segunda-feira, 21 de abril de 2008

Como se divertir quando não se pode beber?



Nada melhor que uma festa entre amigos. Todos animados, assando aquela carninha, montando um narguile esperto e botando a "cerva" pra gelar...


Mas, e quando esta última opção não resolve o seu problema de "desestressamento"? Amigo(a), se você é como eu, e sofre de sérios problemas de saúde que te privam de beber bebidas alcoólicas, e te deixa sempre com uma cara de "'e ai?! hehe" enquanto todos os seus amigos se divertem com a "marvada", ou simplesmente não bebe por opção, mas que sofre as mesmas consequências, preparei este tópico para você. Espero que te ajude.





Se você for daquelas pessoas "quietas", prepare assuntos para os seus colegas antes de ir para festa.

Durante a festa, pegue um copo d'água, suco ou refrigerante para que você tenha algo nas mãos e ficar bebendo (isso é extremamente psicológico, e complexo demais para ser explicado, mas acredite: ajuda bastante).


Tente puxar assunto com seus colegas, por mais insano que eles estejam.


E se eles já começarem a falar "coisa com coisa", ria da cara deles ou entre na 'onda'.


Se alguém lamentar por você não estar bebendo, lamente junto, isto pode ajudar na conversa.


Se você está completamente no tédio, vá andar pela festa, cace algo para fazer e se distrair.


Se nenhuma destas alternativas funcionarem, arranje uma desculpa convincente, peça desculpas e vá embora do local o mais rápido possível, e se prepare melhor para a próxima ocasião.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Oh, Yoko!

Na segunda-feira passada, depois de um cansativo dia de trabalho em uma agência congelante de fria por conta de DOIS ar-condicionados que o meu chefe - por motivos de menopausa, só pode! - insiste em deixar ligados, peguei uma carona com a minha mãe, como de costume. Até que ela da uma notícia alegre: "A cachorrinha chegou! Tá lá na Cris, vamos busca-la?". Senti que finalmente as minhas presses foram atendidas. Desde o ano passado venho esperando por esta notícia, mas o máximo que recebia de resposta era: "Semana que vem a gente pega", e isso estava me irritando a cada vez que acontecia.


Enfim!


Ao chegar na minha irmã, fui direto para a sala de estar, onde se encontrava a minha sobrinha dormindo no sofá e no chão uma pequena bola de pelos pretos com uma fita de esparadrapo entrelassando as orelhas, dormindo tão delicadamente que eu poderia ficar por horas só olhando aquela graciosidade.


Os comentários "fofuxos" não faltaram. Eu quase afoguei-a de tantos beijos e abraços. Também, com aquela coisinha fofa entre as minhas mãos, difícil resistir a tanto.


"Chegou o novo membro da família!" - dizia eu, a cada um que chegava. E todos caiam de boca em cima dela, com comentários e afagos amorosos da mesma maneira que eu fiz.




Foi o maior dilema para escolher um nome para ela. Eu queria algo que fosse fora do comum, um nome que geralmente cachorro nenhum teria.


"Tem que ser um nome carinhoso, como ela" - dizia a minha irmã, e lógicamente, minha mãe dizia a mesma coisa.


Diziam tanto, até eu pedir para que elas me poupassem de nomes "simples" como "Lili, Mila ou Julli..." JULLI! Esse maldito nome foi chamado várias vezes durante a indecisão. E parecia que quanto mais eu dizia 'não', mais o povo a chamava do mesmo.


Até que tomei atitudes drásticas, para que isso não continuasse ocorrendo "O cachorro é meu, eu é que cuido, então o nome eu decido: Yoko. E ponto final!" Tudo bem que teve todo um contexto para se chegar a esse nome, mas em suma, foi isso.




Tudo bem que minha mãe chama ela de tudo quanto é nome - geralmente é "pequenininha" - mas pelo menos ela não a chama de Julli.


Meus irmãos e meus sobrinhos concordaram com o nome Yoko, o que me deixou mais satisfeita.


Essa dedicatória que fiz, não é porque eu odeio a ilustre esposa do digníssimo John Lennon, eu até gosto dela. Mas eu, como uma beatlemaníaca nata, não poderia deixar de homenagear com alguma coisa ligada a eles.




- Michelle


- Penny Lane


- Julia


- Martha


- Prudence




...




Até que surgiu Yoko. Um nome japonês para uma pretinha integrada numa família de olho rasgado... Acho que valeu.



quinta-feira, 3 de abril de 2008

Eloisa to Abelard


In these deep solitudes and awful cells,Where heav'nly-pensive contemplation dwells,And ever-musing melancholy reigns;What means this tumult in a vestal's veins?Why rove my thoughts beyond this last retreat?Why feels my heart its long-forgotten heat?Yet, yet I love! — From Abelard it came,And Eloisa yet must kiss the name.
Dear fatal name! rest ever unreveal'd,Nor pass these lips in holy silence seal'd.Hide it, my heart, within that close disguise,Where mix'd with God's, his lov'd idea lies:O write it not, my hand — the name appearsAlready written — wash it out, my tears!In vain lost Eloisa weeps and prays,Her heart still dictates, and her hand obeys.
Relentless walls! whose darksome round containsRepentant sighs, and voluntary pains:Ye rugged rocks! which holy knees have worn;Ye grots and caverns shagg'd with horrid thorn!Shrines! where their vigils pale-ey'd virgins keep,And pitying saints, whose statues learn to weep!Though cold like you, unmov'd, and silent grown,I have not yet forgot myself to stone.All is not Heav'n's while Abelard has part,Still rebel nature holds out half my heart;Nor pray'rs nor fasts its stubborn pulse restrain,Nor tears, for ages, taught to flow in vain.
Soon as thy letters trembling I unclose,That well-known name awakens all my woes.Oh name for ever sad! for ever dear!Still breath'd in sighs, still usher'd with a tear.I tremble too, where'er my own I find,Some dire misfortune follows close behind.Line after line my gushing eyes o'erflow,Led through a sad variety of woe:Now warm in love, now with'ring in thy bloom,Lost in a convent's solitary gloom!There stern religion quench'd th' unwilling flame,There died the best of passions, love and fame.
Yet write, oh write me all, that I may joinGriefs to thy griefs, and echo sighs to thine.Nor foes nor fortune take this pow'r away;And is my Abelard less kind than they?Tears still are mine, and those I need not spare,Love but demands what else were shed in pray'r;No happier task these faded eyes pursue;To read and weep is all they now can do.
Then share thy pain, allow that sad relief;Ah, more than share it! give me all thy grief.Heav'n first taught letters for some wretch's aid,Some banish'd lover, or some captive maid;They live, they speak, they breathe what love inspires,Warm from the soul, and faithful to its fires,The virgin's wish without her fears impart,Excuse the blush, and pour out all the heart,Speed the soft intercourse from soul to soul,And waft a sigh from Indus to the Pole.
Thou know'st how guiltless first I met thy flame,When Love approach'd me under Friendship's name;My fancy form'd thee of angelic kind,Some emanation of th' all-beauteous Mind.Those smiling eyes, attemp'ring ev'ry day,Shone sweetly lambent with celestial day.Guiltless I gaz'd; heav'n listen'd while you sung;And truths divine came mended from that tongue.From lips like those what precept fail'd to move?Too soon they taught me 'twas no sin to love.Back through the paths of pleasing sense I ran,Nor wish'd an Angel whom I lov'd a Man.Dim and remote the joys of saints I see;Nor envy them, that heav'n I lose for thee.
How oft, when press'd to marriage, have I said,Curse on all laws but those which love has made!Love, free as air, at sight of human ties,Spreads his light wings, and in a moment flies,Let wealth, let honour, wait the wedded dame,August her deed, and sacred be her fame;Before true passion all those views remove,Fame, wealth, and honour! what are you to Love?The jealous God, when we profane his fires,Those restless passions in revenge inspires;And bids them make mistaken mortals groan,Who seek in love for aught but love alone.Should at my feet the world's great master fall,Himself, his throne, his world, I'd scorn 'em all:Not Caesar's empress would I deign to prove;No, make me mistress to the man I love;If there be yet another name more free,More fond than mistress, make me that to thee!Oh happy state! when souls each other draw,When love is liberty, and nature, law:All then is full, possessing, and possess'd,No craving void left aching in the breast:Ev'n thought meets thought, ere from the lips it part,And each warm wish springs mutual from the heart.This sure is bliss (if bliss on earth there be)And once the lot of Abelard and me.
Alas, how chang'd! what sudden horrors rise!A naked lover bound and bleeding lies!Where, where was Eloise? her voice, her hand,Her poniard, had oppos'd the dire command.Barbarian, stay! that bloody stroke restrain;The crime was common, common be the pain.I can no more; by shame, by rage suppress'd,Let tears, and burning blushes speak the rest.
Canst thou forget that sad, that solemn day,When victims at yon altar's foot we lay?Canst thou forget what tears that moment fell,When, warm in youth, I bade the world farewell?As with cold lips I kiss'd the sacred veil,The shrines all trembl'd, and the lamps grew pale:Heav'n scarce believ'd the conquest it survey'd,And saints with wonder heard the vows I made.Yet then, to those dread altars as I drew,Not on the Cross my eyes were fix'd, but you:Not grace, or zeal, love only was my call,And if I lose thy love, I lose my all.Come! with thy looks, thy words, relieve my woe;Those still at least are left thee to bestow.Still on that breast enamour'd let me lie,Still drink delicious poison from thy eye,Pant on thy lip, and to thy heart be press'd;Give all thou canst — and let me dream the rest.Ah no! instruct me other joys to prize,With other beauties charm my partial eyes,Full in my view set all the bright abode,And make my soul quit Abelard for God.
Ah, think at least thy flock deserves thy care,Plants of thy hand, and children of thy pray'r.From the false world in early youth they fled,By thee to mountains, wilds, and deserts led.You rais'd these hallow'd walls; the desert smil'd,And Paradise was open'd in the wild.No weeping orphan saw his father's storesOur shrines irradiate, or emblaze the floors;No silver saints, by dying misers giv'n,Here brib'd the rage of ill-requited heav'n:But such plain roofs as piety could raise,And only vocal with the Maker's praise.In these lone walls (their days eternal bound)These moss-grown domes with spiry turrets crown'd,Where awful arches make a noonday night,And the dim windows shed a solemn light;Thy eyes diffus'd a reconciling ray,And gleams of glory brighten'd all the day.But now no face divine contentment wears,'Tis all blank sadness, or continual tears.See how the force of others' pray'rs I try,(O pious fraud of am'rous charity!)But why should I on others' pray'rs depend?Come thou, my father, brother, husband, friend!Ah let thy handmaid, sister, daughter move,And all those tender names in one, thy love!The darksome pines that o'er yon rocks reclin'dWave high, and murmur to the hollow wind,The wand'ring streams that shine between the hills,The grots that echo to the tinkling rills,The dying gales that pant upon the trees,The lakes that quiver to the curling breeze;No more these scenes my meditation aid,Or lull to rest the visionary maid.But o'er the twilight groves and dusky caves,Long-sounding aisles, and intermingled graves,Black Melancholy sits, and round her throwsA death-like silence, and a dread repose:Her gloomy presence saddens all the scene,Shades ev'ry flow'r, and darkens ev'ry green,Deepens the murmur of the falling floods,And breathes a browner horror on the woods.
Yet here for ever, ever must I stay;Sad proof how well a lover can obey!Death, only death, can break the lasting chain;And here, ev'n then, shall my cold dust remain,Here all its frailties, all its flames resign,And wait till 'tis no sin to mix with thine.
Ah wretch! believ'd the spouse of God in vain,Confess'd within the slave of love and man.Assist me, Heav'n! but whence arose that pray'r?Sprung it from piety, or from despair?Ev'n here, where frozen chastity retires,Love finds an altar for forbidden fires.I ought to grieve, but cannot what I ought;I mourn the lover, not lament the fault;I view my crime, but kindle at the view,Repent old pleasures, and solicit new;Now turn'd to Heav'n, I weep my past offence,Now think of thee, and curse my innocence.Of all affliction taught a lover yet,'Tis sure the hardest science to forget!How shall I lose the sin, yet keep the sense,And love th' offender, yet detest th' offence?How the dear object from the crime remove,Or how distinguish penitence from love?Unequal task! a passion to resign,For hearts so touch'd, so pierc'd, so lost as mine.Ere such a soul regains its peaceful state,How often must it love, how often hate!How often hope, despair, resent, regret,Conceal, disdain — do all things but forget.But let Heav'n seize it, all at once 'tis fir'd;Not touch'd, but rapt; not waken'd, but inspir'd!Oh come! oh teach me nature to subdue,Renounce my love, my life, myself — and you.Fill my fond heart with God alone, for heAlone can rival, can succeed to thee.
How happy is the blameless vestal's lot!The world forgetting, by the world forgot.Eternal sunshine of the spotless mind!Each pray'r accepted, and each wish resign'd;Labour and rest, that equal periods keep;"Obedient slumbers that can wake and weep;"Desires compos'd, affections ever ev'n,Tears that delight, and sighs that waft to Heav'n.Grace shines around her with serenest beams,And whisp'ring angels prompt her golden dreams.For her th' unfading rose of Eden blooms,And wings of seraphs shed divine perfumes,For her the Spouse prepares the bridal ring,For her white virgins hymeneals sing,To sounds of heav'nly harps she dies away,And melts in visions of eternal day.
Far other dreams my erring soul employ,Far other raptures, of unholy joy:When at the close of each sad, sorrowing day,Fancy restores what vengeance snatch'd away,Then conscience sleeps, and leaving nature free,All my loose soul unbounded springs to thee.Oh curs'd, dear horrors of all-conscious night!How glowing guilt exalts the keen delight!Provoking Daemons all restraint remove,And stir within me every source of love.I hear thee, view thee, gaze o'er all thy charms,And round thy phantom glue my clasping arms.I wake — no more I hear, no more I view,The phantom flies me, as unkind as you.I call aloud; it hears not what I say;I stretch my empty arms; it glides away.To dream once more I close my willing eyes;Ye soft illusions, dear deceits, arise!Alas, no more — methinks we wand'ring goThrough dreary wastes, and weep each other's woe,Where round some mould'ring tower pale ivy creeps,And low-brow'd rocks hang nodding o'er the deeps.Sudden you mount, you beckon from the skies;Clouds interpose, waves roar, and winds arise.I shriek, start up, the same sad prospect find,And wake to all the griefs I left behind.
For thee the fates, severely kind, ordainA cool suspense from pleasure and from pain;Thy life a long, dead calm of fix'd repose;No pulse that riots, and no blood that glows.Still as the sea, ere winds were taught to blow,Or moving spirit bade the waters flow;Soft as the slumbers of a saint forgiv'n,And mild as opening gleams of promis'd heav'n.
Come, Abelard! for what hast thou to dread?The torch of Venus burns not for the dead.Nature stands check'd; Religion disapproves;Ev'n thou art cold — yet Eloisa loves.Ah hopeless, lasting flames! like those that burnTo light the dead, and warm th' unfruitful urn.
What scenes appear where'er I turn my view?The dear ideas, where I fly, pursue,Rise in the grove, before the altar rise,Stain all my soul, and wanton in my eyes.I waste the matin lamp in sighs for thee,Thy image steals between my God and me,Thy voice I seem in ev'ry hymn to hear,With ev'ry bead I drop too soft a tear.When from the censer clouds of fragrance roll,And swelling organs lift the rising soul,One thought of thee puts all the pomp to flight,Priests, tapers, temples, swim before my sight:In seas of flame my plunging soul is drown'd,While altars blaze, and angels tremble round.
While prostrate here in humble grief I lie,Kind, virtuous drops just gath'ring in my eye,While praying, trembling, in the dust I roll,And dawning grace is op'ning on my soul:Come, if thou dar'st, all charming as thou art!Oppose thyself to Heav'n; dispute my heart;Come, with one glance of those deluding eyesBlot out each bright idea of the skies;Take back that grace, those sorrows, and those tears;Take back my fruitless penitence and pray'rs;Snatch me, just mounting, from the blest abode;Assist the fiends, and tear me from my God!
No, fly me, fly me, far as pole from pole;Rise Alps between us! and whole oceans roll!Ah, come not, write not, think not once of me,Nor share one pang of all I felt for thee.Thy oaths I quit, thy memory resign;Forget, renounce me, hate whate'er was mine.Fair eyes, and tempting looks (which yet I view!)Long lov'd, ador'd ideas, all adieu!Oh Grace serene! oh virtue heav'nly fair!Divine oblivion of low-thoughted care!Fresh blooming hope, gay daughter of the sky!And faith, our early immortality!Enter, each mild, each amicable guest;Receive, and wrap me in eternal rest!
See in her cell sad Eloisa spread,Propp'd on some tomb, a neighbour of the dead.In each low wind methinks a spirit calls,And more than echoes talk along the walls.Here, as I watch'd the dying lamps around,From yonder shrine I heard a hollow sound."Come, sister, come!" (it said, or seem'd to say)"Thy place is here, sad sister, come away!Once like thyself, I trembled, wept, and pray'd,Love's victim then, though now a sainted maid:But all is calm in this eternal sleep;Here grief forgets to groan, and love to weep,Ev'n superstition loses ev'ry fear:For God, not man, absolves our frailties here."
I come, I come! prepare your roseate bow'rs,Celestial palms, and ever-blooming flow'rs.Thither, where sinners may have rest, I go,Where flames refin'd in breasts seraphic glow:Thou, Abelard! the last sad office pay,And smooth my passage to the realms of day;See my lips tremble, and my eye-balls roll,Suck my last breath, and catch my flying soul!Ah no — in sacred vestments may'st thou stand,The hallow'd taper trembling in thy hand,Present the cross before my lifted eye,Teach me at once, and learn of me to die.Ah then, thy once-lov'd Eloisa see!It will be then no crime to gaze on me.See from my cheek the transient roses fly!See the last sparkle languish in my eye!Till ev'ry motion, pulse, and breath be o'er;And ev'n my Abelard be lov'd no more.O Death all-eloquent! you only proveWhat dust we dote on, when 'tis man we love.
Then too, when fate shall thy fair frame destroy,(That cause of all my guilt, and all my joy)In trance ecstatic may thy pangs be drown'd,Bright clouds descend, and angels watch thee round,From op'ning skies may streaming glories shine,And saints embrace thee with a love like mine.
May one kind grave unite each hapless name,And graft my love immortal on thy fame!Then, ages hence, when all my woes are o'er,When this rebellious heart shall beat no more;If ever chance two wand'ring lovers bringsTo Paraclete's white walls and silver springs,O'er the pale marble shall they join their heads,And drink the falling tears each other sheds;Then sadly say, with mutual pity mov'd,"Oh may we never love as these have lov'd!"
From the full choir when loud Hosannas rise,And swell the pomp of dreadful sacrifice,Amid that scene if some relenting eyeGlance on the stone where our cold relics lie,Devotion's self shall steal a thought from Heav'n,One human tear shall drop and be forgiv'n.And sure, if fate some future bard shall joinIn sad similitude of griefs to mine,Condemn'd whole years in absence to deplore,And image charms he must behold no more;Such if there be, who loves so long, so well;Let him our sad, our tender story tell;The well-sung woes will soothe my pensive ghost;He best can paint 'em, who shall feel 'em most.


quinta-feira, 27 de março de 2008

Mania: espécie de perturbação ou excitação caracterizada por aferro a uma idéia fixa;

Hobbie: Passatempo, passa-tempo ou mania (também comum em inglês: hobby), é uma atividade de entretenimento livre que indivíduos desenvolvem sozinhos ...

Como deu para ver, os dois têm lá a sua diferença. Um é produtivo e o outro perturbador.
Todo ser - humano que se entende por gente (ou não) tem seus hobbies e manias. O que seria a vida de um ser sem estas duas coisas essenciais?! Uma "sem graceira", acredito...
Por toda a minha vida, tive "N" hobbies e manias. Alguns me desfiz de vez, outros desfiz e voltei a praticar com o tempo e outros pratico até hoje. Sinceramente, apesar de muitos me fazerem um tanto 'mal', me divirto muito!

Allright, vamos explicar por partes então:


Manias

Muitas pessoas encaram "manias" como algo ruim, sem nexo. Bom, apesar de ser teoricamente verdade, a minha agonia esmaga qualquer explicação do tipo. Quando era pequena, tinha a mania de chupar o dedão da mão direita com uma fralda acompanhando. O mesmo dedão, até hoje é mais fino que o outro, e tive que usar 1 ano e meio de aparelho fixo por conta disso. Mas, pow! Era tão bom! Ficava estalando a pontinha da fralda perto do rosto com o dedão na boca, andando pra cima e pra baixo. Minhas tias viviam falando que iam colocar pimenta ou esparadrapo em meu dedo, para que eu parasse de vez com a "chupança", mas ainda bem que não passava de simples ameaças.

Nenhum de meus amiguinhos sabiam (apesar de que na época não tinha muitos, por ter acabado de mudar para uma casa bem distante da anterior), até que um dia, o "peste" da minha sala me pegou desprevenida com o dedo na boca e estalando a fralda que estava dentro da minha mochila. Foi uma zuação imensa, que deixaram traumas profundas na época. Depois deste fato traumático, tentei largar de várias maneiras, mas era mais forte que eu. O tempo foi passando, e todos começaram a encarar esta mania como um vício perigoso, e isso começou a me chatear. Por circunstâncias da vida, fui viver com meus avós, e parte das minhas coisas ainda estavam na minha antiga "casa" (só tinha móveis e outras coisas mais, mas ninguém morava nela), inclusive a fralda. Como eu não chupava o dedo sem ela, pedia sempre para a minha mãe trazer. Mas ela, muito esperta, ficou me enrolando, tanto que chegou um momento em que um belo dia, finalmente me deparei com ela novamente, coloquei o dedo na minha boca e... nada. O dedo não tinha mais gosto, o estalo da fralda não tinha mais "melodia". A minha relação com o dedo e a fralda havia terminado naquele momento... A única lembrança que tenho desta fase até hoje, é uma de minhas fraldas, guardada no cofre pessoal de meu pai. Uma boa lembrança.


Outra mania que tive foi a de ter amigos imaginários. Acho que esta é uma das manias mais comuns entre crianças de 3 a 6 anos, por aí. Lembro-me que na época, meus pais começaram a montar uma lojinha de artesanatos. Lá se vendia tudo regional, e como moro em terras "pantaneiras" havia muitos passarinhos de madeira (Araras, Tuiuius, etc.). Um belo dia, meu pai chegou com um passarinho de madeira bem pequeno, que se escondia até na minha mão. Ele era verde e tinha um bico rosa, acho que era um estereótipo de periquito. Logo de cara me apaixonei por aquela coisinha verde, muito parecido com os que via nas gaiolas. Como não tinha muita criatividade com nomes, pelo seu tamanho e cor comecei a chama-lo de "Verdinho".

Sempre brincava com ele junto com as minhas bonecas. Sempre servia "chazinhos", oferecia passeios pelo jardim de casa e contava sobre o meu dia - até pedia conselhos. Não me lembro muito bem de tudo, mas lembro que ficava sempre empolgada quando estava com ele. Até que em um belo dia de sol, ele sumiu... Fiquei chorando pela casa, procurando o Verdinho em todos os cantos. Cheguei a gritar seu nome, mas nada... Até que finalmente o encontrei, mas aos pedaços na boca da cachorra que tínhamos na época: a Neguinha. Um pastor alemão enorme, que esquartejou meu maior companheirinho das tardes solitárias... Chorei bastante, até me cogitei a dar uns tapas na cachorra, mas foi em vão (ela era maior que eu, nem sentia o peso de minha mão). Mas com o tempo, fui superando, e outros amiguinhos imaginários foram surgindo, mas isso já é outra história...


Bom, deixando um pouco as frustrações infantis de lado, vamos contar sobre as atualidades. Foi difícil selecionar minhas atuais manias, mas escolhi uma que mais me incomoda e outra que não faz tanta diferença.


Começando pela que me incomoda muito, mas que gosto da mesma maneira: Arrancar as unhas dos dedos mindinhos dos meus pés. O que?! Você nunca viu ninguém fazendo isso? Ou, nunca fez isso?! Nossa! Recomendo demais! Adoro sentir aquela dorzinha da uínha saindo aos poucos, e eu cutucando seja lá com o que for, até não querer mais. Pego o alicate e cutuco tudo, até sair todas as lasquinhas parasitas deles. Muitas vezes (ou sempre) sangra, mas isso é conseqüência de uma mania. O ruim depois é usar sapatos fechados com os dedinhos esfolados, mas como gosto da dor...


Outra mania, que vem desde criança, é a de comer banana amassada com leite em pó. Agora, isso não acontece com muita freqüência, pois comecei a trabalhar. Mas antes disso, era todas as tardes comendo a bendita banana amassada com leite ninho, no que me rendeu alguns quilinhos a mais, mas - como disse anteriormente - isso é conseqüência de uma mania...


Hobbies

Esta é uma coisa que tenho em grande quantidade, e sinto até prazer de falar sobre elas.
Eu tinha mais ou menos uns 7 ou 8 anos (idades reveladoras essas, não?) e não conseguia fazer um “círculo na boca do copo” (não sou boa com ditados populares... help-me!), ou seja, meus desenhos sempre saíam tortos e feios. Mas um dia algo estranho aconteceu... Não me lembro muito bem do momento, mas estava sozinha em meu quarto observando as coisas (até hoje tenho ataques “autistas” semelhantes), peguei um papel e comecei a fazer linhas e rabiscos tentando copiar alguns desenhos da Disney que tinha em minha mochila. Fui juntando todas aquelas linhas aos poucos, e de repente... Bum! Fiz um desenho. E para quem não sabia fazer nada, até que saiu alguma coisa que se pode chamar do mesmo. O “grande acontecimento” se espalhou pela casa, e não demorou muito para que minha família inteira soubesse também. Todos ficaram bem orgulhosos do tipo “finalmente a caçula, gordinha de pés tortos fez alguma coisa que presta”. O negócio se estendeu tanto que minha mãe decidiu me pagar aulas de pintura. Comecei a mexer com umas ondas de cores, pincéis e cheiros (bem fortes, diríamos). A principio achei bem interessante, pois poucas crianças da minha idade tinham o dom de desenhar e pintar como eu tinha. Até minhas coleguinhas de sala não sabiam desenhar, só pintavam mesmo e a professora se encarregava do resto, ou não. Muitas vezes elas me chamavam pra ajudar, ou seja, pra desenhar a tela inteira (hehe) , mas nem achava ruim. O preto e branco sempre me atraiu mais do que um monte de cores uniformemente juntas, diferente dos rabiscos que eram sempre livres. Enfim, o tempo foi passando e comecei a pintar com um monte de senhoras da meia idade, o que não foi tão diferente, pois poucas tinham o dom para o desenho também. Até que uma teve a bondade de me pagar sem eu cobrar. Fiquei super feliz, pois isso influenciou outras a pagarem também. Comecei a juntar o útil com o agradável sem nenhum esforço e deixava minhas telas para segundo plano. Foi a época mais bem resolvida financeiramente da minha infância, nem pedia mais dinheiro do lanche pra minha mãe, e comia coisas muito mais gostosas e caras. Mas com o tempo aquilo tudo foi me cansando – como todas as coisas da minha vida - e deixei de lado os pincéis, as cores, os cheiros e também os lápis.


O desenho começou a ser um hobbie bem raro no entanto e precisava preencher aquele vazio recente. E cai de cabeça no mundo da leitura, do cinema e da música. Tudo isso começou a mexer muito comigo, ficava encantada com as viagens que tinha através de pequenas letras, das emoções que sentia através de imagens e a embriagues que tinha através das canções drogas que nem cogitava em usar cada vez mais e mais. E um dos grandes colaboradores disso tudo foi meu pai e sou agradecida demais por este “auxílio” que me deu. Ele sempre foi muito fã de música erudita, principalmente quando se trata de Mozart e sempre quando meu velho coloca o som pra tocar o local vira uma verdadeira missa, ele fecha os olhos e começa a fazer movimentos com as mãos como se tivesse guiando uma orquestra inteira com aquelas melodias rápidas e “flutuantes”. Ele chegava a ficar todo arrepiado de tanta emoção e sempre (eu disse: sempre!) dizendo no final as mesmas palavras "Como que um cara é capaz de fazer uma canção dessas?! Ele fez 672 músicas como essa aí, e todas já montadas na cabeça dele, ele só tinha o trabalho de passar pro papel. É muita coisa...". A principio achava engraçado e um tanto ridículo tudo isso que ele fazia e falava, mas com o tempo fui percebendo o quanto estava enganada... Comecei a descobrir a essência de tudo aquilo e me convencia mais e mais de que meu pai tinha total razão. As músicas são marcantes e profundas, você entra mesmo em um estado de transe se começar a ouvir de verdade, de verdade digo com os olhos fechados naquela que no mundo só existe você e aquela canção, escutando cada corda de violino lançada, cada flauta assoprada, é uma coisa fora do comum (olha só, já estou falando como meu pai até hehe).
A paixão pelos livros e pelo cinema digo que foi espontaneamente. Desde que descobri uma biblioteca nos colégios que estudava (desde o primeiro: Coração de Jesus), tinha a "mania" de pegar livrinhos infantis e ler a todos. Hoje em dia, os livros que leio mudaram bem o seu foco de história e aparência, dispensando figuras animadas e animais falantes, mas o encanto e a imaginação sempre fluem da mesma maneira. Não diferente do cinema. Costumo falar que “descobri” a 7ª arte a partir de Chaplin. Ver os filmes dele é muito mais que observar várias imagens em preto e branco com baixa qualidade e sem fala, é viver o significado de tudo aquilo junto. É incrível como ele conseguia fazer somente com pequenos rolos de filme, escancarar a beleza escondida que a vida possui, rir da cara da hipocrisia, da ganância, da injustiça como se tudo isso e seus sinônimos fossem as coisas mais engraçadas do mundo. Não é a toa que os chamam de “gênio”, um gênio vagabundo que vivia como podia com seu chapéu, sua indispensável bengala e seu andar engraçado...



Enfim, estes foram só alguns exemplos do que vivo, sofro, dou risada ou nenhuma das opções anteriores. São coisas pequenas assim que mostram o valor dos momentos desta vida que insiste em nos castigar diariamente, ou vice e versa.

domingo, 23 de março de 2008

Nostalgia


Algumas partes...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A Arte de Escrever


Abandono? Não, meus queridos. É que ultimamente estou me sentindo útil para várias coisas (finalmente!).
Arranjei um modesto emprego, um estágio. Apesar de muitos julgarem que estágio um local de torturas permanentes, sem o seu devido crédito, o meu é total contrário disso.
No início, o negócio era tão tranquilo, que me arriscava a ter um verdadeiro "cinema em casa" no trabalho. Johnny Depp foi o grande "salvador" da maioria de meus dias entediantes naquele escritório frio e solitário.
Mas, com o tempo as coisas foram mudando... Em um momento, me deparei com a minha incapacidade e chateação. Não estava convencida o suficiente de que meu trabalho estaria sendo produtivo. Descobri que não sei escrever bem. Bom, pra falar a verdade, eu sempre soube, mas tinha uma esperança de que logo logo isso iria passar. Engano meu. Depois de algum tempo trabalhando em um blog diariamente, escrevendo em papéis perdidos, lendo livros de difícil gramática, enfim, tudo aquilo que possívelmente poderia ter um bom resultado. Mas tudo isso foi "meio em vão".

E o que se fazer nessa hora?! Chorar? Desabafar com alguém? Comprar livros do tipo "Como se escrever bem"? Temer o pior, como: perder o emprego?... Sim, meus amigos. Fiz tudo isso. Fiquei me sentindo uma inválida, jornalísticamente falando. Até que, em uma de minhas andanças desesperadoras pela internet, para ver se algum milagre acontecia de imediato e resolver o meu maior problema até então, eis que me surje um blog simples, de um jornalista diremos "grandioso". Sei que muitos vão fazer cara feia ao falar de onde ele veio, mas, apesar de tudo, todo bom jornalista que pensa em ter uma boa renda financeira, sonha em entrar na empresa onde ele trabalha. Estou falando de Stephen Kanitz, jornalista da revista Veja. Ele contou em pequenas linhas, toda a sua tragetória universitária. E me identifiquei em vários pontos. Nunca nenhum professor falou pra mim "Ninguém jamais irá te ler" como fizeram com ele, e isso me deu mais esperanças. Ele deu altas dicas bacanas e simples. Tudo isso o tornou quem ele é, e eu quero ser algo parecido ou melhor hehe.cEnfim, correr atrás do tempo perdido seria uma ótima opção que mal parei para me concentrar. Minhas leituras nunca foram tão produtivas, quando finalmente eu decidi ser quem eu quero ser. E não sei... de certa forma as coisas estão ficando melhores. Eu até me arrisquei a escrever aqui novamente!
Confesso que pensei em escrever um tópico, dizendo: "Só voltarei a escrever aqui, depois que eu realmente aprender a escrever". Acho que não aprendi o "realmente", mas um dia chego lá.

Créditos: http://www.kanitz.com.br/impublicaveis/como_escrever_um_artigo.asp

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Indicados ao Oscar


Quando era mais nova, me perguntava muito sobre a importância que as pessoas davam a este homenzinho careca e dourado. Muitos artistas, os mesmos que via nas telonas grandes do cinema, se emocionavam ao ouvir seu nome depois da famosa frase "The Oscar goes to...". Mal eu sabia que aquela estatueta feia e torta, tinha um significado grande e importante para os que trabalham e também admiradores da 7ª arte, significado que a 80 anos muitas pessoas, mesmo que de longe, sonham em saber realmente.


Já se passou algumas semanas a revelação da lista dos indicados a ele. Mas, só para registro, decidi colocar a todos aqui.


Obs: Melhor ator? É claro que é Johnny Depp, meu Jesuiiis!


Melhor Filme

Conduta de Risco

Desejo e Reparação

Juno

Onde os Fracos não têm Vez

Sangue Negro


Melhor Ator

George Clooney (Conduta de Risco)

Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)

Johnny Depp (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet)

Tommy Lee Jones (No Vale das Sombras)

Viggo Mortensen (Senhores do Crime)


Melhor Atriz

Cate Blanchett (Elizabeth: A Era de Ouro)

Julie Christie (Longe Dela)

Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor)

Laura Linney (The Savages)

Ellen Page (Juno)


Melhor Ator Coadjuvante

Casey Affleck (O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford)

Javier Bardem (Onde os Fracos não têm Vez)

Philip Seymour Hoffman (Jogos do Poder)

Hal Holbrook (Na Natureza Selvagem)

Tom Wilkinson (Conduta de Risco)


Melhor Atriz Coadjuvante

Cate Blanchett (I'm Not There)

Ruby Dee (O Gângster)Saoirse Ronan (Desejo e Reparação)

Amy Ryan (Medo da Verdade)

Tilda Swinton (Conduta de Risco)


Melhor Diretor

Paul Thomas Anderson (Sangue Negro)

Ethan Coen, Joel Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez)

Tony Gilroy (Conduta de Risco)

Jason Reitman (Juno)

Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta)


Melhor Roteiro Original

Conduta de Risco (Tony Gilroy)

Juno (Diablo Cody)

Lars and the Real Girl (Nancy Oliver)

Ratatouille (Brad Bird)

The Savages (Tamara Jenkins)


Melhor Roteiro Adaptado

Desejo e Reparação (Christopher Hampton)

Longe Dela (Sarah Polley)

O Escafandro e a Borboleta (Ronald Harwood)

Onde os Fracos não têm Vez (Joel Coen, Ethan Coen)

Sangue Negro (Paul Thomas Anderson)


Melhor Fotografia

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (Roger Deakins)

Desejo e Reparação (Seamus McGarvey)

Onde os Fracos não têm Vez (Roger Deakins)

O Escafandro e a Borboleta (Janusz Kaminski)

Sangue Negro (Robert Elswit)


Melhor Edição

O Ultimato Bourne (Christopher Rouse)

O Escafandro e a Borboleta (Juliette Welfling)

Na Natureza Selvagem (Jay Cassidy)

Onde os Fracos não têm Vez (Ethan Coen, Joel Coen)

Sangue Negro (Dylan Tichenor, Tatiana S. Riegel)


Melhor Direção de Arte

O Gângster (Arthur Max)

Desejo e Reparação (Sarah Greenwood)

A Bússola de Ouro (Dennis Gassner)

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Dante Ferretti)

Sangue Negro (Jack Fisk)


Melhor Figurino

Across the Universe (Albert Wolsky)

Desejo e Reparação (Jacqueline Durran)

Elizabeth: A Era de Ouro (Alexandra Byrne)

Piaf - Um Hino ao Amor (Marit Allen)

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Colleen Atwood)


Melhor Maquiagem

Piaf - Um Hino ao Amor (Didier Lavergne, Loulia Sheppard)

Norbit (Rick Baker)

Piratas do Caribe no Fim do Mundo (Ve Neill, Martin Samuel)


Melhor Trilha Original

Desejo e Reparação (Dario Marianelli)

Na Natureza Selvagem (Michael Brook, Kaki King, Eddie Vedder)

Conduta de Risco (James Newton Howard)

Ratatouille (Michael Giacchino)

Os Indomáveis (Marco Beltrami)


Melhor Canção Original

August Rush (Raise It Up)

Encantada (Happy Working Song)

Encantada (So Close)

Encantada (That's How You Know)

Once (Falling Slowly)


Melhor Edição de Som

O Ultimato Bourne (Scott Millan, David Parker, Kirk Francis)

Onde os Fracos não têm Vez (Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff, Peter F. Kurland)Ratatouille (Randy Thom, Michael Semanick, Vince Caro, Doc Kane) Os Indomáveis Transformers (Kevin O'Connell, Greg P. Russell, Peter J. Devlin)


Efeitos visuais

A Bússola de Ouro (Michael L. Fink, Susan MacLeod, Bill Westenhofer, Ben Morris)

Piratas do Caribe no Fim do Mundo (John Knoll, Hal T. Hickel, Charlie Gibson, John Frazier)Transformers (Scott Farrar, Shari Hanson, Russell Earl, Scott Benza)


Melhor Animação

Persepolis (Vincent Paronnaud, Marjane Satrap)

Ratatouille (Brad Birdi)

Tá Dando Onda (Ash Brannon, Chris Buck)


Melhor filme estrangeiro

Fälscher, Die (Áustria)

Beaufort (Israel)

Mongol (Cazaquistão)

Katyn (Polônia)

12 (Rússia)


Melhor Documentário

No End in Sight Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience

SickoTaxi to the Dark Side War Dance


Melhor Documentário de curta-metragem

Freeheld (2007)

La Corona (2008)

Salim Baba (2008)

Sari's Mother (2006)


Melhor filme de animação - curta-metragem

Même les pigeons vont au paradis

I Met the Walrus Madame

Tutli-Putli

Moya lyubov

Peter & the Wolf


Melhor curta-metragem

At Night Supplente, IlLe Mozart des pickpockets

Tanghi argentini

The Tonto Woman

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O Nosso Céu

O mais injusto é saber que você estava aqui o tempo todo, e eu fui me tocar do quanto gostava de você somente agora. Todos os dias em que me senti mal por não ter alguém de verdade do meu lado. Tive verões, carnavais e dias estrelados para me despedir de todas as coisas que me fizeram tão feliz. Todos os seus sorrisos, todo carinho teu. Tudo que agora eu fico tentando imaginar.

Só quero dizer como era lhe ter... Quando a madrugada chegava só existia eu e você. Mais que todos os 'tudo' que existem no mundo, você era o tudo que eu mais gostava e que a cada canção que tocava na minha mente, lhe queria mais e muito mais. Quando você segurava a minha mão, eu achava engraçado porque não me imaginava naquela situação. Você dizia as coisas de um jeito que me fazia rir. Parecia sério, mas era só um garoto de 10 anos correndo no meio dos normais com uma menina de 8.

Todo beijo era o primeiro. Quando a gente se calava e olhava um nos olhos do outro, eu me sentia uma criança como se todo dia entrasse num parque de diversões pela primeira vez. Lembra daquela noite em que estávamos olhando para o céu na mesma direção? Acho que foi a mais estrelada de todas as outras que já vimos juntos, mesmo que separados.

Você me fez muito feliz! Foi meu companheiro de artes e madrugadas acordada. Canções embriagadas nas praças e invasões noturnas em parques. Foi meu amor e meu amigo nas noites estreladas. Foi o melhor protetor de sono, o melhor beijo descarado. O grito mais alto de felicidade

Juntos descobrimos que apesar de toda distância que nos separa, ainda temos a chance de ter um sentimento sincero e importante um pelo outro, e que em algum futuro não muito distante, possamos se encontrar para conversar sobre as nossas frustrações, desejos, dramas e tudo mais, e ainda rir de tudo que passamos juntos (ou não). Juntos descobrimos que a vida é mesmo uma piada e a tua risada era o desfecho ideal, seguida de algumas doses de vodka a altas da manhã, sentados num canto cinza... Imaginando reservadamente a saudade que sentiríamos. Juntos, descobrimos que as palavras são enfeites para as coisas do coração. Que um olhar sincero dispensa todos os títulos e rótulos na vida de alguém. E nos enganamos ao pensar que seria só um 'quase beijo', lembra?

O que é mais injusto é pensar que eu poderia ter lhe seqüestrado e levado “pra qualquer lugar que você queira, e ir pra onde o vento for”. Que eu poderia ficar mais um dia inteiro deitada nos teus braços, só te olhando. Você estava aqui o tempo todo e mais do que qualquer outro fato importante que tenha ocorrido entre nós, conseguimos mostrar pra nós mesmos que as coisas não acontecem por acaso. Aqui está uma história cheia de detalhes que só vamos entender no final - ou talvez alguém entenda por nós. História dessas pra se contar pros netos, história dessas que ficam por aqui mesmo... Não aqui, presa nessas frases presas, mas aqui dentro de um lugar que nada e ninguém apaga. Levada pelo vento que só quem compreende a simplicidade dos momentos, consegue sentir. Que só quem tem a delicadeza de uma criança consegue entender.

Que só quem se apaixona de verdade pode explicar - mesmo que sem palavra alguma!

Somos obrigados a odiar esses quilômetros todos - que não são poucos. Espontaneamente obrigados a dormir com um só pensamento. Sou obrigada passar horas imaginando qual expressão fazer quando nos vermos de novo... Como te olhar! Eu sei que antes de dormir você fica viajando e a gente até sabe que nossos pensamentos anda se esbarrando - nos elevadores telepáticos -, e sabemos que o destino está a nosso favor, apesar de tudo que foge das nossas mãos.

E eu posso ficar assim, deitada por horas olhando as nuvens irem embora, imaginando que o meu céu é o teu céu também. Que essas nuvens que passam por aqui, vão para aí levando um desenho meu. E toda noite você colore esse desenho pra eu sorrir e dormir bem.

Todo dia me arrumo pra ficar bem nos teus sonhos, quem sabe até para os teus olhos. Todo dia penso que vou te encontrar nas ruas dessa cidade, te chamar para tomar um café, e você me contar sobre as coisas da vida. Trocar idéias sobre nossas paixões: cinema, livros e músicas. E rirmos juntos de nossas bobeiras, eu limpar o seu bigode de café e você me contar qual a melhor maneira de se tomar um. Acho isso tão engraçado... Como eu gostaria que realmente acontecesse! Que tudo isso fosse um “qual é a dica?”, e alguém gritar primeiro a resposta certa e nos admirarmos somente pelo fato de acertar este algo bobo, pois pensamos juntos a mesma coisa ao mesmo tempo. Mesmo assim, eu posso te saber de alguma forma. Você esqueceu muita coisa tua comigo. Coisas que agora são minhas também

O que é mais injusto é saber que, por mais forte que seja essa falta, não aproveitamos o quanto nossos corações queriam insistentemente, e insistimos dizer que está ‘tudo bem’ e deixar a tola razão falar mais alto. Mas quem saberá o dia de amanhã? O hoje que deixamos de lado escutando nossas lamentações, o mesmo ficou triste e foi embora, deixando somente os ruídos. Mas digo que a cada momento em que passamos juntos, foi o mais mágico e especial de toda a minha vida, apesar de ser a prestações e muitas vezes a curtos prazos - cuja validade, para mim, é por tempo indeterminado.

E sabe o que se torna mais certo no meio da incerteza do amanhã? Os milhares de beijos e abraços que sinto que vamos nos dar ainda, assim que o destino chegar e dizer: 'Ok, vocês passaram no teste, agora podem se ver porque todos os relógios desse e de outros mundos são de vocês!'



quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Em busca da beleza? Pra que?!

Sentimento de revolta ronda no interior daquela que vos escreve. Em mais um dia vago no meu local de trabalho, começo a ver fotos de artistas, pessoas que admiro não só pela beleza (não vou ser hipócrita) mas pelo trabalho também, para ocupar mais o meu tempo aqui e para ver se anima mais o meu dia entediante. Estou falando nada mais e nada menos que Johnny Depp e John Lennon. Que tolisse da minha parte... Em vez destas fotos me animarem, só me trouxeram decepção atrás de decepção. Sem mais, vejam as fotos:

Clique nas fotos para melhor visualização (se tiverem coragem...)


E eu que sofri durante um ano e meio por conta do aparelho bucal para ver se endireitava meus dentes e melhorar minha auto-estima em relação aos meninos...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Ioou Willy!


Ontem tive um dia revelador. Estava em casa, depois de um dia "exaustivo" de trabalho com dores de cabeça um tanto estranhas, enjuada ao extremo de computador e todos seus afins, decidi sentar-me em frente à televisão para encontrar alguum canal que me agradace (já que agora, mamãe resolveu voltar com a tv à cabo!). Adoro desenhos, não me envergonho de dizer isso no auge dos meus 20 anos vividos - eles ainda me são bem educativos - e fui direto no 42, canal da Nicklodeon, estava passando um filme familiar... Free Willy. Sim! Aquele famoso filme da "Sessão da Tarde" em que contém também a famosa baleia assassina que encantou toda uma geração da década de 90 - o que eu já posso dizer "minha época".
Já estava quase no final, na lastimável cena em que a baleia dá "um bolo" no menininho, cujo o nome é Jesse. Que tragédia...
Conflitos vão e vêm, até que os malvadões da história quebram o tanque para a baleia morrer. Daí começa a grande aventura, o que eu chamo de "operação: salve o Willy". Roubam o carro do pai adotivo de Jesse para transportar a baleia até o oceano, onde sua família estava - nossa! Isso que é aventura mesmo! Como seria na vida real um transporte de uma BALEIA em uma caminhonete caindo aos pedaços? Enfim... - Chegam ao local, e começa aquela enrolação misturada com intensidade para que a baleia saia do lugar e fuja do local, pescadores aparecem para atrapalhar tudo. Até que Jesse tem a grande idéia de fazer a baleia pular um morrinho de terra para escapar daquele alvoroço. Comentários surgem: "Será que a baleia consegue?" "Ela nunca pulou tão alto". Meu coração começa a disparar quado Jesse começa a falar uns dizeres, algo como "Samole ala gaiziz" - eu acho - e a baleia pula! Num salto espetácular! Meu olho encheu de lágrimas e os pelinhos de meu braço ficaram todos arrepiados quando a baleia passa por cima do menino, derramando aqueles respingos d'água em cima do mesmo.

Cenas cinematográficas inesquecíveis.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Votre sourire est comme un papillon


O que me impede de estar perto do seu sorriso?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Loucos sobrevivem?


Eis a questão. Há vontades que superam o estado normal do cotidiano, o que chamamos vulgarmente de "loucuras".
Vontades insanas de sair da rotina, vontades que querendo ou não te fazem pensar. Como, sair correndo pelas ruas em dia de chuva, sorrir por apenas sentir aqueles pingos gelados escorrerem pelo seu corpo, atravessando sua roupa até sentir o molhado de cada um deles. Pegar um dia para ir ao seu quarto arrumar todas as suas gavetas bagunçadas e encontrar vários objetos que marcaram a sua vida: fotos de pessoas queridas, cartinhas de amor, embalagem de alguma coisa que fez parte de uma situação boa e engraçada (ou não), desenhos coloridos, entre outras coisas que te fazem abrir um sorriso, ou até escorrer uma lágrima dos olhos ao lembrar daquilo que já passou e que fez tão bem. Ir a um estúdio fazer uma tatuagem em homenagem a banda dos sonhos, colocar um pircing onde seus pais mais reprovam. Fazer brigadeiros em um dia desgastante, comer a todos, sentindo o gosto saboroso de cada um deles, que só de lembrar já dá aquela água na boca. Abraçar bem apertado alguém, mesmo que este alguém nunca mais apareça na sua vida. Sorrir para aquela pessoa que admira. Gritar, dizer coisas de amor em alto tom, abrir os braços e soltar tudo o que está preso dentro de você, mal se importado com quem escutar. Dizer "eu te amo" para desconhecidos. Perdoar erros imperdoáveis, de coração. Perguntar como anda aquela pessoa que lhe foi especial em algum momento, mesmo sabendo que nunca mais terá ao seu lado do mesmo jeito novamente. Tirar fotos fazendo caretas e rir das mesmas depois de prontas. Rir do seu próprio mico, e contar para as pessoas suas gafes.
E a mais insana das loucuras, que apesar de tudo, é a mais gostosa: Amar, mesmo sem ser amado.

Não, meus amigos, os loucos não sobrevivem. Eles simplesmente vivem.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Advinho.


"O que não me contam, eu escuto atrás das portas. O que não sei,adivinho e, com sorte, você adivinha sempre o que, cedo ou tarde, acaba acontecendo." - Dalton Trevisan


Lá vai ela, dengosa, mas confiante. Caminhando pelo ladrilho de uma estrada abandonada de trem, de mãos dadas à confiante, ela confia. Lá vai ela, lendo jornal na fila do pão, depois de uma longa estação perfumada, envolvida inteiramente aos caracóis de um fim de semana perdido, ela confia. Lá vai ela, envolvida pela sonoridade sinestésica, aos encantos de batuques sagaz e baladinhas faiscantes, seus movimentos a entregam, ela confia.


O seu sol nascente não brilha mais em todas as manhãs, o seu brilho se perdeu ao olhar frio do que passou, deixando somente rastros daquela estrada já a poeiras, ladrilhada então com pedrinhas de brilhante...


Ela confiou.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Segredo amigo.


Ninguém precisa saber o que se passa realmente dentro de você. Pensar nisso me alivia, mas ao mesmo tempo me encomoda. É péssimo encarar o fato de que você precisa de alguém para dividir seus pensamentos, anseios e até sentimentos, sentimentos estes que me são tão particulares. Pior ainda, é saber que você não pode contar muito com a audição alheia, elas escutam ao invés de ouvir sua maneira de dizer ou expressar. No que resulta em uma grande decepção, que poderia ser evitada com a cautela.

A culpa é do invisível, que não nos deixa rastros de suas intenções, fazendo com que nossa psique não entenda (ou não queira entender) o porquê do ocorrido - Prefiro acreditar nisso...

Saudades do então inexistente...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Mãos


Todos nós temos um "fraco" pelo sexo oposto (ou não). Vamos dizer que temos sempre alguma parte do corpo de outra pessoa que sempre olhamos de primeira, que admiramos, ou que reprovamos. Algo que faça parte do conjunto "borogodó*" da pessoa, entenderam? - se não, façam-me o favor!

Essa parte pra mim se chama: mãos. Sim, eu admiro as mãos das pessoas. É a primeira coisa que reparo antes de cumprimenta-las, ou não, também. Independente de ela ser bonita ou feia, sim, eu reparo primeiramente as mãos, antes de conferir o conteúdo.

Muitas pessoas já partem para o 'outro' lado, achando que reparar as mãos é uma coisa maliciosa de minha parte. Engraçado, quando uma pessoa reparam as "nádegas" (ou do outro lado delas), ninguém fala nada... Acha natural. E quando falo de mãos, ficam com caras insinuantes já pensando "naquilo". Que bobagem minha gente. Algo tão perfeito que algum ser divino fez, que nos da a possibilidade de tantas coisas, porque não admirar a sua beleza? Os traços dos dedos, as marcas, os sinais, as unhas, a flexibilidade e tudo mais. Sem contar nos anéis, se usados corretamente, lindos.

Abra a cabeça, e admire.

Borogodó: Um "q" a mais de uma pessoa; O charme

domingo, 25 de novembro de 2007

Escritora Frustrada


Desde em que eu comecei a escrever minhas primeiras palavras em um papel, ou na lingüagem mas vulgar, "desde em que virei gente", tive a intenção de escrever uma bibliografia sobre a minha vida. Apesar de aparentemente ser algo sem importância para muita gente, até que tenho alguns méritos para registra-la em algumas linhas.

Comecei escrevendo em paredes. Confesso que foi uma das faser mais criativas, pois junto com as letras, vinha alguns desenhos estranhos, onde só eu entendia na época. Hoje, posso descreve-los friamente, como os infinitos rabiscos cor-de-rosa, as flores cantantes, o sol sorridente com seu óculos charlatão, uma ilha no meio do nada com uma menina sentada abaixo de um coqueiro pensando (tinha até o balãosinho) em um grande vazio...
Mas, infelizmente, esta minha forma de expressar sentimentos foi limitado com algumas boas palmadas em minha mão, com a autoria de minha mãe.

Como minhas paredes ficaram brancas e sem meus registros tempos depois, comecei a apelar para os meus cadernos e livros escolares. Tinha a mesma mania de desenhar e escrever minhas insanidades momentâneas. O que mais uma vez foi interrompido pela minha carrasca professora...

Até que em um Natal qualquer, ganhei de minha tia um caderninho cheiroso com vários bichinhos estampados, e junto com ele vinha uma lapizeira com o mesmo tema. Fiquei empolgada e pensante ao mesmo tempo... O que eu poderia escrever? Na mesma noite natalina, abri aquela primeira página em branco, aquela famosa página para se escrever "Este Diário pertence à...", mas o meu foi um tanto diferente. Desenhei o famoso coração com seus braços e pernas falando "Diário de investigação". Comecei a anotar todos os meus passos no dia-a-dia. Comecei a fazer colagens também, soltava a minha imaginação com pequenos recortes de revista e jornal... Sempre apreciei imagens e palavras impressas. Tudo o que sentia e passava, registrava ali, naquelas folhinhas perfumadas, não importa a forma, tudo estava lá. Até que o conteúdo começou a ficar amargo e dolorido. Comecei a re-ler os meus últimos dias, eles já não eram mais radiantes como o meu sol de óculos charlatão... Decidi parar com registros. Então, o caderninho decorado e perfumado foi para o fundo de uma caixa, juntamente com meus pertences antigos, lembranças materiais um tanto esquecidas...

Mas um dia, tudo isso teve seu fim. Vieram outros cadernos perfumados, outros não, mas todos com a mesma intenção.
Teve um, que apesar de a principio não parecer importante, foi um dos que mais gostei, e que infelizmente não possuo mais. Ele tinha o Leonardo DiCarpio na capa, era o auge do filme Titanic. Apesar de nunca ter gostado do "Leo",peguei aquele caderno para me ser útil em algo, e como foi! Foi nele que descobri alguns dons importantes em mim. O dom de escrever e desenhar considerávelmente. Colocava letras de músicas, obras de poetas famosos, desenhos de artistas consagrados... Apesar de nada ser de autoria real minha, foi uma das coisas mais lindas que fiz. Que hoje, deve estar perdido em algum latão de lixo qualquer.

Agora, com esta era 'virtual', registro tudo "meiadamente" em tudo que me estiver disponível. Mas isto está sendo pior que as palmadas de minha mãe, ou as broncas de minha antiga professora... Minha vida deveria ser lida pelos leigos...

Descobri que sou uma farsa.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

30 Anos Sem o Rebolado


Sim! Dia 16 de agosto de 1977 adormecia para criar asinhas e voar para o céu "showbusiness", onde os grandes reboladores estão (mas esse céu não tem lugar para a Carla Perez por exemplo ¬¬) e ficar somente na memória de quem tem bom coração (e gosto também, pelamordedeus!).

Em homenagem, vai uma dica vídeo com muitos rebolados.

http://http://www.youtube.com/watch?v=zRu3tw9fYxE

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Finais de Tarde

Finais de tarde são sempre bons. Ainda mais quando se está de férias, que não se tem absolutamente nada a fazer, depois de um dia longo em frente ao pc caçando o que fazer. Daí você começa a apelar pelos afazeres domésticos. Bom, no meu caso não é tanto uma coisa que diríamos "Nossa! Que menina preocupada com a casa!", mas tem o seu lado bom na coisa.
Nessas horas, os pernilongos (Sim! Aqueles bixinhos insuportáveis que ficam te rondando a cabeça, fazendo aquele 'bziii' no seu ouvido do jeitinho que só eles sabem fazer, e ainda de quebra te chupam o sangue, fazendo que crie calombinhos no seu corpo que frequentemente coçam bastante) rondam muito a casa. Milhares deles vem em marcha para te atormentar a noite, fazendo com que você se sadomasoquise, dando-se tapas em várias partes do corpo. Sim! Estes mesmos vem atormentar meus finais de tardes "cansativos". Mas a parte boa está por vir.

É prazeroso demais pegar um veneno spray e sacar nas fuças destes insetos perturbadores, vendo-os cair em aspiral até o chão, e finalmente se debaterem pelo asuleijo, aparentando pedir clemência por oxigênio, pois suas narinas (pernilongo tem narina?!) estão até as tampas de veneno. E eu olhar de cima cada um destes milhares no chão ainda se debatendo e pensar, como se estivesse falando com cada um: "Já era de se esperar sua dor, seu idiota! Quem manda se meter no sangue errado?? Agora sofra! Morra lentamente e fixe na memória esta aventura perdida que lhe custou a vida..."

Hiá Hiá Hiá Hiá...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Rotina


Existem dois tipos de rotina, nomeadas e observadas por mim. As rotinas naturais, aquelas que não vão mudar nunca, mesmo que você tente mudar mas sempre vai sair a mesma coisa de um jeito ou de outro. E existe a rotina variada, as que mudam com uma certa freqüência, elas são legais, pois não são a mesma coisa.


Por exemplo, minha manhã é uma rotina natural a muito tempo. Vou fazer uma breve descrição de como ela é:

- Acordo com os sempre "mais cinco minutinhos" acompanhados. Me arrasto até a porta do quarto, pego minha toalha pendurada atrás da porta e minha escova de dente de dente na minha caneca em cima da cômoda. Ando pelo corredor de quartos, entro no banheiro, acendo a luz, me olho do espelho e penso - "Caralho, que cara horrível... Imagina eu andando pelas ruas assim? E esse bafo meu Deus do céu? Ai, que preguiça...".
Coloco a toalha em cima da pia, juntamente com a escova de dente. Tiro meu pijama, e sento no vaso sanitário, e penso: "Tava tão quentinho de baixo do cobertor... O que vai ter hoje? Hmm... É verdade, tenho que sair de casa mesmo. - Encosto na tampa do vaso, simulo que estou deitando na cama. - Ai, que preguiça...". Em meio a estes pensamentos insanos, já emendo um xixi ou um coco diário.
Finalmente, levanto do vaso, abro o boxe arrastadamente, entro, fecho o boxe no mesmo ritmo. Ligo o chuveiro, me afasto da água, faço uma concha com a mão de baixo dos pingos para ver sua temperatura. Entro de baixo do chuveiro e começo o "ritual do banho" - me esfrego, pego o sabonete com a bucha e passo em todas partes do corpo, pego o shampoo e o condicionador e lavo bem meus cabelos, etc. -. No meio de tudo isso, penso: "A água tá tão quentinha... Queria ter uma banheira bem grande, do tamanho da banheira que eu vi na novela Rei do Gado. Se bem que ela é de motel... Mas há! Seria legal ter uma banheira com água bem quentinha pra tomar banho. Sem contar que seria mais higiênico. Mas eu poderia dormir e perder o horário... Ai, que preguiça.".
Depois de tudo terminado, abro o boxe, me sacudo para tirar um pouco do excesso de água do corpo, pego a toalha na pia (a distância é mínima), me enxugo toda. Dou descarga no vaso, só para me certificar que esta tudo certo la dentro. Pego a escova de dente, molho-a, abro o espelho que guarda as coisas de banheiro, pego a pasta de dente, passo na escova, e começa o "ritual bucal". Pego a escova cheia de pasta... Ah! Não preciso descrever, né?! Essa parte é normal, juro!
Bom, depois deste ritual, olho os meus dentes metálicos, e penso: "Droga! Odeio esse aparelho. Não vejo a hora de tirar. Eu seria uma pessoa mais feliz, com certeza. Não teria tanto trabalho pra limpar estes dentes mais. Ai, que preguiça...".
Saio do banheiro, caminho pelo mesmo corredor de antes, entro no meu quarto, fecho a porta, ligo o som no volume 3 (geralmente coloco algum clássico, sinfonia e seus afins. Nada como uma manhã ao som disso bem baixinho). Escolho minha roupa, visto, passo um pózinho na cara, pego escova e secador e dou aquela esticada na franja. Calço meu sapato e vou direto para a cozinha tomar uma xícara de café acompanhada com algum pão com coisas dentro. De vez em quando, arrisco nas frutas, mas são poucas às vezes.

E finalmente vou para algum destino.

Este destino depende da época, isso varia. Ai é que entra a rotina variada, mas isto já é uma outra história.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"Pêlos" Poderes

Sente-se triste? Acha que é a pessoa mais infeliz do mundo por ter uns quilinhos a mais e não consegue perde-los? É desajeitada, leva tropeções por onde passa e nada que você toca fica em pé? Fica perdida em assuntos do tipo "Aquecimento Global"? Não chama a atenção do garoto dos seus sonhos, e se chamou foi por causa da sua última gafe? Deus te disse: "Desce, e se fode aí", e cá está você, seguindo a ordem divina?
Tantos problemas e não encontrou soluções para eles, QUERIDINHA?!


Simples! Apare as sobrancelhas.