gênio”, um gênio vagabundo que vivia como podia com seu chapéu, sua indispensável bengala e seu andar engraçado...

Enfim, estes foram só alguns exemplos do que vivo, sofro, dou risada ou nenhuma das opções anteriores. São coisas pequenas assim que mostram o valor dos momentos desta vida que insiste em nos castigar diariamente, ou vice e versa.
domingo, 23 de março de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A Arte de Escrever
Abandono? Não, meus queridos. É que ultimamente estou me sentindo útil para várias coisas (finalmente!).
Arranjei um modesto emprego, um estágio. Apesar de muitos julgarem que estágio um local de torturas permanentes, sem o seu devido crédito, o meu é total contrário disso.
No início, o negócio era tão tranquilo, que me arriscava a ter um verdadeiro "cinema em casa" no trabalho. Johnny Depp foi o grande "salvador" da maioria de meus dias entediantes naquele escritório frio e solitário.
Mas, com o tempo as coisas foram mudando... Em um momento, me deparei com a minha incapacidade e chateação. Não estava convencida o suficiente de que meu trabalho estaria sendo produtivo. Descobri que não sei escrever bem. Bom, pra falar a verdade, eu sempre soube, mas tinha uma esperança de que logo logo isso iria passar. Engano meu. Depois de algum tempo trabalhando em um blog diariamente, escrevendo em papéis perdidos, lendo livros de difícil gramática, enfim, tudo aquilo que possívelmente poderia ter um bom resultado. Mas tudo isso foi "meio em vão".
E o que se fazer nessa hora?! Chorar? Desabafar com alguém? Comprar livros do tipo "Como se escrever bem"? Temer o pior, como: perder o emprego?... Sim, meus amigos. Fiz tudo isso. Fiquei me sentindo uma inválida, jornalísticamente falando. Até que, em uma de minhas andanças desesperadoras pela internet, para ver se algum milagre acontecia de imediato e resolver o meu maior problema até então, eis que me surje um blog simples, de um jornalista diremos "grandioso". Sei que muitos vão fazer cara feia ao falar de onde ele veio, mas, apesar de tudo, todo bom jornalista que pensa em ter uma boa renda financeira, sonha em entrar na empresa onde ele trabalha. Estou falando de Stephen Kanitz, jornalista da revista Veja. Ele contou em pequenas linhas, toda a sua tragetória universitária. E me identifiquei em vários pontos. Nunca nenhum professor falou pra mim "Ninguém jamais irá te ler" como fizeram com ele, e isso me deu mais esperanças. Ele deu altas dicas bacanas e simples. Tudo isso o tornou quem ele é, e eu quero ser algo parecido ou melhor hehe.cEnfim, correr atrás do tempo perdido seria uma ótima opção que mal parei para me concentrar. Minhas leituras nunca foram tão produtivas, quando finalmente eu decidi ser quem eu quero ser. E não sei... de certa forma as coisas estão ficando melhores. Eu até me arrisquei a escrever aqui novamente!
Confesso que pensei em escrever um tópico, dizendo: "Só voltarei a escrever aqui, depois que eu realmente aprender a escrever". Acho que não aprendi o "realmente", mas um dia chego lá.
Créditos: http://www.kanitz.com.br/impublicaveis/como_escrever_um_artigo.asp
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Indicados ao Oscar
Melhor Ator
Melhor Atriz
Melhor Ator Coadjuvante
Melhor Atriz Coadjuvante
Melhor Diretor
Melhor Roteiro Original
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Fotografia
Melhor Edição
Melhor Direção de Arte
Melhor Figurino
Melhor Maquiagem
Melhor Trilha Original
Melhor Canção Original
Melhor Edição de Som
Efeitos visuais
Melhor Animação
Melhor filme estrangeiro
Melhor Documentário
Melhor Documentário de curta-metragem
Melhor filme de animação - curta-metragem
Melhor curta-metragem
domingo, 10 de fevereiro de 2008
O Nosso Céu
Só quero dizer como era lhe ter... Quando a madrugada chegava só existia eu e você. Mais que todos os 'tudo' que existem no mundo, você era o tudo que eu mais gostava e que a cada canção que tocava na minha mente, lhe queria mais e muito mais. Quando você segurava a minha mão, eu achava engraçado porque não me imaginava naquela situação. Você dizia as coisas de um jeito que me fazia rir. Parecia sério, mas era só um garoto de 10 anos correndo no meio dos normais com uma menina de 8.
Todo beijo era o primeiro. Quando a gente se calava e olhava um nos olhos do outro, eu me sentia uma criança como se todo dia entrasse num parque de diversões pela primeira vez. Lembra daquela noite em que estávamos olhando para o céu na mesma direção? Acho que foi a mais estrelada de todas as outras que já vimos juntos, mesmo que separados.
Você me fez muito feliz! Foi meu companheiro de artes e madrugadas acordada. Canções embriagadas nas praças e invasões noturnas
Juntos descobrimos que apesar de toda distância que nos separa, ainda temos a chance de ter um sentimento sincero e importante um pelo outro, e que em algum futuro não muito distante, possamos se encontrar para conversar sobre as nossas frustrações, desejos, dramas e tudo mais, e ainda rir de tudo que passamos juntos (ou não). Juntos descobrimos que a vida é mesmo uma piada e a tua risada era o desfecho ideal, seguida de algumas doses de vodka a altas da manhã, sentados num canto cinza... Imaginando reservadamente a saudade que sentiríamos. Juntos, descobrimos que as palavras são enfeites para as coisas do coração. Que um olhar sincero dispensa todos os títulos e rótulos na vida de alguém. E nos enganamos ao pensar que seria só um 'quase beijo', lembra?
O que é mais injusto é pensar que eu poderia ter lhe seqüestrado e levado “pra qualquer lugar que você queira, e ir pra onde o vento for”. Que eu poderia ficar mais um dia inteiro deitada nos teus braços, só te olhando. Você estava aqui o tempo todo e mais do que qualquer outro fato importante que tenha ocorrido entre nós, conseguimos mostrar pra nós mesmos que as coisas não acontecem por acaso. Aqui está uma história cheia de detalhes que só vamos entender no final - ou talvez alguém entenda por nós. História dessas pra se contar pros netos, história dessas que ficam por aqui mesmo... Não aqui, presa nessas frases presas, mas aqui dentro de um lugar que nada e ninguém apaga. Levada pelo vento que só quem compreende a simplicidade dos momentos, consegue sentir. Que só quem tem a delicadeza de uma criança consegue entender.
Que só quem se apaixona de verdade pode explicar - mesmo que sem palavra alguma!
Somos obrigados a odiar esses quilômetros todos - que não são poucos. Espontaneamente obrigados a dormir com um só pensamento. Sou obrigada passar horas imaginando qual expressão fazer quando nos vermos de novo... Como te olhar! Eu sei que antes de dormir você fica viajando e a gente até sabe que nossos pensamentos anda se esbarrando - nos elevadores telepáticos -, e sabemos que o destino está a nosso favor, apesar de tudo que foge das nossas mãos.
E eu posso ficar assim, deitada por horas olhando as nuvens irem embora, imaginando que o meu céu é o teu céu também. Que essas nuvens que passam por aqui, vão para aí levando um desenho meu. E toda noite você colore esse desenho pra eu sorrir e dormir bem.
Todo dia me arrumo pra ficar bem nos teus sonhos, quem sabe até para os teus olhos. Todo dia penso que vou te encontrar nas ruas dessa cidade, te chamar para tomar um café, e você me contar sobre as coisas da vida. Trocar idéias sobre nossas paixões: cinema, livros e músicas. E rirmos juntos de nossas bobeiras, eu limpar o seu bigode de café e você me contar qual a melhor maneira de se tomar um. Acho isso tão engraçado... Como eu gostaria que realmente acontecesse! Que tudo isso fosse um “qual é a dica?”, e alguém gritar primeiro a resposta certa e nos admirarmos somente pelo fato de acertar este algo bobo, pois pensamos juntos a mesma coisa ao mesmo tempo. Mesmo assim, eu posso te saber de alguma forma. Você esqueceu muita coisa tua comigo. Coisas que agora são minhas também
O que é mais injusto é saber que, por mais forte que seja essa falta, não aproveitamos o quanto nossos corações queriam insistentemente, e insistimos dizer que está ‘tudo bem’ e deixar a tola razão falar mais alto. Mas quem saberá o dia de amanhã? O hoje que deixamos de lado escutando nossas lamentações, o mesmo ficou triste e foi embora, deixando somente os ruídos. Mas digo que a cada momento em que passamos juntos, foi o mais mágico e especial de toda a minha vida, apesar de ser a prestações e muitas vezes a curtos prazos - cuja validade, para mim, é por tempo indeterminado.
E sabe o que se torna mais certo no meio da incerteza do amanhã? Os milhares de beijos e abraços que sinto que vamos nos dar ainda, assim que o destino chegar e dizer: 'Ok, vocês passaram no teste, agora podem se ver porque todos os relógios desse e de outros mundos são de vocês!'
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Em busca da beleza? Pra que?!
E eu que sofri durante um ano e meio por conta do aparelho bucal para ver se endireitava meus dentes e melhorar minha auto-estima em relação aos meninos...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Ioou Willy!
Já estava quase no final, na lastimável cena em que a baleia dá "um bolo" no menininho, cujo o nome é Jesse. Que tragédia...
Conflitos vão e vêm, até que os malvadões da história quebram o tanque para a baleia morrer. Daí começa a grande aventura, o que eu chamo de "operação: salve o Willy". Roubam o carro do pai adotivo de Jesse para transportar a baleia até o oceano, onde sua família estava - nossa! Isso que é aventura mesmo! Como seria na vida real um transporte de uma BALEIA em uma caminhonete caindo aos pedaços? Enfim... - Chegam ao local, e começa aquela enrolação misturada com intensidade para que a baleia saia do lugar e fuja do local, pescadores aparecem para atrapalhar tudo. Até que Jesse tem a grande idéia de fazer a baleia pular um morrinho de terra para escapar daquele alvoroço. Comentários surgem: "Será que a baleia consegue?" "Ela nunca pulou tão alto". Meu coração começa a disparar quado Jesse começa a falar uns dizeres, algo como "Samole ala gaiziz" - eu acho - e a baleia pula! Num salto espetácular! Meu olho encheu de lágrimas e os pelinhos de meu braço ficaram todos arrepiados quando a baleia passa por cima do menino, derramando aqueles respingos d'água em cima do mesmo.
Cenas cinematográficas inesquecíveis.


