quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


Olá, pessoas. Feliz ano novo! Mesmo que este ano novo já tenha praticamente 30 dias, ou seja, já nem é mais tão novo assim.

Estive off mesmo por motivos bem fortes. Talvez, durante estes dias eu até estaria mais "inspirada" para escrever textos "bonitos e com muito sentido", mas acho que hoje estou um pouco mais “intensa”, pois em vez de falar do tão famoso "amor", aquele sentimento que geralmente quando sentimos, escutamos sinos toda hora em nossa cabeça. Hoje irei falar de dor, este sim eu tenho mais intimidade e mais inspiração.

Parece brega e "démodé" falar disso. Mas eu acho que é a hora em que você sente pra valer, com muita dose de melancolia.

Do que adiantaria o amor se não houvesse a dor? Que sentido isso teria? No amor, frequentemente a pessoa já não pensa muito por si, não se importa muito com o que acontece ao seu redor, pois está tudo muito bem. Já na dor, isto muda quase que completamente. Este sentimento, que muitas vezes aparece em dores até físicas, daqueles bem no meio do peito, você fica se lamentando dos ocorridos, e com raiva da vida, pois ela deveria ser diferente.

Muitas pessoas ficam loucas, sem ter muito que fazer, e se isolam do mundo. Ouvi um ditado certo: "Mente vazia é oficina do diabo", e isso eu devo concordar que é fato.
Pelo menos, no meu caso, depois da "merda" feita, eu preciso que o "diabo" trabalhe um pouco na minha cabeça, pois eu mereço sentir isso de verdade, pois é o único momento em que eu me encontro pra valer, me conheço, bato um papo comigo. Coloco para tocar músicas que falam exatamente aquilo que eu to sentindo, e sempre com uma melodia que parece um velório. Para falar a verdade, eu assumo que sou um tanto "masoquista" neste ponto. Mas, caro leitor, eu, com a minha breve sapiência, acredito que este é o melhor caminho para você ficar bem consigo mesma e viver a sua vida normalmente, sem mais nóias. Lógico que isso tem um tempo certo para viver. Se afogar nas lamentações, não é uma coisa saudável.

Ontem começou esta fase em mim. Não costumo falar muito da minha vida intima aqui, mas sei lá, chega uma hora que é inevitável você se comunicar com estranhos, falando das suas frustrações. É... isso realmente é uma dor das boas, pois só os que já passaram por isso, entendem.

Respondam pra mim, seis meses passam realmente rápido? Pois já se passou um dia, e parece que essas 24 horas duraram um ano inteiro, daqueles bem chatos, que você pede muito para acabar.

Me derrubei aos prantos, pedindo para que isso acabace logo. Hoje parece que minhas lágrimas secaram, pois estou procurando um meio de não sofrer, um meio talvez não tão bom, mas necessário no momento: sentir raiva. Acho que quando sentimos raiva, nós meio que começamos a ignorar e abortar o que incomoda, se preocupando com coisas mais importantes. Mas, caros leitores, lamento dizer que isso não acontece com todo mundo. Não é muito fácil sentir raiva de uma coisa que você cultivou com tanto carinho e atenção. Digo que o que eu sinto não seja amor, pois acho que isso é algo muito forte para se dizer, mas com certeza é algo especial que ficou inacabado, e que já não é mais questão de opção, é uma questão de precisar da companhia deste alguém que se tornou importante e essencial na sua vida. É... a raiva é para poucos. Poucos bons que sabem controlar o incontrolável. Estou tentando ser isso, torçam por mim (ou não).

O que me resta é tentar ver estes seis meses passarem depressa, e sem dor. Quem sabe assim, eu leve alguns créditos no final de tudo isso, não é?!


Obs: Meu namorado - o finalmente "cara certo", até que alguém prove o contrário - foi embora ontem para Budapeste, capital da Hungria, estudar. Ficará durante seis meses. Decidimos cada um viver a sua vida neste meio tempo, e no final, ver o que sentimos realmente um pelo outro. Merda...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MOBA


Em uma de suas andanças, já parou em alguma galeria de arte e observou uma determinada peça que te chamou a atenção pela sua suposta ‘feiura’? Ou, melhor (ou, ‘pior’?), pensou a seguinte frase: “Como que uma coisa dessa é considerada uma obra-de-arte?”. Com certeza isto já aconteceu com a maioria de nós, claro que a intenção do comentário é com todo respeito, apesar da tal agressividade. Mas há coisas que realmente é difícil de se entender. Vai saber, não é? Sempre existe pessoas com gostos “exóticos” demais para apreciação.
Bom, meu caro leitor, este singelo blog vem lhe informar que até os fracos e oprimidos destas tais manifestações em ordem estética tem seu espaço próprio para receber a admiração merecida. Estamos falando do Museu de Arte Ruim (MOBA - Museum Of Bad Arts), atualmente localizado Somerville Theatre, em Davis Square, Somerville, Massachusetts, nos EUA.
O museu privado, cujo o lema se distingue em “art too bad to be ignored”, ou seja, “Arte tão ruim de ser ignorada”, talvez seja único em seu gênero no mundo todo (pelo menos, oficialmente) dedicado à “língua-em-bochecha”, ou seja, a arte observada com um olhar humorístico, algo que não se destina a ser levada a sério, mas, a sua falta de seriedade é sutil. A maioria de suas obras se baseiam na arte Naïf, caracterizadas pela simplicidade infantil, que define o tipo de trabalho criado por pessoas com pouco ou nenhum treinamento formal de fazer arte. Mas nada disto impede o público de observar as obras com delicadeza e profundidade, chegando até a admira-las pela sua falta de beleza estética. E para ajudar nestas definições, ao lado das obras expostas contém descrições profundas, que chegam a ser engraçadas, com apresentações extensivas associadas às várias peças em toda a galeria, que muitas vezes são paródias de arte. Como por exemplo, a pintura de Peter Kitty, é acompanhada pela seguinte descrição: “Agitando no seu retrato de felina angústia. Estará Peter com fome ou contemplando o seu lugar em um mundo faminto? O artista tem evocado tanto desespero e contentamento com o seu uso irracional do espaço negativo...”.
Tem também a escultura curiosa feita por Carlos Rangel, chamada Red Figure With Braids (Figura vermelha com tranças). Uma boneca (?) comprida com 42"x5". Ao seu lado, o seguinte comentário: “Um monumento de auto-confiança. A pequena figura delicadamente equilibrada acima da altura, inclinada em relação a nós no cardeais cores, o seu orgulho no bolso realizou seu lado. Poderia ser este o antepassado de uma noite de televisão mostrando o acolhimento?” - profundo, não?!
Mas o fato mais curioso é sobre a tela “Lucy no campo de flores”, que foi achado no lixão pelo fundador Scott Wilson, e até hoje é reconhecido pelos americanos como “MOBA da Mona Lisa”. Sim, ela é considerada a Mona Lisa do museu. Com o sucesso da tela, a mesma sofreu um roubo que impressionou não só a polícia de Boston, como também o Boston Globe, um dos mais importantes jornais da região.
Apesar das brincadeiras, este museu leva suas exposições muito a sério, tendo como critério a seguinte missão: levar o pior de arte para o maior das audiências.

Sua história

O MOBA foi fundado em meados dos anos 90 por um grupo de amigos, que entre eles estava o arquiteto Scott Wilson que depois de achar a famosa “Mona Lisa” do museu, teve a idéia de funda-lo. Todos eles chegaram a conclusão que em nome de arte ruim, juntaram e elaboraram todas as suas obras para assim, montar o tão sonhado museu em um dos porões do Teatro comunitário da cidade de Dedham, no Estado de Massachusetts, EUA. Era aberto ao público todos os dias e gratuitamente. O local, para muitos, era considerado apropriado para a exibição das esculturas e pinturas. Mas, apesar de toda ironia do público e dos críticos de plantão, o MOBA começou a ser sucesso absoluto pelo mundo todo.
E é claro, como toda arte deve ter sua recompensa merecida, independente de suas inspirações, finalmente o MOBA mudou-se para um local maior e mais confortável. Em 2008, as obras-de-arte ruins começaram a ser expostas no Teatro da cidade de Somerville, em Davis Square, Massachusetts. Porém, desde a sua reinauguração está sendo cobrada uma tacha administrativa.

Eu sou artista!

Você que se acha um bom “artista ruim”, esta é a sua chance de mostrar ao mundo o seu valor, e divulgar as suas obras no Museu de Arte Ruim através do site: www.museumofbadart.org no link “donate”.
Neste site, você pode também conferir mais sobre a história, notícias, todas as obras expostas no museu com descrições detalhadas sobre a composição de cada uma delas, e caso alguma te chamar a atenção, você também pode adquiri-las preenchendo seus dados para poder compra-las à vontade.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Demode



Pois a vida é assim.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Acidente

Algumas pessoas já sabem (ou "meio" que sabem) que neste último domingo pela manhã eu sofri um acidente de carro, na Av. Miguel Sutil, depois do Círculo Militar. Graças a Deus - e olha que eu não costumo dizer isto - não aconteceu praticamente nada comigo. Sofri algumas batidas e o cinto deu uma marca "boa" no meu pescoço, mas nada comparado ao meu carro, que deu perda total.

Este é um post diferente neste Blog. Costumo escrever sobre diferentes assuntos, sobre os meus gostos e costumes, menos os pessoais demais. Mas achei interessante eu dividir este momento marcante da minha vida com vocês, e dizer brevemente que a vida muitas vezes se torna um fiasco diante aos acontecimentos que ela proporciona.

Bom, eu estava andando a mais ou menos 80Km/h pela a avenida. Já tinha sol no céu, e eu estava voltando da casa de um amigo. Apesar do sono, eu estava em boas condições para dirigir. Logo que passei em frente ao Clube Círculo Militar, percebi água escorrendo pela rua, que saía do local. Não me importando muito com a pista molhada, mantive a velocidade pelo fato de querer chegar logo em casa. Logo na curva, antes do posto de gasolina, percebi mais água na pista. Achando que era a mesma quantidade que a anterior, decidi seguir em frente. Mal eu sabia que, diferente da onde passei, havia praticamente um palmo de profundidade. Meu carro derrapou várias vezes. Tentei recuperar o controle, mas não consegui. Foi aí que bati no meio-fio, e o carro tombou, parando em cima da calçada, ao lado de uma árvore, de cabeça para baixo. Graças ao muro de uma casa e a uma árvore, me salvei de um poste que estava próximo. Em meio ao desespero, soltei um forte grito e quando menos esperei, eu estava da mesma posição que meu carro.

Logo que o carro parou, soltei o cinto de segurança - que por sorte, tenho o habito de usar - e cai sobre os estilhaços de vidro que sobrou do parabrisa. Minha coluna doía muito, o meu corpo estava fraco, e minha cabeça sem saber o que pensar direito. Não acreditava que estava naquela situação.

Algumas pessoas se aproximaram para me ajudar. Um policial abriu a porta do motorista, e me chamou para sair, pois era perigoso continuar lá. Mas não tinha forças suficientes para sair. O meu corpo estava em condições, mas a minha cabeça não. Logo quando dei a minha mão ao policial, senti uma sensação de alívio, coisa que achei que senti antes, mas era algo diferente. Estava com um sentimento de agradecimento eterno de estar viva, de não ter sofrido nada demais, de estar andando com a ajuda de muitas pessoas boas, que estavam no lugar certo e na hora certa para me acolher, entre outras coisas.

Logo após, os bombeiros e o SAMU chegou para me atender. Sai imobilizada com toda aparelhagem possível. Fiquei sem me mover um dia inteiro, mas sai do hospital no final da manhã.

Estou repousando em casa, e pelo visto vou ficar durante esta semana inteira. Mas não fico triste pelo meu carro, ou pela situação que estou passando, acho que fico agradecida por ter e estar passando por tudo isso, pois com certeza, estou tendo uma visão nova de vida e criando novas perspectivas à ela. Agradeço por estar aqui dividindo tudo isso com vocês, até para aquelas pessoas que não conheço, mas que vez ou outra comentam nos posts amadores que publico aqui.
Não sei qual será o "melhor acontecimento dos útlimos tempos", mas estarei disposta a responder possíveis pergutas - bom que vocês me ajudam a sair do tédio, pois eu só estou comendo, dormingo, lendo e assintindo televisão... help!
Pescoço marcado com cinto. Ê alegria!

Pernas roxas

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Setembro


Estou com preguiça de escrever agora, mas achei legal recomendar este filme. Acabei de vê-lo no no Sesc Arsenal, e o achei muito bom. Não é puxação de saco, mas até hoje eu não vi nenhum filme do Woody Allen que seja ruim, apesar de não ter assistido todos, mas posso dizer que vi boa parte. Enfim, vai uma pequena descrição do filme a vocês a seguir.


SINOPSE: Numa casa de campo em Vermont, seis pessoas passam o último dia de verão. Um cenário ideal para Woody Allen construir um tocante drama sobre o amor, a amizade e a família ao seu modo inconfundível de fazer cinema. Numa ciranda de paixões, Lane (MIA FARROW), a dona de casa, ama um publicitário, Peter (SAM WATERSON), que alugou sua casa de hóspedes. Mas Peter ama Stephanie (DIANNE WIEST), que se sente vazia com o fracasso de seu casamento. Há ainda Diane (ELAINE STRITCH), a mãe de Lane, e o vizinho Howard (DENHOLM ELLIOT) que ama Lane, para fechar o círculo. Nesse mundo fechado da casa de verão, os personagens compõem um painel de aspirações e obsessões, que Woody Allen explora como ninguém.



Curiosidades: Este filme ainda não tem em DVD, portanto, terão que rebolar pra encontrar uma cópia. Mas para aqueles adeptos à downloads, aí vai o link também: http://www.4shared.com/file/71510177/40025188/SEPTEMBER_Woody_Allen.html