quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Estocolmo - Suécia

Nossa, já se passou quase um mês da minha viagem à Estocolmo e muitas coisas já aconteceram, dignas de serem retratadas neste blog. Sabe o que é... inverno. Sim, não é uma desculpa mais adequada, mas nunca passei tanto frio como nestes últimos tempos. Está realmente complicado de fazer as coisas, até as prazerosas. 

Enfim, vamos começar a historinha.

Solo


primeira grande aventura solo

Para começar, acho que devo contar como a ideia da viagem surgiu. Bom, nada foi pensado! Estava eu à toa no computador, vendo preços de passagens, total sem compromisso. Olhei valores para Suécia e este estava de acordo. Até que resolvi testar o cartão da minha mãe, e eis que a confirmação chega!

Sim, nada planejado, nada sonhado, nada, nada... Simplesmente comprei sem pensar e ainda para passar uns três dias inteiros!

Muitas pessoas animaram de ir, mas por fim, acabaram desistindo por vários motivos. A Bianca (minha amiga), por exemplo, chegou a comprar as passagens e reservar o hostel, mas infelizmente, por 'forças maiores', ela não pôde ir.

Tudo bem! Não poderia perder as passagens e nem a oportunidade. Arrumei minha mala com muitos miojos, doces e bolachas, coloquei roupas bem quentinhas, guardei meu notebook e câmera no canto da bagagem e fui!

Durante o caminho fiquei pensando de como eu era louca de arrumar as malas e ir a um lugar totalmente desconhecido e sozinha. Claro que eu tinha lido sobre os pontos turísticos e tudo mais, mas é diferente. É muita loucura para uma cabeça só. Mas enfim, tá na chuva, se molha, não é? Então, encharquemos.

Chegando no aeroporto, um frio do caramba que já estava esperando. Peguei um ônibus e parti para o centro. A cidade é moderna, porém tinha aquele ar escandinavo. Em alguns momentos fiquei lembrando das histórias do Vikings com seus grandes machados e capacete com chifres. Inevitável não pensar que há centenas de anos alguns deles passaram por onde passei. É fascinante! 

Bom, primeiro dia foi basicamente algumas andadas bem em linha reta - não tenho noção de lugares - e algumas fotos bem rendidas.

primeiro dia, eis uma aurora!
praça Sergels Torg, uma das mais famosas
Segundo dia

Acordei bem animada. Esquentei o meu melhor miojo, peguei o mapa na recepção e fui em direção à Gamla Stan, ou, como os suécos chamam de, "cidade velha".

Reparei que havia passado no mesmo lugar na noite anterior, mas andado muito menos. Toda ela é formada por ruelinhas bem estreitas, que me lembravam o centrão de Cuiabá (É!). Lá tudo se encontrava em quesito de artesanato, souveniers, artistas, comida, etc. Tudo era muito lindinho. As fotos ficaram ótimas, ainda mais com a ajuda do sol que apareceu cheio de vida neste dia.

Conheci igrejas, alguns museus (de frente, porque a maioria pagava) e alguns lugares aparentemente importantes. Foi um dia bem cansativo, porém satisfatório. Acho que o fato do tempo estar frio, te desmotiva ir à lugares mais distantes, mas nada impede de ver as belezas da cidade.
frioo

entrada do Gamla Stan
estruturas
Chegando no hostel, fiquei agoniada por contatos. Eu estava em um quarto com 18 pessoas, mas parecia que ninguém estava disponível a novas amizades. Apelei para o Couch Surfing. Para quem não sabe, este é um site de 'relacionamentos' à distância. Caso você vá para um lugar onde não conhece ninguém, acesse lá e conheça pessoas.

Enfim, mandei mensagem para algumas pessoas e duas responderam. Um suéco e uma brasileira. Optei pela brasileira, já que era mulher e da mesma cultura...

Tudo certo. Hora marcada e à espera de uma mensagem para se encontrar no lugar combinado.

Aguardem para a apreensão

Quando a Emanuela (a sufer baiana que conheci) me mandou mensagem, me arrumei rapidamente e fui para uma igreja próxima ao hostel. No caminho percebi que havia um homem atrás de mim, fiquei um pouco alerta e comecei a andar mais rápido, até que apareceu um grupo de pessoas que me deixou mais aliviada, pois o homem tinha se afastado quando este apareceu.

Para chegar à igreja, precisava atravessar duas avenidas. Continuando a caminhada, vi que o homem ainda estava atrás de mim. Quando terminei de atravessar, fingi que ia para um lado e ele veio, fui para o outro e ele me seguiu da mesma forma. Não deu outra! Atravessei com tudo as avenidas, sem olhar direito os lados. O homem ficou do outro lado olhando, até que decidiu voltar. Na hora entrei em um mercadinho e por lá fiquei até a Emanuela me ligar.

Encontro feito. Contei todo o ocorrido à minha nova amizade, tudo bem até que ela revela: "Ah, aqui é muito seguro. Só que tem o maior índice de estrupo da Europa". Ou seja, NÉ!

Depois de toda esta tensão, só uma cerveja para acalmar. Fomos para um club, que na verdade era um barco, chamado Patrício.

A Emanuela é uma pessoa muito querida que salvou a minha noite. Ficamos conversando até altas horas da madrugada. Ela mora lá atualmente com o namorado (que é suéco) há uns oito meses. Apesar de ter uma boa qualidade de vida, ela disse que já estava cansada do frio e das pessoas, que diz-se de passagem, são iguais à temperatura da cidade. Apesar do encontro rápido, foi muito bom bater um papo com ela. Sempre é ótimo conhecer pessoas novas em lugares diferentes...

Terceiro dia

Acordei sem pressa. O dia estava mais cinza que nunca, com os seus 5°c em média, mas decidi dar minhas caminhadas e fazer algumas comprinhas. Fui ao Gamla Stan novamente, atravessei-a inteira até chegar no palácio real. Lugar lindo, porém não tão luxuoso quanto o daqui de Londres, mas sem dúvida MUITO mais bonito que o de Oslo. hehe.

Vi e fiz coisas de turista, como a troca de guarda em vários pontos da cidade, fotos pelo palácio, visita frustrada ao museu (o olho da cara para ver as peças), mas me contentei com o vídeo que passava na sala de entrada, fotos do mar, fotos, fotos e mais fotos.

troca de guarda

torre da prefeitura - Stadshuset

foto turista

cidade formada por várias ilhas e regada de pontes
Comprei algumas lembrancinhas, e é claro, o meu cartão postal, para fazer parte do meu ritual de visitas pelo mundo.

Para matar a fome, me contentei com os secos cachorros-quentes suécos, nos quais o cara só coloca uma enorme salsicha no meio do pão. Molho? Só katchup e mostarda, NADA MAIS.

salsicha modesta

Dormi para acordar cedo no dia seguinte.

última noite

Segunda de manhãzinha, terminei de arrumar minhas coisas, dei adeus aos lugares, peguei o ônibus para o aeroporto e logo em seguida o avião. É engraçada a sensação de estar deixando o lugar. Apesar do final de semana não ser nada agitado, foi relaxante e extremamente cultural. Adoro conhecer os lugares, mas me parte o coração em deixa-los sem saber se voltarei um dia. Mas as coisas são assim mesmo.

Escandinávia, já te conheço de perto. Que venha mais lugares!

linda suécia

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tá 'Oslo'! Visita à Noruega

Oslo não era uma das cidades que estava no meu roteiro, confesso. Mas acho que tudo tendenciou a ir para lá. Começando pelo preço (£24 - vinte e quatro libras ida e volta), as companhias (Joellen e Marina) e o Outono.

Apesar de muitos comentários desanimadores antes da viagem e das pesquisas sobre a economia (que diga-se de passagem, uma das mais caras do mundo), ficamos bem animadas. Afinal de contas, por aqui, poucos tem interesse de visitar a Escandinávia. E como sou uma boa apreciadora do que é pouco apreciado, a animação aumentou mais ainda.

Os dias eram 28, 29 e 30 de outubro.

Oslo

Ao pisar em solo norueguês, o tempo estava completamente cinza. Percebi um clima bem diferente do que eu já estava acostumada. Um frio mais úmido e cortante. Cheguei a achar até que minhas roupas não iriam aguentar, mas acabou dando certo.

muito frio!

com o mar então, nem se fale!

O dinheiro de lá era Coroa Norueguesa, que, como eu falei, uma das mais caras do mundo. Era engraçado pagar algumas coisas (muitas, no caso) com moedas, já que estas eram bem valorizadas.

Ficamos em um albergue localizado bem no centro da cidade, o 'Sentrum Pensjonat Hostel'. Recomendo para quem quer passar 100% da estadia em Oslo se sentindo realmente na Europa. O dormitório é bem organizado, limpo e com uma decoração muito bonita. Observando o ornamento do prédio podia-se lembrar muito da tela "O Grito", de Edvard Munch (pintor norueguês) - paredes laranjas, quadros com pinturas inspiradas, janelas coloridas em tom de azul escuro. Lindo.

Pegamos um quarto só para nós três. As camas eram bem aconchegantes e quentinhas. A parte mais legal de lá era que a janela dava de frente para a rua, e podia-se observar alguns prédios aparentemente bem antigos, com estruturas clássicas europeias.

oi?

levanta, mulherada!
da janela

organização é o nosso lema

Primeiro dia de canseira, decidimos das um 'look around' pela cidade. Como estamos no outono, não poderia esperar outra coisa a não ser folhas secas no chão. Mas em Oslo, tudo era mais bonito - bem mais que Londres, admito. A paisagem era deslumbrante. Árvores amarelas com folhas espalhadas por todos os lados, digna de uma foto para calendários, o que me rendeu bons registros.

uma bicicleta que não era minha


foto de calendário


Teatro Nacional, museus, Opera House, entre outros. Ainda dá para se ver muita coisa no coração da cidade. Mas, apesar de muita beleza, da para se ver o grande contraste social. Muitos pedintes sentados na beira das calçadas. A cada esquina podia-se ver um (sem exageros), ainda mais do que se pode ver em muitas capitais brasileiras. Triste!

Karl Johans Gate - bonitão!

teatro nacional
Não dá para dizer que Oslo é agitada nem de longe. Na cidade existem poucas opções de "baladas". Então, para quem quer conhecer capital norueguesa, não espere por agitações.

De tão tranquilo o resumo da viagem, que a noite mais 'animada' foi quando fomos ao pub comer alguma comida típica e tomar umas. Apesar da pouca grana, comemos uma macarronada com frutos do mar, bem comum nas terras de lá. Uma delícia!

Voltamos cedo para o hostel, pois o cansaço da viagem ainda estava acumulado.

No dia seguinte

Acordamos era quase meio-dia. Mas apesar de 'tarde', foram horas muito bem descansadas, pois um dia de andanças estava a nos esperar.

Para as pessoas, que, como nós, vão ficar poucos dias em Oslo (no nosso caso: dois), um programa imperdível é ir ao parque Vigeland. Apesar da uma hora e meia de caminhada para chegar ao lugar, você pode visitar outros pontos turísticos pelo caminho. A paisagem vale a pena!

Por exemplo, apesar de ser uma das partes mais importantes da NORUEGA, para mim, sinceramente, foi nada mais que um detalhe. O palácio real fica à altura da rua principal de Oslo. De longe é uma beleza, mas de perto... parecia uma fazenda refinada com areião em volta. Tá que eu tinha lido que a família real era simples, mas não imaginava que seria tanto! Tanta simplicidade para não ter o trabalho de colocar uma graminha em volta do lugar? É muita coisa...

de longe tudo é bonito


areião

Estátua de alguém muito importante


Como aqui em Londres, lá também tem a guarda-real. Com seus uniformes impecáveis, os soldados ficavam parados como uma estátua, mal podendo se mexer por vários momentos. Tiramos fotos com um até simpático (além de medonho) - ele acenou com a cabeça dizendo que podia fazer os registros, coisa que aqui não acontece. Foi bem divertido, até a hora que do nada, ele sacou a arma e colocou no ombro para marchar. Confesso que até cheguei a pensar que era o meu fim naquele momento...

Só felicidade até então.

Vai dar susto na mãe!


ENFIM, voltando...

Finalmente, no parque Vigeland, você irá encontrar esculturas pra lá de naturistas: com diversos homens, mulheres e crianças com suas partes íntimas à mostra e em posições mais esquisitas e inusitadas que as outras. Obviamente que muitas fotos engraçadas vão render nisso tudo. Sem contar que o lugar é maravilhoso, ou melhor, de tirar o fôlego. Lá pode-se ver grande parte de Oslo de cima. Uma beleza!

é...

bebê estranho

gatchénhas

ui!

não sou pedófila

do alto! lindão!


Última noite e surpresinhas

Como pagamos apenas um dia de estadia no hostel, ficamos na sala de estar e tiramos um cochilinho. Compramos algumas coisas de comer - inclusive o indispensável, e além de tudo baratíssimo, lanche do Burger King.

A parte mais estranha foi ver um inglês (segundo ele) com cara de turco e sotaque de espanhol falando diversas vezes que o 'Eric Clapton' era bom. Outro doido sentado do meu lado começou a discutir que 'criolo' significa 'pessoa branca', mesmo admitindo que a porra da palavra era de origem brasileira - ou seja, tenho cara de estupida que não entende a própria língua, né?! E um outro cara que roncava tão alto que até acordava e dava umas tossidas para 'disfarçar' o barulho... Então, isso é o resultado na tentativa de 'gabiru' no albergue. Sem contar que quase as nossas malas ficaram presas no quartinho, pois o horário deste estar aberto já havia passado. Depois de muitas batidas, esmurrões  na porta e zilhares de 'sorry' por parte da Marina, conseguimos pega-las, mesmo acordando um cara que parecia um armário de dois metros de altura.

Depois de determinadas 'aventuras', fomos correndo para a central pegar o ônibus e partir para o aeroporto, nossa última parada.

Madrugada, demos adeus à Oslo, à Noruega, à Escandinávia... Tranquilidade, belas paisagens e muitas risadas garantidas. É, Noruega, não te esquecerei... :)

isso ae :)


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Oxford, Bath e Stonehenge

Sempre tive um gosto forte por viagens. Minha mãe sempre diz que eu sou de 'lugar nenhum', pois não me prendo à uma terra completamente - apesar de ter vivido a minha vida inteira em Cuiabá, porém sempre com viagens programadas.

Acho que toda a minha vida foi tendenciada a não ficar neste centro geodésico. Quando pequena, lembro-me que colava fotos de cidades que gostaria de viajar na porta de meu guarda-roupa. Era meio autista, confesso, mas o meu maior prazer era ficar sentada de madrugada em frente à estas colagens e escrever a minha programação imaginária, quem ou o que iria conhecer, caminhos à serem percorridos, etc.

Ainda bem que os ares foram bons comigo e me deram possibilidades para fazer o que mais gosto. 

A Inglaterra é um país maravilhoso. É engraçado andar por algumas ruas e imaginar "nossa, aqui foi gravado o filme tal, na cena tal e com o ator tal". Londres, por exemplo, é típico. Você sempre vai se deparar com algo familiar, em que algum dia você já viu parecido. Fantástico.

Na capital há diversos lugares para se visitar. Entre museus, parques, feiras, pubs, clubs, atrações turísticas, entre outros, Londres é mais que privilegiada. Me sinto uma pessoa realizada de residir neste local, mas existem outras coisas a serem vasculhadas por este país.

No mês de agosto visitei as cidades de Oxford, Bath e uma das sete maravilhas do mundo: Stonehenge. As duas primeiras nunca tiveram nos meus planos, mas a última... sempre foi um sonho - apesar de eu ter ficado um pouco decepcionada.

Oxford

Todas estas três viagens que citei fui pela excursão que minha escola ofereceu. Preço em conta, câmera na mãe e vamos lá! Comecei a fazer uma pequena pesquisa sobre a cidade e relembrei de algumas informações interessantes, que não contemplam a parte mais famosa da história, mas para que mim a viagem ficou mais interessante. Como por exemplo, esta é a cidade natal de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, e de J. R. R. Tolkien, quem escreveu a triologia O Senhor dos Anéis. Mudou algo em você?




pose para um foto


Enfim... apesar destas pequenas informações, é fato que quando ouvimos o nome da cidade, logo pensamos na universidade. Muitos perguntam onde é o campus. Bom, na verdade, não existe. A cidade inteira, no caso, é um verdadeiro conjunto de blocos, e, diga-se de passagem, um mais lindo que o outro.


lugar onde foi gravada a cena da sala de jantar do Harry Potter
 





será que me inscrevo? NOT

Você anda pelas ruelas de pedra e respira história, é fato. Todas as projeções e estratégias que o o Rei, no século XVII, tinha elaborado para a guerra civil estão ali. Quase dá impressão de que tudo está acontecendo novamente diante de seus olhos. É maravilhoso imaginar que por lá ocorreu coisas que mudaram toda a história de uma nação. Divino.


Uma observação que quero destacar aqui é que, apesar de ser lindo e tudo mais, o tempo é realmente muito louco. Caso você queira planejar uma visita por lá (sim, visita, pois você não vai precisar mais de um dia para conhecer tudo) leve casaco, guarda-chuva, e se duvidar, um filtro solar. Nunca havia enfrentado todas as estações do ano em um só dia, sem bricandeira! Mas apesar disso, vale muito a pena conhecer Oxford!

Stonehenge - Bath

Para amantes de uma boa história, logicamente que iriam colocar uma das sete maravilhas do mundo antigo no roteiro de viagem pelo mundo. E Stonehemge é uma delas.


bem de longe




Nunca entendi muito bem a história dessas pedras. Um local religioso? Sacrifícios? Astronomia? Mágica? Ou simplesmente uma obra dos extra-terrestres? Enfim, não importa. O que realmente me intriga é de como tudo aquilo foi construído, pois é grandioso e no meio do nada.

Apesar de ter toda essa representatividade, Stonehenge infelizmente (ou felizmente?) é uma atração 'plus'. Você não precisa mais de uma hora para prestigiar a vista de longe, pois só no solstício você tem permissão de 'tocar' nas pedras, caso contrário, uns vinte metros de distância.

Perto do monumento há uma pequena cidade chamada Bath. Conhecida pelos seus banhos termais, originais da Roma antiga, o lugar é cheio de lendas e histórias extremamente interessantes.


                            

Tombada patrimônio da Humanidade pela UNESCO, Bath tem tudo aquilo que você espera de da mitologia romana. Os mais antigos dizem que as águas geradas das três nascentes do local tem o poder de fazer milagres. Não acredito que eu vá ter mais saúde ou ser rica com as águas daquelas piscinas de milianos atrás - diga-se de passagem, cheias de lodo -, mas acredito que o milagre é interno. A emoção que você sente em imaginar que pessoas habitaram por aqueles lugares há centenas de anos é indescritível.


fotos 'gactinha pro face' garantidas!

Igrejas, termas, museus, ruelas, absolutamente tudo foi minimamente projetado à beleza plena e simples de uma cidade pequena, porém enorme em questão cultural e histórica. Para mim, sinceramente, a viagem valeu por lá.

maravilhoso!

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Espero que tenham gostado das pequenas dicas. Acredito que as fotos vão dizer melhor do que as minhas palavras tortas. Quanto às outras paradas, vou dizendo de acordo com o tempo, ok?


domingo, 23 de outubro de 2011

Carpe Diem

Recentemente completou-se três meses em que estou em Londres ainda tentando conhecer os novos horizontes que a vida proporciona. A fase de "gente-grande".

Apesar de ter 24 anos (as vezes pesados) nas costas, nunca tinha me sentindo adulta ou mulher o suficiente na vida. E nunca me importei com o que me rotulavam. Sempre aceitei os anos em que a minha aparência - segundo muita gente - passava: a de menininha adolescente. Mas acho que o choque de realidade também custou a bater à minha porta, e agora, estão tentando arrombar a moradia.

passa-tempo de quem quer guardar lembranças


Independência, como lidar...

Como se sustentar, controlar gastos, compras da semana,  manter o quarto organizado, pagar as contas, pegar o metrô na hora certa, frutas e verduras, consultar a previsão do tempo (diga-se de passagem, doido), livros e cadernos, lavar a roupa, passar, limpar a casa e até tomar remédios (?). Sim, tomar remédios... Coisas aparentemente simples para muitas pessoas, mas totalmente fora do comum de quem nunca precisou fazer nada disso. Isso é o inverso da minha antiga vida pacata, no qual nada fazia praticamente nada.

Não, isso não é uma reclamação. Só estou chegando à conclusão que, como todos, sou uma pessoa previsível. Com as suas frustrações, amadurecimentos e infantilidades também.

Por essas semanas recebi conterrâneos queridos por estas terras. Tinha tudo para ser uma visita de 'cinco horas', mas foi bem mais que isso. Parece que a saudade triplicou no meu peito de uma vez só, e agora está doendo, que às vezes a dor chega a ser física.

Esta semana conversei com a minha mãe via Skype. Jamais iria imaginar que choraria na frente de um computador falando a ela que estava com saudades e que queria estar do lado dela naquele momento. 

Bom, como algumas pessoas sabem, não sou apegada à coisas sentimentalistas demais. Sempre achei que se há um problema, ele deve ser resolvido internamente no primeiro lance e depois tudo vai caminhando naturalmente. Mas, não. As coisas são mais complicadas do que jamais imaginei.

Hoje tento andar pelas ruas como se fosse o meu último dia por aqui, pois tenho certeza que este dia chegará. Até ir para o ponto de ônibus eu procuro olhar os prédios, as árvores e tudo em minha volta de uma forma diferente. 

Sim, eu amo este lugar. Fato. É como se ele tivesse feito parte de mim em outras vidas, pois tudo me respira tão familiar que eu quase não tenho explicações.

Mas queria só deixar registrado que sinto saudades de vocês, pessoas de carne, osso e semelhantes interesses, como eu, que caminham pelas ruas procurando mais coisas extraordinárias na vida - apesar dela, aparentemente, estar completa.

Amo vocês.